Nº 25 – (2° SUCESSOR) ASTENIO FERNANDES
Astenio Cesar Fernandes Médico, escritor e pesquisador, Astenio Cesar Fernandes foi eleito para a Academia Paraibana de Letras em 25 de fevereiro de 2010, ocupando a cadeira 25, vaga com o passamento do Acadêmico José Rafael de Menezes. Saudado pelo acadêmico José Loureiro Lopes, tomou posse no dia 07 de maio de 2010 em solenidade realizada no auditório do Espaço Cultural do UNIPÊ. Nascido em Campina Grande/Paraíba, em 20 de dezembro de 1947, Astenio é filho de Antonio Fernandes de Medeiros e Anna de Almeida Cesar Fernandes. É casado com a médica oftalmologista, e professora, Yone Maria Rocha Cesar Fernandes. Pai de Mariana Rocha Fernandes de Carvalho, Arthur Rocha Cesar Fernandes e Bruno Rocha Cesar Fernandes, é avô de Lara Fernandes de Carvalho e Lucas Fernandes de Carvalho. Sua formação, Astenio Fernandes contempla estudos secundários no Colégio Estadual Liceu do Ceará em Fortaleza; graduação em Medicina na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa/PB; residência médica e especialização (em oftalmologia) no Hospital São Geraldo – Serviço do professor Hilton Rocha – em Belo Horizonte/MG. Na Universidade Federal de Minas Gerais concluiu também tese de doutorado em Medicina, aprovada com nota máxima, em 1980. No hospital Hôtel-Dieu de Paris da Université Pierre et Marie Curie de Paris realizou pós-doutorado – sob orientação do professor Yves Pouliquen – no período de 1990 a 1991. Coordenando o Programa de Intercâmbio Internacional Brasil/França, celebrado pelo MEC e envolvendo o Hospital Lauro Wanderley (Brasil) e o Centro Hospitalar Universitário de Nice (França), estagiou no Hôpital Pasteur da Université Sophia Antipolis, em Nice/França, em 1998. Na Universidade Federal da Paraíba foi professor da disciplina oftalmologia, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), em Cursos de graduação e residência médica credenciada pelo MEC. No Centro de Ciências da Saúde foi fundador, coordenador adjunto e professor de didática, do Programa de Doutorado em Ciências da Saúde. Durante a atividade docente, idealizou e criou o Centro de Referência Oftalmológica (CEROF) e o Programa de Residência Médica, sendo coordenador de ambos, de 2002 a 2005. Na UFPB desempenhou outras atividades: membro do Comitê Local do PIBIC-CNPq, de 1998 a 1999; presidente do Conselho Curador da Fundação José Américo (por três períodos administrativos) e membro titular do Conselho Superior Universitário (CONSUNI) de 1999 a 2001; Diretor de Ensino Pesquisa e Extensão do Hospital Lauro Wanderley de 1996 a 2005. Docente, participou de bancas examinadoras de monografias de mestrado e teses de doutorado e orientou monografias de mestrado e outras pesquisas acadêmicas, nas Universidades Federais da Paraíba e Minas Gerais, nas áreas de Medicina, Engenharia de Produção e Enfermagem. Foi ainda palestrante, coordenador e debatedor, em mais de noventa Cursos, Seminários e Congressos, no Brasil e no exterior e membro e presidente de Comissões de Concurso Público para seleções de docentes e de médicos oftalmologistas de Hospitais Universitários. José Rafael de Menezes, prefaciando o seu livro inaugural em poesia (“Âkâsha – poemas”), afirmou: “Hoje, o convite de Astenio Cesar Fernandes me distingue e reconfirma as afinidades que cultivo com esse magnânimo poeta, cuja familiaridade com meu amigo José Américo de Almeida vem selar ainda mais a admiração que nutro pela sua pessoa (…). Astenio apresenta-nos versos livres, mas também ousa com sucesso a difícil técnica do soneto (…). Outra vertente por onde percorre o poeta Astenio é a liberdade. Foi assim que eu li Âkâsha. É isso