Matam porque matam

São mortes revoltantes contra homens do campo, desprotegidos e desarmados, na histórica luta pacífica em prol dos direitos alheios e das famílias agricultoras. O braço armado e endinheirado mata por desdém, por algum vintém. Não só no Nordeste estão os “marcados para morrer”. Os mandantes, que maquinam com os capangas para eliminarem e calarem a boca desses injustiçados, são conhecidos. Se eles estão confortavelmente no Sul, são procurados no Norte, levando-se esses casos ao esquecimento, como acontece com o de Marielle. É o enredo de sempre, de repetido retorno: eles ameaçam, têm armas e matam. Fato cruel, mas que vem se tornando ‘normalidade’ e consequentemente ‘banalidade’; como, rindo, os mandantes justificassem: morrem porque morrem… Nenhum mártir, como Margarida Maria Alves e Chico Mendes, foi morto sem promessa de morte. Contudo, caçados como fazem aos pássaros, suas vozes não se silenciam, suas ideias cantam, voam e se reproduzem, como eco entre as montanhas, subindo aos céus e espalhando-se pelas matas. Quem pensa como os criminosos, potencialmente, age como os assassinos. Ser militante para cultivar a terra improdutiva não é crime, mas um sonho antigo, desde quando a Terra não tinha dono. E assim lutam outras profissões: o sapateiro para fazer sapatos; o médico para curar; o motorista para dirigir; o pedreiro para construir; o militar para manter a ordem e a paz, e o agricultor para plantar. Esta crônica se associa aos nossos dirigentes maiores, o, em exercício, e o eleito, para manifestar repúdio. Dignos e corajosos, Ricardo e João dão passos iniciais às ações da Justiça com suas palavras: “O Governo do Estado vem lamentar a execução de dois militantes do MST na Paraíba(…). E informa que o Governador Ricardo Coutinho determinou aos Órgãos de Segurança e Defesa Social rápida e rigorosa investigação e responsabilização dos culpados”. E segue João Azevedo: “Expresso minha completa indignação e lamento profundamente a execução de dois militantes do MST, José Bernardino da Silva e Rodrigo Celestino, metralhados covardemente no Acampamento Dom José Maria Pires”. Os Órgãos do Ministério Público manifestaram protestos de idêntico teor. Aos seus 70 anos, desrespeita-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Com certeza e por justiça, esses assassinados, como tantos outros, não morreram em vão, pois não morreram porque morreram… Damião Ramos Cavalcanti

O desejo e suas perturbações

O desejo, de modo mais superficial, é objeto de quem deseja ou de quem sente a vontade de possuir ou de ser alguma coisa; enfim de gozar o contentamento ou alegria da realização, alimentada pelos seus relativos impulsos. No campo do ter, o ânimo desse sentimento é a ambição, e há quem seja ambicioso sem limites, permanentemente sofrendo de contínua aguda avidez e consequentemente de uma mortífera ansiedade. Então verifica-se que o desejo também incomoda, contudo desejar é inevitável, porque somos todos desejantes. Quando sadio, sua realização é salutar, sobretudo quando mesmo ardente, ele se faz por ação moderada. Há circunstâncias que favorecem o aumento do desejo, levando o desejoso ou o desejante à ansiedade ou à sofreguidão de atitudes abruptas. Ele quanto mais individual mais perturba até à sua perseguida realização ou à desistência do sofrido desejo; e lá vem a frustação ou o desencanto. É quando se constata a impossibilidade de se conseguir o que é desejado; melhor até nunca ter havido desejado; arrependido, embora possívelmente consciente de que a vida sempre seja cheia de desejos… Em Roma, tinha um amigo cearense que era apaixonado por Claudia Cardinale. Então, eu lhe fui sincero: Desista, jamais você chegará lá. Ele me ouviu e parou de sofrer… Quando o desejo é individual, ele é mais realizável, mas, ao mesmo tempo, acarreta maior angustiante sofrimento, até o gozo da sua realização, sobretudo a quem tem só para si os objetivos e o prazer da sua realização. Mas, quando o desejo é consensual e chega às raias do coletivo, ele perturba menos e aguarda, com maior paciência, a sua consecução. Verifique-se como é demorado o desejo do injustiçado povo; mesmo assim ele continua esperançoso, desejando. Nessa distribuição de consistente vontade, há várias dimensões e extensões do desejo: o desejo do leitor; o do outro e o dos outros. Sempre a força do desejo é que ele será para o bem de quem deseja. Quais seriam? Mais apropriada é a simples indagação do diabo, em Diabo Amoroso, de Jacques Cazotte: “O que queres?” Ou caso for ao outro: o que ele quer? E se for ao desejo coletivo: o que queremos? Com liberdade à resposta, crescem o imaginário do sujeito ou todas as nossas fantasias possíveis, o que não deixa também de causar perturbação… Damião Ramos Cavalcanti

