Nº 27 – (1º SUCESSOR) CARLOS AUGUSTO ROMERO

CADEIRA Nº 27 1º SUCESSOR: CARLOS AUGUSTO ROMERO Patrono: Pe. Francisco João de Azevedo Júnior(1814-1880) Fundador: Lauro Lyra Neiva (1904-1974) 1º Sucessor: Carlos Augusto Romero (1924-2019) 2º Sucessor: Roberto Cavalcanti Ribeiro (atual ocupante) 1º Sucessor: Carlos Augusto Romero (1924-2019) Ocupação: Professor, juiz e jornalista Eleito: 13/10/1979 Posse: 26/06/1981 Saudação: Higino da Costa Brito BIOGRAFIA CARLOS AUGUSTO ROMERO: Nasceu no município de Alagoa Nova, Estado da Paraíba, vindo a residir na capital paraibana logo na infância, aos quatro anos de idade, e faleceu em João Pessoa, no dia 21 de junho de 2012. Era filho de José Augusto Romero e de D. Pia de Luna Freire. Foi casado em primeiras núpcias com a senhora Carmem Coeli, união da qual nasceram dois filhos: Carlos Augusto Romero Filho (professor de Física da UFPB) e Germano Gouveia Romero (arquiteto e professor de música). Em segundas núpcias, casou-se com a senhora Alaurinda Padilha. Iniciou seus estudos de humanidades no tradicional Lyceu Paraibano. Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, foi convocado pelo Exército Brasileiro, ficando na iminência de seguir para o front na Itália, o que o compeliu a interromper temporariamente sua formação, retomada apenas em 1945. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e, posteriormente, consolidou sua formação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) com especializações em diversos ramos do Direito. Especializou-se também em Relações Públicas e concluiu o Curso sobre Segurança Nacional e Desenvolvimento, promovido pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG). Na magistratura e no Ministério Público, ingressou por meio de concurso público como Juiz de Direito, tendo atuado anteriormente como Juiz Substituto na comarca de Santa Rita e como Promotor Público na comarca de Areia. Também por via de concurso público, ingressou no magistério superior como professor da Faculdade de Direito da UFPB. Na esfera administrativa do Estado, exerceu a Subchefia da Casa Civil no governo de Pedro Gondim, oportunidade em que coordenou as comemorações cívicas do centenário de nascimento do presidente Epitácio Pessoa. Homem de refinada sensibilidade artística e profundo devoto da música erudita, integrou a Sociedade de Cultura Musical e imortalizou-se como um dos fundadores da Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB). Manteve por longos anos programas de música clássica na Rádio Tabajara da Paraíba, emissora da qual foi diretor-presidente e principal crítico musical. Integrou os quadros da Ordem dos Advogados do Brasil (Seccional Paraíba), da ADESG e do Conselho Estadual de Cultura. No jornalismo e nas letras, iniciou sua colaboração no jornal oficial A União em 1945. No referido órgão, dirigiu o prestigiado suplemento literário Correio das Artes e manteve a célebre coluna diária “Notas do entardecer”, além da página semanal “Letras”, consagrando-se como um dos maiores cronistas da história paraibana. Estreou na literatura com o livro A dança do tempo, coletânea de crônicas de forte acento lírico e familiar inspirada em sua primeira esposa, Carmem. A obra foi objeto de profundo estudo acadêmico na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), motivando o ensaio crítico “O olhar mágico do pássaro mar”, publicado pelo professor Dr. José Mário da Silva em setembro de 2001. De sua vasta e polivalente bibliografia, destacam-se os livros: A outra face de Beethoven, O milagre de Anchieta, A falência e sua evolução no Direito Brasileiro, O papa e a mulher nua, além de seus discursos institucionais (como Um médico entre dois mundos, proferido em sua posse na APL, e a saudação de recepção à acadêmica Mariana Soares). No teatro, escreveu a peça inédita O bom assaltante, elogiada pelo teatrólogo Raimundo Nonato Batista. Colaborador assíduo das revistas da APL, dedicou-se