29 – Renato César Carneiro

CADEIRA Nº 29 3º SUCESSOR: RENATO CÉSAR CARNEIRO Patrono: José Rodrigues de Carvalho (1867-1935) Fundador: Manuel Otaviano de Moura Lima (1880-1960) 1º Sucessor: Afonso Pereira da Silva (1917-2008) 2º Sucessor: Carlos Antônio Aranha de Macêdo (1946-2024) 3º Sucessor: Renato César Carneiro (atual ocupante) 3º Sucessor: Renato César Carneiro (atual ocupante) Ocupação: Professor, funcionário público e escritor Eleito: 09/05/2025 Posse: 14/07/2025 Saudação: Eitel Santiago de Brito Pereira / Humberto Mello Cavalcanti BIOGRAFIA Renato César Carneiro é natural de Patos/PB, filho de Vanda César Carneiro e Francisco Carneiro Bastos. Casado com Anniele Sanago Carneiro Tavares e pai de Maria Luisa, Yasmin, Gabriel, Victor e de Renato César Carneiro Filho.É Graduado em Direito pelo Centro Universitário de João Pessoa (1995), Especialista em Direito Eleitoral (UnP) e Mestre em Direito e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Ceará (2001).É Professor-Adjunto da disciplina DIREITO ELEITORAL no Curso de Direito da UFPB e Analista Judiciário do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. Pesquisa e escreve sobre História do Voto na Paraíba, Democracia Parcipava e Poder Normavo do Tribunal Superior Eleitoral.  É sócio da Academia Paraibana de Letras, da Academia Paraibana de Letras Jurídicas, do Instuto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), do Instuto Histórico e Geográfico de Patos/PB e sócio-correspondente do Instuto Histórico e Geográfico de Santa Luzia/PB. PUBLICAÇÕES Eleições 2006 – as novas regras do jogo Cabresto, curral e peia – a história do voto na Parahyba até 1930 A bagaceira eleitoral – a história do voto na Parahyba (1930 a 1965) Casos eleitorais célebres vol. I Casos eleitorais célebres vol. II Casos eleitorais célebres vol. III Casos eleitorais célebres vol. VI Fazendo o diabo – o diário da reeleição Dicionário de direito eleitoral (e-book) Deus e o diabo na morada do sol – as campanhas eleitorais de Padre Levi Dicionário de direito eleitoral O crime da rua da pedra – realidade e ficção na história de um processo judicial em patos/PB Allyrio Meira Wanderley: o romancista Allyrio Meira Wanderley: o sociólogo