Quem ri chora

O óbvio, muitas vezes, precisa ser dito. Foi assim que Aristóteles pensou revelar uma antiga “novidade”, ele já tinha nascido com ela: “O homem é um animal risível” ou que, sobre o qual, até o prezado leitor ri. Afinal, “todas e todos” temos os músculos “risórios de Santorini”… Quando ele falou “homem”, quis dizer também mulher; sobretudo elas, acredito eu, por terem mais sentimento do que os machos, riem e choram mais do que os homens, ganhando pra si quase toda a fama de chorar. Por isso, Gonzaga, seguindo os costumes de Alagoa Nova, perguntou à Dona Antonina: “Mãe, homem chora?” Ela, tendo convivido com o filho nas horas de dor, respondeu pelo ‘bom senso’: “Se a pancada for na canela, diz nome feio; se, no coração, chora”. O filho se lembrou que dizia mais nome feio do que chorava, mas que do choro não escapava. Quando Biu Ramos morreu, vi Gonzaga chorando, e Martinho, disfarçadamente, num “vale de lágrimas”. Eles não são daqueles que, para chorar, trancam-se no banheiro; têm a coragem de chorar na frente dos outros; não como Sérgio e Hildeberto, que facilmente enchem os olhos d’água, ao escutar bela poesia. Enfim, quem ri chora, até Lampião, o rei do cangaço, porém fora dos momentos de raiva e de vingança… Contou-me o cronista Sitonio que o rurícola Zé de Ambrósio, da região do Seridó, no semiárido, entre Patos e Caicó, nos tempos de seca, fazia espetáculo com seu animal, anunciando, na porteira do quintal: “O cavalo que ri”. Logo se ouvia a frustação dos pagantes: “Ele só alevanta os beiços”. Arrogante, o dono do cavalo prestava conta: “E mostra os dentes…” Nunca procurei verificar o que dizem por aí: As hienas riem… Mas, desconfio tanto delas como do cavalo de Zé Ambrósio. Os homens, mesmo os ainda metidos a macho, choram; sobretudo como eu e Gonzaga, quando, emocionados, recebemos pancada no coração. Ou, assim como nos despertou Aristóteles: sempre rimos, quando bate e bate o coração. Damião Ramos Cavalcanti

O Cabo Branco da arquiteta

Um cabo ela projeta, É desenho, não se acaba, No mar, linhas e terra, Tampouco ele desaba. É Projeto de uma ponta, Das águas ao continente, Luz ela desenha, Em raio que já desponta, Pondo Sol, brilho nascente. Caem chuvas, correm ventos, Pinta nuvens, suave brisa, Sobre brancas ondas quentes. E assim o barco vai, Mira o Branco que é amado, Do Cabo que se esvai; Falta porto à arquiteta, Ao descer à praia ao lado, Da serra que vira mar, No mar tudo se encerra, No mar, nenhum traslado. Poema à neta arquiteta Rebeca Cavalcanti Pereira Damião Ramos Cavalcanti

