Nº 33 – (2º SUCESSOR) DAMIÃO RAMOS CAVALCANTI
Damião Ramos Cavalcanti, nascido na cidade de Pilar – PB, terra do escritor e romancista José Lins do Rego. Passou parte da sua infância em Itabaiana, quando, com seus 11 anos, foi estudar na cidade de João Pessoa, onde reside até hoje é cidadão itabaianense, título outorgado pela Câmara Municipal daquela cidade. Em 1966, viajou à Itália, onde, em Roma, realizou seus estudos de graduação e pós-graduação em Filosofia; em Paris, posgraduou-se em Sociologia da Educação pela Sorbonne, de 1978 a 1983. Professor da Universidade Federal da Paraíba, desde 1973, onde prestou uma larga folha de serviço como docente e dirigente. Participou da criação da UEPB em Guarabira, da UNIPÊ e da FESP em João Pessoa. Hoje, dedica-se a escrever seus livros, como membro da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB; da Academia Paraibana de Letras – APL, ocupante da cadeira nº 33, que teve como patrono João Pereira de Castro Pinto, tendo sucedido os escritores Samuel Vital Duarte e Francisco Pereira da Nóbrega. Tomou posse no dia 15 de outubro de 2007. Apos quatro anos de sua posse é eleito Presidente da ‘Casa da Cultura Paraibana’ . Presidindo a instituição em seu quarto mandato. É da Academia Paraibana de Cinema – APC; da Associação Paraibana de Imprensa – API e da Academia Paraibana de Filosofia – APF. Presidiu a Fundação Casa de José Américo – no período de 03 abril de 2014 a 31 de dezembro de 2018. Atualmente exerce o cargo de Secretário de Estado da Cultura do Estado da Paraíba. É advogado, escritor, poeta e cronista.
Nº 33 – (1º SUCESSOR) FRANCISCO PEREIRA DA NÓBREGA

CADEIRA Nº 33 1º SUCESSOR: FRANCISCO PEREIRA DA NÓBREGA Patrono: João Pereira de Castro Pinto (1863-1944) Fundador: Samuel Vital Duarte (1904-1979) 1º Sucessor: Francisco Pereira da Nóbrega (1928-2007) 2º Sucessor: Damião Ramos Cavalcanti (atual ocupante) 1º Sucessor: Francisco Pereira da Nóbrega (1928-2007) Ocupação: Cronista Eleito: 06/05/1980 Posse: 24/04/1981 Saudação: José Rafael de Menezes BIOGRAFIA FRANCISCO PEREIRA DA NÓBREGA: Nasceu no município de Nazarezinho, Estado da Paraíba, no dia 24 de abril de 1928, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 20 de janeiro de 2010. Realizou seus estudos primários e as primeiras letras na cidade de Cajazeiras, ingressando posteriormente no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, em João Pessoa, onde concluiu sua formação eclesiástica inicial e foi ordenado sacerdote. Dono de uma sólida e internacional bagagem acadêmica, transferiu-se para a Europa a fim de aprofundar seus estudos superiores. Em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana, obteve os títulos de Licenciado e Mestre em Teologia Dogmática. Na França, frequentou as salas de aula da prestigiada Universidade Católica de Paris (Sorbonne), pela qual realizou estudos de Literatura e conquistou o título de Doutor em Filosofia. Suas andanças intelectuais por diversos países do continente europeu permitiram-lhe absorver profundamente a cultura e os costumes locais. Poliglota de rara competência, dominava com fluência os idiomas Português, Francês, Italiano, Espanhol, Alemão, Sueco e Grego Clássico. No ano de 1968, após madura reflexão, solicitou sua dispensa dos deveres clericais e deixou o exercício do sacerdócio. Integrou-se de forma plena ao contexto político e social como cidadão civil, engajando-se nas grandes questões de sua época sem jamais abdicar de seus sólidos princípios humanísticos e de sua formação essencialmente cristã. No ano de 1971, constituiu família ao casar-se com a senhora Lígia Aparecida Moura Pereira Nóbrega, união da qual nasceram três filhos: Melissa, Marama e Francisco. Homem de extrema simplicidade, desprovido de vaidades intelectuais e zeloso de sua privacidade, levou uma existência discreta