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Nº 01 - (3º SUCESSOR) ALTIMAR ALENCAR PIMENTEL

  Altimar Alencar Pimentel (1936 - 2008)

Jornalista, historiador, teatrólogo e folclorista brasileiro nascido na cidade de Maceió, capital do Estado de Alagoas. O mais velho dos seis irmãos filhos do comerciante Altino de Alencar Pimentel e Maria das Neves Batista Pimentel, aos nove anos (1945) perdeu o pai. Sua mãe, paraibana, logo em seguida voltou para João Pessoa, onde criou todos os irmãos. Iniciou seus estudos primários ainda na capital alagoana, concluindo o ginasial e o clássico no Colégio Estadual da Paraíba. Pela Universidade Federal da Paraíba, concluiu o curso de Licenciatura em Letras – Vernáculo (1971) e bacharelou-se em Comunicação Social e Jornalismo pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (1976). Voltado para o teatro, fez curso de especialização em Direção Teatral na Federação das Escolas Isoladas do Rio de Janeiro e na Universidade Federal da Paraíba (1978). Ingressar no magistério superior, lecionando as disciplinas Evolução do Teatro e Dança (1977) e Introdução às Técnicas de Comunicação (1979), na Universidade Federal da Paraíba.

Foi Diretor do Teatro Santa Roza, Diretor do Departamento de Extensão Cultural do Estado, Coordenador do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular da UFPB e Diretor da Rádio Correio da Paraíba. Como teatrólogo foi autor de inúmeras peças, muitas delas consagradas nacionalmente. Presidente da Comissão Paraibana de Folclore, publicou 17 livros sobre temas folclóricos, entre eles O Coco Praieiro - Uma Dança de Umbigada (1968) e O Mundo Mágico de João Redondo (1971). Também publicou vários livros sobre história paraibana de grande receptividade nos meios culturais. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (2002), cadeira n° 10, também fez dezenas de publicações em revistas e jornais. No Teatro, entre as peças de sua autoria já encenadas na Paraíba e outros Estados, registraram-se mais de 20 peças, entre elas Auto da Cobiça e Viva a Nau Catarineta.

Como administrador público que dirigiu o Theatro Santa Roza, fez aparecer os projetos de conservação e segurança dos edifícios públicos da Paraíba e engrandeceu a cultura popular ao dirigir o Departamento de Extensão Cultural do Estado e a rádio Correio da Paraíba. Exercia o cargo de Secretário de Cultura do Município de Cabedelo, Paraíba, antes de falecer e ser enterrado em João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. Foi casado com Cleide Rocha da Silva Pimentel, formada em Letras, de cuja união vieram os filhos Tatiana, Altino e Hilda.

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