Nº 15 – (2º SUCESSOR) PAULO GUSTAVO GALVÃO

CADEIRA Nº 15 2º SUCESSOR: PAULO GUSTAVO GALVÃO Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) Ocupação: Médico Eleito: 16/08/1994 Posse: 30/07/1999 Saudação: Amaury de Araújo Vasconcelos BIOGRAFIA PAULO GUSTAVO GALVÃO nasceu na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba, em 06 de junho de 1936, e faleceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 21 de dezembro de 2021. Era filho do casal Paulo Acácio Galvão e de D. Maria José Pedrosa Galvão. Foi casado com D. Marília Neves Galvão, união da qual nasceram duas filhas: Liliana e Izabel, ambas médicas. Realizou os seus estudos iniciais em sua terra natal, no Colégio Alfredo Dantas, e na capital pernambucana, onde frequentou os colégios Carneiro Leão e o Ginásio Pernambucano. Formou-se em Medicina e realizou pós-graduação em Oftalmologia, além de diversos cursos de extensão e aperfeiçoamento que o mantiveram na vanguarda de sua especialidade. Estabeleceu-se profissionalmente em Belo Horizonte a partir de 1960, cidade onde consolidou uma carreira de grande prestígio nacional na área médica. Foi professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e destacou-se como cofundador e diretor clínico do renomado Instituto Hilton Rocha e da Fundação Hilton Rocha. No campo da pesquisa e da preservação da memória científica, figurou também como cofundador e membro do Instituto Mineiro de História da Medicina. Por sua notável atuação profissional, científica e humanitária, foi agraciado com inúmeras distinções e medalhas honorárias, entre as quais: a Medalha da Inconfidência Mineira; a Medalha Alcides Carneiro, outorgada pela CNEC (Paraíba); as medalhas Arquimedes Busaca e Lineu Silva, em Minas Gerais; e a Medalha do Mérito do Trabalho, conferida pelo Ministério do Trabalho. Recebeu ainda os títulos de Cidadão Honorário dos municípios mineiros de Caratinga e Itabira, do Estado de Minas Gerais e da cidade de João Pessoa. Além de médico e pesquisador de relevo, Paulo Galvão foi um dedicado escritor e poeta. No dia 30 de junho de 1999, ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 15, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Amaury Vasconcelos. PUBLICAÇÕES Transplante de córnea (estudo clínico) Mar de Marmara, poesias Alocução ensaios e outros textos Lentes de contato terapêuticas e cosméticas (Prêmio Archimedes Busaca) Sentido universal da história Elogio aos olhos

15 – Mário Hélio

CADEIRA Nº 15 4º SUCESSOR: MÁRIO HÉLIO Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) Eleito: 17/04/2026 Posse: 31/07/2026 Saudação: Francisco de Sales Gaudêncio Ocupação: Professor e jornalista BIOGRAFIA MARIO HÉLIO GOMES DE LIMA nasceu em Sapé, Paraíba, em 16 de abril de 1965. Fez sua estreia como autor em livro com a publicação de Livrório/Opuszero, pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, em 1985. Esta obra havia recebido o Prêmio Literário Cidade do Recife, em 1982, na categoria Poesia. O autor contava, então, 16 anos de idade. Em 1986, estreou como conferencista, no Congresso Literário em Campina Grande (PB), com a conferência “Alegro Tristissimo”. Nesse mesmo ano conheceu pessoalmente Gilberto Freyre, sobre quem escreveria, anos depois, sua dissertação de mestrado, defendida e aprovada em 1994. O tema escolhido foi a teoria e a prática da História no chamado Mestre de Apipucos. Mais tarde, incorporou esse trabalho como parte do seu livro A História Íntima de Gilberto Freyre. Publicou ainda sobre esse autor outros livros: O Brasil de Gilberto Freyre, Casa-Grande & Senzala: o livro que dá razão ao Brasil mestiço e pleno de contradições, e Gilberto Freyre, especificamente sobre a contribuição dele para a Educação no Brasil. Além da sua produção como poeta e ensaísta, com textos em publicações nacionais e estrangeiras, Mario Helio também atua no jornalismo, seja na reportagem, seja na edição. É bacharel em Comunicação Social pela Universidade Católica de Pernambuco, e, profissional e continuamente, no Jornal do Commercio, e Suplemento Cultural do Diário Oficial de Pernambuco, e como colaborador eventual, publicou reportagens e artigos em outros veículos, como Folha de S. Paulo e Jornal da Tarde, entre outros periódicos. É o editor-fundador das revistas Continente e Pernambuco, ambas publicadas pela Companhia Editora de Pernambuco. Foi coordenador-geral da Editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco, e nessa mesma instituição, diretor da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte.  É professor-visitante da Universidade de Salamanca, onde realizou seu doutoramento em Antropologia, com tese sobre os penitentes espahóis de La Rioja e os brasileiros da Barbalha, no Cariri cearense. Foi professor da Universidade Federal de Pernambuco, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco.  É membro da Academia Pernambucana de Letras, do Pen Club do Brasil, da Sociedade Espanhola de Antropologia Aplicada e da Sociedade Ibero-Americana de Antropologia Aplicada (de que já foi presidente), e sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, da Academia de Letras de Campina Grande, da Academia Cabense de Letras, e da Academia Sapeense de Letras, Artes e Cultura.  É Superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Companhia Editora de Pernambuco – Cepe, onde edita as revistas Continente e Pernambuco. Tem também dirigido, promovido e organizado eventos, tanto culturais quanto acadêmicos, exemplo da Festa Literária Internacional de Pernambuco – Fliporto (2009-2015), Congresso Internacional de Antropologia de Ibero-América (2008, no Recife; 2014, em Porto Alegre) e Congresso Internacional de Judaísmo e Interculturalidade (Recife, 2025). Na crítica de arte e curadoria, citam-se os seus trabalhos em torno da obra dos artistas brasileiros Cícero Dias e Jaildo Marinho. PUBLICAÇÕES Livrório/opuszero Perfil parlamentar de Pereira da Costa O Recife melhor do que Paris Brasil Profundo, Espanha Negra O Brasil de Gilberto Freyre e A História Íntima de Gilberto Freyre Cícero Dias – uma vida pela pintura Mosaico Paraibano (Miscelânea de ensaios literários e jornalismo), entre outros

