25 – Peryllo de Oliveira

CADEIRA Nº 25 Peryllo de Oliveira Patrono: Severino Peryllo de Oliveira (1898-1930) Fundador: João Lelis de Luna Freire (1909-1954) 1º Sucessor: José Rafael de Menezes (1924-2009) 2º Sucessor: Astênio César Fernandes (atual ocupante) BIOGRAFIA Severino PERYLLO DE OLIVEIRA: Nasceu no dia 04 de dezembro de 1898, em Cacimba de Dentro, município de Araruna, Estado da Paraíba e faleceu na capital do Estado, em 26 de agosto de 1930; filho de Almeno Peryllo de Oliveira e D. Josefa Maria de Oliveira . Morreu solteiro. Nunca freqüentou escolas. Aprendeu as primeiras letras, enquanto trabalhava como caixeiro de uma mercearia, sozinho e sem nenhuma orientação, o que não o impediu de transformar-se, mais tarde, no grande jornalista, poeta e literato. Iniciou a vida como ator, carreira que seguiu por mera casualidade. Encontrava-se em Araruna um pequeno circo administrado pela atriz Irene Concepitini; Peryllo sentindo-se atraído pela atriz, integrou-se ao grupo e seguiu a caravana, Brasil afora. Apresentou-se como ator, nesta companhia, em quase todos os Estados do Brasil, tornando-se famoso e requisitado por outras produtoras. Na capital, em março de 1923, apresentou-se no teatro Santa Rosa, no papel principal da peça Água mole em pedra dura…, com muito sucesso. Deixando o palco, voltou ao seu Estado natal, instalando-se na capital, dedicando-se à literatura e ao jornalismo, tornando-se conhecido como um dos maiores incentivadores do movimento de renovação literária do Brasil Em 1952, exercia funções burocráticas na Secretaria Geral do Estado e,a convite do poeta Silvino Olavo, integrou-se à redação de O Jornal, órgão recém-criado. Colaborou, também, em A União e foi redator da Revista Era Nova, A sua produção literária é caracterizada pelo lirismo e por uma profunda melancolia.. Publicou: Desconhecida (novela), 1924; Canções que a vida me ensinou (livro de estréia), 1925; Caminho cheio de sol (poesia), 1928; A voz da terra (poema), 1930. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional,1955. MARTINS, Eduardo. Peryllo Doliveira – obra poética. João Pessoa: 1983. PINTO, Sérgio de Castro. Coletânea de autores paraibanos, João Pessoa: 1988.
24 – Pedro Américo

CADEIRA Nº 24 Pedro Américo Patrono: Pedro Américo Figueiredo Mello (1843-1905) Fundador: Horácio de Almeida (1896-1983) 1º Sucessor: José Jóffily Bezerra de Mello (1914-1994) 2º Sucessor: Evaldo Gonçalves de Queiroz (1933-2025) 3º Sucessor: Francisco das Chagas Gil Messias (atual ocupante) BIOGRAFIA PEDRO AMÉRICO Figueiredo Mello : Nasceu na cidade de Areia, Estado da Paraíba, em 29 de abril de 1843 e faleceu na cidade italiana de Florença, no dia 07 de outubro de 1905; foi sepultado em João Pessoa, em abril do ano seguinte. Era filho de Daniel Eduardo de Figueiredo Mello e D. Feliciana Cirne de Figueiredo; casado com D. Carlota , filha do pintor e poeta Manuel de Araújo Porto Alegre. Estudou em Areia, tendo sido aluno do latinista Joaquim da Silva. Originário de uma família de aristas, Pedro Américo herdou dos seus ascendentes o gosto pelas artes, sendo dotado de um extraordinário talento.; quando criança, estudou música com o avô, integrava o coral da igreja e já desenhava retratos e paisagens . A figura de um galo, desenhada na parede do estabelecimento do seu pai, despertou a curiosidade do desenhista alemão Bindsel, que visitava a cidade com um grupo de cientistas liderados pelo naturalista Jacques Brunet .O desenhista admirou-se com a firmeza dos traços e a riqueza de detalhes do desenho e, sabendo da situação financeira da criança, apelou às autoridades para que ajudassem àquela criança a desenvolver o seu talento, conseguindo meios , através do Governo Geral, para que ele pudesse freqüentar uma escola. No final de 1854, Pedro Américo seguiu para o Rio de Janeiro, protegido pelo Governo Imperial , a fim de matricular-se no Colégio D. Pedro II, onde fez os preparatórios e ingressou na Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, sendo considerado pelo diretor “a glória da Academia”. Com o fim de