Nº 38 – (2° SUCESSOR) LUIZ NUNES ALVES

LUIZ NUNES Alves: Nasceu no município de Água Branca, em 16 de abril de 1934, filho de Antônio Alves da Silva e D. Marta Nunes de Souza; casado com D. Maria Bernadeth Baptista Alves e tem três filhas: Ana Márcia, Mércia Neves e Marta Bernadeth.Fez o curso primário no Grupo Escolar José Nominando, na sua terra natal, o Ginasial, Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, em Princesa Isabel, e o secundário. No Liceu Paraibano. Bacharelo-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba. Tem curso de aperfeiçoamento em Agente de Crédito Cooperativo, em 1960, em Fortaleza (CE), e curso de assistente Jurídico, em 1969, também em Fortaleza, promovidos pelo Banco do Nordeste do Brasil.Funcionário da Receita Federal; exerceu o cargo de Coletor Federal, em Princesa Isabel, de maio de 1960 a fevereiro de 1962, quando passou a prestar serviços no Banco do Nordeste, em João Pessoa. Ingressou no serviço público estadual, como Caixa de Crédito Imobiliário da Paraíba(1957/60), foi diretor do Departamento de Crédito Cooperativo (1967/68); Secretário do Planejamento (1970/71). Em 11º de março de 1971, foi empossado no cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, período 1973/75, chegando à Vice-Presidência, no período seguinte, tendo sido eleito Presidente, exercendo a função por mais duas vezes.Participou de Congressos de Tribunais de Contas do Brasil, realizados a partir de 1973, tendo a oportunidade de presidir o 7º Congresso realizado em João Pessoa, no ano de 1975. É professor de Ciências das Finanças e de Direito Financeiro da UFPB. E da UNIPÊ. Eventualmente, ministra aulas na Escola Superior de Magistratura. Amante das letras, escolheu a literatura de cordel como área de estudo, à qual dedica o seu tempo, pesquisando e produzindo trabalhos com muita criatividade e segurança, usando sempre o pseudônimo de Severino Sertanejo. Seus livros têm grande aceitação entre os apreciadores e estudiosos do cordel, tendo recebido elogios de personalidades consagradas no meio intelectual nacional, a exemplo de José Américo de Almeida, Orígenes Lessa, Carlos Drumond de Andrade, Câmara Cascudo, D. José Maria Pires e o jurista Limongi França, de São Paulo, entre outros nomes. É sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, foi agraciado com a Comenda do Mérito Cultural José Maria dos Santos, instituída pela entidade; sócio do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica; membro efetivo do Colégio Brasileiro de das Faculdades de Direito; 2º Vice-Presidente da Fundação Rui Barbosa(São Paulo); membro efetivo das Academias Municipais do Brasil, com sede em São Paulo; assumiu a sua Cadeira na Academia Paraibana de Letras, em 20 de julho de 1975, recepcionado pelo acadêmico Flávio Sátiro. Bibliografia: História da Paraíba em verso, prefácio do professor Pedro Nicodemus, editada dentro das comemorações do IV Centenário da Fundação da Paraíba; A vida de Delmiro Gouveia em verso, prefácio do professor Átila de Almeida; Inácio da Catingueira, o gênio escravo, prefácio do médico e poeta Firmino Leite; Copa 94, IPÊ; Coisas da minha sala. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Memorial do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, João Pessoa: 1995. Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 12: 1997.