Nº 15 – (3º SUCESSOR) FRANCISCO PEREIRA DA SILVA JÚNIOR

CADEIRA Nº 15 3º SUCESSOR: CHICO PEREIRA Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior (1944-2025) Ocupação: Artista Plástico Eleito: 08/07/2016 Posse: 16/08/2016 Saudação: José Octávio de Arruda Mello BIOGRAFIA FRANCISCO PEREIRA DA SILVA JÚNIOR: Natural da cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba, nasceu em 22 de dezembro de 1944 e faleceu em João Pessoa, no dia 25 de dezembro de 2025. Destacou-se como artista plástico, designer gráfico e pesquisador de arte, história da arte e cultura popular. Ao longo de sua trajetória, integrou importantes instituições nacionais e internacionais de arte e museologia, entre as quais a Associação Internacional de Artes Plásticas (AIAP/Unesco), o Conselho Internacional de Museus (ICOM/Unesco) e a Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), além de ser membro-fundador da Associação Brasileira de Educação Através da Arte (Sobread) e sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiana (PE). No campo da gestão museológica e cultural, foi diretor do Museu de Arte Assis Chateaubriand (MAAC), em Campina Grande, no período de 1969 a 1974. Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), atuou como assessor especial na gestão do reitor Lynaldo Cavalcanti, ocasião em que participou ativamente da criação do Núcleo de Arte Contemporânea (NAC), setor do qual foi coordenador. Na mesma universidade, exerceu ainda as funções de coordenador de extensão cultural e de pró-reitor adjunto de assuntos comunitários, tendo sido também professor e decano do Departamento de Artes Visuais, instituição pela qual se aposentou. Sua relevante atuação na administração pública incluiu dois mandatos como vice-presidente executivo do Conselho Estadual de Cultura da Paraíba e o cargo de subsecretário de Cultura do Estado durante o governo de José Maranhão. Posteriormente, vinculou-se à Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), onde exerceu o cargo de Pró-Reitor de Cultura e, consecutivamente, a função de Pró-Reitor Adjunto, além de assumir a direção do Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP/UEPB) — conhecido como o Museu dos Três Pandeiros. Participou ativamente de fóruns, diretorias, assessorias e congressos de relevância nacional e internacional na área cultural. Como autor, publicou diversos livros, plaquetes, ensaios e artigos especializados, destacando-se a sua obra primordial Paraíba: Memória Cultural, livro que descreve detalhadamente a evolução histórico-cultural do território paraibano desde os seus primórdios até a contemporaneidade. Paralelamente às suas funções acadêmicas e administrativas, consolidou uma sólida carreira nas artes plásticas a partir da década de 1960, participando de inúmeras exposições individuais e coletivas, tanto no Brasil quanto no exterior. PUBLICAÇÕES Feira Livre de Campina Grande – Um Museu Vivo de Cultura Popular Os Anos 60 – Revisão das Artes Plásticas na Paraíba Paraíba – Memória Cultural

