17 – Gama e Mello

CADEIRA Nº 17 Gama e Mello Patrono: Antônio Alfredo da Gama e Mello Fundador: Antônio de Aguiar Bôtto Menezes 1º Sucessor: Joacil de Brito Pereira 2º Sucessor: Marcos Cavalcanti de Albuquerque (atual ocupante) BIOGRAFIA Antônio Alfredo da GAMA E MELLO : Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 1º de outubro de 1849, onde também faleceu, em 12 de abril de 1908; filho de Severino Antônio da Gama e Mello , professor de Latim, e de D. Alexandrina d’Ávila e Mello. Fez os estudos fundamentais em escolas particulares da capital e o secundário no Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela Escola do Recife, em 1873, tendo sido contemporâneo de Castro Alves, Cardoso Vieira e Tobias Barreto . Influenciado pelas idéias de Tobias Barreto, líder dos estudantes, Gama e Mello sonhava com uma transformação política e social, ansiando por um Brasil, mentalmente, mais evoluído. Tornou-se um grande filósofo, destacando-se na oratória, sendo comparado ao Grande Cícero; foi. fundador de A República, jornal dissidente que pregava o sentimento de justiça e de igualdade dos cidadãos. Herdou do pai a vocação para as línguas clássicas, substituindo-o, através de concurso, na cadeira de Latim do Lyceu, onde , também, lecionava Retórica, chegando a diretor do estabelecimento. Enveredou na política partidária, elegendo-se Deputado Provincial e Senador da República pela Paraíba. Em 22 de outubro de 1896, assumiu o Governo do Estado, permanecendo no cargo até o ano de 1900. Morreu em plena luta pelos direitos republicanos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS : CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba.Rio de Janeiro: Imp. Nacional, 1955. MELLO. José Octávio de Arruda. Capítulos de História da Paraíba.Campina Grande: GRAFSET, 1987. MENEZES, Antônio Bôtto de. Discurso de posse, In; Revista da APL, nº 06, João Pessoa: 1955. SILVA, Demócrito de Castro e. O centenário de Gama e Mello, In: Revista da APL, nº o6, João Pessoa: 1955.
16 – Francisco Antônio Carneiro da Cunha

CADEIRA Nº 16 Francisco Antônio Carneiro da Cunha Patrono: Francisco Antônio Carneiro da Cunha (1845-1897) Fundador: Deusdedit de Vasconcelos Leitão (1921-2010) 1º Sucessor: Alexandre Costa de Luna Freire (atual ocupante) FRANCISCO ANTÔNIO CARNEIRO DA CUNHA: Nasceu na Paraíba, em 13 de junho de1845 e faleceu no Rio de Janeiro em 20 de novembro de 1897, deixando viúva a poetisa Ambrosina Magalhães Carneiro da Cunha. Era filho do farmacêutico Antônio Tomaz Carneiro da Cunha Sênior e de D. Adelaide de Assis Barros. O casal não deixou descendentes. Fez o curso primário na capital do Estado e os preparatórios no Ginásio Pernambucano, em Recife. Ingressou na carreira militar aos 15 anos de idade, sendo logo promovido a Alferes e, em seguida, a Cadete. No Rio de Janeiro, fez curso de Engenharia Militar, diplomando-se em Engenheiro Geográfico e Engenheiro Civil; bacharelou-se em Ciências Físicas e Naturais e em Matemática. Participou da Guerra do Paraguai e, por serviços prestados foi promovido a tenente e a ajudante do Batalhão de Engenheiros que operavam contra o Paraguai. Quando se dirigia, em companhia do Coronel Vilagran Cabrita, à Ilha da Redenção, que ficava entre o Passo da Pátria e Itapuru, no Rio Paraná, a embarcação que os conduzia foi atingida por um intenso bombardeio, perdendo a vida o Coronel Cabrita , tendo Carneiro da Cunha saindo gravemente ferido, em 10 de abril de 1866. Depois de um longo tratamento, restabeleceu-se, ficando, porém, com algumas seqüelas, inclusive, a perda do olfato, tendo sido, em 1871, reformado por incapacidade física, recebendo honras de major. Dedicou-se ao magistério civil e militar., lecionando, através de concurso, nas Escolas Militar e Politécnica; assumiu as cadeiras de Mineralogia, Geologia, Paleontologia, Química Analítica, Física Industrial e Física Experimental. Era Coronel Honorário do Exército, Cavaleiro da Rosa de Cristo e condecorado com a Medalha da Campanha do Paraguai. Tocava piano e clarineta ; compunha sonetos, muitos , dedicados à esposa. Publicou: Os heróis paraibanos na guerra do Paraguai; Notas sobre termoquímica; História da descoberta dos metais (tese de concurso); Eletricidade estática; Eletricidade atmosférica; Estudo comparado das máquinas elétricas (tese de concurso); Memórias sobre Instituições e Organizações Militares; Pano militar; Doutrinas químicas. Trabalhos inéditos: Unidade de Física; Episódio da Guerra do Paraguai; Projeto de Criação do estado do Equador; Poesias. REFEERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol, II, Parahybanos ilustres, Rio de Janeiro: 1914. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Imp. Nacional, Rio de Janeiro: 1955. SÁ, Eduardo de. Paraibanos ilustres, I In: Revista do IHGP, nº 02, 1910.
