Apresentação
Cineclube Verbo & Imagem Criado no âmbito da estrutura operacional da APL o Cineclube Verbo & Imagem com o objetivo específico de exibir e discutir filmes baseados/inspirados ou adaptados em textos (ou obras) literárias. Terá sua exibição uma vez por mês, sempre na última quinta-feira. Ao final um critico literário fará uma analise do filme.
Acadêmicos
Acadêmicos – Cadeiras Aberlado Jurema Filho – 12 Alexandre Costa de Luna Freire – 16 Ângela Bezerra de Castro – 31 Antonio de Souza Sobrinho – 26 Astenio Cesar Fernandes – 25 Carlos Antônio Aranha de Macedo – 29 Carlos Augusto Romero – 27 Damião Ramos Cavalcanti – 33 Eilzo Nogueira Matos – 03 Elizabeth Figueiredo Agra Marinheiro – 20 Evaldo Gonçalves de Queiroz – 24 Flávio Roberto Tavares de Melo – 14 Flávio Sátiro Fernandes – 21 Francisco de Sales Gaudêncio – 18 Francisco Pereira da Silva Júnior – 15 Guilherme Gomes da Silveira d’ Ávila Lins – 19 Hildeberto Barbosa Filho – 06 Humberto Cavalcanti Mello – 34 Itapuan Bôtto Targino – 36 Jomar Morais Souto – 22 José Jackson de Carneiro Carvalho – 11 José Loureiro Lopes – 04 José Mário da Silva Branco – 35 José Neumanne Pinto- 01 José Octávio de Arruda Mello – 10 Juarez Farias (Antonio) – 26 Luiz Gonzaga Rodrigues – 37 Luiz Nunes Alves – 38 Manuel Batista de Medeiros – 09 Marcos Augusto Trindade – 28 Marcos Cavalcanti de Albuquerque – 17 Maria das Graças Madruga Paiva Santiago – 13 Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti – 23 Maria do Socorro Silva de Aragão- 02 Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti – 08 Osvaldo Trigueiro do Valle – 05 Otávio Augusto Sitônio Pinto – 30 Severino Ramalho Leite – 07 Sérgio Martinho Aquino de Castro Pinto – 39 Wills Leal – 32
Legislação
Lesgilação
Diretoria

Conselho Diretor Presidente : Damião Ramos Cavalcanti Vice-Presidente : Luiz Gonzaga Rodrigues Diretor Administrativo: Itapuan Botto Targino Diretor AdministrativoSuplente: Astenio Cesar Fernandes Diretor Econômico-Financeiro e Patrimonial: Severino Ramalho Leite Diretor Econômico-Financeiro e PatrimonialSuplente: José Loureiro Lopes Diretor de Documentação e Comunicação: Carlos Aranha Diretor de Documentação e Comunicação Suplente: Wills Leal. Conselho Fiscal Membros Titulares: Antonio de Souza Sobrinho, Oswaldo Trigueiro do Valle e Manuel Batista de Medeiros. Membros Suplentes: Sérgio Martinho Aquino de Castro Pinto, Carlos Augusto Romero e Flávio Roberto Tavares de Melo.
Regimento
REGIMENTO INTERNO da ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS (APL) Título I Capítulo Único DISPOSIÇÃO GERAL Art. 1º.- O presente REGIMENTO, aprovado pela Assembléia Geral, regulamenta, interpreta, explicita, disciplina e complementa, para facilitar a respectiva aplicação, as disposições do ESTATUTO da ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS, simplificadamente referida, a seguir, como APL ou ACADEMIA. Art. 2º.- As normas complementares constantes deste REGIMENTO têm como limite natural as disposições estatutárias, prevalecendo sempre estas últimas nos casos de eventuais divergências ou dúvidas reconhecidas pelo Conselho Diretor da APL, que as submeterá à Assembléia Geral da APL, pelo menos duas vezes por ano, interpretações pelas quais tiver optado, para fins operacionais. Art. 3º.-As normas executivas derivadas deste REGIMENTO com ele guardarão coerência semelhante à indicada no artigo anterior. Art. 4º.- Por medida de economia de exposição e para evitar, tanto quanto possível, eventuais contradições ou obscuridades, as disposições estatutárias ora regulamentadas são reproduzidas integralmente ou apenas referidas nos títulos e capítulos deste REGIMENTO. Título II NATUREZA JURÍDICA, SEDE, DURAÇÃO, OBJETIVOS E FINALIDADES DA APL Capítulo I NATUREZA JURÍDICA, SEDE E DURAÇÃO Art. 5º.