que penso sobre sua significante obra”. Acerca deste livro, disse ainda, em “TESSITURAS”, a crítica literária e professora, Elizabeth Marinheiro: “Sou mesmo fissurada em livros. Daí porque recomendo a leitura de Âkâsha da autoria de Astenio Fernandes”. Em sua trajetória cultural, Astenio Fernandes apresenta outros títulos: membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico do Estado do Rio Grande do Norte; membro efetivo da Academia Paraibana de Filosofia; presidente do Comitê Diretor da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade – CNEC – Estado da Paraíba, de 1988 a 1989; presidente do Comitê Diretor da Associação de Cultura Franco-Brasileira, Aliança Francesa de João Pessoa, de 1996 a 1999; vice-presidente da União Brasileira de Escritores, Seccional/Paraíba, em 2007. OBRAS CIENTÍFICAS · “Ceratoplastia perfurante – a quente – pós queimadura química” (tese, doutorado, Universidade Federal de Minas Gerais, 1980). · “Le devenir de greffons transfixiants silicodesséchés dans la perfurations cornéenne (memoire, pós-doutorado, Université Pierre et Marie Curie de Paris 1991). · “Retinoblastoma trilateral”, tipo especial de retinoblastoma – tumor maligno originário de células da retina – publicado no J Fr Ophtalmol. 1994; 17 (11): 674-8; publicação que o incluiu no ranking dos cientistas mais consultados do mundo – IRC 2005, Centro de Ciências da Saúde da UFPB baseado no Institute of Science Information, Thomson, EUA. · “Transplante de Córnea Opção Terapêutica na Reabilitação Visual”; Revista Unidade Médica 1985. · “Aspectos da Problemática da Cegueira em Nosso Meio”; Revista Unidade Médica, 1985. · “Carcinoma Basocelular Metastático com infiltração Perineural”; Revista Brasileira de Cirurgia 1985. · “Drusas de nervo óptico associadas à membrana vascular coroideana macular”; Revista Brasileira de Oftalmologia, dezembro de 1996. · “Evaluation of environmental work conditions of video display terminals Workstation”; ANAIS The 4th Pan Pacific Conference on Occupational Ergonomics, 1996. · “Profilaxia da endoftalmite em cirurgia de catarata”; Oftalmologia em Foco 1998. · Noções Básicas de Oftalmologia, livro (SEDEC MGACUNHA), 1992.. · Comportamento dos Transplantes Penetrantes Sílico-Desidratados na Perfuração de Córnea – Estudo Histológico e Ultraestrutural. Série Teatro dos Olhos. Edição bilíngue CRM/PB, Editora Idéia, 2014. LITERÁRIAS Livros · Em tarde de autógrafos – discursos (Ed. Idéia), 1996. · Discurso Memorial – pegadas acadêmicas e outros rastos (F&A), 2005. · Âkâsha – poemas (UNIPÊ Editora), 2007. · Memorial da palavra – Discursos, apresentações & Crônicas (UNIPÊ Editora), 2007. · Imortalidade é liberdade – Discursos (Ed. Idéia), 2010. · Poesia do Brasil, vol. 11. ANTOLOGIA POÉTICA (Grafite Edit), 2010. · Poesia do Brasil, vol. 13. ANTOLOGIA POÉTICA (Grafite Edit), 2012. · “Augusto dos Anjos: Além da Linguagem”, em AUGUSTO DOS ANJOS A HETEROGENEIDADE DO EU SINGULAR – colaborador, (Mídia Gráfica Edit), 2012. DISCURSOS · · Representando (por concurso)
Nº 25 – (1º SUCESSOR) JOSÉ RAFAEL DE MENEZES

CADEIRA Nº 25 1º SUCESSOR: JOSÉ RAFAEL DE MENEZES Patrono: Severino Peryllo de Oliveira (1898-1930) Fundador: João Lelis de Luna Freire (1909-1954) 1º Sucessor: José Rafael de Menezes (1924-2009) 2º Sucessor: Astênio César Fernandes (atual ocupante) 1º Sucessor: José Rafael de Menezes (1924-2009) Ocupação: Professor e jornalista Eleito: 17/12/1955 Posse: 28/05/1956 Saudação: Pe. Manoel Otaviano BIOGRAFIA JOSÉ RAFAEL DE MENEZES: Nasceu na cidade de Monteiro, Estado da Paraíba, em 23 de agosto de 1924, e faleceu em Recife, Estado de Pernambuco, no dia 23 de junho de 