Nº 29 – (2º SUCESSOR) CARLOS ANTÔNIO ARANHA DE MACÊDO

CADEIRA Nº 29 2º SUCESSOR: CARLOS ANTÔNIO ARANHA DE MACÊDO Patrono: José Rodrigues de Carvalho (1867-1935) Fundador: Manuel Otaviano de Moura Lima (1880-1960) 1º Sucessor: Afonso Pereira da Silva (1917-2008) 2º Sucessor: Carlos Antônio Aranha de Macêdo (1946-2024) 3º Sucessor: Renato César Carneiro (atual ocupante) 2º Sucessor: Carlos Antônio Aranha de Macêdo (1946-2024) Ocupação: Compositor e escritor Eleito: 07/12/2008 Posse: 02/03/2009 Saudação: Antônio Juarez Farias BIOGRAFIA CARLOS ANTÔNIO ARANHA DE MACÊDO: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, em 18 de março de 1946, e faleceu nesta mesma cidade, no dia 11 de novembro de 2024. Era filho de Sebastião Ferreira de Macedo e de Antonieta Aranha de Macedo. Foi casado com a professora universitária Cléa de Macedo, união da qual nasceu a filha Alessandra, atuante na área de Nutrição. Espírito indomável e multiartista de vanguarda, iniciou os cursos superiores de Psicologia e de Direito na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mas optou por não os concluir, encontrando sua verdadeira formação na vivência prática das artes e na intensa militância cultural que o consagraram como uma das maiores referências intelectuais de seu estado. Durante os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil, atuou nos movimentos estudantis de contestação ao regime autoritário e, devido à perseguição política, foi compelido a viver na clandestinidade. Na maturidade, presidiu a Associação Paraibana de Imprensa (API) — gestão na qual coordenou localmente o histórico Movimento das Diretas Já — e exerceu o papel de editor de cultura em influentes periódicos, como O Momento, O Norte, Correio da Paraíba (onde também integrou o Conselho Editorial) e o oficial A União, veículo no qual esteve à frente do renomado suplemento Caderno das Artes. Nas artes cênicas, destacou-se como ator e encenador de raro tirocínio. Conquistou o prêmio de Melhor Espetáculo na Semana de Teatro da Paraíba de 1967 ao dirigir a peça Despertar do Medo, de Marcos Tavares, e o de Melhor Direção no ano seguinte, com a montagem de Diário de um Louco, do autor russo Nikolai Gógol. Ainda em 1968, fundou o vanguardista Grupo de Teatro Bigorna, em histórica parceria com Fernando Teixeira e Jurandir Moura. No cinema, imprimiu sua marca autoral ao dirigir o curta-metragem de ficção Libertação e integrou os quadros da Associação dos Críticos Cinematográficos da Paraíba e da Academia Paraibana de Cinema. Na cena musical, Carlos Aranha assumiu uma posição de pioneirismo ao figurar como um dos articuladores da Tropicália na Paraíba. Ao lado do cantor potiguar Gustavo Magno, compôs e lançou o icônico disco Sociedade dos Poetas Putos (em alusão ao filme de Peter Weir), que imortalizou canções como “Voltaire, Voltarei”, “Barcelona, Borborema” (baseada na obra de José Nêumanne Pinto) e “Versos Íntimos” (releitura do célebre poema de Augusto dos Anjos). À frente das produtoras Safira e Jaguaribe Produções, impulsionou a carreira de grandes nomes da música nordestina. Foi também um dos subscritores do histórico manifesto Inventário do Feudalismo Cultural Nordestino, dividindo a autoria com intelectuais e artistas do porte de Jomard Muniz de Britto, Marcus Vinícius de Andrade, Raul Córdula, Dailor Varela, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Sua trajetória nos festivais de música da década de 1960 é lendária por sua irreverência e ousadia performática. No II Festival Paraibano de MPB (1968), conquistou o segundo lugar sob intensas vaias do público — que exigia sua vitória — ao defender as canções “Canção do Ter” (de José Nêumanne Pinto) e “Giramulher” (parceria com seu irmão, o pianista Fernando Aranha), esta última executada ao lado do grupo Os Quatro Loucos, que contava com Zé Ramalho, Golinha e Floriano Miranda introduzindo o som inovador das guitarras elétricas no festival. No ano seguinte, protagonizou a performance mais emblemática da história do evento ao cantar “Ivone Pelo Telefone” trajando um bustiê roxo, calça de veludo verde, colar hippie e maquiagem com batom, atitude contestadora que chocou o corpo de jurados e o posicionou em décimo lugar. Em 1970, obteve a quarta colocação no IV Festival com “Objeto de Utilidade Pública” e, em 1971, no Festival Campinense da Canção, arrebatou os prêmios de Melhor Letra por “Caminheiro” (com Gilvan de Brito) e Melhor Intérprete por “Por Qualquer Cem Mil Réis” (com Cleodato Porto). Escritor de pena visceral e rigoroso com a própria produção, produziu cerca de dez livros de variados gêneros, mas optou por publicar em vida uma única e densa obra: Nós – An Insight, lançada em 2011. O volume, concebido como um diálogo expressionista e uma extensão poética do universo de Augusto dos Anjos, une a linguagem clássica à moderna para traçar uma viagem mística e crítica pelos sobreviventes dos anos 1960 em pleno século XXI, tencionando temas como a repressão política, a afetividade sexual, o amor por João Pessoa e homenagens a amigos fraternos, como Cátia de França e José Nêumanne Pinto. Em reconhecimento ao seu inestimável protagonismo e à sua disruptiva contribuição às artes paraibanas, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Sua posse solene ocorreu no ano de 2009, nos palcos do histórico Teatro Santa Roza, em João Pessoa, ocasião em que o jornalista e confrade José Nêumanne Pinto celebrou sua trajetória ao declarar que Carlos Aranha era o intelectual que mais havia contribuído para a cultura paraibana e que, ao ingressar no sodalício, passava finalmente a ocupar o lugar que lhe era devidamente de direito. PUBLICAÇÕES Nós-Na-insight

