Apresentação
Em 1984, quatro meses após assumir a Presidência da Academia Paraibana de Letras, o acadêmico – escritor Luiz Augusto Crispim realizava o velho sonho de criar, na Casa do Pensamento Paraibano, um espaço específico para homenagear o autor do “EU” uma das suas primeiras decisões, à frente da APL, foi mobilizar toda uma equipe para a instalação do Memorial que seria dedicado ao poeta Augusto dos Anjos. Durante 30 dias, essa equipe, composta pela arquiteta Jussara Silveira Dantas, a professora Helena Cruz e pelo poeta Otávio Sintônio Pinto, fizeram o levantamento da vida e da obra do poeta paraibano. O resultado desse trabalho foi registrado em 14 painéis, contando com o apoio do fotógrafo Bezerra, que fez as fotos, no Engenho Pau d´Árco, e em Leopoldina-MG. A idéia era demonstrar um pouco da história da vida e da obra de Augusto, através de imagens impressas no próprio acrílico dos painéis.
Estatuto
ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS (APL) ESTATUTO SOCIAL Título I DA ENTIDADE Capítulo I NATUREZA JURÍDICA, SEDE E DURAÇÃO Art. 1º. – A Academia Paraibana de Letras, aqui referida, de forma simplificada, como ACADEMIA ou APL, fundada em 14 de setembro de 1941, com sede e foro nesta cidade de João Pessoa, Capital do Estado da Paraíba, é associação cultural, sem fins lucrativos, pessoa jurídica de direito privado e tempo indeterminado de duração. Capítulo II OBJETIVOS, FINALIDADES E FORMAS DE ALCANÇÁ-LOS Art. 2º. – A APL tem como objetivos registrar, difundir, preservar e estimular a cultura e as realizações literárias e artísticas do Estado da Paraíba, notadamente pelo estudo e divulgação das obras e realizações culturais de personalidades, nascidas no Estado ou não, importantes para realização daqueles objetivos. Art. 3º. – Para alcançar os fins indicados no artigo anterior, a APL desenvolverá os trabalhos, atividades e realizações necessários, inclusive: I – constituir-se em centro de divulgação da literatura e das artes paraibanas; II – realizar estudos e pesquisas artísticos e culturais; III – promover concursos, com ou sem distribuição de prêmios, bem assim conferências, simpósios, cursos e congressos; IV – celebrar convênios, contratos e ajustes com entidades públicas e privadas, nacionais, internacionais e estrangeiras, objetivando a participação da APL em programas, projetos e atividades relacionados com suas finalidades culturais e artísticas; V – manter intercâmbio ordinário ou eventual com entidades culturais e artísticas nacionais, estrangeiras e internacionais; VI – atuar junto aos órgãos estaduais e municipais de cultura do Estado da Paraíba no sentido de colaborar para maior conhecimento e debate das artes e da literatura estaduais, inclusive mediante participação em atividades com esta finalidade e suprimento de obras artísticas e bibliográficas às bibliotecas e aos estabelecimentos de ensino do Estado; VII – concorrer para o estudo continuado da língua portuguesa e da literatura brasileira; VIII – manter intercâmbio com as entidades congêneres, nacionais ou estrangeiras, e participar de federações, confederações e associações de entidades acadêmicas; IX – manter e operar centros de documentação, incluindo bibliotecas, arquivos e dependências museológicas, com vistas à constituição, preservação, ampliação e divulgação do acervo de obras, documentos e objetos literários e artísticos pertinentes aos objetivos e finalidades da entidade; X – promover e integrar quaisquer outros eventos e atividades que concorram para realização dos objetivos definidos neste Capítulo. Capítulo III ORGANIZAÇÃO, ASSOCIADOS E COLABORADORES Art. 4º. – A ACADEMIA compreende 40 (quarenta) cadeiras permanentes, cada uma sob a denominação do PATRONO que lhe foi designado, em caráter definitivo, na