Fundador: Nelson Lustoza Cabral (1900-1981)
Ocupação: Jornalista e escritor
Posse: 06/12/1967
Saudação: Luiz Teixeira Pinto
NELSON LUSTOZA CABRAL: Nasceu na cidade de Patos, Estado da Paraíba, no ano de 1900, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 19 de julho de 1981. Era filho de Francisco Lustoza Cabral e de D. Maria Dolores Lustoza Cabral (conhecida carinhosamente como D. Nenê). Foi casado com a senhora Emerenciana Barbosa Lustoza Cabral, união da qual nasceram cinco filhos: Nelson, Moacir, Nilse, Milva e Lélia.
Iniciou seus estudos primeiras letras na rede pública de sua terra natal, sob a orientação do Padre José Vieira e dos professores José Calazans e Torres. Transferindo-se para a capital do Estado, concluiu os exames preparatórios no tradicional Lyceu Paraibano. Voltou-se para os estudos jurídicos e bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife no ano de 1921. Logo após a sua colação de grau, retornou em triunfo à cidade de Patos para rever familiares e amigos, ocasião em que foi alvo de uma calorosa e festiva recepção pública ao som da banda de música local, homenagem que guardou com profunda sensibilidade em suas memórias afetivas.
Antes mesmo de sua formatura, já demonstrava uma brilhante vocação para o jornalismo e para as letras na capital paraibana. Escreveu assiduamente para os periódicos A União e O Norte, além de ter atuado como datilógrafo nos quadros administrativos da Assembleia Legislativa do Estado, função na qual contou com o valioso estímulo e mentoria de figuras proeminentes da inteligência paraibana, como os jornalistas Oscar Soares, Celso Mariz e Carlos Dias Fernandes. Graças ao seu reconhecido tirocínio intelectual e capacidade de liderança, ascendeu ao cargo de Diretor do jornal oficial A União e consagrou-se como o editor responsável pelo célebre Almanaque da Paraíba, importante repositório cultural da época. Após concluir seu ciclo na imprensa oficial do Estado, fixou residência no Rio de Janeiro (então capital federal), onde continuou a exercer o ofício das letras colaborando com destacados órgãos da imprensa carioca.
Homem de refinada cultura, memorialista e cronista elegante, teve sua contribuição às letras do estado reconhecida pelos seus pares ao ser eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 09 de dezembro de 1967, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção proferido pelo ilustre historiador e acadêmico Luís Pinto.
Por ocasião de seu falecimento, em justa reverência ao seu legado intelectual e à integridade de sua trajetória pública, o Conselho Estadual de Cultura da Paraíba prestou-lhe uma solene homenagem póstuma, cabendo ao ilustre escritor, jurista e acadêmico Osias Gomes proferir o panegírico e o elogio formal de sua vibrante personalidade.