15 – Eugênio Toscano

CADEIRA Nº 15 Eugênio Toscano Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) BIOGRAFIA EUGÊNIO TOSCANO de Brito: Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 10 de outubro de 1850 e faleceu no dia 31 de janeiro de 1903; filho do Comendador Felizardo Toscano de Brito e D. Eugênia Accioli Toscano de Brito. Casado com D. Josefina Roy Toscano de Brito. Fez o curso primário e os preparatórios na Parahyba, capital do Estado, seguindo, depois, para o Rio de Janeiro, onde se diplomou em Medicina, no ano de 1879, defendendo tese sobre o beribéri, voltando a residir na Paraíba, dedicou-se à medicina, ao magistério e ao jornalismo.Foi nomeado Inspetor da Saúde Pública e do Porto; exerceu as funções de Vacinador Provincial, Diretor do Serviço Médico da Santa Casa de Misericórdia, Cirurgião-Mor da Província; Médico Legista da Polícia da Estrada de Ferro Conde D’Eu. Era sócio correspondente da Sociedade de Medicina Cirúrgica do Rio de Janeiro; Professor de Trigonometria, Pedagogia, Ciências Físicas e Naturais, Geografia, Álgebra, Biologia e História Natural. Foi, também, Diretor da Instrução Pública, Diretor da Escola Normal e do Lyceu. Fundador de A Gazeta da Paraíba, jornal que, sob a sua orientação, passou a ter uma imagem mais moderna, inovando a linha editorial que passou a ser mais independente, abordando temas polêmicos, revolucionando toda a técnica conservadora da época, o que não agradou aos chefes políticos que preferiam o regime antigo, a orientação oficial. A Gazeta estava no apogeu, quando foi proclamada a República. Nas Revistas do Instituto Histórico, encontram-se artigos da autoria de Eugênio Toscano. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. LELIS, João. Maiores e menores. João Pessoa: EDGRAF Ltda. s/d. MEDEIROS, Coriolano de. Eugênio Toscano, In: Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 04, João Pessoa: 1948.