fundação da entidade, ou, posteriormente, pela Assembléia de Associados, de acordo com os estatutos, conforme enumeração constante do Anexo I, parte integrante deste Estatuto, na qual se e nuncia cada cadeira com o respectivo número, o nome literário e o nome completo do seu Patrono. Art. 5º. – As cadeiras referidas no artigo anterior serão ocupadas, em caráter vitalício e exclusivo, pelos Membros da Academia. Art. 6º. – Os Associados da Academia são classificados como: I – EFETIVOS ou Membros II – CORRESPONDENTES III – HONORÁRIOS IV – BENEMÉRITOS V – REPRESENTANTES. Parágrafo Único – Os ASSOCIADOS são escolhidos pela ASSEMBLÉIA GERAL ou, por delegação desta, pelo Conselho Diretor, nos termos deste Estatuto e do Regimento Interno. Art. 7º. – Associados Efetivos, tratados como Membros da Academia ou simplesmenteMEMBROS, são os escolhidos, por sua contribuição singular às letras, artes ou ciências, para ocuparem, pela primeira vez, as cadeiras enumeradas no art. 4º., e os eleitos, nos termos deste Estatuto e do Regimento, para sucederem vitaliciamente, nas referidas cadeiras, os Membros falecidos. § 1º. – Cabe ao MEMBRO DA ACADEMIA, em caráter exclusivo: a) integrar a Assembléia Geral da entidade, com direito a voz e voto; b) exercer, mediante eleição, como titular ou suplente, cargos criados pela Assembléia Geral nos órgãos administrativos da entidade; c) eleger os sucessores dos associados efetivos falecidos; d) representar a Academia, isoladamente ou em conjunto com outros Membros, por designação da Assembléia Geral ou do Presidente, em órgãos, entidades, solenidades, atos e eventos. § 2º. – São deveres do MEMBRO DA ACADEMIA: a) participar das atividades da APL definidas pela Assembléia Geral ou promovidas pelo Conselho Diretor ou pelo Presidente; b) apoiar intelectual e materialmente a manutenção da Academia, inclusive mediante contribuição financeira estabelecida pelo Conselho Diretor e contribuição literária, artística ou científica para os órgãos de documentação e divulgação da entidade; c) colaborar para ampliar a divulgação da ACADEMIA e do seu acervo cultural e artístico, inclusive participando de palestras, encontros, simpósios e conferências; d) comparecer às Assembléias Gerais e nelas exercer os direitos de voz e voto; e) desempenhar missões e atribuições especiais por designação da Assembléia Geral. § 3º. – O MEMBRO DA ACADEMIA deverá comunicar ao Conselho Diretor as razões de ordem superior, eventuais ou permanentes, que o impeçam de cumprir, no todo ou em parte, os deveres enumerados no parágrafo anterior, vedada justificativa para eximir-se da contribuição financeira obrigatória a que alude a alínea b) daquele parágrafo. § 4º. – Entre o trigésimo e o sexagésimo dias seguintes à morte de MEMBRO DA ACADEMIA, o Presidente da entidade, mediante edital, declarará a vaga, e abrirá, pelo prazo de sessenta dias, as inscrições para a sucessão. § 5º. – O candidato a ASSOCIADO EFETIVO ou MEMBRO DA ACADEMIA deverá requerer inscrição ao Presidente da Academia, instruindo o pedido com duas fotografias recentes; curriculum vitae; relação de obras e trabalhos artísticos, culturais e científicos produzidos, com indicação, conforme o caso, dos meios ou locais de publicação, divulgação ou guarda; exemplares dos referidos trabalhos e obras. § 6º. – Concluído o prazo para inscrições e organizados os processos a elas correspondentes, o Conselho Diretor deferirá ou denegará, fundamentadamente, cada inscrição solicitada, cabendo ao requerente, no caso de indeferimento, recurso de reconsideração ao Conselho Diretor, no prazo de dez dias úteis após a notificação postal da decisão. § 7º. – Não poderão ser aceitas inscrições de candidatos que tenham demandado a Academia, sem sucesso, em juízo ou fora dele, ou, ainda, tenham publicamente se
