CADEIRA Nº 09

FUNDADOR: ANTÔNIO DA ROCHA BARRETO

BIOGRAFIA

ANTÔNIO DA ROCHA BARRETO nasceu na cidade de Catolé do Rocha, Estado da Paraíba, no ano de 1882, e faleceu no dia 15 de novembro de 1958, em João Pessoa. Era filho de Ferreira de Araújo Barreto, descendente de portugueses, e de D. Francisca Rocha Barreto. Fez os seus estudos fundamentais em sua terra natal e, não tendo seguido uma formação acadêmica tradicional, consolidou-se como um autêntico autodidata. Ingressou no serviço público federal como postalista na Empresa de Correios e Telégrafos, instituição na qual ascendeu ao cargo de oficial administrativo e pela qual veio a se aposentar.

Dedicou-se intensamente às letras e enveredou pela imprensa paraibana, na qual se notabilizou pelo talento, pelo senso de responsabilidade e, sobretudo, pela combatividade e sinceridade de suas posições. A vasta experiência acumulada ao longo de sua carreira no serviço postal serviu-lhe de principal subsídio para a escrita e publicação de sua obra histórica O Correio da Paraíba há cem anos, lançada em 1940.

No campo do jornalismo, exerceu o cargo de diretor dos periódicos O Norte e A Imprensa, além de colaborar assiduamente com diversas revistas e jornais da capital. Entre os periódicos de relevo nos quais deixou sua marca, citam-se as revistas ManaíraMenina e Ilustração, bem como os jornais A UniãoCorreio da Manhã e Liberdade. Foi também o autor de importantes artigos historiográficos e biográficos, tais como Rafael de Holanda e O Cólera.

No âmbito institucional, Rocha Barreto figurou como membro-fundador da Associação Paraibana de Imprensa (API) e integrou o grupo de sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras (APL), além de ter pertencido ao quadro de membros efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Conforme registrado em sua memória, “A Academia era como um remanso sagrado e, sem dúvida alguma, foi-lhe nos derradeiros momentos da sua existência, um estímulo, uma alegria, uma bem-aventurança espiritual” (Revista da APL, nº 07, p. 07).

“A Academia era como um remanso sagrado e, sem dúvida alguma, foi-lhe nos derradeiros momentos da sua existência, um estímulo, uma alegria, uma bem-aventurança espiritual”. (Revista da APL, nº 07, p.07).

PUBLICAÇÕES

  • O Correio da Paraíba há cem anos

  • Rafael de Holanda

  • O Cólera