30 – Santo Estanislau

CADEIRA Nº 30 Santo Estanislau Patrono: Santo Estanislau Pessoa de Vasconcelos (1860-1933) Fundador: Francisco Barbosa Coutinho Filho (1898-1976) 1º Sucessor: Pedro Moreno Gondim (1914-2005) 2º Sucessor: Otávio Sitônio Pinto Pereira (1945-2022) 3º Sucessor: José Nunes da Costa (atual ocupante) BIOGRAFIA SANTO ESTANISLAU Pessoa de Vasconcelos: Nasceu no dia 13 de março de 1860, na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, e faleceu em Belém, capital do Estado do Pará, em 31 de dezembro de 1933; filho de Virgínio Estanislau Afonso e D. Maria Fortunata das Neves, Casado, em primeiras núpcias, com Maria Blandina da Câmara Bezerra, nascendo dessa união dois filhos: José e Maria Elisa. Ficando viúvo, casou-se com Maria Amália e, depois, com Ana Zaíra, ambas irmãs da primeira esposa. Fez os estudos fundamentais em Bananeiras, seguindo para Recife, fazendo os preparatórios no Curso Anexo da Faculdade de Direito, bacharelando-se em Direito em 1879. Enquanto estudante, Santos Estanislau exerceu o magistério particular e estagiou no escritório de advocacia do seu tio, Dr. José Lopes Pessoa da Costa, aperfeiçoando, aí, os seus conhecimentos jurídicos. Formado, voltou à Paraíba. Exerceu as funções públicas: Promotor Público de Bananeiras, Pilar e Campina Grande; Juiz Municipal de Órfãos e Juiz de Direito de Mamanguape. No Pará, exerceu as funções: Juiz de Direito das comarcas de Chaves, Cametá e de Baião; Chefe de Polícia do Estado, nomeado pelo Presidente Paes de Carvalho. Em 1901, através de decreto, foi nomeado desembargador. Publicou: Anotações da Reforma Judiciária à Lei 455, de 11/06/1896; Apelações de Terceiros (monografia); Casos forenses. A cidade de João homenageou-o dando seu nome a uma das ruas do Bairro de Cruz das Armas, popularmente conhecida como a Rua Santo Estanislau.
Nº 30 – (1º SUCESSOR) WILLS LEAL
WILLS LEAL nasceu em 18 de setembro de 1936, em Alagoa Nova, Estado da Paraíba; filho do senhor Antônio Leal Ramos e D. Ana Meira Leal Ramos. Foi alfabetizado pelo seu pai, em seguida, freqüentou o Grupo Escolar de Alagoa Nova, concluindo o curso primário. Na capital do Estado, continuou os estudos no Lyceu Paraibano e na Academia de Comércio Epitácio Pessoa; é graduado em Filosofia e em Línguas Neolatinas, pela UFPB., especializando-se em Língua e Literatura Francesa. É poliglota, professor, escritor e jornalista. Atua na imprensa paraibana, escrevendo artigos sobre cinema e turismo; já presidiu a Associação Brasileira de Jornalismo e Escritores de Turismo (ABRAJET). Professor aposentado do Estado, já tendo lecionado Língua e Literatura Francesa no Conservatório Antenor Navarro e na Escola de Formação de Professores. Nestas últimas duas décadas, desenvolveu atividades relacionadas ao turismo, exercendo o cargo de Diretor de Eventos e Operações, junto a Empresa Paraibana de Turismo – EMPETUR. Sempre ligado às atividades jornalísticas e de turismo, teve a oportunidade de viajar muito, conhecendo quase todos os países do mundo. Durante três anos foi promotor, na Paraíba, do Concurso Miss Paraíba, com reconhecimento nacional. Nos anos sessenta, liderou um grupo de amigos, fundando o Clube dos Solteiros, instalado na Boate Maravilha, na praia de Tambaú, sendo hoje, conhecido como “o último dos solteiros” daquele grupo. Atuou na imprensa como crítico cinematográfico, divulgando os seus trabalhos nos jornais da cidade, em revistas especializadas e até no exterior. Ingressou na Academia Paraibana de Letras, em 29 de maio de 1992, recepcionado pelo acadêmico José Octávio de Arruda Mello. Trabalhos publicados: Cinema & Província, João Pessoa: Edição doa Autor, 1968; Escritores Brasileiros no Cinema, João Pessoa: Edição do Autor, 1969; O Nordeste no Cinema, João Pessoa: Editora Universitária/FUNAPE/UFPB, 1982; A Aventura do Amor Atonal ou a Síndrome Genitálica, João Pessoa: Edição do autor, 1982; O Discurso cinematográfico dos paraibanos, João Pessoa: A União, 1992; Memorial da Festa das Neves, João Pessoa: JB, 1995; O Iate Clube nos seus Trinta Anos, João Pessoa: A UNIÃO, 1995; No tempo do lança-perfume, João Pessoa: A União, 1996; A saga de um grande clube, João Pessoa, JB, 1997; Iate nos seus 25 anos, João Pessoa, JB, 1997; Era feliz e não sabia, João Pessoa: Arpoador, 2000; No Tempo do Lança-Perfume, João Pessoa, 2000; O real e virtual no turismo da Paraíba, João Pessoa: A União, 2001. Fragmentos Etílicos e Gastronômicos: a história do comer e do beber na Paraíba, João Pessoa, 2002; Elas só Citavam O Pequeno Príncipe: a história dos concursos de miss Brasil e de miss Paraíba, João Pessoa: A UNIÃO, 2003; Jamais Deletado, João Pessoa: Ideia, 2011; Primeiro de Abril, antes e depois de 1964, João Pessoa: Ideia, 2014.