aperfeiçoar-se, embarcou para a Europa. Em Paris, estudou na Academia de Belas Artes, no Instituto de Física de M. Ganot e na Sorbone.Conheceu os maiores centros culturais do mundo; na Europa, ele foi muito prestigiado, teve a sua arte reconhecida. Era doutor em Ciências Naturais pela Universidade de Bruxelas, tendo sido professor adjunto desta Universidade. . Antes de ir ao Velho Mundo, lecionou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e Deputado Geral pela Paraíba. Recebeu as honrarias de Grão Cavaleiro da Ordem Romana do Santo Sepulcro e Cavaleiro da Coroa da Alemanha ; pertencia a várias associações culturais. Além de pintor, foi romancista, poeta, orador, cultor da Filosofia e da Ciência, mas, consagrou-se como pintor. Seus quadros mais conhecidos: O grito do Ipiranga; A Batalha do Avaí; A Batalha de Campo Grande; O consertador de bandolim; A rabequista árabe; O passo da pátria; Tiradentes esquartejado; David e Absag; Judith e Holofernes; Jacob e Moisés; O voto de Heloísa; A primeira culpa; O noviciado; Mater dolorosa;; A mulher de Putifar; Joana D’Arc; Cristo menino; Cristo diante de Pilatos; Cristo morto; Cristo ressuscitado; Paz e concórdia; Honra e pátria; A noite com os gênios do amor e do estudo. Retratos: Araújo Porto Alegre; D. Carlota; Conde D’Eu; Inez de Castro; D. João VI; D. Pedro II e D. Pedro I. Paisagens: A cascata; Uma rua no Tânger; Paisagem árabe; Paisagem de aspecto africano. Romances: O holocausto; Na cidade eterna e O foragido. Literatura: La reforme de l’Academie de Beaux-Arts; La science et les systemes; Hypothese relativa à causa do phenomeno chamado luz zodiacal. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Pedro Américo-notícias bibliográficas, João Pessoa: 1982. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II, Parahyba, Rio de Janeiro, 1914. RIBEIRO, Domingos. Pedro Américo e a música. João Pessoa: 1982. VASCONCELOS, Amaury. Pedro Américo-gênio não só na pintura. João Pessoa: 1982.
23 – Neves Júnior

CADEIRA Nº 23 Neves Júnior Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) 5ª Sucessora: Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante) BIOGRAFIA Theodomiro Ferreira NEVES JÚNIOR: Nasceu no dia 14 de agosto de 1875, na capital do Estado da Paraíba e faleceu em 30 de dezembro de 1940, no Rio de Janeiro. Fez os preparatórios na Paraíba, transferindo-se, a seguir, para o Recife com a intenção de freqüentar a Escola de Direito, por motivos desconhecidos não concluiu o curso, decidindo-se pelo magistério particular; para este fim, instalou uma escola em sua residência , à Rua Treze de Maio; mais tarde, optou pelo comércio e, ainda jovem, aprendeu o ofício de tipógrafo. Mesmo sendo um bom redator, não foi propriamente um jornalista, identificava-se mais com o sociológico e a poesia. Começou a publicar os seus poemas em A União Tipográfica e na Gazeta da Manhã. A poesia de Neves Junior, de acordo com a opinião de Álvaro de Carvalho “expressa sempre uma poesia íntima, comedida, desalentada, quase sempre triste, e por vezes, suavemente irônica, lembrando influências de Quental”. Em 1905, ao lado de Ascendino Cunha, Neves Junior fundou o Instituto Maciel Pinheiro mas, com o surgimento do Colégio pio X, o Maciel Pinheiro não sobreviveu, e o seu fundador foi trabalhar na firma Brito Lira e Cia;.em 1927, seguiu para o Rio de Janeiro, passando a exercer o magistério, investindo, também, numa indústria de produtos químicos. Dez anos mais tarde, sem família e doente, foi acolhido pelo amigo Agripino Nazareth até o seu falecimento. Publicou somente um livro: Arestas. Nesse livro ele reuniu os seus melhores poemas, sendo os mais conhecidos: Fugidia, Funda Mudez, Harmonias perdidas, Rimas Facetas, Canção e Retorno. Foi um poeta romântico, amargurado, introspectivo. Fala-se de um amor platônico que ele sentia por uma jovem loura, sua grande paixão fracassada, o que se faz sentir em suas poesias. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. 02, PARAHYBA. Rio de Janeiro:1914. CARVALHO, Álvaro de. Neves Júnior, In: Revista da APL, nº03, João Pessoa: 1948.