A cidade, a cidadã e o cidadão

Ser pilarense, itabaianense ou pessoense não é um título, é uma vida. Pode haver vida sem título, mas como se reconhece ou se explica um título sem vida? Seria como uma garrafa, com rótulo, mas vazia, solta num imenso mar. O conteúdo é o que dá significado ao título, como a substância, aos entes, às entidades, sejam essas denominadas mitológicas, autárquicas, sociológicas ou históricas. Sonhando um pesadelo, a cidade parecia estar vazia. Cheia de ruas, de becos, de casas, de prédios desabitados, de carros, de ônibus, de trens e de comboios sem passageiros. A natureza ainda vivia… As águas da Lagoa estavam silenciosamente paradas; somente o rio corria, também o vento, assobiando pelas frestas das velhas portas e janelas, e fazendo as folhas de algumas árvores centenárias se movimentarem. Eram apenas coisas que faziam parte da urbs; coisas urbanas, como o esgoto, os abandonados transportes urbanos, as igrejas sem rezas, os reconhecidos logradouros, coisas deixadas, sem vida, que se inferiorizavam no meio da ainda verde natureza. Agoniado pesadelo, sem distância um lugar macabro; a cidade estava vazia: nenhuma mulher para o mundo das crianças, tampouco alguma criança para o mundo dos adultos, sequer um experiente idoso para nos contar o que teria acontecido. Se houver, aonde irão as vindouras gerações? Seria uma cidade vítima de tão “desejadas” armas ou talvez de catástrofes; porventura um povoado coletivamente deserdado. Mesmo dormindo, aparecia um estranho convencimento: sem gente, não há cidade; aquilo era apenas um amontoado de coisas fabricadas ou construídas. Havia a urbs, faltava a civitas; a urbs é a estrutura, a civitas, o organismo. Para haver cidade, fazem-se necessários cidadãs e cidadãos; e para serem felizes, comportando-se coletivamente como gente daquela cidade, libertando-se do “homo lúpus homini”, de Plauto; simplesmente sendo o povo povoando o povoado, no exemplo e pureza da “primeira comunidade cristã” (Atos dos Apóstolos, 4, 32 a 35). Ou vivenciando o que nos alerta Thomas Merton: “Homem algum é uma ilha” … Damião Ramos Cavalcanti

Cineclube Verbo & Imagem apresenta: A Vila

A Academia Paraibana de Letras apresenta o em sessão gratuita o cineclube Verbo e Imagem, que exibirá “A Vila” com comentários de Wills Leal. Direção: M.Night Shyamalan 29 de novembro (última quinta-feira do mês) às 18 horas.

Simplesmente, a República

Foi assim que os senadores derrubaram Júlio César, taxando-o de rei, no final do período republicano de Roma Antiga: “Ele quer ser rei”; contrapondo-o à figura de um chefe de Estado democrático ou de um líder na forma oposta à monarquia absoluta e arbitrária, quando a “res publica” já vinha sendo fruto depurado das experiências da então vida pública: a república era pública, coisa amada… Pelo boato, de ouvido a ouvido, como se fosse o “fake-news” de hoje, tentaram desmanchar o prestígio popular de Júlio César até se atingir o ódio para assassiná-lo em plena Sessão do Senado, tratando-o como “não republicano”. Cultivaram o ódio, armaram-se, e César, apunhalado por quase todos os senadores, surpreendeu-se com o golpe dado pelo próprio “filho adotivo”: “Até tu, Brutus”? Dessa histórica lição, restam-nos o valor da República e que alegaram como motivo da morte ele tentar deixar de ser republicano; e também que a “mentira política” é extrema e duplamente degradante: a quem a pratica e a quem é sua vítima. Depois de maquinada, divulgada aos quatro ventos, dá trabalho a ser desfeita, talvez diminuída, se a verdade contrária for imensamente maior do que a mentira propalada. César galgou os degraus do sucesso político graças aos seus propósitos populares e republicanos. Não é por menos que, nos dias de hoje, os poucos bons políticos definem seus compromissos com o povo como sendo caminhos a um Estado republicano: acabar a política a serviço de um e esse um, a de poucos, para muitos se dedicarem a serviço de todos. Simplesmente a República é a apurada consequência da “politeia” grega, dos tempos da República do filósofo Platão e definida pelo romano Cícero como sendo desejo do povo, em conformidade com o bom senso garantido pela Justiça, como lei comum, para que se plenifique, política e republicanamente, o Bem Comum, tão dito ser esse a finalidade da política por Tomás de Aquino e dever cristão, pelas encíclicas da Igreja. Não basta dizer que houve a “república romana”; que se chegou à “République” da Revolução Francesa; tampouco que o “commonwealth”, convicção da maturidade política entre as nações, idealizou o fim da tirania, proclamando democracia, direitos humanos, livre comércio sem boicotes internacionais e, consequentemente, a paz mundial; ainda, que a “Republik” deu fim aos “reichs” germânicos. Mas que, entre nós, além da sua proclamação, haja a República e que seja ela nacionalmente brasileira. Damião Ramos Cavalcanti

