Nº 31 – (2º SUCESSOR) MAGELA CANTALICE

CADEIRA Nº 31 2º SUCESSOR: GERALDO MAGELA CANTALICE Patrono: Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (1865-1942) Fundador: Pe. Francisco Lima (1904-1972) 1º Sucessor: Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo (1905-1989) 2º Sucessor: Geraldo Magela Cantalice (1921-1996) 3ª Sucessora: Ângela Maria Bezerra de Castro (atual ocupante) 2º Sucessor: Geraldo Magela Cantalice (1921-1996) Ocupação: Poeta, jornalista e advogado Eleito: 06/11/1989 Posse: 26/05/1990 Saudação: Manuel Batista de Medeiros BIOGRAFIA GERALDO MAGELA CANTALICE: Nasceu no município de Pirpirituba, Estado da Paraíba, no dia 18 de maio de 1921, e faleceu no dia 24 de setembro de 1996. Era filho de João Cantalice da Trindade e de D. Rosa Amélia Cantalice. Foi casado com a senhora Isabel Travisco Cantalice, união da qual nasceram três filhos: Geraldo, Carlos Alberto e Paulo Roberto. Iniciou seus estudos na Escola Elementar Mista de Pirpirituba. Por influência e conselho de Frei Martinho, seus pais o matricularam no Colégio Seráfico Santo Antônio, na capital paraibana, com o intuito de direcioná-lo à vida sacerdotal. No ano de 1936, foi transferido para a cidade de Rio Negro, no Estado do Paraná, onde deu continuidade aos estudos no Colégio Seráfico São Luís de Tolosa. Contudo, em 1939, consciente de sua ausência de vocação eclesiástica, desligou-se do seminário e transferiu-se para o Rio de Janeiro (então capital federal), onde ingressou nas fileiras da Polícia Militar do Distrito Federal, servindo até o término da Segunda Guerra Mundial, em 1945, quando alcançou o posto de Cabo de Esquadra. Graduou-se em Direito pela Universidade Católica de Salvador (UCSal), no Estado da Bahia. Ao retornar à Paraíba, fixou-se inicialmente em Guarabira, onde exerceu interinamente a função de Primeiro Tesoureiro da Prefeitura Municipal. No ano seguinte, vocacionado para o magistério, fundou um curso particular preparatório para os exames de admissão ao ginásio e, por recomendação do vigário local, assumiu a cátedra de Língua Inglesa no tradicional Colégio Nossa Senhora da Luz. Posteriormente, mudou-se para a capital do Estado, assumindo a direção do Instituto Arruda Câmara e demonstrando seu pioneirismo linguístico ao fundar o Tabajara Esperanto Klubo, primeiro clube dedicado à difusão do Esperanto na Paraíba. Em 1948, retornou ao Rio de Janeiro, ingressando na Companhia Internacional de Capitalização e, em seguida, sendo nomeado Redator do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marco de sua estreia no jornalismo profissional. Na imprensa carioca, atuou ativamente nos jornais Gazeta de Notícias e Diário Trabalhista. Ao longo de sua versátil e cosmopolita carreira técnico-administrativa e docente, atuou ainda como escriturário da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, profissional de Relações Públicas da Mesbla S/A, funcionário da Panair do Brasil e lecionou as disciplinas de Direito Romano, Ética e Direito Canônico. Fixando-se na Bahia, exerceu o relevante cargo de Assessor Técnico da Secretaria de Governo do Estado durante a gestão do governador Antônio Carlos Magalhães. Por seu destacado relevo intelectual e pelos serviços prestados às letras e às instituições públicas, foi outorgado com os títulos de Cidadão Honorário das cidades de Salvador e de Itamaraju, bem como de Cidadão Benemérito do Estado da Bahia. Teve seu mérito reconhecido além das fronteiras paraibanas, figurando como sócio-correspondente da Academia Campinense de Letras (São Paulo), do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) e da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte. Consagrado cronista, jornalista e humanista, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 26 de maio de 1990, ocasião em que tomou posse em sua Cadeira e foi recepcionado com o tradicional discurso de saudação do ilustre acadêmico Manuel Batista de Medeiros. PUBLICAÇÕES Folhas de outono Trevas de luz Pérolas de amor Flores da noite Vozes d’alma Réstias de Luar Ecos do silêncio Festival de solidão Lição do tempo Fantasia de palhaço Taça de cristal Brinde de amor Luzeiros da fé (poemas religiosos) Brasil Porque não sou comunista Brèsil (bilíngüe) Noções do Direito Romano Influência do cristianismo sobre o Direito Romano Institutas-sinopse de Direito Romano