Nº 30 – (2º SUCESSOR) GERALDO MAGELA CANTALICE
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Nº 30 – (1º SUCESSOR) PEDRO MORENO GONDIM

CADEIRA Nº 30 1º SUCESSOR: PEDRO MORENO GONDIM Patrono: Santo Estanislau Pessoa de Vasconcelos (1860-1933) Fundador: Francisco Barbosa Coutinho Filho (1898-1976) 1º Sucessor: Pedro Moreno Gondim (1914-2005) 2º Sucessor: Otávio Sitônio Pinto Pereira (1945-2022) 3º Sucessor: José Nunes da Costa (atual ocupante) 1º Sucessor: Pedro Moreno Gondim (1914-2005) Ocupação: Advogado, político (Deputado Estadual) e poeta Eleito: 13/10/1979 Posse: 13/09/1984 Saudação: Luiz Augusto da Franca Crispim BIOGRAFIA PEDRO MORENO GONDIM: Nasceu no Engenho Capim Açu, município de Alagoa Nova, Estado da Paraíba, no dia 1º de maio de 1914, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 26 de julho de 2005. Era filho de Inácio Costa Gondim e de D. Eulina Moreno Gondim. Foi casado em primeiras núpcias com D. Ozanete Duarte Gondim, união da qual nasceram cinco filhos. Após enviuvar, contraiu segundas núpcias com D. Sílvia Marques Gondim, com quem teve dois filhos. Realizou seus estudos primários em sua cidade natal, cursou o ginasial no tradicional Lyceu Paraibano, em João Pessoa, e concluiu o secundário no Colégio Carneiro Leão XIII, em Recife. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife no ano de 1938, dedicando-se inicialmente à advocacia privada com intensa atuação na Paraíba e em estados vizinhos. Ingressou na vida pública e partidária figurando como um dos destacados fundadores do Partido Social Democrático (PSD) na Paraíba (e não PDS, como registrado por lapso na memória oral). Em 1946, elegeu-se Deputado Estadual para a Assembleia Legislativa. Conquistou a reeleição para um segundo mandato parlamentar, mas optou por não assumi-lo ao ser convidado pelo governador José Américo de Almeida para chefiar a importante pasta de Secretário da Agricultura, Viação e Obras Públicas. Posteriormente, elegeu-se Vice-Governador do Estado, oportunidade em que assumiu interinamente a Chefia do Poder Executivo em virtude do afastamento por motivos de saúde do governador Dr. Flávio Ribeiro Coutinho. Desincompatibilizou-se do cargo dentro dos prazos constitucionais para disputar a titularidade do Executivo nas eleições de 1960, consagrando-se Governador da Paraíba após obter uma histórica e expressiva vitória sobre o Dr. Janduhy Carneiro. Sua gestão governamental (1961–1966) foi uma das mais marcantes e arrojadas da história paraibana, caracterizada por profundas transformações socioeconômicas e por um cenário de intensa ebulição política nacional. Pedro Gondim notabilizou-se pela mediação e condução diante das históricas lutas pela Reforma Agrária e a ascensão das Ligas Camponesas no estado. Na infraestrutura e no desenvolvimento, sua administração promoveu uma histórica expansão da Rede Estadual de Ensino, além de impulsionar a modernização da agricultura, o fomento à indústria e a pavimentação da malha rodoviária. Em 1966, ao término de seu mandato, elegeu-se Deputado Federal; contudo, teve seu mandato e seus direitos políticos arbitrariamente cassados pelo regime civil-militar de 1964, readquirindo as prerrogativas civis apenas anos mais tarde, com a abertura política e a anistia formalizada no governo do presidente João Figueiredo. Retornou à militância partidária filiando-se ao PMDB, legenda pela qual disputou o Senado Federal. Não tendo alcançado a vitória nas urnas, retirou-se de pleitos eletivos, mantendo-se na condição de conselheiro e colaborador. Entre os anos de 1985 e 1990, exerceu com reconhecida competência técnica a Diretoria de Câmbio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Humanista e esteta de refinada sensibilidade, Pedro Gondim dedicou seus anos de recolhimento à paixão pela leitura e pela poesia. Traduzia suas vivências e lirismo em versos que publicava assiduamente nas páginas do Correio das Artes, prestigiado suplemento literário do jornal oficial A União, fazendo uso do sofisticado pseudônimo de Homero Morgon. Em reconhecimento ao seu inestimável legado político, social e literário à história paraibana, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 21. Tomou posse solenemente no dia 13 de setembro de 1984, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do célebre discurso de recepção proferido pelo acadêmico e jornalista Luiz Augusto da Franca Crispim. PUBLICAÇÕES Honra e Vida Verdade na Justiça
Nº 30 – (FUNDADOR) FRANCISCO BARBOSA COUTINHO FILHO