Nº 29 – (1º SUCESSOR) AFONSO PEREIRA DA SILVA

CADEIRA Nº 29 1º SUCESSOR: AFONSO PEREIRA DA SILVA Patrono: José Rodrigues de Carvalho (1867-1935) Fundador: Manuel Otaviano de Moura Lima (1880-1960) 1º Sucessor: Afonso Pereira da Silva (1917-2008) 2º Sucessor: Carlos Antônio Aranha de Macêdo (1946-2024) 3º Sucessor: Renato César Carneiro (atual ocupante) 1º Sucessor: Afonso Pereira da Silva (1917-2008) Ocupação: Político (Deputado Estadual) e professor Eleito: 24/04/1965 Posse: 21/06/1966 Saudação: Clóvis dos Santos Lima BIOGRAFIA AFONSO PEREIRA DA SILVA: Nasceu no município de Bonito de Santa Fé, Estado da Paraíba, em 30 de outubro de 1917, e faleceu em João Pessoa, no dia 21 de junho de 2008. Era filho de José Pereira da Silva e de D. Cherubina Pereira da Silva. Foi casado com a senhora Clemilde Torres Pereira da Silva. Oriundo de uma tradicional família católica, realizou seus estudos secundários no Seminário Apostólico São Pedro Gonçalves, na capital paraibana, e no Colégio Franciscano de Rio Negro, no Estado do Paraná, educandários onde adquiriu uma sólida e humanística base cultural alicerçada em princípios cristãos. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no ano de 1948, buscando continuamente o aperfeiçoamento por meio de extensões nas áreas jurídica e pedagógica. Humanista e políglota de rara erudição, construiu uma das mais polivalentes e impressionantes trajetórias intelectuais e docentes do estado. No magistério, regeu cátedras de impressionante amplitude teórica e linguística, lecionando Alemão, Francês, Latim, Grego, Português, Geografia, Ciências Naturais, Direito Autoral, Direito Romano e Pesquisa Social. Atuou no tradicional Lyceu Paraibano e foi professor e diretor do Instituto de Educação da Paraíba (IEP). No ensino superior e na gestão acadêmica, exerceu as funções de Diretor da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Autônoma de João Pessoa (Unipê) e de Diretor Substituto da Faculdade de Direito da UFPB. No cenário político e jurídico, serviu à sociedade como Deputado Estadual na Assembleia Legislativa, atuou como Juiz Substituto do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) e foi Procurador da Santa Casa de Misericórdia da Paraíba. Sua atuação como dinâmico empreendedor cultural e educacional moldou a identidade artística da Paraíba no século XX. No campo social e pedagógico, foi o introdutor e presidente da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC) no estado e instituiu e presidiu a Fundação Padre Ibiapina, responsável por implantar uma vasta rede de educandários nos três níveis de ensino, sobretudo nas regiões do Sertão paraibano e no Rio Grande do Norte. No universo das artes e das letras, imortalizou-se como fundador e presidente da Sociedade de Cultura Musical; fundador do Teatro do Estudante da Paraíba, do Conservatório Paraibano de Música e da Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB); além de idealizador e primeiro presidente da Associação de Cultura Franco-Brasileira (Aliança Francesa de João Pessoa). Na imprensa local, atuou como redator dos Anais Científicos – Brasil Universitário (São Paulo), correspondente de revistas nacionais e teve a honra de ser o primeiro diretor do jornal Correio da Paraíba. Sua projeção intelectual garantiu-lhe assento nas mais prestigiadas agremiações do país e do exterior, sendo membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), da Academia de Letras Jurídicas, da Associação Paraibana de Imprensa (API), da Academia Internacional de Letras e sócio-honorário da Associação Norte-Riograndense de Astronomia (ANRA). Eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL), tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 21 de junho de 1966, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Clóvis dos Santos Lima. No dia 20 de maio de 1978, Afonso Pereira ascendeu à Presidência da APL, sendo sucessivamente reeleito por três vezes consecutivas, cumprindo um vitorioso e histórico mandato de seis anos (1978–1984). Sua gestão operou uma profunda reforma estrutural e institucional na Casa de Coriolano de Medeiros: promoveu a restauração física e a ampliação arquitetônica do prédio-sede, abriu a Biblioteca Oficial ao público externo, organizou metodicamente os arquivos documentais e preencheu o quadro de imortais até completar, pela primeira vez, o número regulamentar de 40 cadeiras. Foi também o responsável por introduzir a tradicional e perene liturgia do “Chá Acadêmico”. Em 1981, articulou junto ao governador Tarcísio Burity a doação do imóvel de nº 37, contíguo à sede, destinado à criação do Memorial Augusto dos Anjos, projeto estruturado em sua gestão e concretizado por seu sucessor direto, o acadêmico Luiz Augusto Crispim. PUBLICAÇÕES Discurso de posse na APL Lei e justiça – uma experiência parlamentar