Cores ao Dia da Bandeira

Já muito escrevi que aprendemos, desaprendemos e reaprendemos coisas, fatos e pessoas, de acordo com a idade e ao passar do tempo. Compreendemos umas coisas no começo da vida; outras na adolescência e durante a maturidade, mas só começamos a enxergar melhor os fatos no ápice da experiência da vida. E só paramos de aprender quando morremos: a morte é a última experiência ou a derradeira lição. Enquanto sucedem essas fases, haja cores, haja símbolos. O maior ensinamento que tive sobre o simbolismo da Bandeira Nacional foi o da Professora Francinete, no Grupo Escolar Dr. José Maria, em Pilar, bem ao lado da Igreja Matriz. Ainda hoje esses patrimônios preservam as mesmas arquiteturas, com os mesmos mosaicos que me fazem pisar nos tempos e chão da minha infância. A Professora dizia que, na Bandeira, “cada cor tem um sentido ou quer dizer uma coisa”, e também que elas não significam apenas um partido, uma facção política; se tal símbolo é nacional, então pertence a todos nós brasileiros. Que o verde representa a natureza ou o verde do nosso país, sobremaneira nossas florestas, nossas matas. Deixava para o fim o azul (céus, mares e rios), para logo admoestar que o amarelo se identificava com o ouro, com as nossas riquezas minerais, bens inalienáveis da nossa gente, do nosso povo. Quando a bandeira foi desenhada, em 19 de novembro de 1889, o nosso maior ouro já era o petróleo. Desde então, lutaram os brasileiros, gritando: “o petróleo é nosso”! Mas, hoje, num cinismo sem igual, num tipo desvairado de corrução, uns entregam, a preço de banana, essa riqueza, “70% do pré-sal” aos interesses estrangeiros. Assim tal capital estrangeiro passará a manobrar e a nos ditar o preço da gasolina que carrega o feijão e do gás que cozinha a nossa comida. Tudo sob o maquinado pretexto de que “o brasileiro não sabe gerir o que é público”, alegando ainda que essas “ricas reservas nos são onerosas ou é melhor não possuí-las”. Compreenda: para economizar milho, vende-se a galinha de ovos de ouro… Tais entreguistas serão julgados pela história por também esvaziarem o significado das cores da nossa bandeira. Afinal, após o vendaval desse interesseiro e bem pago entreguismo, o que simbolizará o amarelo, “no amado pavilhão do nosso Brasil”? Damião Ramos Cavalcanti