também à escrita de obras voltadas ao desenvolvimento humano e autoajuda. Em reconhecimento à sua imorredoura contribuição à cultura do estado, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 27. Tomou posse solenemente no dia 26 de junho de 1961, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Higino da Costa Brito. PUBLICAÇÕES A dança do tempo O olhar mágico do pássaro mar A outra face de Beethoven O milagre de Anchieta A falência e sua evolução no Direito Brasileiro O Papa e a mulher nua Um médico entre dois mundos Discurso de recepção à acadêmica Mariana Soares O bom assaltante
Nº 27 – (FUNDADOR) LAURO LYRA NEIVA
CADEIRA Nº 27 FUNDADOR: LAURO LYRA NEIVA Patrono: Pe. Francisco João de Azevedo Júnior(1814-1880) Fundador: Lauro Lyra Neiva (1904-1974) 1º Sucessor: Carlos Augusto Romero (1924-2019) 2º Sucessor: Roberto Cavalcanti Ribeiro (atual ocupante) Fundador: Lauro Lyra Neiva (1904-1974) Ocupação: Médico, escritor e jornalista Eleito: 09/10/1971 Posse: 11/03/1972 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA LAURO LYRA NEIVA: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 29 de novembro de 1904, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 26 de agosto de 1982. Foi casado com a senhora Alvicoeli Castro Neiva, união da qual nasceram dois filhos: Paulo de Castro Neiva, que seguiu a carreira médica, e Suzete de Castro Neiva. Até os cinco anos de idade, Lauro Neiva residiu na cidade de Santos, no Estado de São Paulo. Posteriormente, em decorrência da transferência profissional de seu pai, que era funcionário da Alfândega, fixou residência em Belém, capital do Pará, localidade onde realizou seus estudos e concluiu o curso técnico de Contador. Retornou à Paraíba em busca de inserção profissional e, por meio de aprovação em concurso público, ingressou nos quadros dos Correios e Telégrafos. Contudo, movido pelo firme propósito de tornar-se médico, transferiu-se para o Rio de Janeiro — então capital federal —, onde inicialmente exerceu o cargo de Secretário do Ministro da Fazenda, após convite formulado pelo Professor Francisco d’Auria, Contador-Geral da República. Matriculou-se na Faculdade Nacional de Medicina, pela qual diplomou-se com distinção no ano de 1935. Logo após a sua graduação, devido ao seu reconhecido mérito, recebeu diversas propostas de trabalho e, sem abdicar de suas funções administrativas no Gabinete do Ministro da Fazenda, tornou-se assistente do renomado psiquiatra Henrique Roxo. Especializou-se na área de Psiquiatria, estagiando nos principais centros de saúde mental do Rio de Janeiro e dos Estados Unidos. Ao longo de sua carreira médica e científica, atuou na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, nos hospitais Moncorvo Filho e São Francisco, no Hospital Pró-Mater e exerceu a direção do Hospital Espírita Pedro de Alcântara. No âmbito classista e institucional, foi membro efetivo da Liga Brasileira de Higiene Mental, sócio-fundador da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro, membro do Sindicato Médico do Rio de Janeiro e sócio-fundador da Associação Internacional de “A outra medicina”. Pautou sua atuação clínica por um profundo humanismo e desprendimento material, sendo recordado pelo acadêmico Carlos Romero como um autêntico missionário da ciência e do bem-estar social, avesso a práticas mercenárias. Paralelamente à renomada atuação na Medicina e aos seus estudos no campo do espiritualismo e da mediunidade, Lauro Neiva consagrou-se como poeta, cronista, ensaísta e jornalista de raro tirocínio. Colaborou ativamente com a imprensa escrita nas cidades do Rio de Janeiro e de Belém. Na capital paraibana, imprimiu sua assinatura nas páginas do jornal oficial A União, do periódico Liberdade e da prestigiada revista cultural Era Nova, veículos nos quais publicou ensaios voltados primordialmente à análise de fatos sociológicos e do comportamento humano. Em reconhecimento à relevância de