CADEIRA Nº 30 FUNDADOR: FRANCISCO BARBOSA COUTINHO FILHO Patrono: Santo Estanislau Pessoa de Vasconcelos (1860-1933) Fundador: Francisco Barbosa Coutinho Filho (1898-1976) 1º Sucessor: Pedro Moreno Gondim (1914-2005) 2º Sucessor: Otávio Sitônio Pinto Pereira (1945-2022) 3º Sucessor: José Nunes da Costa (atual ocupante) Fundador: Francisco Barbosa Coutinho Filho (1898-1976 Ocupação: Advogado, professor, folclorista, historiador e sociólogo Eleito: 08/05/1971 Posse: 31/07/1971 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA FRANCISCO BARBOSA COUTINHO FILHO: Nasceu na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1976. Realizou seus estudos primários em sua terra natal, transferindo-se posteriormente para a capital do Estado, onde deu continuidade à sua formação ao matricular-se no tradicional Colégio Diocesano Pio X. Bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife. Membro de tradicional estirpe e de sólida herança regional, Francisco Barbosa Coutinho Filho descendia das aristocráticas famílias açucareiras e cafeicultoras do Brejo paraibano, cuja atividade agrícola e econômica teve início na província a partir de 1850 e alcançou o seu apogeu até o ano de 1921, cultivo este introduzido pioneiramente no território paraibano pelo gaúcho Tomé Barbosa da Silva. No âmbito profissional e funcional, ingressou no serviço público federal ao ser nomeado para o prestigioso cargo de Fiscal de Consumo da República, funções que o levaram a percorrer e fixar residência em diversos estados da federação. No magistério e na instrução pública de sua terra natal, prestou valiosos serviços pedagógicos ao lecionar no Grupo Escolar Xavier Júnior e nas salas de aula do renomado Instituto Bananeirense, então sob a competente direção do professor Pedro Augusto de Almeida. Homem de múltiplos talentos intelectuais e de profunda vinculação com as raízes populares, Coutinho Filho consagrou-se como um polivalente folclorista, historiador, sociólogo e humanista, notabilizando-se também por sua impressionante verve artística como repentista popular e profundo estudioso das manifestações orais e do cancioneiro nordestino. Deixou valiosa contribuição ao ensaísmo historiográfico e regional, colaborando com revistas especializadas e órgãos de imprensa. Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito intelectual e ao valor de seu legado à cultura e à salvaguarda da memória brejeira e paraibana, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 31 de julho de 1971, ocasião em que tomou posse em sua Cadeira e foi recepcionado com o tradicional discurso de saudação proferido pelo ilustre acadêmico e jurista Osias Gomes. PUBLICAÇÕES Repentistas e glosadores Violas e repentes Dimensões de Goiás intelectual Folclore em áreas da Paraíba
Nº 30 – (PATRONO) SANTOS ESTANISLAU PESSOA DE VASCONCELOS
CADEIRA Nº 30 – SANTOS ESTANISLAU SANTOS ESTANISLAU Pessoa de Vasconcelos: Nasceu no dia 13 de março de 1860, na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, e faleceu em Belém , capital do Estado do Pará, em 31 de dezembro de 1933; filho de Virgínio Estanislau Afonso e D. Maria Fortunata das Neves, Casado, em primeiras núpcias, com Maria Blandina da Câmara Bezerra, nascendo dessa união dois filhos: José e Maria Elisa. Ficando viúvo, casou-se com Maria Amália e, depois, com Ana Zaíra, ambas irmãs da primeira esposa. Fez os estudos fundamentais em Bananeiras, seguindo para Recife, fazendo os preparatórios no Curso Anexo da Faculdade de Direito, bacharelando-se em Direito em 1879. Enquanto estudante, Santos Estanislau exerceu o magistério particular e estagiou no escritório de advocacia do seu tio, Dr. José Lopes Pessoa da Costa, aperfeiçoando, aí, os seus conhecimentos jurídicos. Formado, voltou à Paraíba. Exerceu as funções públicas: Promotor Público de Bananeiras, Pilar e Campina Grande; Juiz Municipal de Órfãos e Juiz de Direito de Mamanguape. No Pará, exerceu as funções: Juiz de Direito das comarcas de Chaves, Cametá e de Baião; Chefe de Polícia do Estado, nomeado pelo Presidente Paes de Carvalho. Em 1901, através de decreto, foi nomeado desembargador.Publicou: Anotações da Reforma Judiciária à Lei 455, de 11/06/1896; Apelações de Terceiros(monografia);Casos forenses. A cidade de João homenageou-o dando seu nome a uma das ruas do Bairro de Cruz das Armas, popularmente conhecida como a Rua Santo Estanislau. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato.Homens do Brasil, vol. II, Parahybanos ilustres. Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914. COUTINHO FILHO, Francisco. Discurso de Posse.João Pessoa: 1971.