Nº 36 – (1º SUCESSOR) EURIVALDO CALDAS TAVARES

CADEIRA Nº 36 1º SUCESSOR: EURIVALDO CALDAS TAVARES Patrono: Manuel Tavares Cavalcanti (1881-1950) Fundador: Maurício de Medeiros Furtado (1893-1965) 1º Sucessor: Mons. Eurivaldo Caldas Tavares (1921-2013) 2º Sucessor: Itapuan Bôtto Targino (atual ocupante) 1º Sucessor: Mons. Eurivaldo Caldas Tavares (1921-2013) Ocupação: Padre e professor Eleito: 13/10/1979 Posse: 05/03/1980 Saudação: Demócrito de Castro e Silva BIOGRAFIA MONS. EURIVALDO CALDAS TAVARES: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 29 de abril de 1921, e faleceu na mesma praça capixaba no dia 16 de setembro de 2004. Era filho do Dr. Eurípedes da Costa Tavares e de D. Maria das Dores Caldas Tavares. Iniciou sua formação elementar no Grupo Escolar Thomaz Mindello, ingressando em seguida no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, onde concluiu com distinção os estudos ginasiais e colegiais. Visando à docência no ensino superior, revalidou seu curso de Filosofia na Universidade Católica de Pernambuco (atual UNICAP, referida historicamente como Católica do Recife), prerrogativa que lhe permitiu ingressar como professor no Instituto Paraibano de Educação (IPÊ), atual Centro Universitário de João Pessoa (Unipê). Descendente de uma linhagem de católicos convictos, ordenou-se sacerdote e pautou seu ministério eclesiástico pela abnegação, zelo e dignidade. Na Paraíba, exerceu uma vasta e memorável folha de serviços pastorais e capelanias, atuando como pároco da comarca de Sapé e da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na capital. Foi também Capelão do Colégio Diocesano Pio XI (Campina Grande), do Hospital Regional Dr. Sá Andrade (Sapé), e, em João Pessoa, do Hospital Napoleão Laureano, da Penitenciária Modelo, do Externato Santa Dorotéia e da Santa Casa de Misericórdia. Nas forças de segurança, serviu honrosamente como Major-Capelão da Polícia Militar da Paraíba e exerceu a capelania interina do 1º Grupamento de Engenharia de Construção (1º GEC) do Exército Brasileiro. Em seus anos de recolhimento e aposentadoria, manteve viva a chama de sua devoção mariana celebrando os santos mistérios em um oratório privado em sua residência, dedicado a Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças. Paralelamente à batina, construiu uma respeitável trajetória na instrução pública e na gestão educacional. Antes de ascender ao ensino superior, já atuava no curso médio lecionando as disciplinas de Latim, Religião e Língua Francesa em colégios de Campina Grande, Sapé e João Pessoa. Foi o professor-fundador do Colégio Comercial Dr. Corálio Soares, em Sapé; Vice-Diretor do Colégio Diocesano Pio XI; Diretor da Escola Regimental da Polícia Militar; e Secretário de Educação da Prefeitura de João Pessoa. Coroou sua carreira docente ao ser aprovado em concurso público para o cargo de Professor Adjunto da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Buscou continuamente o aperfeiçoamento intelectual por meio de cursos de extensão e especialização, incluindo a formação pelo Ministério da Educação e Cultura (CADES, 1959), Relações Públicas, Estatística pelo IBGE, Problemas de Administração e Contabilidade, além de diplomar-se pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) e em Estudos de Problemas Brasileiros pela UFPB (1973). Sua profícua dedicação ao bem comum e às letras valeu-lhe o reconhecimento das instituições civis, militares e eclesiásticas, sendo agraciado com o título de Monsenhor e elevado a Cônego Honorário do Cabido Metropolitano da Paraíba. Recebeu os títulos de Cidadão Honorário do município de Sapé — onde também foi imortalizado como Patrono da Biblioteca Paroquial — e a Medalha e Diploma de Amigo da Marinha pelo 3º Distrito Naval. Foi laureado com os diplomas de Colaborador Emérito da Polícia Militar da Paraíba e do Exército, com a prestigiada Medalha do Pacificador (Ministério do Exército) e com a Medalha do Mérito Universitário conferida pelo IPÊ. Intelectual rigoroso e pesquisador voltado à preservação da memória e da fidalguia regionais, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (IPGH), figurando como assíduo colaborador das revistas dessas agremiações. Em reconhecimento ao seu indiscutível relevo humanístico, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 11. Tomou posse solenemente no dia 05 de março de 1980, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do discurso de recepção proferido pelo ilustre acadêmico e jurista José de Castro e Silva. PUBLICAÇÕES Subsídios para a história de Mari (ex-Araçá) O Seminário Arquidiocesano da Paraíba e o Jubileu de diamante de fundação  Qualidades naturais e virtudes morais e cívicas do militar 140 anos a serviço da nossa segurança Bases filosóficas do ensino de Moral e Cívica Perfil biográfico de D. Moisés Coelho 70 anos do InstitutoHistórico e Geográfico Paraibano Duas vidas a serviço da Paraíba Deus, Pátria e Família Soldado paraibano, orgulhodo grande presidente Implicações da axiologia no estado de moral e cívica Subsídios para o estudo de problemas brasileiros Legendas que se entrelaçam Subsídios para o estudo deproblemas brasileiros Tavares Cavalcanti, o romanoantigo Século e meio de bravura e heroísmo Mathias Freire – padre, poeta, arcanjo e passarinho Monsenhor Anísio – cultor da ciência divina e da ciência humana Subsídios para oestudo de problemas brasileiros Cônego João de Deus – o amigo, o padre e o poeta  Itinerário da Paraíba Católica Diógenes Caldas – um missionário do bem comum  Retrato nobre – traços biográficos de Eurípedes Tavares Monsenhor Tibúrcio – um apóstolo e formador de apóstolos Perfil biográfico de D. Moisés Coelho

