24 – Francisco Gil Messias

CADEIRA Nº 24 3º SUCESSOR: FRANCISCO DAS CHAGAS GIL MESSIAS Patrono: Pedro Américo Figueiredo Mello (1843-1905) Fundador: Horácio de Almeida (1896-1983) 1º Sucessor: José Jóffily Bezerra de Mello (1914-1994) 2º Sucessor: Evaldo Gonçalves de Queiroz (1933-2025) 3º Sucessor: Francisco das Chagas Gil Messias (atual ocupante) 3º Sucessor: Francisco das Chagas Gil Messias (atual ocupante) Ocupação: Advogado, jornalista e escritor Eleito: 25/07/2025 Posse: 02/09/2025 Saudação: Hildeberto Barbosa Filho BIOGRAFIA Francisco das Chagas Gil Messias nasceu em João Pessoa, PB em 1955. É bacharel em Direito pela UFPB e mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina — UFSC. Foi Procurador Federal, do quadro de Advocacia-Geral da União, junto à Universidade Federal da Paraíba, onde prestou serviços na década de 1980. Na referida universidade foi Chefe da Procuradoria Jurídica. Exerceu o magistério superior no Curso de Direito do UNIPÊ e na Escola de Magistratura da Paraíba. No gênero de poesia publicou: Olhares: poemas bissextos, Na medida do possível e outros poemas da aldeia, Um dedo de prosa: escritos da aldeia e O redator de obituários: crônicas, artigos e talvez ensaios. Todos pela editora Ideia. Publicou artigos em jornais e trabalhos jurídicos em revistas especializadas. Escreveu quinzenalmente no jornal Correio da Paraíba, na página de opinião. Escreve semanalmente no blog Ambiente de Leitura Carlos Romero e regularmente no suplemento literário do jornal A União, Correio das Artes; é membro do Instituto de Estudos Kelsenianos da Paraíba e da Academia Paraibana de Filosofia. Foi eleito para a APL em 25 de julho de 2025 e tomou posse no dia 02 de setembro de 2025 para ocupar a Cadeira nº 24, que tem como patrono Pedro Américo Figueiredo Mello e último ocupante Evaldo Gonçalves de Queiroz. Foi recepcionado pelo acadêmico Hildeberto Barbosa Filho. PUBLICAÇÕES Olhares: poemas bissextos A medida do possível e outros poema da aldeia Um dedo de prosa: escritos da aldeia O redator de obituários: crônicas, artigos e talvez ensaios
Nº 24 – (2º SUCESSOR) EVALDO GONÇALVES
EVALDO GONÇALVES de Queiroz :Nasceu em São João do Cariri, Estado da Paraíba, em 15 de junho de 1933; filho de José Gonçalves de Queiroz e d. Felismina Maria de Queiroz. Estudou no Colégio Diocesano Pio XI, em Campina Grande, tendo os cursos de Direito, pela Universidade Federal da Paraíba e Filosofia, pela Universidade Federal de Pernambuco. É advogado, professor universitário, escritor e político. Entre as funções públicas, ressaltamos: Funcionário do IBGE –Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Diretor de Educação e Cultura de Campina Grande; Promotor Público das Comarcas de Pocinhos e Campina Grande; Secretário da Administração de Campina Grande; secretário da Administração do Estado, na no governo Ernani Sátyro; Chefe da Casa Civil do Governo do Estado da Paraíba, 1973;, ; atualmente, ocupa o cargo de Secretário da Ação Social do Governo do Estado, tendo ocupado, também, a Secretaria de Educação do Estado, neste ano de 2000. Foi professor de História Gral e do Brasil no Colégio Diocesano Pio XI, Colégio Estadual de Campina Grande e do Colégio Técnico de Administração; professor de Geografia Humana da Faculdade de Ciências Econômicas de Campina Grande e professor de Geografia Econômica da Faculdade de Ciências da Administração da Universidade Regional do Nordeste; professor de Estudos dos Problemas Brasileiros da UFPB. Vereador em Campina Grande; Deputado Estadual, por três mandatos consecutivos; Governador , eventual, do Estado, em 1985; Deputado Federal (1986/1994); membro do Conselho Estadual de Educação do Estado; membro efetivo da Associação Brasileira de Técnicos em Administração. Foi Presidente da Assembléia Legislativa do Estado (1985/86); Líder do Governo Ivan Bichara, 1976/78; Alguns dos seus trabalhos publicados: Ocidentes: legados e perspectivas, 1957; A América pré-colombiana, 1957; Nossa primeira defesa (discurso de orador de turma), 1963; Do horário do comércio (parecer), 1963; Do “Quorum” nas câmaras de vereadores (parecer), 