ELIZABETH Figueiredo Agra MARINHEIRO: Nasceu na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba; filha de Agripino da Costa Agra e D. Maria Figueiredo Agra. Estudou em Campina Grande, no Colégio Alfredo Dantas e no Colégio Estadual; bacharelou-se em Letras Neolatinas, na Faculdade de Filosofia do Recife, tendo realizado curso de Licenciatura em Letras Neolatinas,na Faculdade de Filosofia de Campina Grande. Tem curso de Pós-Graduação em Lingüística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em 1974; sendo, também, pós-graduada em Introdução à Pesquisa Científica, Teoria Literária I, Introdução à Lingüística, Semiologia, Teoria da Comunicação, Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa, Teoria do Conhecimento e Teoria Literária II. Tem doutorado e pós-doutorado em Letras pela Universidade de Madrid. Além destes, possui vários outros cursos de Extensão realizados em Campina Grande, João Pessoa, Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Entre as atividades docentes exercidas pela acadêmica, destacamos: Professora de: Latim e de Português, no Colégio Estadual; Francês e Português, no Ginásio da Escola de Artes de Campina Grande; Português, no Colégio Municipal Anita Cabral e professora titular (fundadora) de Teoria Literária do Departamento de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Regional do Nordeste (FURNE).É professora de Teoria Literária I e II da UFPB. Já representou o Brasil em Simpósios realizados em Madrid; ministrou cursilhos de Literatura Nordestina em Sevilha e Santiago de Compostella (Espanha). Em Viena, foi a representante dos Cursos Ibero-Americanos de Madrid, nos Congressos Internacional de Semiótica (1979). É detentora de Comendas, Troféus e Moções conferidas por diversas intituições culturais do Brasil e do Exterior. Recebeu o Prêmio José Veríssimo, em 1981, conferido pela Academia Brasileira de Letras, pelo trabalho A bagaceira: uma estética dasociologia e o Prêmio Sílvio Romero, 1983, com Vozes de uma Voz. Idealizou e coordena os Congressos de Crítica Literária na Paraíba, promovendo Seminários Internacionais de Literatura, anualmente, realizados em Campina Grande. Elizabeth Marinheiro foi a primeira mulher eleita para a Academia Paraibana de Letras. Assumiu a sua Cadeira, em 02 de maio de 1980 e foi recepcionada pelo acadêmico Mário Moacyr Porto. Sua produção literária é vasta e significativa. Destacamos: Chegadas e andanças (crônicas); O professor enquanto comunicador(ensaio sobre educação);A intertextualidade de formas simples (críticas literárias sobre Ariano Suassuna); A bagaceira: uma estética da sociologia (crítica literária sobre a Bagaceira); Vozes de uma voz; Manuel Bandeira (estudo crítico em língua francesa); José Américode Almeida (estudo publicado em suplementos literários de Belo Horizonte); Iluminaçãode Regina(conto);Em Virgínius somos; Figueiredo Agra e o new criticismo (ensaio); O homem se eterniza pelo que escreve, João Pessoa: Universitária, 1980; Vozes de uma voz, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1982; Dicionário biobibliográfico do autor da microrregião do agreste da Borborema; João Pessoa: Universitária, 1982; O compromisso do escritor (com Edilberto Coutinho), João Pessoa: A União, 1983; Leituras. Antes e agora, (Corpus Paraíba). Brasília: Senado Federal, 1988; Novos hábitos de leitura. João Pessoa: Universitária, 1990. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Arquivo da APL. GUIMARÃES, Luiz Hugo. História da Academia Paraibana de Letras. João Pessoa: A União, 2001. Memorial Acadêmico, 1ª ed.

Nº 20 – (FUNDADOR) LUÍS GONZAGA

CADEIRA Nº 20 FUNDADOR: LUÍS GONZAGA DE OLIVEIRA Patrono: Joaquim José Henrique da Silva (1820-1889) Fundador: Pe. Luís Gonzaga de Oliveira (1915-1971) 1ª Sucessora: Elizabeth Figueiredo Agra Marinheiro (atual ocupante) Fundador: Pe. Luís Gonzaga de Oliveira (1915-1971) Ocupação: Professor e padre Eleito: 04/11/1950 Posse: 20/04/1951 Saudação: Higino da Costa Brito BIOGRAFIA LUÍS GONZAGA DE OLIVEIRA: Nasceu na data de 19 de maio de 1915, no Engenho Lameiro, localizado no município de Serra da Raiz, Estado da Paraíba, e faleceu em João Pessoa, no dia 25 de abril de 2002. Era filho de Belarmino Augusto de Oliveira e de D. Maria Emília de Oliveira. Alfabetizado em instituições particulares, concluiu o curso primário na escola pública de sua terra natal. Ao completar doze anos, matriculou-se no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, onde realizou o ensino secundário, os exames preparatórios e os cursos de Filosofia e de Teologia. Foi ordenado sacerdote em 1938 pelo então Arcebispo da Paraíba, Dom Moisés Coelho. Iniciou sua trajetória eclesiástica e docente na capital paraibana ao ser nomeado Vigário Cooperador da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora das Neves e professor de Língua Portuguesa e de Latim no próprio Seminário Arquidiocesano. Consolidou uma sólida carreira no magistério, lecionando no Colégio das Neves, no Abrigo de Menores Jesus de Nazaré, no Colégio Nossa Senhora de Lourdes e no Colégio Pio X. No ano de 1952, foi nomeado pelo governador José Américo de Almeida para reger as cátedras de Latim e de Literatura Latina na Faculdade de Filosofia da Paraíba, integrando posteriormente o corpo docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). No âmbito pastoral, exerceu marcante atividade no clero arquidiocesano. Em 1945, assumiu o posto de pároco substituto da Catedral de Nossa Senhora das Neves, em decorrência do afastamento por motivos de saúde do Monsenhor José Coutinho. Na sequência, foi designado Capelão do Abrigo Jesus de Nazaré e, mais tarde, atuou como Capelão da Maternidade Cândida Vargas — espaço que considerava um fecundo campo para o apostolado sacerdotal. Em 1963, ao celebrar o jubileu de prata de sua ordenação, foi elevado à dignidade de Cônego Honorário do Cabido Metropolitano da Paraíba pelo Arcebispo Dom Mário de Miranda Vilas Boas. Homem de letras e de imprensa, dirigiu em duas oportunidades o jornal católico A Imprensa. Em reconhecimento ao seu vasto saber filológico e literário, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 04 de novembro de 1950, tomando posse solenemente em sua Cadeira no dia 10 de maio de 1951, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Higino Brito. PUBLICAÇÕES Quadros daminha infância  Tragédia do major  Zé Fernandes  Figuras e paisagens Padres do meu tempo Bispos do meutempo Memórias do internato Diário secreto Impressões de Canudos O Pe. Emídio Fernandes e o seu tempo Os holandeses em Cabedelo Discurso de posse Júlio César