Nº 31 – (1º SUCESSOR) OSWALDO TRIGUEIRO DE ALBUQUERQUE MELO

CADEIRA Nº 31 1º SUCESSOR: OSWALDO TRIGUEIRO DE ALBUQUERQUE MELO Patrono: Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (1865-1942) Fundador: Pe. Francisco Lima (1904-1972) 1º Sucessor: Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo (1905-1989) 2º Sucessor: Geraldo Magela Cantalice (1921-1996) 3ª Sucessora: Ângela Maria Bezerra de Castro (atual ocupante) 1º Sucessor: Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo (1905-1989) Ocupação: Advogado e político Eleito: 08/05/1971 Posse: 08/08/1975 BIOGRAFIA OSWALDO TRIGUEIRO DE ALBUQUERQUE MELO: Nasceu no município de Alagoa Grande, Estado da Paraíba, no dia 02 de janeiro de 1905, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 30 de julho de 1989. Era filho de Francisco Luiz de Albuquerque Melo e de D. América Trigueiro de Melo. Foi casado com a senhora Cinira Sá Trigueiro de Albuquerque, união da qual não deixou descendentes. Realizou seus estudos primários em sua terra natal e o curso secundário no tradicional Colégio Diocesano Pio X, na capital paraibana. Bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife no ano de 1924, iniciando sua trajetória jurídica como Promotor Público da comarca de Teófilo Otoni, no Estado de Minas Gerais, praça onde também atuou como Inspetor do Ensino Secundário e na advocacia privada. Fixou residência por um período no Rio de Janeiro (então capital federal), onde manteve um renomado escritório de advocacia e alcançou expressiva projeção institucional ao exercer as funções de orador e de Vice-Presidente do Instituto dos Advogados do Brasil (IAB) — citado na memória oral como Clube dos Advogados. Intelectual de trânsito internacional, viajou aos Estados Unidos para frequentar a Universidade de Michigan, pela qual obteve o título de Mestre em Direito após defender a tese intitulada O Regime dos Estados na União Americana (ajustando o lapso do registro original). Homem público de primeira grandeza, inscreveu seu nome na história política do país ao exercer os mais altos cargos executivos e legislativos. Entre os anos de 1936 e 1937, atuou como Prefeito de João Pessoa. No ano de 1947, consagrou-se Governador do Estado da Paraíba, convertendo-se no primeiro mandatário a ser eleito pelo voto direto, secreto e universal no pós-guerra. Renunciou à chefia do Executivo estadual em 1950 para concorrer a uma vaga no Parlamento Federal, exercendo o mandato de Deputado Federal na Câmara dos Deputados durante a legislatura de 1951 a 1954. No plano diplomático, serviu ao país como Embaixador do Brasil na Indonésia (1954–1956). No ápice de sua carreira jurídica e magistratural, ascendeu ao cargo de Procurador-Geral da República (1961–1965), exercendo a chefia do Ministério Público Federal com notável saber técnico. Em 1965, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de Justiça do país, instituição da qual exerceu a Presidência de forma honrosa entre 1969 e 1971, ano em que se aposentou do cargo. Jurista respeitado internacionalmente, integrou os quadros do Instituto Brasileiro de Política Internacional (IBPI), do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) e da Sociedade Brasileira de Direito Internacional (SBDI). Legou uma extensa e doutrinária bibliografia voltada ao Direito Constitucional, Administrativo e Internacional, com destaque para clássicos como A Crise Federal, O Sistema Parlamentar e O Regime dos Estados na União Americana. Em um gesto de sensibilidade e desprendimento com a salvaguarda da memória nacional, sua viúva, D. Cinira, efetuou a doação de todo o seu valioso acervo bibliográfico e documental para os arquivos da Fundação Casa de José Américo (FCJA), em João Pessoa, onde se encontra preservado para consulta de pesquisadores. PUBLICAÇÕES A Paraíba na primeira República