Nº 36 – (FUNDADOR) MAURÍCIO DE MEDEIROS FURTADO

CADEIRA Nº 36 FUNDADOR: MAURÍCIO DE MEDEIROS FURTADO Patrono: Manuel Tavares Cavalcanti (1881-1950) Fundador: Maurício de Medeiros Furtado (1893-1965) 1º Sucessor: Mons. Eurivaldo Caldas Tavares (1921-2013) 2º Sucessor: Itapuan Bôtto Targino (atual ocupante) Fundador: Maurício de Medeiros Furtado (1893-1965) Ocupação: Professor, juiz e advogado Eleito: 23/05/1959 Posse: 05/03/1960 Saudação: Seráphico da Nóbrega BIOGRAFIA MAURÍCIO DE MEDEIROS FURTADO: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, em 27 de novembro de 1893, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 22 de março de 1965. Era filho de João Antônio da Gama Furtado e de D. Ernestina de Medeiros Furtado. Foi casado com a senhora Maria Alice de Medeiros Furtado, com quem partilhou uma vida de mútua dedicação. Iniciou sua formação elementar no recesso do lar, sendo alfabetizado por seu próprio pai. Posteriormente, frequentou o Colégio São Severino, no município de Itabaiana, e, de volta à capital, deu continuidade aos estudos secundários no tradicional Colégio Diocesano Pio X e no Lyceu Paraibano. Voltou-se para a carreira jurídica e bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife. Antes de consolidar sua trajetória pública, trabalhou na juventude como caixeiro na fábrica de cigarros de propriedade do industrial Peixoto, experiência marcada pelo temperamento petulante do patrão e pela completa ausência de vocação do jovem para a atividade comercial. Desligando-se do emprego, abraçou o magistério por indicação de Frei Martinho, passando a lecionar na escola primária instituída por Dom Ulrico, contígua à histórica Igreja de São Francisco. Sob o governo de João de Castro Pinto, ingressou no serviço público ao ser nomeado funcionário do Fisco Estadual, prestando relevantes serviços pelas coletorias do interior paraibano durante longos anos. Em 1924, assumiu a Secretaria da Escola Normal de João Pessoa, instituição na qual ascendeu pouco tempo depois ao cargo de professor titular. Afastado do funcionalismo público sob a justificativa de “motivo de economia” pelo presidente João Pessoa, viajou ao Rio de Janeiro, retornando seis meses mais tarde para ser nomeado, pelo próprio chefe do Executivo, Juiz Substituto da comarca da capital. Sua magistratura e maturidade jurídica foram pautadas pela retidão e pelo profundo saber. Exerceu as funções de Juiz de Direito da comarca de Mamanguape, Procurador-Geral do Estado e Presidente do Montepio dos Servidores do Estado (atual IPEP). No ápice de sua carreira togada, ascendeu ao cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, atuando na corte de 1934 a 1941, ano em que se aposentou. Visando complementar os proventos de sua aposentadoria, fixou residência no Rio de Janeiro, onde passou a exercer com distinção a advocacia privada. Oriundo de uma tradicional estirpe de artistas, Maurício Furtado exercia as funções