1963; Capitalismo: crises e alternativas, 1964; Geografia humana: Conceito e objetivo, 1964; Modelos de código tributário municipal, 1969; Manuais de serviço tributário e patrimônio, 1969; Plano de classificação de cargos, 1969; A verdade, somente averdade, 1970; Integração política: fatos de segurança nacional (discurso como orador ta turma do II Ciclo de Estudos sobre o Desenvolvimento e Segurança, promovido pela ADESG); A revolução brasileira: desenvolvimento e modelo político, 1975; Festa do dever cumprido, 1975; José Américo: profeta em sua terra, 1977; João Calmon: cidadão do Brasil, 1977; Da recompensa de ser Deputado, 1978; Da hora e da vez de agradecer, 1981; Argemiro: líder do seu povo, 1981;Sonho de estudante, lição de eternidade, 1981; Afonso Campos e Campina naprimeira república, 1981; Três discursos: Mais um dos nossos- A grandeza doquotidiano e Ouvir ou ver estrelas?, 1983; O mundo começa em Campina, 1984; Epitácio contra o epitacismo?; Auroras que jamais entardecerão, 1984; A hora éesta! o nordeste não pode mais esperar, 1987; À Paraíba sempre, 1989; Meu capitalé o trabalho, 1990; Valeu, amigos!, 1991; Memória política, 1993; Alegria de poder voltar, 1994; Elpídio: o homem – encontro, 1998; Signos da Paraíba, 1990; Cristiano Lauritzen, 2000. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Curriculum vitae elaborado pelo acadêmico.
24 – Evaldo Gonçalves de Queiroz (falecido)

24 – Evaldo Gonçalves de Queiroz Cadeira nº 24 Patrono: Pedro Américo Fundador: Horácio de Almeida Sucessores: José Joffily Bezerra de Melo Evaldo Gonçalves de Queiroz Nasceu em São João do Cariri, Estado da Paraíba, em 15 de junho de 1933; filho de José Gonçalves de Queiroz e d. Felismina Maria de Queiroz. Estudou no Colégio Diocesano Pio XI, em Campina Grande, tendo os cursos de Direito, pela Universidade Federal da Paraíba e Filosofia, pela Universidade Federal de Pernambuco. É advogado, professor universitário, escritor e político. Entre as funções públicas, ressaltamos: Funcionário do IBGE –Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Diretor de Educação e Cultura de Campina Grande; Promotor Público das Comarcas de Pocinhos e Campina Grande; Secretário da Administração de Campina Grande; secretário da Administração do Estado, na no governo Ernani Sátyro; Chefe da Casa Civil do Governo do Estado da Paraíba, 1973;, ; atualmente, ocupa o cargo de Secretário da Ação Social do Governo do Estado, tendo ocupado, também, a Secretaria de Educação do Estado, neste ano de 2000. Foi professor de História Gral e do Brasil no Colégio Diocesano Pio XI, Colégio Estadual de Campina Grande e do Colégio Técnico de Administração; professor de Geografia Humana da Faculdade de Ciências Econômicas de Campina Grande e professor de Geografia Econômica da Faculdade de Ciências da Administração da Universidade Regional do Nordeste; professor de Estudos dos Problemas Brasileiros da UFPB. Vereador em Campina Grande; Deputado Estadual, por três mandatos consecutivos; Governador , eventual, do Estado, em 1985; Deputado Federal (1986/1994); membro do Conselho Estadual de Educação do Estado; membro efetivo da Associação Brasileira de Técnicos em Administração. Foi Presidente da Assembléia Legislativa do Estado (1985/86); Líder do Governo Ivan Bichara, 1976/78; Alguns dos seus trabalhos publicados: Ocidentes: legados e perspectivas, 1957; A América pré-colombiana, 1957; Nossa primeira defesa (discurso de orador de turma), 1963; Do horário do comércio (parecer), 1963; Do “Quorum” nas câmaras de vereadores (parecer), 1963; Capitalismo: crises e alternativas, 1964; Geografia humana: Conceito e objetivo, 1964; Modelos de código tributário municipal, 1969; Manuais de serviço tributário e patrimônio, 1969; Plano de classificação de cargos, 1969; A verdade, somente a verdade, 1970; Integração política: fatos de segurança nacional (discurso como orador ta turma do II Ciclo de Estudos sobre o Desenvolvimento e Segurança, promovido pela ADESG); A revolução brasileira: desenvolvimento e modelo político, 1975; Festa do dever cumprido, 1975; José Américo: profeta em sua terra, 1977; João Calmon: