Fundador: João Rodrigues Coriolano de Medeiros (1875-1974)
Ocupação: Professor, jornalista e escritor
Fundador da APL: 14/09/1941
JOÃO RODRIGUES CORIOLANO DE MEDEIROS: Nasceu no sítio Várzea das Ovelhas, município de Patos, em 30 de novembro de 1875, e faleceu em João Pessoa, no dia 25 de abril de 1974. Era filho do casal Aquilino Coriolano de Medeiros e D. Joana Maria da Conceição. Em 1877, impulsionada pela seca que assolava a terra sertaneja, sua família deixou o Sertão para se fixar na capital do Estado. Pouco tempo depois, o senhor Aquilino faleceu, vitimado pela sezão (malária).
Coriolano iniciou seus estudos na capital, a princípio em pequenas escolas e, mais tarde, frequentou o Lyceu Paraibano, concluindo os exames preparatórios em 1891. Matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, mas abandonou o curso no terceiro ano devido à necessidade de trabalhar para ajudar sua mãe no sustento do lar. Trabalhou no comércio e, posteriormente, como funcionário dos Correios e Telégrafos. Casou-se, em 1905, com a pianista Eulina Medeiros. Retornou ao comércio, inicialmente como caixeiro da Tabacaria Peixoto e, depois, estabelecendo o seu próprio negócio. Mais tarde, fundou uma escola particular para ensinar as primeiras letras, mantendo-se por muito tempo na atividade de professor.
Além do magistério, Coriolano atuou como jornalista e escritor. Colaborou no jornal A Imprensa e foi redator de O Comércio, periódico dirigido por Artur Achiles. No campo musical, integrou a banda do Clube Astréa, tocando pratos e clarineta. Em 1910, foi nomeado escriturário da Escola de Aprendizes Artífices (futura Escola Técnica Federal), instituição da qual se tornou diretor em 1922 e onde permaneceu até se aposentar. Fundou também um curso de Matemática destinado aos membros da Associação dos Empregados da Paraíba que, pela sua eficácia, tornou-se a céllula-máter da Academia de Comércio Epitácio Pessoa, inaugurada oficialmente em 1921, cabendo a ele proferir a aula magna de instalação.
Em 1941, a Paraíba era o único Estado brasileiro que ainda não havia criado a sua Academia de Letras. Diante disso, Coriolano liderou um grupo de intelectuais que se reuniu no dia 14 de setembro daquele ano, no gabinete de Luiz Pinto, na Biblioteca Pública (localizada à Rua General Osório), dando por fundada a Academia Paraibana de Letras. Eleito o primeiro presidente da entidade, ele mantém, até hoje, o título de seu Presidente de Honra.
Coriolano foi ainda sócio-fundador do Centro Literário Paraibano e sócio do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Integrou a Universidade Popular (agremiação cultural sediada no Teatro Santa Rosa) e a Associação dos Homens de Letras, sociedade acadêmica de trinta membros efetivos criada por sugestão do presidente Camilo de Holanda. Foi o fundador do Gabinete de Estudos de Geografia e História da Paraíba; sócio correspondente dos Institutos Históricos e Geográficos de Sergipe e de São Paulo; membro do Instituto Arqueológico e Geográfico de Alagoas; e detentor da Medalha Deodoro da Fonseca.