14 – Eliseu Cézar

CADEIRA Nº 14 Eliseu Cézar Patrono: Eliseu Elias Cézar (1871-1923) Fundador: Francisco Seráphico da Nóbrega (1863-1935) 1º Sucessor: Celso Otávio de Novais Araújo (1927-1993) 2º Sucessor: Ronaldo Cunha Lima (1936-2012) 3º Sucessor: Flávio Roberto Tavares de Melo (atual ocupante) BIOGRAFIA ELISEU ELIAS CÉZAR : Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 20 de junho de 1871 e faleceu no Rio de Janeiro em 29 de janeiro de 1923, deixando viúva a senhora Bernardina Honorato Cézar com três filhos. Foram seus pais o senhor Dulcídio Augusto Cézar e D.Maria Joaquina de Freitas. Aprendeu as primeiras letras com o professor João Licínio Velloso, fazendo os preparatórios no Lyceu Paraibano, formando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1898. Foi nomeado Promotor Público em Vitória do Espírito Santo , transferindo-se, depois, para Belém do Pará, lá, filiou-se ao partido político do Senador Antônio Lemos, elegendo-se Deputado Provincial, tornando-se líder do Governo na Câmara e na imprensa. Com a queda política do Senador Antônio Lemos, Eliseu Cézar deixou o Pará e exilou-se no Rio de Janeiro, muito desgostoso porque o Jornal A Província do Pará, do qual era redator-chefe, foi destruído pelos adversários de Antonio Lemos.No Rio de Janeiro, Eliseu sofreu bastante. Amargou a mais extrema penúria, o mais triste ostracismo, apesar de ser excelente jornalista e advogado brilhante Na Paraíba, escreveu pela primeira vez no jornal Sorriso colaborou em A Gazeta da Parahyba, A Voz do Povo, O Parahybano; em Recife, escreveu em A Província e, em Belém, destacou-se em A Província do Pará, A Gazeta de Belém e O Jornal. No Rio de Janeiro, foi redator de O Jornal do Brasil. Jornalista e advogado,ele era também orador eloqüente, poeta romântico;seus poemas demonstram a influência recebida da avó paterna, que era escrava e a ternura e carinho a ela dedicados. Além dos poemas divulgados nos jornais da época, e nas Revistas da Academia Paraibana de Letras, deixou publicado o livro Algas, 1894. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Contribuição para uma bibliografia paraibana, Rio de Janeiro: 1972. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imp. Nacional. Janeiro: 1955. MARTINS, Eduardo. Eliseu Elias Cézar – Notícia bibliográfica. João Pessoa: 1975. NÓBREGA, Seráphico da. Discurso de Posse, In: Revista da APL, nº 06. João Pessoa: 1955.
13 – Diogo Velho

CADEIRA Nº 13 Diogo Velho Patrono: Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque (1829-1899) Fundador: João Ribeiro da Veiga Pessoa Júnior (1892-1975) 1º Sucessor: José Gláucio Veiga (1923-2010) 2ª Sucessora: Maria das Graças Madruga Paiva Santiago (atual ocupante) BIOGRAFIA DIOGO VELHO Cavalcanti de Albuquerque (Visconde de Cavalcanti): Nasceu na Fazenda Chaves, município de Pilar, Estado da Paraíba, em 09 de novembro de 1829 e faleceu na cidade de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, em 14 de junho de 1899 ; filho do agricultor Diogo Cavalcanti de Albuquerque e D.Ângela Sofia Cavalcanti Pessoa. Casou-se com D. Amélia Machado de Coelho e Castro. Não deixou filhos. Homem culto, inteligente, virtuoso e de espírito combativo teve atuação brilhante em todos os cargos que ocupou durante o 2º reinado . Fez o curso primário em Pilar, o secundário no Lyceu Paraibano, obtendo o grau de Direito pela tradicional Escola do Recife, em 1852. Foi Promotor Público em Areia, Diretor da Instrução Pública da Província da Paraíba, em 1861.Esse cargo corresponde, hoje, ao de Secretário de Educação e, Diogo Velho, por essa época, já notava a precariedade do ensino público, conseqüência da baixa remuneração do professor e dizia: «Enquanto não for preenchida essa falta e não se der ao professorado positivas garantias materiais, importância social e sossego quanto ao futuro, as reformas do ensino permanecerão na esterilidade». Pertencia ao Partido Conservador, mas defendia as manifestações que apressassem a emancipação política do Brasil. Diogo Velho foi Membro do Gabinete presidido pelo Visconde de Itaboraí ,defensor da abolição da escravatura; Presidente da Província do Piauí (1859); Presidente do Ceará (1868); Presidente de Pernambuco (1870); Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas; Ministro da Justiça; Diretor do Ministério dos Estrangeiros; Deputado Provincial; Deputado Geral; Senador Vitalício pelo Estado do Rio Grande do Norte e Membro do Conselho do Estado. Representou o Brasil na Exposição Universal de Paris, como Comissário Geral. Marcou a sua presença na Paraíba pela construção da Estrada de Ferro Conde D’Eu, que ligava Cabedelo a Alagoa Grande e pela extensão da linha telegráfica de Recife a João Pessoa. Mesmo após a República, Diogo permaneceu em Paris, sempre leal ao Imperador, só retornando ao Brasil após a morte do soberano. Foi agraciado com os títulos: Grande do Império; Veador da Imperatriz; Visconde com Grandeza; Senador do Império; Conselheiro do Estado e Comendador da Ordem de Cristo no Brasil. Foi condecorado com a Grã Cruz da Coroa Real da Prússia e as insígnias de Grande Oficial da Legião de Honra da França. Além de relatórios e pareceres, elaborou um trabalho intitulado Notice generale sur les principales lois promulgués au Brésil de 1891 a 1894, uma monografia apresentando um resumo histórico dos primeiros anos do Brasil República. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS : ALMEIDA, Maurílio Augusto. Diogo Velho, em síntese, João Pessoa: 1977. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Imprensa Nacional, Rio de Janeiro: 1955. MELLO, Oswaldo Trigueiro de Albuquerque. O Visconde de Cavalcanti. A União/SEC João Pessoa: 1981, VEIGA, José Gláucio. O Visconde de Cavalcanti, In: Revista da APL, nº 08, João Pessoa: 1978.