2009. Era filho de Alcindo Bezerra de Menezes e de D. Maria das Dores Rafael de Menezes. Foi casado com D. Ádila de Paula Menezes, união da qual nasceram quatro filhos: Raíssa, Tereza Julieta, Bruno e Rafael José. Iniciou seus primeiros estudos em sua terra natal na escola particular das professoras Tibúrcia Feitosa e Alda Lafayette, frequentando, na sequência, o Grupo Escolar Miguel Santa Cruz. Transferiu-se posteriormente para o Recife, onde deu continuidade à sua formação nos colégios Salesiano, Nóbrega e Oswaldo Cruz. Possuía uma sólida e polivalente formação acadêmica, tendo concluído os cursos de Licenciatura e Bacharelado em Geografia e História pela Faculdade de Filosofia Manuel da Nóbrega, além do curso de Ciências Jurídicas e Sociais pela tradicional Faculdade de Direito do Recife. Em 1949, iniciou sua trajetória jurídica ao ser nomeado Promotor Público da comarca de Monteiro, cidade onde também deu os primeiros passos no magistério e atuou como fundador do pioneiro Ginásio de Monteiro. Na capital paraibana, consolidou uma respeitável carreira acadêmica na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como professor titular das disciplinas de Didática, Filosofia da Educação e Filosofia da História. Lecionou ainda na antiga Universidade Autônoma de João Pessoa (atual Unipê), regendo as cátedras de Sociologia do Desenvolvimento e Psicologia Social. Na esfera administrativa e pública da Paraíba, exerceu as funções de Diretor de Ensino do Estado, Auditor da Justiça Militar, Diretor do Departamento Cultural da UFPB e cumpriu mandato eletivo como Deputado Estadual. Ao fixar residência definitiva na capital pernambucana, expandiu intensamente sua atuação no magistério superior após anos de dedicação ao ensino secundário (1944–1948). Em Pernambuco, lecionou em prestigiadas instituições como a Faculdade de Filosofia do Recife (FAFIRE), a Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), a Faculdade de Administração e a Faculdade de Direito. Intelectual de trânsito nacional, representou o Estado de Pernambuco em inúmeros congressos e encontros de Secretários de Educação. Destacou-se como membro-fundador da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), representando a instituição em seu I Congresso Nacional, realizado no Rio de Janeiro em 1970. Ministrou ainda diversos cursos de extensão sobre a sétima arte, Psicologia, Sociologia e Filosofia nas principais capitais do Nordeste. Pioneiro na crítica cinematográfica regional, ingressou no jornalismo como cronista de cinema, tendo introduzido o estudo teórico da área ao fundar a cadeira de Teoria do Cinema no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, em João Pessoa, e lecionar nos cursos de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco. Humanista e escritor de pena fecunda, colaborou assiduamente com importantes órgãos de imprensa do país, imprimindo seus ensaios e crônicas nas páginas do Jornal do Commercio e do Diário de Pernambuco (Recife), de O Diário (Belo Horizonte), do jornal O Estado de S. Paulo, e do Correio da Paraíba (João Pessoa). Em reconhecimento ao valor de sua produção intelectual e ensaística, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL), tomando posse solenemente em sua Cadeira no dia 28 de maio de 1956, ocasião em que foi recepcionado com o célebre discurso de saudação do acadêmico Padre Manuel Otaviano. PUBLICAÇÕES Um homem de bem comum Cristianismo e socialização Caminhos do cinema Linha democrática Psicologia Social Conteúdos da Sociologia Filosofia Social Sociologia da Administração Alternâncias Humanismo recifense O filosofar em Luís Delgado Paraibanos na Faculdade