Nº 32 – (1º SUCESSOR) WILIS LEAL
WILLS LEAL: Nasceu em 18 de setembro de 1936, em Alagoa Nova, Estado da Paraíba; filho do senhor Antônio Leal Ramos e D. Ana Meira Leal Ramos. Foi alfabetizado pelo seu pai, em seguida, freqüentou o Grupo Escolar de Alagoa Nova, concluindo o curso primário. Na capital do Estado, continuou os estudos no Lyceu Paraibano e na Academia de Comércio Epitácio Pessoa; é graduado em Filosofia e em Línguas Neolatinas, pela UFPB., especializando-se em Língua e Literatura Francesa. É poliglota, professor, escritor e jornalista. Atua na imprensa paraibana, escrevendo artigos sobre cinema e turismo; já presidiu a Associação Brasileira de Jornalismo e Escritores de Turismo (ABRAJET). Ingressou na Academia Paraibana de Letras, em 29 de maio de 1992, recepcionado pelo acadêmico José Octávio de Arruda Mello. Trabalhos publicados: Discursos cinematográficos dos paraibanos, João Pessoa: A União, 1992; Memorial da Festa das Neves, João Pessoa: JB, 1995; No tempo do lança-perfume, João Pessoa: A União, 1996; A saga de um grande clube, João Pessoa, JB, 1997; Iate nos seus 25 anos, João Pessoa, JB, 1997; Era feliz e não sabia, João Pessoa: Arpoador, 2000; O real e virtual no turismo da Paraíba, João Pessoa: A União, 2001. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: GUIMARÃES, Luiz Hugo. História da Academia Paraibana de Letras, João Pessoa: A União, 2001. Memorial acadêmico, 1ª edição.
Nº 32 – (FUNDADOR) ERNANI AYRES SÁTYRO

CADEIRA Nº 32 FUNDADOR: ERNANI AYRES SÁTYRO E SOUZA Patrono: Carlos Augusto Furtado de Mendonça Dias Fernandes (1874-1942) Fundador: Ernani Ayres Sátyro e Souza (1911-1986) 1º Sucessor: Wills Leal (1936-2020) 2º Sucessor: Eitel Santiago de Brito Pereira (atual ocupante) Fundador: Ernani Ayres Sátyro e Souza (1911-1986) Ocupação: Ensaísta, escritor, poeta, romancista e político (Governador) Eleito: 25/08/1962 Posse: 03/08/1963 Saudação: Ivan Bichara BIOGRAFIA ERNANI AYRES SÁTYRO E SOUZA: Nasceu na cidade de Patos, Estado da Paraíba, no dia 11 de setembro de 1911, e faleceu na cidade de Brasília, Distrito Federal, no dia 08 de maio de 1986, localidade onde foi inicialmente sepultado. Era filho de Miguel Sátyro e Souza e de D. Capitulina Ayres Sátyro e Souza. Casou-se, no ano de 1935, com D. Antonieta Sátyro, união da qual nasceram três filhos: Silede, Bertholdo e Gleide. Em justa homenagem à sua memória, no dia 08 de maio de 1993, seus restos mortais foram solenemente trasladados para um mausoléu construído pelo Governo do Estado em sua terra natal, situado no complexo da Fundação Cultural que orgulhosamente leva o seu nome. Iniciou seus estudos primários em Patos. Visando dar continuidade à sua formação, transferiu-se para a capital do Estado, onde frequentou as salas de aula do Colégio Diocesano Pio X e do tradicional Lyceu Paraibano. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela histórica Faculdade de Direito do Recife no ano de 1933. Logo após a colação de grau, dedicou-se temporariamente à advocacia privada, antes de ingressar de forma definitiva e consagrada na vida pública e política do país. Sua trajetória política é uma das mais extensas e expressivas da história paraibana. Em 1934, elegeu-se Deputado à Assembleia Constituinte Estadual de 1935 pelas fileiras do Partido Libertador. Na sequência de sua ascensão pública, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado e, posteriormente, assumiu por um breve período o cargo de Prefeito de João Pessoa. Construiu uma sólida carreira no Parlamento Federal, elegendo-se