Fundadores
Álvaro Pereira de Carvalho Nasceu em 19 de fevereiro de 1885. em Mamanguape, Estado da Paraíba e faleceu em 05 de outubro de 1952, na capital do Estado; era filho de Manuel Pereira de Carvalho e d. Francisca Leopoldina de Carvalho. Casado em primeiras núpcias com D. Luiza Gonzaga dos Santos, nascendo desse casamento sete filhos: Stélio, Glaura, Stela, Nerina, Dalva, Vilma e Clóvis. Antônio da Rocha Barreto Nasceu em Catolé do Rocha no ano de 1882 e faleceu no dia 15 de novembro de 1958, em João Pessoa. Era filho de Ferreira de Araújo Barreto, descendente de portugueses, e de D. Francisca Rocha Barreto. Fez os estudos fundamentais em Catolé do Rocha; não teve formação acadêmica. Ingressou no serviço público, como postalista, nos Correios e Telégrafos, ascendendo a oficial administrativo, aposentando-se nesta função. Celso Marques Mariz Nasceu no sítio Escadinha, município de Sousa, Estado da Paraíba, em 17 de dezembro de 1885 e faleceu em João Pessoa, a 03 de novembro de 1982. Era filho do Dr. Manuel Maria Marques Mariz e D. Adelina de Aragão Mariz; ficando órfão de pai aos três anos de idade, foi criado pelo Dr. Félix Joaquim Daltro Cavalcanti, seu padrinho e Juiz Municipal de Piancó, passando a residir em Taperoá , onde freqüentou a escola do Professor Minervino Cavalcanti, matriculando-se, depois, como ouvinte, no Seminário Diocesano da Paraíba, na capital do Estado. Durwal Cabral de Almeida E Albuquerque Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 09 de novembro de 1908 e faleceu, também, nesta cidade, em 25 de junho de 1973. Era filho de Álvaro Frederico de Almeida Albuquerque e D. Rosa Cabral de Albuquerque. Casado, em primeiras núpcias, com D. Bernardina Mesquita, não deixou descendentes; ficando viúvo, casou-se com D. Maria de Lourdes, nascendo dessa união, seis filhos. Horácio de Almeida Nasceu na cidade de Areia, Estado da Paraíba, em 21 de outubro de 1896 e faleceu no Rio de Janeiro, em 05 de junho de 1983;filho de Rufino Augusto de Almeida e Adelaide Jocunda de Almeida. Era casado com D. Corinta Freitas de Almeida, nascendo da união sete filhos: Átila, Armênia, Libânia, Luiz, Carlos Eduardo Ignez e Doris. Hortênsio de Souza Ribeiro Nasceu no dia 31 de janeiro de 1885, em Campina Grande e faleceu em 15 de novembro de 1961. Filho de José Maria de Souza Ribeiro e D. Minervina Lima Ribeiro. Fez o curso primário em Campina Grande, no Colégio São José e os preparatórios em colégios da capital do Estado e de Recife. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1918. João Ribeiro da Veiga Pessoa Júnior João Ribeiro da VEIGA Pessoa JÚNIOR : Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 09 de agosto de 1892 e faleceu, também, nesta capital, em 13 de fevereiro de 1975; filho de João Ribeiro da Veiga Pessoa e D.Amélia Figueiredo da Veiga Pessoa. João Rodrigues Coriolano de Medeiros Nasceu no sítio Várzea das Ovelhas, município de Patos, em 30 de novembro de 1875 e faleceu em João Pessoa, no dia 25 de abril de 1974; filho do casal Aquilino Coriolano de Medeiros e D. Joana Maria da Conceição. Luiz Pinto LUIZ PINTO : Nasceu na cidade de Mamanguape, Estado da Paraíba,no dia 10 de abril de 1904 e faleceu em 13 de julho de 1977; filho de José Heráclito de Menezes e D. Mariana da Silva Pinto. Passou a infância nos sítios Bacupacu, Angicos, Lagoa do Matias e Cocos. Aos 14 anos, os seus pais mudaram-se para a cidade de Bananeiras, onde iniciou os estudos. Mathias da Silva Freire (Cônego) Nasceu a 21 de agosto de 1882, na Praia de Ponta de Campina, município de Mamanguape, Estado da Paraíba e faleceu na capital do Estado, em 30 de março de 1947, com 65 anos de idade e 47 de sacerdócio. Era filho do casal Flávio da Silva Freire e D. Ana Leal Freire e neto do Barão de Mamanguape.