de Direito do Recife O mestre escola-brasileiro História do Lyceu Paraibano Humanismo nordestino Êxodo A miragem do sul Política Reflexões de um professor universitário Memórias de um pau de arara Homo nordestinus vol. I Homo nordestinus vol. II Paraibanos em distinções na Faculdade de Direito Sociologia do Nordeste O compromisso cinecista (reflexões de um fundador) O poder reflexivo de Ascendino Leite Aproximações da obra estética de Evaldo Coutinho Vasconcelos Sobrinho: o ecológico místico Maciel Pinheiro Três estetas paraibanos Patriarcas de Alagoa de Monteiro Perfilados da geração de 45 Filosofia de vida A geração de 45 Ensaísmo pernambucano Costa Porto: um trabalhador intelectual Memórias de um escritor O idílio recifense de Cecília Aurora A personalidade intelectual do magistrado Andrade Bezerra: o erudito gentil A paixão bibliográfica de Américo de Oliveira Costa Aníbal Bruno: professor e escritor Amizades bibliográficas Joacil Pereira
Nº 25 (FUNDADOR) JOÃO LELIS DE LUNA FREIRE
CADEIRA Nº 25 FUNDADOR: JOÃO LELIS DE LUNA FREIRE Patrono: Severino Peryllo de Oliveira (1898-1930) Fundador: João Lelis de Luna Freire (1909-1954) 1º Sucessor: José Rafael de Menezes (1924-2009) 2º Sucessor: Astênio César Fernandes (atual ocupante) Fundador: João Lelis de Luna Freire (1909-1954) Ocupação: Professor e político Eleito: 09/06/1945 Posse: 04/10/1945 Saudação: Celso Marques Mariz BIOGRAFIA JOÃO LELIS DE LUNA FREIRE: Nasceu na cidade de Alagoa Nova, Estado da Paraíba, em 04 de abril de 1909, e faleceu em João Pessoa, no dia 24 de julho de 1954. Era filho de Lelis de Luna Freire e de D. Elvira Fernandes de Luna Freire. Foi casado com D. Maria de Lourdes Costa de Luna Freire, união da qual nasceram sete filhos: João, Jorge, Ronaldo, Roberto, Sérgio, Fernanda e Alexandre. Iniciou seus estudos na capital do Estado, realizando o curso primário no Curso Francisca Moura e no Colégio Diocesano Pio X, e prosseguindo para o tradicional Lyceu Paraibano, onde realizou os exames preparatórios para o ingresso no ensino superior. No ano de 1937, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Sua vocação literária e jornalística manifestou-se precocemente: em 1926 já atuava como redator do jornal oficial A União, dividindo as oficinas e redação com nomes como João da Mata, Júlio Rique, Ernane Batista e Samuel Wanderley. No ano de 1929, assumiu a direção do periódico Diário do Povo. Homem de convicções firmes e ação destemida, participou ativamente dos movimentos revolucionários de 1930 como oficial do 29º Batalhão de Caçadores (29º BC), integrando a coluna militar que combateu no sertão da Bahia. Naquela oportunidade, exerceu voluntariamente a pioneira função de “correspondente de guerra”, realizando a cobertura jornalística dos principais fatos e combates da campanha naquela região. No âmbito da administração municipal, construiu uma sólida carreira pública em diferentes localidades do Nordeste. Em 1932, durante o governo de Gratuliano Brito, foi nomeado prefeito do município de Taperoá; no estado do Rio Grande do Norte, administrou a prefeitura de Santa Cruz do Inharé e, em 1935, assumiu o comando executivo do município de Mamanguape, de volta à Paraíba. No cenário legislativo estadual, elegeu-se Deputado Estadual em 1946 pelo Partido Social Democrático (PSD), integrando de forma destacada a comissão parlamentar responsável pela elaboração da nova Constituição do Estado da Paraíba. Ao longo de sua expressiva trajetória pública e jurídica, acumulou cargos de elevada relevância administrativa, entre os quais: Delegado de Investigações e Capturas; Delegado de Ordem Política e Social (DOPS); Chefe de Polícia