- A APL, fundada em 14 de setembro de 1941, com sede e foro nesta cidade de João Pessoa, Capital do Estado da Paraíba, é associação cultural, sem fins lucrativos, pessoa jurídica de direito privado e tempo indeterminado de duração, subordinada às disposições legais pertinentes, notadamente os artigos 53 a 61 do Código Civil (Lei nº. 10.406, de 10 de janeiro de 2002), bem como ao Estatuto Social aprovado em 17 de fevereiro de 2005 e ao presente Regimento. Parágrafo Único – A APL tem como sede os prédios próprios conjugados de números 25 e 37, formando um só conjunto, na Rua Duque de Caxias, João Pessoa, PB. Capítulo II OBJETIVOS, FINALIDADES E FORMAS DE ALCANÇÁ-LOS Art. 6º.- A APL tem como objetivos registrar, difundir, preservar e estimular a cultura e a produção literárias, artísticas e científicas do Estado da Paraíba, notadamente pelo estudo e divulgação das obras e REALIZAÇÕES culturais de personalidades, nascidas ou não no Estado, importantes para alcance daqueles objetivos. Art. 7º.- Para atingir os fins indicados no artigo anterior, a APL desenvolverá, na medida de seus recursos técnicos e materiais, todos os trabalhos, atividades e realizações possíveis e necessários, inclusive: I- constituir-se em centro de divulgação da literatura e das artes paraibanas; II- realizar estudos e pesquisas artísticos e culturais; III -promover concursos, com ou sem distribuição de prêmios, bem assim conferências, simpósios, cursos e congressos; IV -celebrar convênios, contratos e ajustes com entidades públicas e privadas, nacionais, internacionais e estrangeiras, objetivando a participação da APL em programas, projetos e atividades relacionados com suas finalidades culturais e artísticas; V -manter intercâmbio ordinário ou eventual com entidades culturais e artísticas nacionais, estrangeiras e internacionais; VI-atuar junto aos órgãos estaduais e municipais de cultura do Estado da Paraíba no sentido de colaborar para maior conhecimento e debate das artes e da literatura estaduais, inclusive mediante participação em atividades com esta finalidade e suprimento de obras artísticas e bibliográficas às bibliotecas e aos estabelecimentos de ensino do Estado; VII-concorrer para o estudo continuado da língua portuguesa e da literatura brasileira; VIII – manter intercâmbio com as entidades congêneres, nacionais ou estrangeiras, e participar de federações, confederações e associações de entidades acadêmicas; IX – manter e operar centros de documentação, incluindo bibliotecas, arquivos e dependências museológicas, com vistas à constituição, preservação, ampliação e divulgação do acervo de obras, documentos e objetos literários e artísticos pertinentes aos objetivos e finalidades da entidade; X- promover e integrar quaisquer outros eventos e atividades que concorram para realização dos objetivos definidos neste Capítulo. § 1º. – Compreendem-se nas atividades e realizações de que trata este artigo a promoção de concursos literários, inclusive em parceria com instituições públicas e privadas ou por delegação destas. § 2º.- Os concursos referidos no parágrafo anterior serão conduzidos por comissões designadas pelo Conselho Diretor e obedecerão às prioridades por este estabelecidas. Título III COMPOSIÇÃO E FORMAS DE PROVIMENTO DO QUADRO DE ASSOCIADOS Capítulo I DA COMPOSIÇÃO E DO QUADRO DE ASSOCIADOS Art. 8º.- A ACADEMIA compreende 40 (quarenta) cadeiras permanentes, cada uma sob a denominação do PATRONO que lhe foi designado, em caráter definitivo, na fundação da entidade, ou, posteriormente, pela Assembléia de Associados, dos termos do Estatuto, conforme enumeração constante do Anexo I, parte integrante deste último e do presente REGIMENTO, cujo anexo enuncia cada cadeira com o respectivo número, o nome literário e o nome completo do seu Patrono. Art. 9º.