12 – Coelho Lisbôa

CADEIRA Nº 12 Coelho Lisboa Patrono: João Coelho Gonçalves Lisbôa (1859-1918) Fundador: Luiz Teixeira de Menezes Pinto (1904-1977) 1º Sucessor: Wilson Lustosa Cabral (1916-1979) 2º Sucessor: Wellington Hermes Vasconcelos de Aguiar (1935-2014) 3º Sucessor: Abelardo Jurema Filho (atual ocupante) BIOGRAFIA João COELHO Gonçalves LISBÔA : Nasceu no dia 27 de junho de 1859, na cidade de Areia, Estado da Paraíba e faleceu em 11 de julho de 1918; filho do Coronel Teodoro José Gonçalves de Lisbôa e D. Josefa dos Santos Coelho Lisbôa, ambos descendentes de portugueses. Casado com D. Luiza Pizarro Gabino, nascendo dessa união três filhos: João, Francisco e Rosalina, esta, mais tarde, tornou-se poetisa. Fez o curso primário e os preparatórios em Areia e, influenciado pelo tio,ingressou na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1884. Consagrado pela oratória, dedicou-se ao estudo das línguas, dominava vários idiomas, inclusive, latim, grego e alemão. Jornalista, com atuação marcante. Colaborou na Folha do Norte, jornal editado em 1883 por Martins Júnior, e em A Verdade; escreveu, ainda, em outros jornais do Sul do País. Foi nomeado Promotor Público de Areia, mas só exerceu o cargo durante quatro meses, pois, o seu temperamento irrequieto não se acomodava à pequenina Areia, embora, considerada a cidade mais adiantada, culturalmente, da Província. Ele aspirava à democracia, à abolição da escravatura, enfim, a melhores dias para o seu povo. Depois de uma viagem a Europa, iniciou a pregação da democracia , da República. Logo após a proclamação da República, foi convidado para governar a Província da Paraíba, porém, não aceitou; foi, então, nomeado Chefe da Polícia e, logo depois, eleito Deputado Federal. Fundou a Liga Nacional Contra a Seca, a Associação de Proteção e Auxílio aos Silvícolas do Brasil e a Liga Anti-Oligárquica. Foi poeta , escritor e professor. Lecionou no Colégio D. Pedro II, do Rio de Janeiro e publicou: Sublime Dea; Problemas urgentes-oligarquias, Secas do Norte e Clericalismo. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro: 1907. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AGUIAR, Wellington.Um radical republicano contra as oligarquias, João Pessoa: 1981. ALMEIDA, Horácio de.Contribuição para uma bibliografia paraibana. Rio de Janeiro: 1972. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro: 1955. SILVA, De Castro e. Coelho Lisbôa-Sonhador da Liberdade, In: Revista da APL, nº 06 João Pessoa: 1955.