sua produção intelectual e ao seu destacado papel no cenário humanístico nacional, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 11. Ingressou solenemente no sodalício no dia 11 de março de 1972, ocasião em que foi recepcionado com o tradicional discurso de saudação do acadêmico Osias Gomes. PUBLICAÇÕES Aconteceu no outro mundo O psiquiatra e o invisível Forças do espírito Os mortos ensinam aos vivos Aveloz a planta que mata o câncer Carlos Dias Fernandes – mensagem esotérica em poesia olímpica de glória Cruz e amor Diário de notícias O correio da Paraíba A vanguarda O poti Il corriere Del Pomeriggio (Gênova) Corriere della sera
Nº 27 – (PATRONO) PE. FRANCISCO JOÃO DE AZEVEDO JUNIOR
Francisco João de Azevedo Júnior (Pe. Azevedo) : Nasceu em 04 de março de 1814, na capital do Estado da Paraíba e faleceu na capital pernambucana, em 26 de julho de 1880; filho do português Francisco João de Azevedo e D. Ana Maria de Azevedo, brasileira. Aprendeu a arte tipográfica, ajudando seu pai que trabalhava numa máquina trazida da Inglaterra pelo Presidente do Estado, tomando interesse pela profissão. Com o falecimento do pai, atrasou um pouco os estudos, pois, precisava trabalhar para completar o orçamento da família. Quando o Imperador implantou um Curso Secundário, na Paraíba, permitindo que os jovens complementassem os estudos, é que Francisco Azevedo pôde concluir os estudos. Desse curso, mais, tarde, originou-se o Lyceu Paraibano. Em 1835, ingressou no Seminário de Olinda, através, de D. João da Purificação; foi ordenado padre, em 1838, tendo contado com a ajuda da maçonaria para esse fim. Celebrou a sua primeira missa em Olinda e, posteriormente, retornou à Paraíba. Em 1841, acusado de participar de uma conspiração contra o Presidente Rodrigues Alves, foi muito perseguido. Refugiou-se em Recife, tendo as suas ordens suspensas, pelo fato de ter recebido ajuda da Maçonaria quando estudante. Para sobreviver, dedicou-se ao magistério . Fundou uma escola, à Rua do Rosário, em Recife, depois, transferiu-se para a Praça das Cinco Pontas; lecionava do curso primário aos preparatórios, incluindo línguas estrangeiras e Geometria, mantendo, também, um internato para os alunos que viessem de outras localidades; fundou a Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, com reconhecimento do Governo e aprovação do Império; foi professor de Música e de Composição Tipográfica, no Arsenal da Marinha, quando teve a oportunidade de desenvolver e aperfeiçoar-se nas artes mecânicas e gráficas e nas gravações de metais, no que era exímio. Foi quando projetou a sua máquina de escrever que foi exposta , em 1861, numa exposição realizada no Palácio do Governo de Pernambuco, onde foram apresentados trabalhos pelos representantes de Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. A invenção do Pe. Azevedo foi a que maior interesse despertou entre os visitantes. Infelizmente, por falta de recursos e de interesse pelas autoridades, a sua patente caiu em mãos estrangeiras. Além da máquina de escrever, Pe. Azevedo criou uma máquina taquigráfica, denominada por ele, como “a máquina de fazer discurso”. “Pobre, sem auxílio, batido por toda sorte de vicissitudes, foragido, hoje, sem ordens amanhã, passeou com o seu invento até à capital do país, mostrou-o a todo o mundo, alcançando unicamente uma medalha de ouro, concedida pelo Ministro do Estado, o Marquês de Olinda, tendo, antes, sem proveito, exposto a sua invenção no certame que se realizou em Pernambuco, em 1861, apesar do júri ter reconhecido Invento Superior”. (Coriolano de Medeiros). Trabalhos publicados: Esclarecimento sobre amáquina de escrever; Conferências públicas; Deus é pátria; Carta (sobre osinventos); A notícia; Trabalho evirtude. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: MARTINS, Eduardo. Padre Azevedo, sua vida, seus inventos. João Pessoa: 1983. NEIVA, Lauro Lyra. Discurso de posse. João Pessoa: 1972.