Nº 31 – (FUNDADOR) FRANCISCO LIMA

CADEIRA Nº 31 FUNDADOR: FRANCISCO LIMA (CÔN. LIMA) Patrono: Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (1865-1942) Fundador: Pe. Francisco Lima (1904-1972) 1º Sucessor: Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo (1905-1989) 2º Sucessor: Geraldo Magela Cantalice (1921-1996) 3ª Sucessora: Ângela Maria Bezerra de Castro (atual ocupante) Fundador: Pe. Francisco Lima (1904-1972) Ocupação: Professor e padre Eleito: 06/06/1959 Posse: 30/08/1959 Saudação: Bôtto de Menezes BIOGRAFIA CÔNEGO FRANCISCO LIMA: Nasceu no município de Caiçara, Estado da Paraíba, em 20 de agosto de 1904, e faleceu na capital do Estado, João Pessoa, no dia 08 de junho de 1972. Iniciou seus estudos primários em sua terra natal sob a orientação do professor José Soares de Carvalho, transferindo-se posteriormente para a capital com o firme propósito de ingressar no Seminário Arquidiocesano. Concluiu o curso ginasial no tradicional Colégio Diocesano Pio X, instituição onde se destacou pelo brilho intelectual, sendo agraciado com Menção Honrosa e laureado por duas vezes com o Grande Prêmio de excelência estudantil. No Seminário da Paraíba, realizou com invulgar brilhantismo os cursos superiores de Filosofia e Teologia. Homem de sólida formação humanística, bacharelou-se em Letras Clássicas pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Pernambuco (atual UNICAP, registrada na memória oral como Católica do Recife). Recebeu as ordens sacerdotais no dia 12 de março de 1932, pelas mãos do primeiro Arcebispo da Paraíba, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques. Paralelamente às suas obrigações eclesiásticas, construiu uma longa, respeitada e fecunda carreira no magistério e na gestão educacional e cultural do estado. Na Igreja, atuou como Coadjutor da Paróquia de Campina Grande e foi o zeloso Vigário das comarcas de Alagoa Grande e de Areia. Na administração pública e pedagógica, exerceu com reconhecida competência a Direção da Biblioteca Pública do Estado da Paraíba, além de ter dirigido o Colégio Pio XI (em Campina Grande) e o Colégio Diocesano Pio X (na capital). Sua versatilidade intelectual permitiu-lhe reger cátedras das mais diversas disciplinas no ensino secundário e superior, lecionando Geografia, Corografia do Brasil, Língua Portuguesa, Latim, História da Civilização e Didática Especial em colégios de João Pessoa, Campina Grande e Areia. No Seminário da Paraíba, ministrou as disciplinas de Biologia, Apologética, Literatura Geral e História; regeu a cátedra de Português nas salas de aula do tradicional Lyceu Paraibano; e lecionou Língua e Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia da Paraíba e no Instituto Nossa Senhora de Lourdes. Dotado de elevados predicados morais, o Cônego Francisco Lima era profundamente admirado por seu perfil singular. Figura folclórica e respeitada da intelectualidade paraibana, transitava pelos corredores do Lyceu vestindo sua tradicional batina preta, surrada pelo uso cotidiano, estampando um sorriso maroto que logo se desfazia ao cruzar o limiar da sala de aula. Ali, transformava-se no mestre austero, eloquente e imprevisível; desafiava o espírito criativo de seus alunos de Português ao propor temas de redação inusitados, como “um pingo d’água” ou “um canto de parede”. A docência universitária e o sacerdócio foram, segundo suas próprias palavras, as maiores glórias que alcançou em sua existência. Consagrado pelos pares como um consciente e refinado intérprete dos fatos históricos regionais, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito humanístico e literário, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 30 de agosto de 1959, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do discurso de saudação proferido pelo ilustre acadêmico Geraldo Bôtto de Menezes. PUBLICAÇÕES D. Adauto-subsídios biográficos vol. I D. Adauto-subsídios biográficos vol. II D. Adauto-subsídios biográficos vol. III Oração fúnebre Epitácio-síntese biográfica O Seminário Arquidiocesano da Paraíba e suas bodas de diamante Crise da democracia brasileira Instituições políticas do Brasil Os cento e um anos do Lyceu História do Colégio Nossa Senhora das Neves Vieira A igreja e as origens do homem Todo poder vem de Deus A inquisição e a arte de furtar A Igreja – essa desconhecida O apostolado do vigário A ressurreição e a volta de Cristo Crítica e crítica O barroquismo no Brasil sob a égide da Filosofia Os aspectos genealógicos da língua portuguesa