do Estado; Diretor da Casa de Detenção; Membro do Conselho Administrativo do Estado; Presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas da Assembleia Legislativa; Diretor da Divisão Legal do Departamento de Municipalidades; Diretor da Secretaria de Viação e Obras Públicas; e Diretor da Imprensa Oficial do Estado. Sua sensibilidade humanitária e dedicação às causas sociais levaram-no a presidir a Comissão de Estudos e Planejamento dos Serviços de Assistência Social e, em 1951, a ser indicado pela UNICEF para representar a região Nordeste junto ao Fundo Internacional de Socorro à Infância, vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU). No magistério, iniciou sua carreira lecionando as disciplinas de Língua Inglesa e de Economia Política na Academia de Comércio Epitácio Pessoa, ascendendo posteriormente à docência superior nas Faculdades de Direito e de Filosofia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Intelectual de reconhecido mérito e profundo crítico de seu tempo, presidiu as solenidades comemorativas da Comissão do Cinquentenário do romancista José Lins do Rego. Na década de 1950, manteve uma concorrida coluna semanal no jornal Correio da Paraíba, intitulada “Crítica Literária”, na qual versava sobre os mais variados temas das letras e da cultura universal. Foi ainda agraciado com o título de oficial-honorário da Polícia Militar da Paraíba e imortalizou-se como sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). PUBLICAÇÕES A campanha de Princesa Peryllo Doliveira Garimpo de São Vicente O nascimento de uma cidade Ensaios de interpretação histórico-social
Nº 25 – (PATRONO) SEVERINO PERYLLO DOLIVEIRA
Severino PERYLLO DOLIVEIRA: Nasceu no dia 04 de dezembro de 1898, em Cacimba de Dentro, município de Araruna, Estado da Paraíba e faleceu na capital do Estado, em 26 de agosto de 1930; filho de Almeno Peryllo de Oliveira e D. Josefa Maria de Oliveira . Morreu solteiro. Nunca freqüentou escolas. Aprendeu as primeiras letras, enquanto trabalhava como caixeiro de uma mercearia, sozinho e sem nenhuma orientação, o que não o impediu de transformar-se, mais tarde, no grande jornalista, poeta e literato. Iniciou a vida como ator, carreira que seguiu por mera casualidade. Encontrava-se em Araruna um pequeno circo administrado pela atriz Irene Concepitini; Peryllo sentindo-se atraído pela atriz, integrou-se ao grupo e seguiu a caravana, Brasil afora. Apresentou-se como ator, nesta companhia, em quase todos os Estados do Brasil, tornando-se famoso e requisitado por outras produtoras. Na capital, em março de 1923, apresentou-se no teatro Santa Rosa, no papel principal da peça Água mole em pedra dura…, com muito sucesso. Deixando o palco, voltou ao seu Estado natal, instalando-se na capital, dedicando-se à literatura e ao jornalismo, tornando-se conhecido como um dos maiores incentivadores do movimento de renovação literária do Brasil Em 1952, exercia funções burocráticas na Secretaria Geral do Estado e,a convite do poeta Silvino Olavo, integrou-se à redação de O Jornal, órgão recém-criado. Colaborou, também, em A União e foi redator da Revista Era Nova, A sua produção literária é caracterizada pelo lirismo e por uma profunda melancolia.. Publicou: Desconhecida (novela), 1924; Canções que a vida me ensinou (livro de estréia), 1925; Caminho cheio de sol (poesia), 1928; A voz da terra (poema), 1930. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO,Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional,1955. MARTINS, Eduardo. Peryllo Doliveira – obra poética. João Pessoa: 1983. PINTO, Sérgio de Castro. Coletânea de autores paraibanos, João Pessoa: 1988.