22 – Maciel Pinheiro

CADEIRA Nº 22 Maciel Pinheiro Patrono: Luís Ferreira Maciel Pinheiro (1839-1889) Fundador: Demócrito de Castro e Silva (1913-1996) 1º Sucessor: Jomar Morais Souto (atual ocupante) BIOGRAFIA Luís Ferreira MACIEL PINHEIRO: Nasceu em 11 de dezembro de 1839, na capital do Estado da Paraíba e faleceu em 09 de novembro de 1889, em Recife, capital do Estado de Pernambuco. Era filho de Braz Ferreira Maciel e D. Margarida Maciel Pinheiro; em 1879, casou-se com Isabela de Castro, tendo nascido da união os filhos : João, Tomaz e Luís. Fez os estudos primários , colegiais e humanidades na cidade natal, ingressando, a seguir, na Faculdade de Direito do Recife, Escola que, na época, abrigava a intelectualidade da região. Entre os contemporâneos de Maciel Pinheiro, encontramos nomes de expressão, como Castro Alves, Tobias Barreto, Martins Junior e Fagundes Varela que, inspirados nos princípios filosóficos de Victor Hugo, ansiavam por uma reforma política e social para o Brasil. Eram românticos e idealistas. Encontravam-se nessa expectativa, quando explodiu a guerra do Brasil com o Paraguai e, sem hesitar, Maciel pinheiro, num ato de bravura, interrompeu os estudos e inscreveu-se como voluntário para ir defender a Pátria Ao regressar sentia-se frágil, com a saúde ameaçada, mas a sua coragem ajudou-o a . restabelecer-se , retomando logo os estudos,graduando-se em 1887. Exerceu a Promotoria Pública de Santo Antônio da Patrulha , no Rio Grande do Sul; Juiz Substituto em Recife; Juiz em Imperatriz, Ceará. Retornando a Pernambuco, assumiu o cargo de Juiz em Taquaritinga , e em Timbaúba, transferindo-se, em seguida, como Juiz, para o interior do Pará. Maciel Pinheiro sobressaiu-se como jornalista. Ainda estudante fundou e dirigiu o jornal científico-literário O Futuro, uma espécie de porta-voz dos anseios da mocidade e que tinha como redatores Castro Alves e Martins Júnior; foi diretor de A Província, jornal abolicionista, sendo o seu maior colaborador Joaquim Nabuco. Em 1º de junho de 1889, juntamente com Martins Júnior, Maciel Pinheiro fundou O Norte, jornal que circulou até 12 de novembro desse ano, tornando-se o mais eficiente meio de divulgação da campanha republicana. Maciel Pinheiro, assim como os seus companheiros, sonhava com a República, lutou bravamente pela queda do regime imperial. Infelizmente, faleceu seis dias antes do ato histórico do Marechal Deodoro. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS : ALBUQUERQUE, Durwal. Discurso de recepção, In: Revista da APL, nº 05, 1949. MENEZES, José Rafael de. Paraibanos em distinções na faculdade de direito. João Pessoa: Universitária, 1977. SILVA, Demócrito de Castro e. Discurso de posse, In: Revista da APL, nº 05, 1949.