e operosa, dividida entre o trabalho, o aconchego familiar e o recolhimento dos estudos. No jornalismo e nas letras, consagrou-se como um cronista de refinado tirocínio e profunda sensibilidade social. Suas crônicas cotidianas traziam à tona uma constante e genuína preocupação com os menos favorecidos pela sorte e com as mazelas decorrentes da injustiça social. Analisando o cotidiano sob o prisma rigoroso da filosofia, Pereira da Nóbrega conduzia o leitor a reflexões agudas e desveladas sobre a realidade humana. Colaborou ativamente com importantes órgãos de imprensa no país, tendo sido redator dos periódicos A Notícia, A Imprensa, Correio Braziliense (em Brasília) e do tradicional Correio da Paraíba, veículo onde manteve por longos anos uma concorrida coluna diária. Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito humanístico, à sua erudição filosófica e ao valor imperecível de sua prosa jornalística, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 13. Tomou posse solenemente no dia 24 de abril de 1981, data de seu quinquagésimo terceiro aniversário, ocasião em que o sodalício o acolheu por meio do memorável discurso de saudação proferido pelo ilustre acadêmico e educador José Rafael de Menezes. PUBLICAÇÕES A palavra na construção do homem Vingança, não!
Nº 33 – (FUNDADOR) SAMUEL VITAL DUARTE

CADEIRA Nº 33 FUNDADOR: SAMUEL VITAL DUARTE Patrono: João Pereira de Castro Pinto (1863-1944) Fundador: Samuel Vital Duarte (1904-1979) 1º Sucessor: Francisco Pereira da Nóbrega (1928-2007) 2º Sucessor: Damião Ramos Cavalcanti (atual ocupante) Fundador: Samuel Vital Duarte (1904-1979) Ocupação: Professor e advogado Eleito: 26/05/1962 Posse: 08/01/1963 Saudação: Pe. Francisco Lima. BIOGRAFIA SAMUEL VITAL DUARTE: Nasceu no Sítio Cantagalo, município de Alagoa Nova, Estado da Paraíba, no dia 10 de dezembro de 1904, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 03 de dezembro de 1979. Era filho dos agricultores Joaquim Vital Duarte e Cosma Maria da Conceição. Foi casado com a senhora Adelina de Castro Pinto. Iniciou sua formação elementar na Escola Pública do Sítio Cantagalo. A inteligência precoce e o brilho do jovem Samuel despertaram a atenção do diretor da escola, professor Elísio Sobreira, que prontamente comunicou o fato ao padrinho do menino, o Padre Jerônimo César, então vigário de Alagoa Nova. Grato pelo potencial do afilhado, o sacerdote assumiu a responsabilidade por sua educação e encaminhou-o, em 1914, para a capital do Estado a fim de estudar no tradicional Colégio Diocesano Pio X. Posteriormente, ingressou no Seminário Arquidiocesano da Paraíba; contudo, ciente da ausência de vocação para o clero, desligou-se da instituição eclesiástica no ano de 1921. Determinado a seguir a carreira jurídica, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, pela qual bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na histórica data de 07 de setembro de 1931. Homem de fibra inquebrantável, venceu todas as barreiras impostas por sua origem humilde por meio do esforço pessoal e de méritos incontestáveis. Antes de consolidar sua projeção pública, trabalhou com dignidade como caixeiro de mercearia e ingressou no serviço público. No magistério, atuou como respeitado professor das disciplinas de Língua Portuguesa e de Língua Francesa nas salas de aula do tradicional Lyceu Paraibano. Na advocacia e no jornalismo, conquistou merecido relevo institucional, tornando-se membro ativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ascendendo ao posto de Presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API). No setor financeiro e econômico nacional, exerceu as elevadas funções de Membro do Contencioso do Banco do Brasil e de Presidente da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial da referida instituição. Sua trajetória política