Deputado Federal por sucessivas legislaturas e tornando-se uma liderança de projeção nacional. No ano de 1971, por meio do sistema de eleições indiretas, foi escolhido Governador do Estado da Paraíba, sucedendo ao Dr. João Agripino Filho e assumindo a chefia da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) em âmbito estadual. Sua gestão governamental (1971–1975) foi marcadamente realizadora e operou uma profunda modernização no perfil urbano e arquitetônico da Paraíba. Pautado por uma conduta de reconhecida competência técnica e probidade administrativa, Ernani Sátyro foi o responsável pela execução e entrega de obras monumentais, entre as quais destacam-se: o Centro Administrativo do Estado, no bairro de Jaguaribe; o edifício-sede da Assembleia Legislativa da Paraíba; o complexo industrial e administrativo do jornal oficial A União, no Distrito Industrial; os estádios governamentais de futebol em João Pessoa (Almeidão) e em Campina Grande (Amigão); as instalações da Central de Abastecimento (CEASA); e o Quartel do Corpo de Bombeiros. Sob sua égide, concluiu-se a histórica obra do Hotel Tambaú e viabilizou-se a construção do Conjunto Habitacional Castelo Branco, além de uma vasta rede de colégios, rodovias integradoras e sistemas de saneamento básico na capital e nos municípios do interior. Paralelamente ao homem público e jurista, Sátyro foi um intelectual de primeira grandeza, consagrando-se como ensaísta, conferencista, poeta, contista e romancista de fino trato literário. De sua lavra destacam-se obras de grande repercussão ficcional e regionalista, a exemplo de seus romances O Quadro e Mariana. Na imprensa escrita, manteve por longos anos uma concorrida e lírica coluna semanal nas páginas do jornal A União, intitulada “Sempre aos domingos”, espaço no qual versava sobre crônicas cotidianas e memórias afetivas de seu Sertão. Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito intelectual e ao valor imperecível de sua produção bibliográfica, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 03 de agosto de 1963, ocasião em que tomou posse em sua Cadeira e foi recepcionado com o tradicional discurso de saudação proferido pelo ilustre escritor, político e confrade Ivan Bichara Sobreira. PUBLICAÇÕES Mariana e Quadro negro Dia de São José (inédito) O canto do retardatário (inédito)
Nº 32 – (PATRONO) CARLOS AUGUSTO FURTADO DE MENDONÇA DIAS FERNANDES
CARLOS Augusto Furtado de Mendonça DIAS FERNANDES: Nasceu em 20 de setembro de 1874, na cidade de Mamanguape, Estado da Paraíba e faleceu em 09 de dezembro de 1942, no Hospital da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro. Era filho do Dr. Nepomuceno Dias Fernandes e de D. Maria Augusta Saboia Dias Fernandes. Aprendeu as primeiras letras com a sua mãe, continuando com os professores Luiz Aprígio e Isaac Ribeiro que lhe ministraram aulas de Português e Latim. Aos dezesseis anos já tinha lido Os lusíadas bem como Virgílio e Horácio na língua original . Apesar de Mamanguape se, a esse tempo, um importante centro de exportação de algodão e da cana-de-açúcar, através do porto de Salema, Carlos Fernandes não sentia atração pela cidade que , pela falta de desenvolvimento cultural não lhe oferecia condições para expandir o seu potencial latente; de espírito aventureiro, aspirava a uma vida menos repressiva e mais alegre o que faltava ali. A própria vida familiar, com imposições de regras e horários para tudo, privavam-no do convívio com as outras crianças, dos folguedos infantis, até mesmo da liberdade