Nº 37 – (1º SUCESSOR) LUIZ GONZAGA RODRIGUES

Luís GONZAGA RODRIGUES: Nasceu em 21 de junho de 1933, na cidade de Alagoa Nova, Estado da Paraíba; filho do casal Manuel Avelino Rodrigues e D. Antonina Freire Rodrigues. É casado com a senhora Edite Maria do Nascimento Rodrigues, de cuja união nasceram cinco filhos: Gustavo, Graciele, Fabiano, Dinah e Luz Cibele.Iniciou o curso primário no Grupo Escolar Professor Cardoso, em Alagoa Nova, vindo concluir em Campina Grande, no Colégio Diocesano Pio XI e começando o ginasial, que veio concluir na capital do Estado, no Lyceu Paraibano. Ingressou no Jornal O Norte, através do jornalista José Leal, como revisor, passando a redator e, em seguida a editor, estas mesmas funções ele exerceu no Jornal A União, chegando a Diretor Técnico. Colaborou como cronista nos jornais O Norte, A União e no Correio da Paraíba; atualmente, escreve as suas crônicas no Jornal O Norte. Gonzaga Rodrigues foi Secretário de Comunicação Social do Estado; Presidente da Associação Paraibana de Imprensa; coordenou, com o escritor José Octávio de Arruda Mello, o livroCapítulos de História da Paraíba é citado em verbete no Dicionário de Literatura Brasileira, editado pelo MEC. Assumiu a Cadeira da APL, em 27 de agosto de 1993, recepcionado pelo acadêmico Luiz Augusto da Franca Crispim. Publicou: Notas do meu lugar (crônicas 1979); Um sítio que anda comigo (crônicas), 1983; Filipéia e outrassaudades; Parahyba, a cidade, o rio e o mar (Álbum); José Maria dos Santos(ensaio biográfico –Coleção Nomes do século, A União, 2000). Realizou palestra sobre Juarez Batista na Academia Paraibana de Letras. Neste ano de 2001, foi agraciado pela TV TAMBAÚ, com o titulo de PERSONALIDADE VIP DO ANO. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Arquivo da APL. Informações do acadêmico.    

Nº 37 – (FUNDADOR) EDUARDO MARTINS DA SILVA

CADEIRA Nº 37 FUNDADOR: EDUARDO MARTINS DA SILVA Patrono: Allyrio Meira Wanderley (1906-1955) Fundador: Eduardo Martins da Silva (1918-1991) 1º Sucessor: Luiz Gonzaga Rodrigues (atual ocupante) Fundador: Eduardo Martins da Silva (1918-1991) Ocupação: Pesquisador, historiador e poeta Eleito: 08/05/1971 Posse: 27/11/1971 Saudação: Afonso Pereira BIOGRAFIA EDUARDO MARTINS DA SILVA: Nasceu na cidade de Goiana, Estado de Pernambuco, no dia 13 de outubro de 1918, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 16 de janeiro de 1991. Era filho de Francisco Martins da Silva e de D. Jovita Monteiro Martins. Foi casado em primeiras núpcias com D. Arlinda Câmara Martins, união da qual nasceu a filha Vera Lúcia. Após enviuvar, contraiu segundas núpcias com D. Joselita Martins da Silva, com quem teve dois filhos: Eduardo e Joselita. No ano de 1928, acompanhou seus pais na mudança para a capital da Paraíba, cidade que adotaria como sua terra afetiva e intelectual. Ali, realizou seus estudos primários sob a orientação da professora Emerentina Coelho, no Grupo Escolar Dom Pedro II, e concluiu o curso secundário nos tradicionais bancos escolares do Lyceu Paraibano. Iniciou sua trajetória profissional no comércio, dedicando-se por vários anos com paixão e zelo à venda de livros, atividade que refinou ainda mais seu gosto pelas letras e pela bibliofilia. Pouco tempo depois, ingressou no serviço público por meio de sua reconhecida competência no jornalismo. Atuou como redator do jornal oficial A União e, durante a gestão governamental do Dr. Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo, exerceu de forma brilhante a direção do Correio das Artes, prestigiado suplemento literário da referida imprensa oficial. Posteriormente, ingressou no funcionalismo público federal como quadro de carreira da Caixa Econômica Federal, instituição onde ocupou cargos de alta responsabilidade e liderança técnico-administrativa. Mesmo diante das exigências burocráticas e bancárias, jamais se afastou das atividades literárias, da crônica jornalística e da pesquisa histórica, campos nos quais era considerado um autêntico e exímio artífice. Homem de hábitos discretos e dedicação intelectual obstinada, Eduardo Martins ofereceu à Paraíba uma imensurável contribuição historiográfica e documental por meio de suas pesquisas sérias e meticulosas. Era possuidor de uma invejável e monumental biblioteca particular em sua residência, espaço que abrigava um riquíssimo e raro acervo composto por milhares de livros, coleções completas de jornais antigos e documentos manuscritos inéditos de altíssimo valor histórico para a memória do Nordeste. Como pesquisador, historiador, cronista e poeta de fina sensibilidade, deixou sua assinatura impressa em uma impressionante rede de periódicos e revistas culturais da Paraíba, de outros estados da federação e do exterior. Colaborou assiduamente com veículos como O Dia, A União, O Norte, Correio da Paraíba, as revistas Menina, Ilustração, Cultura, Aurora, Movimento, Classe, Estudos e Manaíra (em João Pessoa); O Estado e O Nordeste (em Fortaleza); Diário de Pernambuco e a revista Presença (no Recife); Gazeta de Notícias (no Rio de Janeiro); além das prestigiosas publicações internacionais Revista D’Aquém e D’Além Mar (em Lisboa) e o Diário dos Açores (na cidade de Ponta Delgada, Portugal). Em justo reconhecimento ao seu notório saber humanístico, ao rigor de seu ensaísmo e ao valor imperecível de sua obra poética e historiográfica, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 27 de novembro de 1971, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção proferido pelo ilustre professor e acadêmico Afonso Pereira da Silva. Na própria instituição, prestou inestimáveis serviços administrativos e intelectuais ao longo de sucessivas diretorias, exercendo por vários anos as relevantes funções de Secretário-Geral e de Diretor do Arquivo e da Biblioteca Oficial da entidade, zelando pela memória dos imortais paraibanos. PUBLICAÇÕES Céo cheio de estrelas Poemas Poemas da hora incerta Integração Lua de outono, hai-kai Canto da amada ausente Poemas Novos poems hai-kai  Poemas japoneses, tenka e hai-kai,Tradução Breve antologia brasileira de hai-kai Acalanto  Ária serena, hai-kai Solitude Poemas de Langston Huches Hoedeslin Quinze poemas de Nazim Hikmat João Pessoa, através de duas mensagens presidenciais A União e história da Paraíba Cinco poemas de França Allyrio Meira Wanderley  Eliseu Elias Ceza Coriolano de Medeiros Primeiro jornal paraibano Carlos Dias Fernandes  A União – Jornal e História da Paraíba A Tipografia do Beco da Misericórdia Cardoso Vieira e o Bossuet da Jacoca José Lins do Rego, o homem e a obra Padre Azevedo, sua vida, seus inventos Obras poéticas de Peryllo d’ Oliveira Academia Paraibana de Letras Subsídios para a sua história (1941-1972)

