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Nº 16 - (PATRONO) FRANCISCO ANTONIO CARNEIRO DA CUNHA

FRANCISCO ANTÔNIO CARNEIRO DA CUNHA: Nasceu na Paraíba, em 13 de junho de1845 e faleceu no Rio de Janeiro em 20 de novembro de 1897, deixando viúva a poetisa Ambrosina Magalhães Carneiro da Cunha. Era filho do farmacêutico Antônio Tomaz Carneiro da Cunha Sênior e de D. Adelaide de Assis Barros. O casal não deixou descendentes. Fez o curso primário na capital do Estado e os preparatórios no Ginásio Pernambucano, em Recife. Ingressou na carreira militar aos 15 anos de idade, sendo logo promovido a Alferes e, em seguida, a Cadete. No Rio de Janeiro, fez curso de Engenharia Militar, diplomando-se em Engenheiro Geográfico e Engenheiro Civil; bacharelou-se em Ciências Físicas e Naturais e em Matemática. Participou da Guerra do Paraguai e, por serviços prestados foi promovido a tenente e a ajudante do Batalhão de Engenheiros que operavam contra o Paraguai. Quando se dirigia, em companhia do Coronel Vilagran Cabrita, à Ilha da Redenção, que ficava entre o Passo da Pátria e Itapuru, no Rio Paraná, a embarcação que os conduzia foi atingida por um intenso bombardeio, perdendo a vida o Coronel Cabrita , tendo Carneiro da Cunha saindo gravemente ferido, em 10 de abril de 1866. Depois de um longo tratamento, restabeleceu-se, ficando, porém, com algumas seqüelas, inclusive, a perda do olfato, tendo sido, em 1871, reformado por incapacidade física, recebendo honras de major. Dedicou-se ao magistério civil e militar., lecionando, através de concurso, nas Escolas Militar e Politécnica; assumiu as cadeiras de Mineralogia, Geologia, Paleontologia, Química Analítica, Física Industrial e Física Experimental. Era Coronel Honorário do Exército, Cavaleiro da Rosa de Cristo e condecorado com a Medalha da Campanha do Paraguai. Tocava piano e clarineta ; compunha sonetos, muitos , dedicados à esposa. Publicou: Os heróis paraibanos na guerra do Paraguai; Notas sobre termoquímica; História da descoberta dos metais (tese de concurso); Eletricidade estática; Eletricidade atmosférica; Estudo comparado das máquinas elétricas (tese de concurso); Memórias sobre Instituições e Organizações Militares; Pano militar; Doutrinas químicas. Trabalhos inéditos: Unidade de Física; Episódio da Guerra do Paraguai; Projeto de Criação do estado do Equador; Poesias.

REFEERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol, II, Parahybanos ilustres, Rio de Janeiro: 1914.

CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Imp. Nacional, Rio de Janeiro: 1955.

, Eduardo de. Paraibanos ilustres, I In: Revista do IHGP, nº 02, 1910.

 

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