Fundador: Francisco Barbosa Coutinho Filho (1898-1976
Ocupação: Advogado, professor, folclorista, historiador e sociólogo
Eleito: 08/05/1971
Posse: 31/07/1971
Saudação: Osias Nacre Gomes
FRANCISCO BARBOSA COUTINHO FILHO: Nasceu na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1976. Realizou seus estudos primários em sua terra natal, transferindo-se posteriormente para a capital do Estado, onde deu continuidade à sua formação ao matricular-se no tradicional Colégio Diocesano Pio X. Bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife.
Membro de tradicional estirpe e de sólida herança regional, Francisco Barbosa Coutinho Filho descendia das aristocráticas famílias açucareiras e cafeicultoras do Brejo paraibano, cuja atividade agrícola e econômica teve início na província a partir de 1850 e alcançou o seu apogeu até o ano de 1921, cultivo este introduzido pioneiramente no território paraibano pelo gaúcho Tomé Barbosa da Silva.
No âmbito profissional e funcional, ingressou no serviço público federal ao ser nomeado para o prestigioso cargo de Fiscal de Consumo da República, funções que o levaram a percorrer e fixar residência em diversos estados da federação. No magistério e na instrução pública de sua terra natal, prestou valiosos serviços pedagógicos ao lecionar no Grupo Escolar Xavier Júnior e nas salas de aula do renomado Instituto Bananeirense, então sob a competente direção do professor Pedro Augusto de Almeida.
Homem de múltiplos talentos intelectuais e de profunda vinculação com as raízes populares, Coutinho Filho consagrou-se como um polivalente folclorista, historiador, sociólogo e humanista, notabilizando-se também por sua impressionante verve artística como repentista popular e profundo estudioso das manifestações orais e do cancioneiro nordestino. Deixou valiosa contribuição ao ensaísmo historiográfico e regional, colaborando com revistas especializadas e órgãos de imprensa.
Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito intelectual e ao valor de seu legado à cultura e à salvaguarda da memória brejeira e paraibana, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 31 de julho de 1971, ocasião em que tomou posse em sua Cadeira e foi recepcionado com o tradicional discurso de saudação proferido pelo ilustre acadêmico e jurista Osias Gomes.