Academia Paraibana de Letras

JOMAR MORAIS SOUTO: Nasceu em 23 de agosto de 1935, em Santa Luzia do Sabugy, Estado da Paraíba; filho do casal João Paulino Souto e Maria Morais Souto.No ano de 1941, a família transferiu-se para a capital do Estado, iniciando, então, os estudos. Fez o curso primário no Grupo Escolar Epitácio Pessoa, o ginásio no Colégio Marista Pio X e o secundário (Clássico), no Lyceu Paraibano. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade do Recife, em 1964, após ter cancelado a matrícula na UFPB, na década de 50, por motivos pessoais.

Ingressou no serviço público, aos 18 anos, através de concurso para o IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários); mais tarde, durante uma pausa na sua criação artístico-literária, forçada por força do AI-5, preparou-se para submeter-se a um novo concurso, dessa vez para o Ministério Público. Aprovado, foi nomeado Promotor de Justiça, com atuação na Comarca de São José de Piranhas, alto sertão paraibano. Na década de 70, integrou a equipe do Gabinete do Governador Tarcísio Burity.

Introduzido por Nicodemus Lopes, estreou no Jornal O Estado publicando as suas primeiras crônicas e reportagens; em 1958, o Jornal A União publica seus poemas, ilustrados por Ivan Freitas; no ano seguinte mereceu elogios do escritor pernambucano Mauro Mota, pelo destaque que teve na coletânea de poesias intitulada Geração 59, elaborada por um grupo de jovens poetas paraibanos. “Pela capacidade de novos métodos de assimilação poética, ao lado de uma imaginética que o coloca entre os melhores representantes de sua geração, entre os melhores e mais promissores” (trecho de uma entrevista concedida por Mauro Mota ao Suplemento Letras e Artes, suplemento de A União, em 1959).

Em 1961, participou de um encontro nacional de escritores, no Rio de Janeiro, a convite do jornalista Adalberto Barreto, presidente à época da API, oportunidade em que conheceu o poeta Vinicius de Morais, advindo daí, uma sólida amizade.

A produção poética de Jomar Souto é bastante diversificada, encontra-se presente na literatura, no teatro, no cinema, na música.

Apresentamos, aqui, alguns dos seus trabalhos: Geração 59, 1959 (coletânea de poemas); Pedra de espera, 1961 (Prêmio Augusto dos Anjos); Itinerário lírico da cidade de João Pessoa, 1962, já em várias edições; Elegia para um camponês morto na Fazenda Miriri; Noturno do adro da Igreja de São Francisco e Sonetos das harpas do areal ( apresentados na Exposição Poemas dentro do rio, realizada no Rio Capibaribe, Recife);Fazenda de murmúrios, 1980; Canto da capitania real de Nossa Senhora das Neves, 1985 ( Prêmio de poesia no Quarto Centenário de Fundação da Paraíba); Agrarianas e outros poemas escolhidos, 1996.

Teatro: Em 1969, participou do elenco da peça PA-RA-Í- BÊ-A-BA, dirigida por Paulo Pontes, declamando versos seus e de Augusto dos Anjos; o Poema Reina calma no país foi musicado pelo compositor Marcos Vinicius e Sabia, sabiá por Vital Farias, tendo sido apresentados em Festivais de Música Popular Brasileira no Teatro Santa Rosa, saindo vitoriosos.

Cinema; compôs as trilhas poéticas dos filmes País de São Saruê, Conterrâneos velhos de guerra e Bolandeira, todos do cineasta paraibano Vladimir Carvalho e todos premiados.

Jomar Souto ingressou na Academia Paraibana de Letras, em 23 de maio de 1998, saudado pelo acadêmico Luiz Gonzaga Rodrigues.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

Informações fornecidas pelo acadêmico.