21 – Maximiano Machado

CADEIRA Nº 21 Maximiano Machado Patrono: Maximiano Lopes Machado (1821-1895) Fundador: José Lopes de Andrade (1914-1980) 1º Sucessor: Epitácio Soares (1915-1988) 2º Sucessor: Flávio Sátiro Fernandes (1942-2023) 3ª Sucessora: Neide Medeiros Santos (atual ocupante) BIOGRAFIA MAXIMIANO Lopes MACHADO : Nasceu no dia 07 de agosto de 1821, na capital do Estado da Paraíba e faleceu em Recife, a 11 de fevereiro de 1895; filho de Manuel Lopes Machado e D. Joaquina de Albuquerque Machado. Iniciou os estudos num convento do Recife , formando-se em Direito pela Faculdade de Olinda, exercendo, a seguir, a Promotoria Pública desta cidade. Em 1847, foi nomeado Juiz Municipal e Delegado da cidade de Areia; no ano seguinte, aderiu à Rebelião Praieira, movimento revolucionário liderado por Nunes Machado, que morreu em combate. Ferido, Maximiano refugiou-se no Engenho Pureza, onde foi preso e transportado para a cidade do Recife. Mais tarde, foi anistiado e mudou-se para Campina Grande, reiniciando as suas atividades. Exerceu a advocacia e ingressou na política, elegendo-se Deputado Provincial. Transferiu-se, depois, para Recife, dedicando-se ao magistério. Maximiano Lopes Machado foi professor, jornalista, político e advogado. Todavia, destacou-se como historiador. Coube a ele o mérito de escrever a primeira História da Província da Paraíba, fundamentada em documentos estudados e pesquisados criteriosamente e, inteligentemente interpretados, dando a sua obra um caráter científico, abrindo, assim, o caminho para novos pesquisadores. Durante o tempo em que esteve foragido, dedicou-se a novas pesquisas sobre a história da Paraíba e escreveu, também: A história da Revolução Praieira; A Paraíba e o Atlas do Dr. Cândido Mendes e Carta Geográfica da Paraíba. Maximiano Machado era membro do Instituto Arqueológico Pernambucano. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ANDRADE, José Lopes de. Discurso de posse, In: Revista da APL, nº 05, 1949. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II Parahyba (Paraibanos ilustres); Rio de Janeiro: 1914.
37 – Allyrio Wanderley

CADEIRA Nº 37 Allyrio Wanderley Patrono: Allyrio Meira Wanderley (1906-1955) Fundador: Eduardo Martins da Silva (1918-1991) 1º Sucessor: Luiz Gonzaga Rodrigues (atual ocupante) BIOGRAFIA ALLYRIO Meira WANDERLEY: Nasceu em 22 de outubro de 1906, na Fazenda Campo Comprido, município de Patos, Estado da Paraíba; filho de Francisco Olido Monteiro Wanderley e D. Ignácia Maria Meira Wanderley. Faleceu em 15 de janeiro de 1955, nesta capital. Aos cinco anos de idade, Allyrio já estava quase alfabetizado, foi matriculado no Colégio João XXIII, de Patos, em 1912, onde concluiu o curso primário; veio para a capital do Estado como aluno interno do Colégio Pio X, deixando o internato antes da conclusão do curso por motivos de saúde. Apesar do pouco tempo que passou no Pio X, Allyrio deixou, ali, marcada a sua presença por desavenças e incidentes com os professores, causando-lhe profunda mágoa que ele desabafa num seu depoimento: “nesse colégio, conheci a vida em todos os seus aspectos. E data desse tempo o encontro com as minhas primeiras injustiças, a minha melancolia e o meu desengano, brotados para sempre aos treze anos”. Estas ocorrências contribuíram para estimular a sua carreira literária, por esse tempo, escreveu o livro de poemas Destinos. Instalou-se na capital pernambucana, onde concluiu o curso secundário; daí, foi para São Paulo e, depois, para o Rio de Janeiro. O acadêmico Eduardo Martins, em seu discurso de posse na APL, faz referências a algumas viagens feitas por Allyrio Wanderley à Europa e a um curso de Filosofia na Alemanha. No entanto, pessoas idôneas que o conheceram pessoalmente, afirmam desconhecer estes fatos e dizem que Allyrio foi um autodidata, homem muito inteligente e criativo. Contava histórias fabulosas vividas por ele, frutos, talvez, de um sonho irrealizado. Ele era jornalista, romancista, poeta, teatrólogo e deixou uma vasta e importante bibliografia; colaborou nos jornais do Sul do País, sendo os principais: A Razão, 1931; Correio de São Paulo; Correio Paulistano; O Dia; A Gazeta; A Platéia; Ação Livre e Revista de São Paulo, em São Paulo; No Rio de Janeiro, escreveu, em: O Radical, Don Casmurro; A Manhã; em Maceió: A Gazeta de Alagoas; em João Pessoa: O Estado da Paraíba; A União; O Norte PN-Publicidades e Negócios; Correio da Paraíba (1953) e Paraíba Agrícola. Além de artigos em jornais e conferências, publicou os livros: Sol criminoso (romance); Os brutos (romance); As bases do separatismo (sociologia); Bolsos vazios (romance) Os carneiros cinzentos (crítica): Inéditos: Janjão doutor (comédia); O lume no alcantil (drama); Cães sem dono (romance); Serões de uma traça (crítica); A seara do próximo (crítica); As formigas (romance); Espinho branco (romance) Uma lira também se quebra (farsa em três atos). REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: MARTINS, Eduardo. Allyrio Wanderley – cadeira 37. Discurso de posse. João Pessoa: 1971.