Presidentes
Damião Ramos Cavalcanti 2012- 2014 / 2014-2016 / 2016-2018 Luiz Gonzaga Rodrigues 2011 – 2012 Antônio Juarez Farias 2006-2008 / 2008-2010 Joacil de Brito Pereira 1994-1996-1998 /2004-2006 Wellington Hermes Vasconcelos de Aguiar 1996-1998 Manuel Batista de Medeiros 1991-1994 Luís Augusto Crispim 1984-1991 Afonso Pereira da Silva 1978-1984 Aurélio de Albuquerque 1976-1978 Higino da Costa Brito 1973-1976 Clovis dos Santos Lima 1970-1973 Oscar de Oliveira Castro 1946-1970 José Rodrigues Coriolano de Medeiros 1941-1946
História

Breve Histórico da Academia Paraibana de Letras A palavra academia origina-se da Escola de Filosofia fundada no séc. IV a.C., pelo filósofo grego Platão. Localizava-se perto de Atenas, numa caverna que se dizia ter pertencido a Academos, um herói da Guerra de Tróia. Muitas academias européias surgiram nos séculos XVII e XVIII. Dedicam-se, até hoje, à literatura, ao culto da língua, às belas-artes, à história e às ciências. Ao contrário das universidades, não têm professores e estudantes, nem fornecem diplomas pela conclusão de cursos obrigatórios. As mais famosas são a Academia Francesa, de Paris e a Real Academia de Artes, de Londres. No Brasil, a tradição européia reflete-se em instituições como a Academia Brasileira de Letras, criada em 1897, com sede no Rio de Janeiro. Teve como seu primeiro presidente Machado de Assis que permaneceu no cargo até morrer. O gosto pelas academias espalhou-se pelas Províncias, posteriormente pelos Estados, surgindo assim em cada unidade da Federação uma co-irmã da “Casa do Pensamento” do povo brasileiro. Na Paraíba, em fins do século XIX, o movimento intelectual teve um surto renovador da maior importância. Os jornais que circulavam em nosso Estado, dirigidos por grandes jornalistas da época, com a cooperação de corpo redacional da melhor categoria, se tornaram centros culturais em que os vocacionados para as letras, manifestavam as suas tendências literárias. Muitas entidades destinadas ao cultivo do espírito foram se formando,como bem assinalou o acadêmico Eduardo Martins em esboço histórico intitulado “Instituições Paraibanas de Cultura – 1801-1941″, publicado na Revista da Academia Paraibana de Letras, n.º 8, ano 26, setembro de 1978, pp. 175/180. Enumerou as associações surgidas e que “foram, sem dúvida, as precursoras dessa vida laboriosa das letras”, no Estado. Relacionou em seu artigo as seguintes entidades: Clube Literário e Recreativo, Clube Cardoso Vieira, Centro Literário Paraibano, Clube Literário Benjamim Constant, Clube Sete de Setembro, Instituto Histórico Geográfico Paraibano, Associação dos Homens de Letras, que deu origem a Academia dos Novos, Gabinete de Estudinhos de Geografia e História da Paraíba. Apenas o IHGP mantém-se em atividade, os demais tiveram vida efêmera. Certamente as idéias, as aspirações e os sonhos desses homens de letras motivaram Coriolano de Medeiros a reunir um grupo formado por Mathias Freire, Horácio de Almeida, Luiz Pinto, Rocha Barreto, Álvaro de Carvalho, Durwal Albuquerque, Veiga Júnior, Celso Mariz e Hortêncio Ribeiro (este representado por procuração) constituindo-se em autênticos fundadores da Academia. Na tarde do dia 14 de setembro de 1941, o professor Coriolano de Medeiros concretizou o seu ideal de criar a “Casa do Pensamento da Paraíba”. Este era o único Estado da Federação que ainda não contava com uma entidade desse tipo. A reunião inaugural realizou-se no gabinete do diretor da Biblioteca Pública do Estado. Em poucas palavras, Coriolano de Medeiros assumiu a direção dos trabalhos, disse