cidadão do Brasil, 1977; Da recompensa de ser Deputado, 1978; Da hora e da vez de agradecer, 1981; Argemiro: líder do seu povo, 1981;Sonho de estudante, lição de eternidade, 1981; Afonso Campos e Campina na primeira república, 1981; Três discursos: Mais um dos nossos- A grandeza do quotidiano e Ouvir ou ver estrelas?, 1983; O mundo começa em Campina, 1984; Epitácio contra o epitacismo?; Auroras que jamais entardecerão, 1984; A hora é esta! o nordeste não pode mais esperar, 1987; À Paraíba sempre, 1989; Meu capital é o trabalho, 1990; Valeu, amigos!, 1991; Memória política, 1993; Alegria de poder voltar, 1994; Elpídio: o homem – encontro, 1998; Signos da Paraíba, 1990; Cristiano Lauritzen, 2000. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Curriculum vitae elaborado pelo acadêmico
Nº 24 – (1º SUCESSOR) JOSÉ JOFFILY BEZERRA DE MELLO
CADEIRA Nº 24 1º SUCESSOR: JOSÉ JOFFILY BEZERRA DE MELLO Patrono: Pedro Américo Figueiredo Mello (1843-1905) Fundador: Horácio de Almeida (1896-1983) 1º Sucessor: José Jóffily Bezerra de Mello (1914-1994) 2º Sucessor: Evaldo Gonçalves de Queiroz (1933-2025) 3º Sucessor: Francisco das Chagas Gil Messias (atual ocupante) 1º Sucessor: José Joffily Bezerra de Mello (1914-1994) Ocupação: Escritor, jornalista e pesquisador Eleito: 13/09/1983 Posse: 21/11/1983 Saudação: Manuel Batista de Medeiros BIOGRAFIA JOSÉ JOFFILY BEZERRA DE MELLO: Nasceu na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba, em 25 de março de 1914, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 2000. Era filho de Antônio Bezerra de Mello e de D. Maria Joffily Bezerra de Mello. Realizou seus estudos na capital paraibana, onde frequentou o Colégio Diocesano Pio X e o tradicional Lyceu Paraibano. Ingressou inicialmente na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, transferindo-se posteriormente para a Faculdade de Direito do Recife, instituição pela qual se bacharelou em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1938. Sua militância pública e partidária manifestou-se ainda na juventude, quando participou ativamente dos comícios e movimentos da Aliança Liberal, articulação histórica de 1929 que uniu Paraíba, Minas Gerais e Rio Grande do Sul em prol das candidaturas de Getúlio Vargas e João Pessoa. Defensor de ideais socialistas e progressistas, foi preso no bojo da repressão política de 1935, sendo recolhido a uma penitenciária no Rio de Janeiro e, consecutivamente, transferido para o navio-presídio Pedro I, conquistando a liberdade no ano seguinte por meio de um habeas corpus. No cenário parlamentar, elegeu-se Deputado Federal pela Paraíba por várias legislaturas consecutivas entre os anos de 1946 e 1962, inicialmente vinculado ao PSD (e não ao PDS, como registrado por lapso na memória oral) e, posteriormente, ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), legenda pela qual concorreu ao Senado Federal. Ao longo de sua polivalente trajetória administrativa, exerceu cargos de elevado relevo técnico e jurídico, tais como: Gerente da Caixa Rural e Operária da Paraíba; Assistente Técnico do Departamento de Cooperativismo do Estado; Promotor Público na comarca de Floresta (PE); Diretor da Penitenciária Agrícola de Itamaracá; e Secretário de Estado da Agricultura, Viação e Obras Públicas da Paraíba. Por sua competência diplomática e econômica, representou o Brasil em diversas missões oficiais de alta responsabilidade no exterior. No ano de 1964, em decorrência do golpe civil-militar, teve seus direitos políticos cassados por dez anos pelo Comando Supremo da Revolução, passando a dedicar-se à iniciativa privada a partir de então. Consagrado jornalista, pesquisador e historiador de renome nacional, José Joffily legou uma vasta e premiada produção bibliográfica. Sua obra historiográfica foi duas vezes laureada com o prestigioso Prêmio CLIO da Academia Paulistana de História: a primeira em 1981, pelo livro Revolta e revolução, e a segunda em 1983, pelo volume Entre a monarquia e a república. No mesmo ano de 1983, obteve grande projeção cultural com o lançamento do longa-metragem nacional Parahyba Mulher Macho, dirigido por