de correr no campo, subir nas árvores e nadar nos rios, apesar do ambiente propício que a natureza lhe oferecera como berço. Privado de tudo, um dia aos treze anos, resolveu liberar-se. Deixou o Porto de Salema no barco Flor de Maio e seguiu para o Recife, mudando, radicalmente, o rumo da sua vida. Matriculou-se num curso de Farmácia, contrariando o pai que o desejava médico, mas o tio que o protegia financeiramente, faleceu e ele teve que abandonar os estudos. Foi para Aracaju, de lá foi ao Rio de Janeiro onde passou a exercer as mais modestas profissões. Por conveniência, ingressou na Guarda Nacional. Fascinado pelas letras, deixa a Guarda Nacional, recebe a patente de Tenente Honorário e é nomeado funcionário dos Correios e Telégrafos. No Rio de Janeiro, travou conhecimento com Cruz e Souza, tornando-se seu grande amigo e admirador. Inicia a carreira jornalística, escrevendo em A Gazeta da Tarde; A cidade do Rio e na Revista Rosa Cruz. Dominado pelo espírito aventureiro, deixa o Rio de Janeiro e segue para o Amazonas. Homem belíssimo, inteligente, elegante e romântico, vivia rodeado de mulheres e a se meter em encrencas por causa delas . Em Manaus, certa vez, envolveu-se num desses casos,e teve que deixar a cidade às pressas, refugiando-se em Belém do Pará, encontrando-se, aí, com Elizeu César que o apresentou ao poderoso Antonio Lemos, tornando-se, ambos, grandes amigos. Passou a escrever em A Província do Pará. Sempre irrequieto, viaja a Europa. Retornando, instala-se em Recife e assume a Secretaria do Diário de Pernambuco. Em 1912, Castro Pinto, seu amigo e conterrâneo, eleito presidente do Estado da Paraíba, convida-o para assumir a direção do Jornal A União , que, a partir daí, viveu a sua fase áurea, transformando-se numa verdadeira escola de jornalismo. Em 1928, com a eleição de João Pessoa para a presidência do Estado, o seu primeiro ato foi a demissão de Carlos Dias Fernandes da direção de A União. Desencantado, ele deixa a Paraíba e retorna ao Rio de Janeiro com a esposa Aurora e, para sobreviver, passa a escrever nos jornais cariocas. Carlos Dias Fernandes viveu intensamente a sua vida. Foi poeta, romancista, contista, biógrafo, pedagogo. Livros publicados: Palma de acanthos, 1917; In memorian, 1905; Políticos do norteI, 1906; Políticos do norte II, 1907; Canção de vesta, 1908; Álbum do Estado doPará, 1908; Os cangaceiros, 1908; A hevea brasiliensis, 1913; O Rio Grande doNorte, 1914; Proteção dos animais, 1914; Noção de pátria, 1914; A Walfredeida, 1915; Talcos e avelórios, 1915; A defesa nacional, 1916; Rui Barbosa, apóstolo daliberdade, 1918; Escola pitoresca, 1918; Discurso, 1918; Políticos do norte, 1919; Monografia de Epitácio Pessoa, 1919; De rapazinho a imperador, 1920; Myriam, 1920; Tobias jurista-filósofo, 1921; Livro das parcas, 1921; A cultura clássica, 1921; Sansão e Dalila, 1921; O algoz de Branca Dias, 1922;A renegada, 1921; Acultura phisica, 1923; Terra da Promissão, 1923; Feminismo, 1923; Infânciaproletária, 1924; A fazenda e o campo, 1925; A vindicia, 1931; Fretana, 1936; Rezas cristãs, 1937; Gesta basílica, 1938; Gesta nostra, 1942; Última ceifa (versos inéditos). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FERNANDES, Carlos Dias. Fretana. João Pessoa: edição especial, Secretaria da Educação e Cultura, s/data. MARIZ, Celso. Figuras e fatos. João Pessoa: 1976. MARTINS, Eduardo. Carlos Dias Fernandes – Notícia bibliográfica. João Pessoa: A UNIÃO, 1976. VIEIRA, José. Carlos Dias Fernandes, In: Revista da APL, nº 02. João Pessoa: 1947.