Nº 38 – (1º SUCESSOR) JOSÉ CAVALCANTI

CADEIRA Nº 38 1º SUCESSOR: JOSÉ CAVALCANTI Patrono: Américo Augusto de Souza Falcão (1880-1942) Fundador: Nelson Lustoza Cabral (1900-1981) 1º Sucessor: José Cavalcanti (1918-1994) 2º Sucessor: Luiz Nunes Alves (atual ocupante) 1º Sucessor: José Cavalcanti (1918-1994) Ocupação: Professor e político (Deputado Estadual) Eleito: 29/08/1981 Posse: 27/11/1981 Saudação: Afonso Pereira BIOGRAFIA JOSÉ CAVALCANTI: Nasceu no município de São José de Piranhas, Estado da Paraíba, no dia 27 de julho de 1918, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 31 de dezembro de 1994. Era filho de Manuel Cavalcanti da Silva e de D. Bernardina Soares de Souza. Foi casado com a senhora Rosalina de Queiroz Cavalcanti, união da qual nasceram dois filhos: Bernânio e Maria Berlânia. Realizou seus estudos primários em sua terra natal. Demonstrando precoce inclinação para as letras, foi conduzido pelo Monsenhor Manuel Vieira para a cidade de Cajazeiras, onde se matriculou no tradicional Colégio Salesiano Padre Rolim para iniciar o curso ginasial. Concluiu sua formação secundária no ano de 1942, nos bancos escolares do Colégio Diocesano de Patos, instituição à qual permaneceu vinculado afetiva e profissionalmente, prestando valiosos serviços como Tesoureiro e como professor da disciplina de História. Ingressou na vida pública e na política partidária filiando-se à União Democrática Nacional (UDN). Pelo voto popular, elegeu-se Deputado Estadual para a Assembleia Legislativa da Paraíba, honraria que exerceu por quatro mandatos parlamentares consecutivos até o ano de 1963. No plano municipal, consagrou-se como Prefeito de Patos por um período de cinco anos, realizando uma gestão de expressivo impacto social que acabou sendo abruptamente interrompida quando teve seus direitos políticos cassados pelo regime civil-militar. Retornou à militância eleitoral no ano de 1986 como candidato a Deputado Estadual com base política em Patos; não logrando êxito nas urnas, optou por afastar-se em definitivo das disputas eletivas. Ao longo de sua operosa trajetória, foi amplamente condecorado por municipalidades e corporações do estado. Recebeu os títulos de Cidadão Patoense, Cidadão de Santa Terezinha e Cidadão de João Pessoa. Por seu dinamismo à frente do Executivo municipal, foi laureado por quatro vezes consecutivas com a distinção de “Prefeito do Ano”. No meio jurídico e científico, foi agraciado com o título de Primeiro Sócio-Honorário da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) e integrou os quadros de sócios do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (IPGH). Intelectual de verve única, escritor, cronista e poeta matuto, José Cavalcanti transitava com maestria entre a erudição e a cultura popular. Considerado imoral por uns e irreverente por outros, era reconhecido por todos como um homem profundamente espirituoso, criativo e genial. Destacou-se como um autêntico e incomparável contador de causos, capturando em suas páginas a linguagem espontânea, o lirismo áspero e a vivacidade natural do povo sertanejo. Na imprensa escrita, colaborou assiduamente com os jornais O Nordeste, Diário da Borborema (em Campina Grande), além do Correio da Paraíba e do vanguardista Jornal de AGÁ (na capital). Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito literário e à sua original contribuição à salvaguarda da identidade cultural e folclórica do Sertão, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 19 de setembro de 1981, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do caloroso e memorável discurso de recepção proferido pelo ilustre professor e acadêmico Afonso Pereira da Silva. PUBLICAÇÕES Potocas, piadas e pilhérias Casca e nó Sem peia e sem cabresto Bicho do cão Gaveta de sapateiro Bisaco de cego Quengada de matuto Papo furado Espalha brasas Rabo cheio Caga-fogo Busca-pé Um setentão A Política e os políticos Pais tolos, filhos sabidos Curupaco papaco As potocas de seu Zé As potocas do seu Zé –1 As potocas do seu Zé –2 350 lorotas políticas Discurso acadêmico Pensamentos avulsos Sabedoria popular Sertanejadas