Tizuka Yamasaki e baseado em seu aclamado livro biográfico Anayde Beiriz. Por seu indiscutível mérito intelectual, foi condecorado com o título de Honra ao Mérito pela Câmara Municipal de Campina Grande e alvo de sessão solene especial na Assembleia Legislativa da Paraíba por ocasião de seu septuagenário. Integrou as mais importantes agremiações culturais do país, sendo membro da Academia de Letras de Campina Grande (ALCG), do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), da Academia de Letras e Artes do Nordeste (ALANE), da Academia Paulistana de História e do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, além de pertencer à União Brasileira de Escritores (UBE-SP) e figurar como sócio-correspondente dos Institutos Históricos e Geográficos dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 25 de novembro de 1983, ocasião em que tomou posse em sua Cadeira e foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Gláucio Veiga. PUBLICAÇÕES O caso pantler A industrialização da Paraíba O Plano SALTE Fatos e versões Distorções e revisões Revolta e revolução Anayde Beiriz Entre a monarquia e a república Morte na Ulen Porto político Londres, londrina Harry Berger Aplicação da verba federal de 1.800.000,00 na Paraíba Teses e conferências Brasília e o desenvolvimento econômico Aplicação de capital nos territórios não-autônomos Problemas de reforma agrária 15 de novembro – 100 anos depois A sucessão estadual As responsabilidades do intelectual
Nº 24 – (FUNDADOR) HORÁCIO DE ALMEIDA
CADEIRA Nº 24 FUNDADOR: HORÁCIO DE ALMEIDA Patrono: Pedro Américo Figueiredo Mello (1843-1905) Fundador: Horácio de Almeida (1896-1983) 1º Sucessor: José Jóffily Bezerra de Mello (1914-1994) 2º Sucessor: Evaldo Gonçalves de Queiroz (1933-2025) 3º Sucessor: Francisco das Chagas Gil Messias (atual ocupante) Fundador: Horácio de Almeida (1896-1983) Ocupação: Historiador e juiz Fundadora da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA HORÁCIO DE ALMEIDA: Nasceu na cidade de Areia, Estado da Paraíba, em 21 de outubro de 1896, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 05 de junho de 1983. Era filho de Rufino Augusto de Almeida e de Adelaide Jocunda de Almeida. Foi casado com D. Corinta Freitas de Almeida, união da qual nasceram sete filhos: Átila, Armênia, Libânia, Luiz, Carlos Eduardo, Ignez e Doris. Iniciou seus primeiros estudos no próprio engenho de seu pai, transferindo-se posteriormente para a capital do Estado, onde realizou seus exames preparatórios no tradicional Lyceu Paraibano com vistas ao ingresso no ensino superior. Bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife no ano de 1930. Logo após a sua graduação, retornou à Paraíba e iniciou sua carreira profissional no âmbito jurídico. Destacou-se como Juiz Eleitoral, atuando na representação da classe dos advogados ao lado de Maurício Furtado, parceria que deu origem a uma sólida e duradoura amizade entre os dois juristas. Na administração pública e na imprensa, exerceu o relevante cargo de Secretário do Interior e Justiça do Estado e teve marcante atuação nos periódicos da capital, onde colaborava assiduamente e assumiu a direção do jornal O Estado da Paraíba. Contudo, foi no universo das letras e do ensaísmo que alcançou projeção nacional, consagrando-se como um dos historiadores mais respeitados e eruditos do país, célebre por suas monumentais investigações documentais e regionais. Fixando residência no Rio de Janeiro — então capital federal —, Horácio de Almeida desenvolveu uma intensa militância institucional e literária: foi membro efetivo da Academia Fluminense de Letras e da Academia Carioca de Letras; presidiu o Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes e o Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro; e destacou-se historicamente como o principal idealizador e fundador da Federação das Academias de Letras do Brasil (FALB). Sem jamais desligar-se de suas raízes culturais e historiográficas norte-paraibanas, integrou os quadros de sócios do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e imortalizou-se como um dos dez sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras (APL), tendo participado ativamente da consolidação e da instalação solene da casa no dia 14 de setembro de 1941. PUBLICAÇÕES Contribuição para uma bibliografia paraibana Bacharéis de 1930 A posição da mulher perante as leis do país Pedro Américo – ligeira notícia bibliografia Pedro Américo – centenário do seu nascimento Brejo de Areia – memórias de um município Ao redor de mim mesmo Augusto dos Anjos – razões de sua angústia História da Paraíba Augusto dos Anjos – tema para debates Dicionário popularparaibano Dicionário de termos eróticos e afins