confunde-se com os grandes momentos da história republicana do país. Entre os meses de fevereiro e agosto de 1940, exerceu o cargo de Interventor Federal no Estado da Paraíba. Elegeu-se Deputado Federal pelo Partido Social Democrático (PSD) e alcançou o ápice do Poder Legislativo ao ser eleito Presidente da Câmara dos Deputados durante a histórica Assembleia Nacional Constituinte de 1946, conduzindo de forma exemplar os trabalhos de redação da nova Carta Magna brasileira. Paralelamente ao homem de Estado e jurista, Samuel Duarte foi um brilhante orador, ensaísta e publicista. Dono de uma prosa elegante e rigorosa, colaborou ativamente não apenas com os principais jornais da Paraíba, mas também imprimiu sua assinatura em prestigiados órgãos da imprensa escrita nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em reconhecimento à sua extraordinária folha de serviços prestados à vida pública nacional e ao indiscutível valor de sua produção intelectual e jurídica, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 08 de janeiro de 1963, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção e saudação proferido pelo ilustre confrade Cônego Francisco Lima. PUBLICAÇÕES Hitler e o renascimento alemão No limiar da nova ordem legal O paraíso dos medíocres O inferno dos tolos A dúvida do progresso e a intolerância Os crimes de imprensa e o código penal Responsabilidade: nada e tudo Comunismo e anarquismo Revisão legislativa O mendigo Cartas de Atenas
Nº 33 – (PATRONO) JOÃO FERREIRA CASTRO PINTO
João Pereira de CASTRO PINTO: Nasceu na cidade de Mamanguape, Estado da Paraíba, em 03 de dezembro de 1863 e faleceu no Rio de Janeiro, em 1944; filho do casal José Pereira de Castro Pinto e D. Maria Ricarda Cavalcanti de Albuquerque. Fez o curso primário no Colégio Rio Branco, na capital do Estado e Humanidades, no Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1886. Foi Promotor Público em Mamanguape e Juiz Federal substituto. Era monarquista, abolicionista e jornalista. Elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte pela Paraíba, sendo reeleito em 1896. Renunciou ao mandato e viajou ao Rio de Janeiro, passando a exercer o cargo de Redator Oficial do Senado. Retornou ao Nordeste, assumindo a promotoria de justiça de Vitória de Santo Antão, Pernambuco, e em seguida a de Fortaleza, Ceará. No Estado do Pará, a convite do Presidente Paes de Carvalho, exerceu a Chefia de Gabinete da Presidência da Província, sendo ainda, professor de Lógica do Ginásio Paraense e redator do Jornal A Província do Pará. Mesmo tendo combatido o primeiro Governo de Álvaro de Carvalho, este, quando retornou à Presidência, convidou-o a tornar a sua terra, oferecendo-lhe uma nomeação de professor de Matemática no Lyceu Paraibano que, na época, ser professor do Lyceu era um cargo muito importante. Aceitou o convite e veio instalar-se na capital. No ano seguinte, elegeu-se Deputado Federal ; em 1908, já era Senador. Em 1912, passa a governar o Estado, por indicação de Álvaro de Carvalho. Durante a sua gestão, as letras e as artes evoluíram consideravelmente, destacando-se a atuação de Rodrigues de Carvalho e Carlos Dias Fernandes, que era secretário de redação e diretor do Jornal A União. Em julho de 1915, renunciou ao cargo e foi instalar-se no Rio de Janeiro. A Paraíba homenageou-o, dando o seu nome ao Aeroporto da capital. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTEENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II (Parahybanos ilustres). Rio de Janeiro: Gomes Editora, 1949. DUARTE, Samuel. Discurso de posse, In: Castro Pinto- Cadeira 33. João Pessoa: A União, 1964. Paraíba –nomes do século Série histórica. João Pessoa: A União, 2000. ODILON, Marcus. Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Cátedra, 1984. SILVEIRA, Fernando. Vidas Paraibanas. João Pessoa: 1981.