Nº 38 – (FUNDADOR) NELSON LUSTOZA CABRAL

CADEIRA Nº 38 FUNDADOR: NELSON LUSTOZA CABRAL Patrono: Américo Augusto de Souza Falcão (1880-1942) Fundador: Nelson Lustoza Cabral (1900-1981) 1º Sucessor: José Cavalcanti (1918-1994) 2º Sucessor: Luiz Nunes Alves (atual ocupante) Fundador: Nelson Lustoza Cabral (1900-1981) Ocupação: Jornalista e escritor Posse: 06/12/1967 Saudação: Luiz Teixeira Pinto BIOGRAFIA NELSON LUSTOZA CABRAL: Nasceu na cidade de Patos, Estado da Paraíba, no ano de 1900, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 19 de julho de 1981. Era filho de Francisco Lustoza Cabral e de D. Maria Dolores Lustoza Cabral (conhecida carinhosamente como D. Nenê). Foi casado com a senhora Emerenciana Barbosa Lustoza Cabral, união da qual nasceram cinco filhos: Nelson, Moacir, Nilse, Milva e Lélia. Iniciou seus estudos primeiras letras na rede pública de sua terra natal, sob a orientação do Padre José Vieira e dos professores José Calazans e Torres. Transferindo-se para a capital do Estado, concluiu os exames preparatórios no tradicional Lyceu Paraibano. Voltou-se para os estudos jurídicos e bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife no ano de 1921. Logo após a sua colação de grau, retornou em triunfo à cidade de Patos para rever familiares e amigos, ocasião em que foi alvo de uma calorosa e festiva recepção pública ao som da banda de música local, homenagem que guardou com profunda sensibilidade em suas memórias afetivas. Antes mesmo de sua formatura, já demonstrava uma brilhante vocação para o jornalismo e para as letras na capital paraibana. Escreveu assiduamente para os periódicos A União e O Norte, além de ter atuado como datilógrafo nos quadros administrativos da Assembleia Legislativa do Estado, função na qual contou com o valioso estímulo e mentoria de figuras proeminentes da inteligência paraibana, como os jornalistas Oscar Soares, Celso Mariz e Carlos Dias Fernandes. Graças ao seu reconhecido tirocínio intelectual e capacidade de liderança, ascendeu ao cargo de Diretor do jornal oficial A União e consagrou-se como o editor responsável pelo célebre Almanaque da Paraíba, importante repositório cultural da época. Após concluir seu ciclo na imprensa oficial do Estado, fixou residência no Rio de Janeiro (então capital federal), onde continuou a exercer o ofício das letras colaborando com destacados órgãos da imprensa carioca. Homem de refinada cultura, memorialista e cronista elegante, teve sua contribuição às letras do estado reconhecida pelos seus pares ao ser eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 09 de dezembro de 1967, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção proferido pelo ilustre historiador e acadêmico Luís Pinto. Por ocasião de seu falecimento, em justa reverência ao seu legado intelectual e à integridade de sua trajetória pública, o Conselho Estadual de Cultura da Paraíba prestou-lhe uma solene homenagem póstuma, cabendo ao ilustre escritor, jurista e acadêmico Osias Gomes proferir o panegírico e o elogio formal de sua vibrante personalidade. PUBLICAÇÕES Paisagens do Nordeste Garganta do esqueleto Uma cruz para Kennedy Peitudo

Nº 38 – (PATRONO) AMÉRICO AUGUSTO DE SOUZA FALCÃO

AMÉRICO Augusto de Souza FALCÃO: Nasceu em 11 de fevereiro de 1880, à sombra dos coqueirais da belíssima praia de Lucena, no Estado da Paraíba; filho de Mariano de Souza Falcão e D. Deolinda Zeferina de Carvalho Falcão. Faleceu em João Pessoa, em 09 de abril de 1942. Casado, em primeiras núpcias, com D. Maria Eugênia de Alencar, tendo nascido dessa união uma filha que recebeu o nome de Marluce (nome inspirado no mar de Lucena: mar-luce). Ficando viúvo, em 1912, casou-se com D. Elvira Natália Fernandes, tendo nascido mais quatro filhos: João Leomax, Marlinda Augusta, Durvalina Lucemar e Maurisa. Américo Falcão fez o curso primário em Lucena e os preparatórios no Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1908. Exerceu a advocacia por algum tempo e, a seguir, ingressou no serviço público e no jornalismo; dirigiu a Biblioteca Pública e o Arquivo do Estado; colaborou nos jornais da época, ao lado de Arthur Achiles, Carlos Dias Fernandes, Mathias Freire, Coriolano de Medeiros Álvaro de Carvalho e vários outros nomes de igual relevo. Colaborava, também, no jornal Nonevar “’Órgão do Amor, da Graça e da Beleza”, primeiro jornal de festa editado na capital e que circulava durante a Festa de Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade. Américo Falcão era o responsável pela coluna Croquis, onde eram perfilados, jocosamete, jovens da sociedade pessoense Opinião do acadêmico Humberto Nóbrega sobre Américo Falcão: “Era um artista nato. Sua arte não emergia das lágrimas de outros poetas, mas promanava daquela romântica Lucena, cheia de sussurros e gemidos do velho mar, agitada pelo “leque de coqueiros” eternamente beijada pelos lampejos do luar”. Américo Falcão compunha quadrinhas, sendo a mais conhecida: “ Não há tristeza no mundo Que se compare à tristeza Dos olhos de um moribundo Fitando uma vela acesa” Obras publicadas:Náufrago, 1914; Visões de outrora, 1924; A rosa de alençon, 1928; Soluços de realejo, 1934; (dividido em três partes: Harmonias errantes, Visões praieiras e miragens idas). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de.Contribuição para uma bibliografia paraibana.Rio de Janeiro: 1972. LELIS, João. Américo Falcão, In: Revista da APL. João Pessoa, nº 03, João Pessoa: 1948- NÓBREGA, Humberto. Augusto dos Anjos e sua época. João Pessoa: 1962.