Nº 24 – (PATRONO) PEDRO AMÉRICO
PEDRO AMÉRICO Figueiredo Mello : Nasceu na cidade de Areia, Estado da Paraíba, em 29 de abril de 1843 e faleceu na cidade italiana de Florença, no dia 07 de outubro de 1905; foi sepultado em João Pessoa, em abril do ano seguinte. Era filho de Daniel Eduardo de Figueiredo Mello e D. Feliciana Cirne de Figueiredo; casado com D. Carlota , filha do pintor e poeta Manuel de Araújo Porto Alegre. Estudou em Areia, tendo sido aluno do latinista Joaquim da Silva. Originário de uma família de aristas, Pedro Américo herdou dos seus ascendentes o gosto pelas artes, sendo dotado de um extraordinário talento.; quando criança, estudou música com o avô, integrava o coral da igreja e já desenhava retratos e paisagens . A figura de um galo, desenhada na parede do estabelecimento do seu pai, despertou a curiosidade do desenhista alemão Bindsel, que visitava a cidade com um grupo de cientistas liderados pelo naturalista Jacques Brunet .O desenhista admirou-se com a firmeza dos traços e a riqueza de detalhes do desenho e, sabendo da situação financeira da criança, apelou às autoridades para que ajudassem àquela criança a desenvolver o seu talento, conseguindo meios , através do Governo Geral, para que ele pudesse freqüentar uma escola. No final de 1854, Pedro Américo seguiu para o Rio de Janeiro, protegido pelo Governo Imperial , a fim de matricular-se no Colégio D. Pedro II, onde fez os preparatórios e ingressou na Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, sendo considerado pelo diretor “a glória da Academia”. Com o fim de aperfeiçoar-se, embarcou para a Europa. Em Paris, estudou na Academia de Belas Artes, no Instituto de Física de M. Ganot e na Sorbone.Conheceu os maiores centros culturais do mundo; na Europa, ele foi muito prestigiado, teve a sua arte reconhecida. Era doutor em Ciências Naturais pela Universidade de Bruxelas, tendo sido professor adjunto desta Universidade. . Antes de ir ao Velho Mundo, lecionou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e Deputado Geral pela Paraíba. Recebeu as honrarias de Grão Cavaleiro da Ordem Romana do Santo Sepulcro e Cavaleiro da Coroa da Alemanha ; pertencia a várias associações culturais. Além de pintor, foi romancista, poeta, orador, cultor da Filosofia e da Ciência, mas, consagrou-se como pintor. Seus quadros mais conhecidos: O grito do Ipiranga; A Batalha do Avaí; A Batalha de Campo Grande; O consertador de bandolim; A rabequista árabe; O passo da pátria; Tiradentes esquartejado; David e Absag; Judith e Holofernes; Jacob e Moisés; O voto de Heloísa; A primeira culpa; O noviciado; Mater dolorosa;; A mulher de Putifar; Joana D’Arc; Cristo menino; Cristo diante de Pilatos; Cristo morto; Cristo ressuscitado; Paz e concórdia; Honra e pátria; A noite com os gênios do amor e do estudo. Retratos: Araújo Porto Alegre; D. Carlota; Conde D’Eu; Inez de Castro; D. João VI; D. Pedro II e D. Pedro I. Paisagens: A cascata; Uma rua no Tânger; Paisagem árabe; Paisagem de aspecto africano. Romances: O holocausto; Na cidade eterna e O foragido. Literatura:La reforme de l’Academie de Beaux-Arts; La science et les systemes; Hypothese relativa à causa do phenomeno chamado luz zodiacal. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Pedro Américo-notícias bibliográficas, João Pessoa: 1982. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II, Parahyba, Rio de Janeiro, 1914. RIBEIRO, Domingos. Pedro Américo e a música. João Pessoa: 1982. VASCONCELOS, Amaury. Pedro Américo-gênio não só na pintura. João Pessoa: 1982.