burocráticas com zelo, mas encontrava seu verdadeiro refúgio na sensibilidade estética. Seu pai era poeta, sua mãe possuía refinada inclinação para a música e cada um de seus irmãos dominava um instrumento musical; ele próprio imortalizou-se na crônica afetiva da capital como um exímio e apaixonado seresteiro. Sua produção literária e ensaística permaneceu por décadas dispersa nas páginas de jornais e revistas da época. Após o seu falecimento, sua viúva, D. Maria Alice, recolheu com paciência e afeto seus escritos e notas remanescentes, reunindo-os no livro póstumo Coisas do Passado, uma delicada antologia enriquecida com o prefácio de seu amigo fraterno, o historiador Horácio de Almeida. Por sua sólida bagagem intelectual e compromisso com a memória regional, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e do Instituto Histórico do Ceará. Em justo reconhecimento ao seu relevo cultural e humanístico, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 05 de março de 1960, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do elegante discurso de recepção proferido pelo ilustre monsenhor e acadêmico Seráfico da Nóbrega. PUBLICAÇÕES Coisas do passado

Nº 36 – (PATRONO) MANUEL TAVARES CAVALCANTI

Manuel TAVARES CAVALCANTI: Nasceu em Alagoa Nova, Estado da Paraíba, em 16 de agosto de 1881 e faleceu no Rio de Janeiro, em 1º de abril de 1950; filho do Dr. João Tavares de Melo Cavalcanti e D.Maria das Neves Pereira de Araújo Tavares Cavalcanti Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1911, ganhando como prêmio, pela sua brilhante atuação no curso, uma viagem de estudos na Europa. Como jornalista, atuou na capital do Estado nos jornais A União, A Notícia, O Combate, O Norte, na Revista Era Nova e nas Revistas do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Ingressou na política em 1907, elegendo-se Deputado Estadual, em seguida, foi eleito Deputado Federal, exercendo vários mandatos, durante vinte anos.Em 1930, foi eleito Senador da República, não sendo, porém, a sua eleição reconhecida. Lecionou História Universal e História do Brasil no Lyceu Paraibano e na escola Normal; no Rio de Janeiro, exerceu os cargos de escrivão de Juízo de Menores e Primeiro Inventariante Judicial, sendo, também, professor de Direito Romano, na Universidade Católica do Distrito Federal. Publicou: Epítome de História da Parahyba, Imprensa Oficial, 1914;Congresso Nacional-Anais da Câmara dos deputados; Discursos dos anos 1909, 1921, 1923, 1926, 1927 e 1928. Imprensa Nacional; Memórias da fundação da Paraíba, Imprensa Oficial, 1906. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FURTADO Maurício. Manuel Tavares Cavalcanti(Elogio acadêmico). Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 07,1960. TAVARES, Eurivaldo Caldas. Tavares Cavalcanti – O romano antigo. Discurso Proferido na Academia Paraibana de Letras, por ocasião do seu 40º aniversário e do centenário de Tavares Cavalcanti.