Nº 37 – (PATRONO) ALLYRIO MEIRA WANDERLEY

ALLYRIO Meira WANDERLEY: Nasceu em 22 de outubro de 1906, na Fazenda Campo Comprido, município de Patos, Estado da Paraíba; filho de Francisco Olido Monteiro Wanderley e D. Ignácia Maria Meira Wanderley. Faleceu em 15 de janeiro de 1955, nesta capital. Aos cinco anos de idade, Allyrio já estava quase alfabetizado, foi matriculado no Colégio João XXIII, de Patos, em 1912, onde concluiu o curso primário; veio para a capital do Estado como aluno interno do Colégio Pio X, deixando o internato antes da conclusão do curso por motivos de saúde. Apesar do pouco tempo que passou no Pio X, Allyrio deixou, ali, marcada a sua presença por desavenças e incidentes com os professores, causando-lhe profunda mágoa que ele desabafa num seu depoimento: “nesse colégio, conheci a vida em todos os seus aspectos. E data desse tempo o encontro com as minhas primeiras injustiças, a minha melancolia e o meu desengano, brotados para sempre aos treze anos”. Estas ocorrências contribuíram para estimular a sua carreira literária, por esse tempo, escreveu o livro de poemas Destinos. Instalou-se na capital pernambucana, onde concluiu o curso secundário; daí, foi para São Paulo e, depois, para o Rio de Janeiro. O acadêmico Eduardo Martins, em seu discurso de posse na APL, faz referências a algumas viagens feitas por Allyrio Wanderley à Europa e a um curso de Filosofia na Alemanha. No entanto, pessoas idôneas que o conheceram pessoalmente, afirmam desconhecer estes fatos e dizem que Allyrio foi um autodidata, homem muito inteligente e criativo. Contava histórias fabulosas vividas por ele, frutos, talvez, de um sonho irrealizado. Ele era jornalista, romancista, poeta, teatrólogo e deixou uma vasta e importante bibliografia; colaborou nos jornais do Sul do País, sendo os principais: A Razão, 1931; Correio de São Paulo; Correio Paulistano; O Dia; A Gazeta; A Platéia; Ação Livre e Revista de São Paulo, em São Paulo; No Rio de Janeiro, escreveu, em: O Radical, Don Casmurro; A Manhã; em Maceió: A Gazeta de Alagoas; em João Pessoa: O Estado da Paraíba; A União; O Norte PN-Publicidades e Negócios; Correio da Paraíba (1953) e Paraíba Agrícola. Além de artigos em jornais e conferências, publicou os livros: Sol criminoso(romance); Os brutos(romance); As bases do separatismo(sociologia); Bolsos vazios(romance) Os carneiros cinzentos(crítica): Inéditos: Janjão doutor(comédia); O lume no alcantil(drama); Cães sem dono(romance); Serões de uma traça(crítica); A seara do próximo(crítica); As formigas(romance); Espinho branco (romance) Uma lira também se quebra (farsa em três atos). REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: MARTINS, Eduardo. Allyrio Wanderley – cadeira 37. Discurso de posse. João Pessoa: 1971.