Nº 29 – (FUNDADOR) MANUEL OTAVIANO

CADEIRA Nº 29 FUNDADOR: MANUEL OTAVIANO DE MOURA LIMA Patrono: José Rodrigues de Carvalho (1867-1935) Fundador: Manuel Otaviano de Moura Lima (1880-1960) 1º Sucessor: Afonso Pereira da Silva (1917-2008) 2º Sucessor: Carlos Antônio Aranha de Macêdo (1946-2024) 3º Sucessor: Renato César Carneiro (atual ocupante) Fundador: Manuel Otaviano de Moura Lima (1880-1960) Ocupação: Professor, político (Deputado Estadual) e jornalista Eleito: 15/03/1945 Posse: 25/08/1945 Saudação: Horácio de Almeida BIOGRAFIA PADRE MANUEL OTAVIANO DE MOURA LIMA: Nasceu no município de Ibiara, Estado da Paraíba, no ano de 1880, e faleceu em Piancó, também no território paraibano, no ano de 1960. De origem simples, foi alfabetizado na infância por sua própria mãe. Movido pela vocação eclesiástica, ingressou no Seminário Arquidiocesano da Paraíba aos vinte anos de idade, concluindo sua formação teológica no Estado do Piauí, onde foi ordenado sacerdote no Seminário de Teresina, no ano de 1910. Logo após a sua ordenação, retornou à terra natal para dar início ao exercício do ministério pastoral. Foi designado inicialmente Vigário da paróquia de Brejo do Cruz, estendendo consecutivamente sua laboriosa ação evangélica e paroquial às cidades de Catolé do Rocha, Conceição e Piancó, comarcas onde fixou profundas raízes comunitárias. Personalidade dinâmica e de marcante liderança no Sertão paraibano, o Padre Manuel Otaviano aliava as suas funções clericais a uma ativa participação na vida política e educacional do estado. No magistério, atuou com destaque como professor de Línguas. No cenário político, conquistou expressiva representatividade popular ao eleger-se Deputado Estadual para a Assembleia Legislativa da Paraíba. No jornalismo, colaborou assiduamente com diversos periódicos do estado, utilizando as páginas da imprensa como trincheira para suas ideias e crônicas. Sua verve literária manifestou-se de forma polivalente por meio da poesia, do romance e da dramaturgia. Escreveu peças teatrais de forte acento regional e social que eram encenadas com entusiasmo por seus próprios conterrâneos. Embora sua produção bibliográfica editada seja considerada concisa, legou obras de indiscutível valor histórico e literário para a Paraíba. Sua publicação de maior repercussão nacional e historiográfica foi o livro Os mártires de Piancó, detalhado e comovente relato sobre o trágico martírio do Padre Aristides Ferreira da Cruz e de seus fiéis durante a passagem da Coluna Prestes pelo Sertão em 1926. De sua lavra ficcional e ensaística, destacam-se ainda os seguintes títulos: Emboscada do destino (romance), O mestre político, Curvas do destino, Frente ao passado, Mestre mundo e Tomaz Cajueiro. Por seu pragmático saber humanístico e compromisso com a memória regional, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Consagrado como uma das figuras mais veneráveis da Igreja e das letras paraibanas, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 25 de agosto de 1945, ocasião em que tomou posse em sua Cadeira e foi recepcionado com o discurso de saudação do ilustre historiador e confrade Horácio de Almeida. PUBLICAÇÕES Os mártires de Piancó Emboscada do destino O mestre político Curvas do destino Frente ao passado Mestre mundo Tomaz Cajueiro