11 – Cordeiro Sênior

CADEIRA Nº 11 Cordeiro Sênior Patrono: Antônio da Cruz Cordeiro Sênior (1831-1880) Fundador: Higino da Costa Brito (1908-1988) 1º Sucessor: José Jackson Carneiro de Carvalho (1940-2023) 2º Sucessor: Thélio Queiroz Farias (atual ocupante) BIOGRAFIA Antônio da Cruz CORDEIRO SÊNIOR: Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 28 de novembro de 1831 e faleceu no Recife , no ano de 1880. Formou-se em Medicina, aos 25 anos de idade, pela Faculdade da Bahia. Retornou ao seu Estado e dedicou-se a sua profissão de médico. Àquele tempo, a medicina não dispondo dos recursos sofisticados ditados pela tecnologia moderna, todo diagnóstico era feito por hipótese, por dedução. Foi nesse clima de incertezas e precariedade que Cordeiro Sênior iniciou a sua carreira de médico. De início, deparou-se com uma epidemia do Cólera –Morbus que assolou o Estado, de 1856 a 1862, foi, então, designado pelo Presidente da Província para coordenar os trabalhos de combate à doença. Começa a dividir as suas atividades entre clinicar e organizar programas sanitários. Elaborou e divulgou instruções básicas de higiene para conscientizar a população da necessidade de cultivar hábitos higiênicos, como método preventivo do Cólera. Cordeiro Sênior foi médico do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, Coordenador do tratamento dos pobres do 1º Distrito da Capital; 2º Tenente-Cirurgião do Corpo de Saúde do Exército; Chefe da Enfermaria Militar da Província ; Cirurgião-mor e Inspetor de Saúde.Exerceu um mandato de Deputado Provincial e participou da Guerra do Paraguai, como voluntário; integrou a Junta Governativa , chamada de Governo Provisório, que foi criada com a Proclamação da República, em 1889 e que governou a Paraíba de 19 de novembro de 1889 a 02 de dezembro do mesmo ano. Era, também, jornalista, poeta e filósofo. Como jornalista, colaborou em O Publicador. São de sua autoria: Instruções Sanitárias Populares; Impressões da Epidemia; Estudos biográficos; Prólogo da guerra (Ensaio dramático, em verso); Estudos literários; Passagem do Humaitá (poesia épica). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Ata sessão ordinária da APL, de 05/10/1944. In: Revista da APL, nº 01. João Pessoa: 1947. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II Parahyba (Paraibanos ilustres). Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914. BRITO, Higino da Costa. Discurso de Posse. In: Revista da APL, nº 01, João Pessoa: 1947. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imp. Nacional, 1955. MELLO, José Octávio de Arruda. Capítulos de História da Paraíba. GRAFSET, Campina Grande: 1987. ODILON, Marcus. Pequeno Dicionário de fatos e vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Cátedra, 1984
10 – Cardoso Vieira

CADEIRA Nº 10 Cardoso Vieira Patrono: Manuel Pedro Cardoso Vieira (1848-1880) Fundador: José Octávio de Arruda Mello (atual ocupante) BIOGRAFIA Manuel Pedro CARDOSO VIEIRA : Nasceu no Engenho Jacoca, no mês de janeiro do ano de 1848; filho de Pedro Cardoso Vieira e Maria Severina Vieira, proprietários do engenho que era uma pequena aldeia indígena, próxima à praia de Jacumã, no município do Conde. Faleceu no dia 10 de janeiro de 1880, aos 32 anos de idade. Lá, Cardoso Vieira aprendeu as primeiras letras, vindo, depois, morar na capital, na Rua da Lagoa da Frente, atual Treze de Maio, continuando os estudos. Em 1873, bacharelou-se em Direito, no Recife. Formado, voltou à Paraíba e dedicou-se à advocacia, ao jornalismo e ao magistério; aprovado em concurso público, foi nomeado professor do Lyceu, passando a lecionar Retórica, Geometria e Português. Ingressou na política, elegendo-se Deputado Geral pelo Partido Liberal, apesar de seus pais serem conservadores. Ao lado de Joaquim Nabuco, muito lutou pela reforma social e pelo abolicionismo; como jornalista, colaborou nos jornais Correio Noticioso, A Opinião e A União Liberal; dirigiu O Despertador e fundou o Bossuet da Jacoca, jornal satírico, tendo como alvo especial o Padre Lindolfo Corrêa (Comendador Corrêa Neves), diretor de O Publicador, cuja eloqüência era satirizada impiedosamente. “ Cardoso Vieira, através do seu jornal, manteve-se sob o fogo crepitante de sua ironia contundente, propiciando revide à altura” (José Leal) . Não deixou livros publicados, encontrando-se, apenas, artigos e poemas em jornais; discursos e interpelações nos Anais do Parlamento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CARVALHO, Álvaro de.Notas sobre Manuel Pedro. In: Revista da APL, nº 04, João Pessoa: 1984. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imp. Nacional, 1955. MARTINS, Eduardo. Cardoso Vieira e O Bossuet da Jacoca. João Pessoa: 1979.