da finalidade daquele encontro, declarou que estava fundada a Academia Paraibana de Letras, destinada a “perpetuar as tradições literárias da Paraíba”. Por sugestão do Côn. Mathias Freire, Coriolano passou a presidir a novel instituição, dessa data até 14 de setembro de 1946, quando renunciou, por motivo de saúde. Foi eleito, naquele mesmo dia, o Dr. Oscar de Oliveira Castro que, em seu breve discurso de agradecimento, disse: “Coriolano de Medeiros continua sendo o Presidente de Honra desta Casa, que lhe deve tão assinalados trabalhos.” Para caracterizar a instituição, criou-se um emblema, idealizado pelo Côn. Mathias Freire e desenhado pelo Prof. Eduardo Stuckert; a insígnia traz, além do nome e da data de criação da APL, o desenho de um sol, simbolizando a inteligência e o talento dos que integram o sodalício. A expressão latina, também sugerida pelo Côn. Mathias Freire, “DECUS ET OPUS”, que se traduz Estética e Trabalho, tornou-se o lema da associação. Inicialmente, a APL contou com 11 cadeiras, número, depois, aumentado para 30. Em 1959, com a reforma dos estatutos criaram-se mais 10, fixando-se, oficialmente, em 40. Todos com patronos, escolhidos, entre os nomes mais representativos das nossa intelectualidade. São eles: Augusto dos Anjos, Arruda Câmara, Albino Meira, Adolpho Cirne, Alcides Bezerra, Aristides Lobo, Arthur Achiles, Afonso Campos, Antonio Gomes, Cardoso Vieira, Cordeiro Sênior, Coelho Lisboa, Diogo Velho, Eliseu Cézar, Eugênio Toscano, Francisco Antônio Carneiro da Cunha, Gama e Melo, Irineu Joffily, Irineu Pinto, Joaquim da Silva, Maximiano Machado, Maciel Pinheiro, Neves Júnior, Pedro Américo, Perillo Doliveira, Pe. Inácio Rolim, Pe. Azevedo, Pe. Lindolfo Correia, Rodrigues de Carvalho, Santos Estanislau, Epitácio Pessoa, Carlos Dias Fernandes, Castro Pinto, Pereira da Silva, Raul Machado, Tavares Cavalcanti, Allyrio Wanderley, Américo Falcão, José Lins do Rego, Mello Leitão. A Sede – Nos primeiros tempos, tiveram os acadêmicos de enfrentar grandes problemas financeiros. Por causa disso, reuniam-se, inicialmente, na Biblioteca Pública, onde se instalaram por mais de dois meses. Posteriormente, na residência do confrade Côn. Mathias Freire, Vice-Presidente da Instituição. Depois, abrigou-se na casa do acadêmico Álvaro de Carvalho. Oscar de Castro, após assumir, a Presidência, procurou o Prefeito Municipal da época, Dr. Abelardo Jurema, obtendo a doação, em 1947 do prédio n.º 179, situado à Rua Visconde de Pelotas, para que, ali, se instalasse a Academia. A pequena dimensão do terreno não permitiu, porém, a construção do nosso silogeu. Finalmente, por compra do velho casarão de número 25, situado à Rua Duque de Caxias, desta Capital, conseguiu-se a sede própria. Nela se encontra até hoje. O Estado da Paraíba, na administração do então Governador Tarcísio de Miranda Burity, forneceu recursos para aquisição do prédio contíguo, de n.º 37 que se deu por escritura pública, lavrada em 26 de novembro de 1981. Os dois imóveis, passaram a formar uma só unidade imobiliária. Neles situa-se a Casa de Coriolano de Medeiros. Os edifícios conjugados passaram por diversas reformas, principalmente a realizada na gestão do acadêmico, Dr. Manuel Batista de Medeiros, hoje, é o mais importante ‘centro de cultura’ do Estado, não só pela ação daquele excelente administrador, mas de outros que o sucederam. O ex-presidente, acadêmico Luiz Augusto Crispim, entre outras benfeitorias, criou o Memorial Augusto dos Anjos (1984), que foi totalmente revitalizado, sendo reinaugurado na passagem do sexagésimo aniversário