Antes viver do que morrer

Não dá gosto ser enterrado no Senhor da Boa Sentença, lá não está sendo uma cidade boa para se viver. No Dia de Finados, escutei do povo vivo reiteradas reclamações, enquanto se manifestava pesar pelo povo morto. Sujeira nas vielas, interrompidas por túmulos construídos no caminho. Dentro, um labirinto; fora, um mercado persa. Túmulos sem segredo, mostrando ossos, como nos filmes mal-assombrados. Baratas no piso, rachado pelas raízes das árvores. Tumbas abandonadas, sem proprietários que prezem seus mortos. Há corrução, furto de flores vendidas várias vezes, andando de jarro em jarro. Os mortos, por pouco, não se revoltam, deixando de lado o seu rezado descanso. Nem parece cidade, talvez um distrito maltratado. Contudo para depois o Dies irae, dies illae! Trabalhei como jardineiro, nas férias de 1967, no cemitério de Krefeld, na Alemanha, cidade do tamanho de Campina Grande. Que “campo santo”! Lindo e organizado, construído em cinco hectares, cuidados por 87 servidores. Bem ajardinado, com crematório, confortáveis salões para velório, lanchonetes e até bons restaurantes instalados nas adjacências, para, segundo o costume cultural da família enlutada oferecer refeição aos acompanhantes do velório e do féretro. Também havia casais de namorados, crianças, pais que passeavam ou liam, sentados nos jardins, como se estivessem numa prazerosa praça. Aqui, ao contrário dessas lembranças, dá pena ver tanto desprezo ao nosso maior cemitério. E ele que é um dos monumentos da nossa história política e social, nosso Panthéon, onde estão sepultados paraibanos ilustres, políticos de renome nacional. Mede-se a grandeza de uma sociedade também pelo respeito e carinho dedicados aos seus mortos. Falam-se de outras prioridades. E, com isso, levam vantagem os vivos que não exigem algum benefício à memória dos seus mortos. Uma flor surgirá naquele asfalto ou em qualquer parte daquela terra. Também rogo que não se interprete literalmente o evangélico ditado de abandono às coisas passageiras: deixai que os mortos enterrem seus mortos. Porque a valorização dos vivos está no respeito que eles dedicam aos seus mortos… Damião Ramos Cavalcanti

Mulheres unidas, uni-vos!

De tanto serem ultrajadas, humilhadas e diminuídas em relação aos homens, as mulheres se conscientizaram de que são elas próprias que devem lutar e conquistar o direito inalienável e sagrado de serem iguais aos homens. E aí, elas se uniram e estão à caça de quem abrir a boca, desqualificando-as e diminuindo-as nesse legítimo direito. Altivamente gritam: Basta! Repudiando e rechaçando qualquer violência, seja por ação, seja por palavra ou por qualquer simbologia. Já se foi o tempo, quando, por motivos econômicos e políticos, mulheres aceitavam piamente homens preconceituosos e radicalmente machistas fazê-las submissas ao jugo opressor do preconceito. Incompreensível ainda encontrar mulher que é indiferente a esses repudiáveis tratos; sobretudo quando, verbal e ostensivamente, partem de quem esteja exercendo ou a exercer funções públicas e de serviço à sociedade. Revolta-nos rever filme em que a alemã judia, vítima de preconceito racial, candidata à câmera de gás ou a um tiro na nuca, chame Adolfo Hitler de “o nosso führer”. Somente o masoquismo explicaria isso: a vítima beijar o chicote que a chicoteia. Outra explicação: a ideologia e a religião têm muita força… É por isso que, em períodos eleitorais, dirigentes eclesiásticos são procurados ou se oferecem a certos candidatos, firmando pacto, à guisa de orientação espiritual, para pregarem aos seus “fiéis” o “voto cabresteado”; o que as ovelhas deveriam não aceitar, pois igreja não é curral, tampouco eleitoral. Às mulheres era negado o direito de votar, somente os homens votavam. Mas, depois de muita luta, em 1932, elas conquistaram tal direito que, em 1946, tornou-se obrigatório. Em eleições convocadas por Getúlio Vargas, elegeu-se a primeira mulher como deputada federal: a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz. Assim continuou, até se ter a primeira mulher como Presidente da República. Liberdade é coisa divina, sagrada. Nesse sentido, as mulheres unidas, na rua, continuam conquistando respeito, direitos e a liberdade de saber votar. Damião Ramos Cavalcanti