09 – Antônio Gomes

CADEIRA Nº 09 Antônio Gomes Patrono: Antônio Gomes de Arruda Barreto (1857-1909) Fundador: Antônio da Rocha Barreto (1882-1958) 1º Sucessor: Manoel Batista de Medeiros (1924-2026) BIOGRAFIA ANTÔNIO GOMES de Arruda Barreto: Nasceu no dia 17 de janeiro de 1857, no município de Pedra Lavrada, Estado da Paraíba e faleceu no dia 26 de setembro de 1909; era filho de Antônio Gomes Barreto e de Ana de Arruda Câmara. Homem inteligente e de caráter nobre, dedicou-se ao magistério, especialmente, à educação dos jovens sertanejos. Em 1875, seguiu para Catolé do Rocha, fixando-se, aí, onde formou a sua família; Em 1897, fundou o Colégio Sete de Setembro em Brejo do Cruz, primando pela qualidade, o seu Colégio era procurado tanto por alunos paraibanos quanto por aqueles que residiam no vizinho Estado do Rio Grande do Norte. Em decorrência da seca que assolou o Estado, no ano de 1898, Antônio Gomes viu-se obrigado a fechar o seu educandário e emigrar para o Rio Grande do Norte, instalando-se em Mossoró, em 1900. Antônio Gomes era autodidata e poliglota. Além de professor, era poeta satírico, jornalista polêmico e combativo. Foi advogado e promotor sem ser bacharel. Foi deputado provincial por duas legislaturas (1901/1904 e 1908/1911), faleceu no exercício do mandato. Republicano, ao lado de Epitácio Pessoa, Castro Pinto e Argemiro de Souza, prestou relevantes serviços jornalísticos a sua terra. Foi redator do Jornal O ESTADO DA PARAÍBA; redator-chefe de O MOSSOROENSE e colaborador de O COMBATE e O ECO. Era tenente-coronel da Guarda Nacional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Publicou em jornais muitas poesias. usando sempre os pseudônimos Pincelle e F. Santarém. Também escreveu uma gramática, Excertos da arte latina e um tratado de Direito, Alegações finais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. 02, Parayba, Rio de Janeiro: 1914. CASTRO, Oscar de Oliveira.Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: 1955. ODILON, Marcus.Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba Rio de Janeiro: Cátedra, 1984. SUASSUNA, Natércia Dutra. (Bisneta do biografado) Informações datilografadas.
08 – Afonso Campos

CADEIRA Nº 08 Afonso Campos Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) BIOGRAFIA AFONSO Rodrigues de Souza CAMPOS: Nasceu no dia 18 de dezembro de 1881, na Fazenda Muribeca, município de Campina Grande, e faleceu no dia cinco de abril de 1916. Era filho do coronel Silvino Rodrigues de Souza Campos e D. Rosalina Agra de Souza Campos.Estudou em Campina Grande, no Colégio do Professor Clementino Procópio, fazendo o curso de Humanidades em João Pessoa. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, em 1902, com apenas 21 anos de idade. Ainda Acadêmico, elaborou os trabalhos Evolução do Direito das Obrigações e Ação Penal, que foram publicados na Revista Jurídica, fundada por ele e mais alguns outros estudantes do Curso de Direito. Em 1907, casou-se com D. Porphiria Montenegro Campos, D. Iaiá, filha do coronel Lindolfo de Albuquerque Montenegro. Exerceu a promotoria de Campina Grande com muita lisura e dedicação, porém, atraído pela política, deixou a carreira jurídica e integrou-se ao grupo dissidente que lutava contra o governador Álvaro Machado. Por essa época, o grupo fundou o jornal A República, sob a direção a direção do Senador Gama e Melo e de Afonso Campos que, por algum tempo, redigiu em sigilo os editoriais desse jornal. Eleito Deputado Estadual, Afonso Campos teve uma atuação marcante na Assembléia. Publicou os trabalhos: Concurso da cátedra de Direito Administrativo e Economia Política; Bancos, suas espécies; Quais os perigos a que se expõem os Bancos que comanditam indústrias; Memorial sobre direitos do Estado e dos Municípios dos terrenos das extintas aldeias de índios; A moeda. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. PEREIRA, Joacil de Brito.O homem público Afonso Campos. João Pessoa: Universitária. 1967.