38 – Américo Falcão

CADEIRA Nº 38 Américo Falcão Patrono: Américo Augusto de Souza Falcão (1880-1942) Fundador: Nelson Lustoza Cabral (1900-1981) 1º Sucessor: José Cavalcanti (1918-1994) 2º Sucessor: Luiz Nunes Alves (atual ocupante) BIOGRAFIA AMÉRICO Augusto de Souza FALCÃO: Nasceu em 11 de fevereiro de 1880, à sombra dos coqueirais da belíssima praia de Lucena, no Estado da Paraíba; filho de Mariano de Souza Falcão e D. Deolinda Zeferina de Carvalho Falcão. Faleceu em João Pessoa, em 09 de abril de 1942. Casado, em primeiras núpcias, com D. Maria Eugênia de Alencar, tendo nascido dessa união uma filha que recebeu o nome de Marluce (nome inspirado no mar de Lucena: mar-luce). Ficando viúvo, em 1912, casou-se com D. Elvira Natália Fernandes, tendo nascido mais quatro filhos: João Leomax, Marlinda Augusta, Durvalina Lucemar e Maurisa. Américo Falcão fez o curso primário em Lucena e os preparatórios no Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1908. Exerceu a advocacia por algum tempo e, a seguir, ingressou no serviço público e no jornalismo; dirigiu a Biblioteca Pública e o Arquivo do Estado; colaborou nos jornais da época, ao lado de Arthur Achiles, Carlos Dias Fernandes, Mathias Freire, Coriolano de Medeiros Álvaro de Carvalho e vários outros nomes de igual relevo. Colaborava, também, no jornal Nonevar “’Órgão do Amor, da Graça e da Beleza”, primeiro jornal de festa editado na capital e que circulava durante a Festa de Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade. Américo Falcão era o responsável pela coluna Croquis, onde eram perfilados, jocosamete, jovens da sociedade pessoense Opinião do acadêmico Humberto Nóbrega sobre Américo Falcão: “Era um artista nato. Sua arte não emergia das lágrimas de outros poetas, mas promanava daquela romântica Lucena, cheia de sussurros e gemidos do velho mar, agitada pelo “leque de coqueiros” eternamente beijada pelos lampejos do luar”. Américo Falcão compunha quadrinhas, sendo a mais conhecida: “Não há tristeza no mundo Que se compare à tristeza Dos olhos de um moribundo Fitando uma vela acesa.” Obras publicadas: Náufrago, 1914; Visões de outrora, 1924; A rosa de alençon, 1928; Soluços de realejo, 1934; (dividido em três partes: Harmonias errantes, Visões praieiras e miragens idas). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Contribuição para uma bibliografia paraibana.Rio de Janeiro: 1972. LELIS, João. Américo Falcão, In: Revista da APL. João Pessoa, nº 03, João Pessoa: 1948- NÓBREGA, Humberto. Augusto dos Anjos e sua época. João Pessoa: 1962.