Nº 31 – (PATRONO) EPITÁCIO DA SILVA PESSOA

EPITÁCIO da Silva PESSOA: Nasceu na cidade de Umbuzeiro, Estado da Paraíba, em 23 de maio de 1865, falecendo em Petrópolis, Rio de Janeiro, no ano de 1942. Os seus pais faleceram quando ele tinha somente oito anos de idade, tendo sido, a partir daí, criado pelo tio materno, Henrique Pereira de Lucena, o Barão de Lucena, que o internou, como bolsista, no Ginásio Pernambucano, do Recife. Concluindo o curso secundário, ingressou no Jurídico, graduando-se em 1886, na tradicional Escola do Recife. Assumiu a Promotoria Pública da cidade do Cabo (PE), demitindo-se logo do cargo, em 1889, indo fixar-se no Rio de Janeiro, justamente à época dos movimentos políticos em favor da proclamação da República dos quais ainda participou. Retornou à Paraíba, sendo nomeado Secretário Geral do Estado e, em seguida, eleito Deputado Constitucional de 1890/1891, mantendo-se em oposição ao Marechal Floriano Peixoto. No Governo Campos Sales, ocupou o Ministério da Justiça, revelando-se um administrador competente, dinâmico e corajoso, enfrentando e resolvendo os problemas do Estado com autoridade e respeito.Assumiu o Supremo Tribunal Federal, aposentando-se nesse cargo, em 1912. Posteriormente, foi eleito Senador da República. Em 1918, foi nomeado Delegado do Brasil no Congresso da Paz, em Versalhes, na França, quando foi indicado para concorrer à Presidência da República, tendo Rui Barbosa na oposição. Após percorrer a Itália e os Estados Unidos, voltou ao Brasil já eleito presidente, assumindo o cargo em 28 de julho de 1919. Nomeou para o Ministério da Guerra o carioca Pandiá Calógeras e para a Marinha, Raul Soares, ambos ,civis , causando visível mal-estar entre os militares.Como nordestino, quis beneficiar a região criando comissões para realização de obras contra as secas numa tentativa de amenizar o sofrimento do povo sertanejo; incluiu no programa do governo a implantação de uma grande siderurgia, a recuperação econômica do Nordeste e a defesa do Café. Por sua atividade política e pelos benefícios à Nação, teve o seu nome figurado entre os indicados para a eleição do paraibano do século. Alguns dos trabalhos escritos por Epitácio Pessoa:Pela verdade; Discursos parlamentares; Codificação do DireitoInternacional; Primeiros tempos; Laudos arbitrais; Questões forenses, entre vários outros. REFREÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II, Parahybanos ilustres, Parahyba. Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914. Enciclopédia Britânica, vol. 03, p316. Rio de Janeiro: São Paulo, 1979. LIMA, Francisco (Côn.) Discurso de posse, Revista da APL, nº 07. João Pessoa: 1970. ODILON, Marcus. Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Cátedra, 1984.