Nº 29 – (PATRONO) JOSÉ RODRIGUES DE CARVALHO

José RODRIGUES DE CARVALHO: Nasceu em Alagoinha, Estado da Paraíba, em 18 de dezembro de 1867 e faleceu na capital pernambucana em20 de janeiro de 1935; filho do casal Manuel Rodrigues de Carvalho e D. Cândida Maria de Carvalho. Casado, primeiras núpcias, com D. Francisca Lisboa de Carvalho e, pela segunda vez, com D. Anita Veloso Rodrigues de Carvalho. Começou a vida como caixeiro, em Mamanguape, trabalhando ao lado do tio, ao mesmo tempo em que freqüentava a escola do latinista Manuel de Almeida. Fez o curso de humanidades no Lyceu Paraibano, mudando-se para o Rio Grande do Norte; não se adaptando, porém, àquele Estado, seguiu para Fortaleza, dando um rumo diferente à sua vida. Matriculou-se na Faculdade de Direito e deu início à publicação dos seus poemas. Muito lírico e sentimental, era também um exímio repentista e a adjetivação presente nas suas poesias eram tão expressivas que o tornaram em um poeta de estilo muito peculiar. Em 1890, juntamente com Castro Pinto, fundou em Mamanguape o Semanário A Comarca e, em 1892, criou na capital do Estado o Grêmio Literário Cardoso Vieira, instituição que veio contribuir bastante na formação intelectual da juventude paraibana daquele tempo. Foi professor, jornalista, jurista e, acima de tudo, poeta, projetando-se nesse gênero a partir da publicação do poema Seios. Escreveu nos jornais A União, Gazeta do Comércio, O Comércio, Estado da Paraíba, República, Jornal Pequeno (Recife) e em A Província do Pará. Elegeu-se Deputado Estadual, pela Paraíba. Exerceu, ainda os cargos de Procurador e Secretário Geral do Estado; era membro do Instituto Histórico do Ceará; do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano; da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro; da Academia Cearense de Letras e do Instituto Arqueológico de Pernambuco. Escreveu: Recursos extraordinários; Comentário ao código de processo criminal do Estado; Da liberdade de imprensa (tese), Tentativa, cheque visado e lacunas na lei de falências; Subsídios para o dicionário da língua nacional (em elaboração), Monografia sobre a borracha de mangabeira e maniçoba na Paraíba; Aspectos da influência africana na formação social do Brasil; Cancioneiro do Norte; Coração; Prismas; Poesias de maio. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Contribuição para uma bibliografia paraibana. Rio de Janeiro: 1972. Revista da Academia Paraibana de Letras, vol. 1 (discurso de recepção). João Pessoa: 1947. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. III Parahybanos ilustres. Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914.   CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba; Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955.   OTAVIANO, Pe. Manuel. Revista da Academia Paraibana de Letras, vol. 1, (discurso de posse), João Pessoa: 1947. PINTO, Luís. Rodrigues de Carvalho, o jornalista. Rio de Janeiro: Aurora, 1970. SILVA, Afonso Pereira da. Discurso de Posse. In: Rodrigues de Carvalho. João Pessoa: Imprensa Universitária, 1967.