34 – Pereira da Silva

CADEIRA Nº 34 Antônio Joaquim Pereira da Silva Patrono: Antônio Joaquim Pereira da Silva (1876-1944) Fundador: Alcides Vieira Carneiro (1906-1976) 1º Sucessor: João Lyra Filho (1906-1988) 2º Sucessor: Humberto Cavalcanti de Mello (atual ocupante) BIOGRAFIA Antônio Joaquim PEREIRA DA SILVA: Nasceu no dia 06 de novembro de 1876, na cidade de Araruna, Estado da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro, no ano de 1944. Era filho de Manuel Joaquim da Silva, fabricante de violas, e de D. Maria Ercelina da Silva. Fez o curso primário em Araruna, com o Mestre-escola, Tio Sinésio; teve uma infância pobre, sem brinquedos, quando o pai faleceu, em companhia da mãe foi morar com os avós; algum tempo depois, a mãe casou-se novamente e, para seguir o novo marido, deixa-o aos cuidados da avó, e ele diz “começou aí toda a tristeza da mina vida”. Aos 14 anos, viaja ao Rio de Janeiro, matricula-se no Liceu de Artes e Ofícios e depois, na Escola Militar. Ao encerrar a carreira militar, ingressa na Faculdade de Direito, recebendo o título de bacharel, sendo, então, nomeado Promotor Público da Comarca de São José dos Pinhais, no Paraná, transferindo, se, em seguida, para a Comarca de Palmeiras, onde, aproveitando a solidão , dedicou-se ao estudo da língua alemã e à composição de poesias. Pouco tempo depois, voltou ao Rio de Janeiro, fazendo, aí, grandes amizades. Conheceu pessoas ilustres, como Felix Pacheco, Tibúrcio de Freitas, Carlos Dias Fernandes, Gonçalo Jácomo, Carlos Menezes e Rocha Pombo, este último, tornou-se o seu sogro e iniciou-se no jornalismo. Escreveu em A Cidade do Rio, Gazeta de Notícias, Época, Pátria e Jornal do Comércio; integrou-se ao grupo simbolista ligado à Revista Rosa Cruz, fundada por Saturnino Meireles.Juntamente com Agripino Grieco e Théo Filho, dirigiu a revista mensal O Mundo Literário. Pereira da Silva foi o primeiro paraibano a ter ingresso na Academia Brasileira de Letras. Ocupou a Cadeira nº 18 em substituição ao imortal Luís Carlos, seu fraterno amigo. Esta cadeira foi fundada por José Veríssimo e patroneada por João Francisco Lisboa. Sua posse aconteceu no dia 26 de junho de 1934 e recepcionado pelo acadêmico Adelmar Tavares, ocupante da Cadeira nº 11. Sobre Pereira da Silva, o cientista Floriano de Lemos fez o comentário “Esse sim, era poeta . Nasceu eleito das Musas. Não andava procurando a poesia. No que ele pensava, onde compunha qualquer trabalho de arte, estava sempre o infinito”. Obras publicadas: Solitudes, 1918; Beatitudes, 1919; Holocausto, 1921; O pó das sandálias, 1923; Senhora melancolia, 1928; Alta noite, 1940; Soli. Inéditos: Intranqüilidade; Meus irmãos; Os poetas; Os milagres de Cristo. Deixou, ainda, estudos sobre Adelmar Tavares, Silva Alvarenga, Gonçalves Dias e Machado de Assis. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AUTUORI, Luiz. Os quarenta imortais. Rio de Janeiro:1945. CARNEIRO, Alcides Vieira.Pereira da Silva –Discurso de posse. João Pessoa: A União, 1964. LYRA FILHO, João. Cadeira nº 34. João Pessoa: 1977. PINTO, Sérgio de Castro Coletânea de autores paraibanos. João Pessoa: 1988.
