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Nº 13 - (PATRONO) DIOGO VELHO

DIOGO VELHO Cavalcanti de Albuquerque (Visconde de Cavalcanti): Nasceu na Fazenda Chaves, município de Pilar, Estado da Paraíba, em 09 de novembro de 1829 e faleceu na cidade de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, em 14 de junho de 1899 ; filho do agricultor Diogo Cavalcanti de Albuquerque e D.Ângela Sofia Cavalcanti Pessoa. Casou-se com D. Amélia Machado de Coelho e Castro. Não deixou filhos. Homem culto, inteligente, virtuoso e de espírito combativo teve atuação brilhante em todos os cargos que ocupou durante o 2º reinado . Fez o curso primário em Pilar, o secundário no Lyceu Paraibano, obtendo o grau de Direito pela tradicional Escola do Recife, em 1852. Foi Promotor Público em Areia, Diretor da Instrução Pública da Província da Paraíba, em 1861.Esse cargo corresponde, hoje, ao de Secretário de Educação e, Diogo Velho, por essa época, já notava a precariedade do ensino público, conseqüência da baixa remuneração do professor e dizia: «Enquanto não for preenchida essa falta e não se der ao professorado positivas garantias materiais, importância social e sossego quanto ao futuro, as reformas do ensino permanecerão na esterilidade». Pertencia ao Partido Conservador, mas defendia as manifestações que apressassem a emancipação política do Brasil. Diogo Velho foi Membro do Gabinete presidido pelo Visconde de Itaboraí ,defensor da abolição da escravatura; Presidente da Província do Piauí (1859); Presidente do Ceará (1868); Presidente de Pernambuco (1870); Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas; Ministro da Justiça; Diretor do Ministério dos Estrangeiros; Deputado Provincial; Deputado Geral; Senador Vitalício pelo Estado do Rio Grande do Norte e Membro do Conselho do Estado. Representou o Brasil na Exposição Universal de Paris, como Comissário Geral. Marcou a sua presença na Paraíba pela construção da Estrada de Ferro Conde D’Eu, que ligava Cabedelo a Alagoa Grande e pela extensão da linha telegráfica de Recife a João Pessoa. Mesmo após a República, Diogo permaneceu em Paris, sempre leal ao Imperador, só retornando ao Brasil após a morte do soberano. Foi agraciado com os títulos: Grande do Império; Veador da Imperatriz; Visconde com Grandeza; Senador do Império; Conselheiro do Estado e Comendador da Ordem de Cristo no Brasil. Foi condecorado com a Grã Cruz da Coroa Real da Prússia e as insígnias de Grande Oficial da Legião de Honra da França. Além de relatórios e pareceres, elaborou um trabalho intitulado Notice generale sur les principales lois promulgués au Brésil de 1891 a 1894, uma monografia apresentando um resumo histórico dos primeiros anos do Brasil República.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS :

ALMEIDA, Maurílio Augusto. Diogo Velho, em síntese, João Pessoa: 1977.

CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Imprensa Nacional, Rio de Janeiro: 1955.

 

MELLO, Oswaldo Trigueiro de Albuquerque. O Visconde de Cavalcanti. A União/SEC João Pessoa: 1981,

VEIGA, José Gláucio. O Visconde de Cavalcanti, In: Revista da APL, nº 08, João Pessoa: 1978.

 

 

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