Nº 15 – (1º SUCESSOR) MIGUEL JANSEN FILHO

CADEIRA Nº 15 1º SUCESSOR: JANSEN FILHO Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) Ocupação: Poeta e advogado Eleito: 02/03/1984 Posse: 10/08/1984 Saudação: Joacil Brito Pereira BIOGRAFIA JANSEN FILHO (Jansen de Paiva Pinto Filho) nasceu no dia 1º de maio de 1925, na cidade de Monteiro, Estado da Paraíba, e faleceu em São Paulo, no dia 18 de julho de 1994. Era filho de Miguel Jansen de Paiva Pinto e de D. Maria Virgem de Paiva Pinto. Iniciou o curso primário em sua cidade natal, no Grupo Escolar Miguel Santa Cruz, e concluiu-o no Colégio Olegário Barros, em Taubaté (SP), município onde também realizou os estudos secundários. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), de São Paulo. Em 1980, diplomou-se pela Escola Superior de Guerra (ESG), integrando a Turma Ruy Barbosa, da qual foi o orador oficial. A partir de 1943, exerceu diversos cargos públicos e funções administrativas de relevo, entre as quais se destacam: Encarregado da Estação de Meteorologia da cidade de Monteiro; Fiscal da Comissão de Abastecimento da cidade de Campina Grande; Diretor de Divisão da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo do Estado de São Paulo; e Adido ao Gabinete do Superintendente Regional do IAPAS no Estado de São Paulo. No campo da comunicação, atuou em Minas Gerais como produtor da Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte. Jansen Filho começou a compor versos ainda na infância, em Monteiro, fortemente influenciado pela forte presença de violeiros e repentistas que frequentavam as feiras livres do interior paraibano. Ao deixar o Sertão, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, onde, à semelhança de um trovador medieval, era frequentemente convidado a declamar suas poesias nos salões e residências da sociedade carioca, sendo amplamente aplaudido por sua verve literária. Ao longo de sua trajetória poética e intelectual, recebeu inúmeras distinções, incluindo o título de Cidadão Honorário da cidade de São José dos Campos (SP); o de Membro Benemérito da Academia de Letras da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie; o Troféu da Academia Paraibana de Poesia, de João Pessoa; e a nomeação como membro da Academia Joseense de Letras. Em sua terra natal, foi homenageado com a criação do Grêmio Literário Jansen Filho no tradicional Lyceu Paraibano, entre outros importantes títulos e honrarias que coroaram sua produção literária. PUBLICAÇÕES Auroras e crepúsculos A coruja do meubairro Céus da minha aldeia Canções de Marizete Negros que os meusolhos não viram Procissão de sombras Poesias escolhidas Folhas que o tempo levou Poemas de Jansen Filho Guitarra partida Poemas a meu pai Rua sem nome Mulheres perdidas Obrascompletas Pétalas caídas Um sonho em cada canteiro Monteiro da minha infância Alvorada brasileira Caravana de estrelas Mistura de vozes Pedaços de mim mesmo Quando a saudade se transforma em lágrima Uma vida vivida em poesia Vultos da Academia

Nº 15 – (FUNDADOR) CELSO MARQUES MARIZ

CADEIRA Nº 15 FUNDADOR: CELSO MARQUES MARIZ Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) Ocupação: Jornalista Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA CELSO MARQUES MARIZ nasceu no sítio Escadinha, município de Sousa, Estado da Paraíba, em 17 de dezembro de 1885, e faleceu em João Pessoa, no dia 03 de novembro de 1982. Foi casado com D. Santina Henriques de SáEra filho do Dr. Manuel Maria Marques Mariz e de D. Adelina de Aragão Mariz. Tendo ficado órfão de pai aos três anos de idade, foi criado por seu padrinho, o Dr. Félix Joaquim Daltro Cavalcanti, então Juiz Municipal de Piancó. Passou a residir em Taperoá, onde frequentou a escola do professor Minervino Cavalcanti, matriculando-se, posteriormente, como aluno ouvinte no Seminário Diocesano da Paraíba, na capital do Estado. Iniciou sua trajetória jornalística como redator do periódico O Comércio, ao lado de Arthur Achiles, e como colaborador assíduu do jornal A União. Atraído pela exuberância da região amazônica, viajou para o Norte do país, onde visitou Belém e Manaus. Retornou à Paraíba em 1907, passando a integrar a equipe do jornal O Norte, fundado pelos irmãos Orris e Oscar Soares, instituição da qual assumiu a gerência por determinado período. Nessa função, viajou por diversos municípios paraibanos, oportunidade em que coletou dados históricos e geográficos fundamentais que, mais tarde, serviram de subsídio para a elaboração de seus livros. Nomeado professor público com exercício em Catolé do Rocha, onde casou-se com D. Santina Henriques de Sá. Ao longo de sua vida pública, Celso Mariz exerceu relevantes funções administrativas e políticas, tais como: Inspetor Regional de Ensino; Conselheiro Municipal em Taperoá; Diretor da Secretaria da Assembleia Legislativa no período de 1914 a 1930; Deputado Estadual entre 1924 e 1928; Diretor do jornal oficial A União; e Secretário de Governo durante a administração de Argemiro de Figueiredo. No campo da imprensa engajada, fundou em 1915 o jornal A Notícia, periódico que representava o pensamento dos “Jovens Turcos”, grupo intelectual que pretendia firmar-se como a vanguarda do movimento epitacista na Paraíba. No âmbito cultural, foi membro expressivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), instituição que presidiu por um mandato, integrou o Conselho Estadual de Cultura e figurou como um dos sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras. PUBLICAÇÕES Através do sertão  Apanhados históricos da Parahyba  Evolução econômica da Paraíba  Ibiapina, um apóstolo do nordeste  Carlos Dias Fernandes  Cidades e homens  Areia e a rebelião de 1948 Memória da Assembleia Legislativa Pilões, antes e depois do termo  Notícia históricade Catolé do Rocha  Figuras e fatos