35 – Raul Machado

CADEIRA Nº 35 Raul Machado Patrono: Raul Campelo Machado (1891-1954) Fundador: José Américo de Almeida (1887-1980) 1º Sucessor: Odilon Ribeiro Coutinho (1923-2000) 2º Sucessor: Ariano Villar Suassuna (1927-2014) 3º Sucessor: José Mário da Silva Branco (atual ocupante) BIOGRAFIA RAUL Campêlo MACHADO: Nasceu em 07 de abril de 1891, em Batalhão, atual Taperoá, Estado da Paraíba e faleceu em 19 de julho de 1954, a bordo no navio Provence, quando regressava da Europa, aonde fora em busca de tratamento de saúde. Era filho de João Machado da Silva e D. Júlia Campêlo Machado. Iniciou os estudos em Taperoá, complementando-os no Lyceu Paraibano; a seguir, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, onde cursou somente o 1º ano, indo concluir na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Aos 15 anos, já compunha versos que publicava no Jornal A União, órgão oficial do governo do Estado da Paraíba. Aprovado em concurso público, foi nomeado Auditor de Guerra, indo servir nos Estados do Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Exerceu as funções: Promotor da Justiça Militar, em Pernambuco; Ministro do Tribunal de Segurança Nacional; Secretário Geral da Comissão Organizadora dos Estatutos dos Funcionários Públicos e Ministro Corregedor da Justiça Militar. Era Membro da Sociétè dês hommes de lettres e da Sociétè Academique d`histoire Internationale, da França. Era jurista, ensaísta, conferencista, escritor, poeta e poliglota. Deixou importante bibliografia: Cristais de bronze, 1909; Água de castália, 1919; Asas aflitas, 1924; Pelo abolicionismo da arte, 1925; Praxe do processo criminal militar, 1926; A culpa no direito penal, 1929; Direito Penal Militar 1930; Pássaro morto, 1933; Código Penal Militar da Alemanha, 1932; Poesias, 1936; Dansa das idéias, 1939; A lâmpada azul do sonho, 1946; Asas libertas, 1950. São considerados seus versos mais famosos: Lágrimas de cera; Póstumas e Na praia. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, José Américo de. Raul Machado- cadeira 35 – Discurso de posse. João Pessoa: A União Editora, 1965. Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 08, João Pessoa: 1965, p319.
36 – Tavares Cavalcanti

CADEIRA Nº 36 Tavares Cavalcanti Patrono: Manuel Tavares Cavalcanti (1881-1950) Fundador: Maurício de Medeiros Furtado (1893-1965) 1º Sucessor: Mons. Eurivaldo Caldas Tavares (1921-2013) 2º Sucessor: Itapuan Bôtto Targino (atual ocupante) BIOGRAFIA Manuel TAVARES CAVALCANTI: Nasceu em Alagoa Nova, Estado da Paraíba, em 16 de agosto de 1881 e faleceu no Rio de Janeiro, em 1º de abril de 1950; filho do Dr. João Tavares de Melo Cavalcanti e D.Maria das Neves Pereira de Araújo Tavares Cavalcanti Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1911, ganhando como prêmio, pela sua brilhante atuação no curso, uma viagem de estudos na Europa. Como jornalista, atuou na capital do Estado nos jornais A União, A Notícia, O Combate, O Norte, na Revista Era Nova e nas Revistas do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Ingressou na política em 1907, elegendo-se Deputado Estadual, em seguida, foi eleito Deputado Federal, exercendo vários mandatos, durante vinte anos.Em 1930, foi eleito Senador da República, não sendo, porém, a sua eleição reconhecida. Lecionou História Universal e História do Brasil no Lyceu Paraibano e na escola Normal; no Rio de Janeiro, exerceu os cargos de escrivão de Juízo de Menores e Primeiro Inventariante Judicial, sendo, também, professor de Direito Romano, na Universidade Católica do Distrito Federal. Publicou: Epítome de História da Parahyba, Imprensa Oficial, 1914; Congresso Nacional-Anais da Câmara dos deputados; Discursos dos anos 1909, 1921, 1923, 1926, 1927 e 1928. Imprensa Nacional; Memórias da fundação da Paraíba, Imprensa Oficial, 1906. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FURTADO Maurício. Manuel Tavares Cavalcanti (Elogio acadêmico). Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 07,1960. TAVARES, Eurivaldo Caldas. Tavares Cavalcanti – O romano antigo. Discurso Proferido na Academia Paraibana de Letras, por ocasião do seu 40º aniversário e do centenário de Tavares Cavalcanti.