- As cadeiras referidas no artigo anterior serão ocupadas, em caráter vitalício e exclusivo, pelos ASSOCIADOS EFETIVOS ou MEMBROS DA ACADEMIA. Art. 10º. – Os ASSOCIADOS DA ACADEMIA podem ser: I – EFETIVOS ou MEMBROS II – CORRESPONDENTES III – HONORÁRIOS IV- BENEMÉRITOS V – REPRESENTANTES. Capítulo II DOS ASSOCIADOS, DOS PROCEDIMENTOS PARA SEU INGRESSO NA ACADEMIA E DOS SEUS DIREITOS E DEVERES Seção I Dos Associados Efetivos Art.11- ASSOCIADOS EFETIVOS, tratados como MEMBROS DA ACADEMIA ou simplesmente MEMBROS, são: I – os escolhidos, por sua contribuição singular às letras, artes ou ciências, para ocuparem, pela primeira vez, as cadeiras enumeradas no art. 4º; do Estatuto. II- os eleitos, nos termos do Estatuto e deste Regimento, para sucederem em caráter vitalício, nas referidas cadeiras, os MEMBROS falecidos. Art. 12 – Cabe ao MEMBRO DA ACADEMIA, em caráter exclusivo: I -integrar a Assembléia Geral da entidade, com direito a voz e voto; II -exercer, mediante eleição, como titular ou suplente, cargos criados pela Assembléia Geral nos órgãos administrativos da entidade; III -eleger os sucessores dos associados efetivos falecidos; IV -representar a Academia, isoladamente ou em conjunto com outros Membros, por designação da Assembléia Geral ou do Presidente, em órgãos, entidades, solenidades, atos e eventos. Art. 13 – São deveres do MEMBRO DA ACADEMIA: I-participar das atividades da APL definidas pela Assembléia Geral ou promovidas pelo Conselho Diretor ou pelo Presidente; II-apoiar intelectual e materialmente a manutenção da Academia, inclusive mediante contribuição mensal em dinheiro, fixada pelo Conselho Diretor para cada exercício, e contribuição literária, artística ou científica para os
Serviços
Visita dirigida Oferecidos para alunos de primeiro, segundo e terceiro graus que tenham interesse em conhecer a biblioteca. Pode ser marcada por telefone 3221.8741 e/ou pessoalmente na sede da APL Consulta on-line Encontra-se disponibilizado para o momento, o índice da Revista APL. (Veja a página da Revista) E ainda, os livros da seção paraibana que podem ser consultados por autor, título e assunto através do link acervo Consulta Local O acesso é livre às estantes, com uso exclusivo no ambiente da biblioteca, podendo ser consentido a xerox de parte de documento, exceto quando se tratar de uma obra considerada rara.
Espaço Físico
Possui uma área de aproximadamente 110m², dividida da seguinte maneira: Sala José Botelho, área de 10m², Sala de Periódicos, área de 10m², Sala Paraibana, área de 10m², Sala do Acervo Geral, área de 30m² Sala Reserva Técnica (Obras dos Acadêmicos), área de 10m² Salão, destinado às atividades da biblioteca (consultas, pesquisas, oficinas, atividades afins.)
Sobre

A Biblioteca Álvaro de Carvalho encontra-se instalada no prédio da Academia Paraibana de Letras, situada à rua Duque de Caxias n.º 25/37 – Centro – João Pessoa – PB. Seu objetivo é prover, organizar, preservar, difundir e proporcionar o acesso e a utilização da documentação existente no seu acervo, além de disponibilizar outras fontes de informações. Com o propósito de apoiar o processo educacional, estimular a curiosidade intelectual e democratizar a informação no contexto social, esta biblioteca atende não só os membros da Academia Paraibana de Letras, mas a comunidade em geral, proporcionando o acesso à fontes de informação, leitura, pesquisa e à participação de seus usuários em atividades de ação cultural.
Cronologia
1884 – Em 20 de abril, nasce Augusto Carvalho Rodrigues dos Anjos, no Engenho Pau d’Arco, no interior da Paraíba, o terceiro filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos e Córdula de Carvalho Rodrigues dos Anjos, mais conhecida como Sinhá-Mocinha. É alfabetizado pelo pai. 1885 – 27 de fevereiro é batizado na Capela do Engenho Pau d’Arco. 1900 – Presta exames preparatórios para o Liceu Paraibano. Aparecimento de seu primeiro soneto “Saudade”, no “Almanaque do Estado da Paraíba”. Começa a viajar com freqüência a João Pessoa, relacionando-se com a intelectualidade local. 1901 – Publica no Jornal “O Comércio” o soneto “Abandonada”, dando início a uma colaboração que será mantida por um bom período com outros poemas e alguma prosa. 1903 – Muda-se para o Recife, onde ingressa na Faculdade de Direito. 1905 – Morre seu pai. Seis dias após, publica no “O Comércio”, os três célebres poemas dedicados a ele. Continua a publicar poemas pela imprensa e em outubro inicia a “Crônica Paudarquense”, em prosa. 1906 – Matricula-se no 4º ano de Direito. Sai em “O Comércio”, “Queixas Noturnas”, “Poemas Negros” e “Versos Íntimos”. 1907 – Conclui o Curso de Direito. Tinha como colegas Gilberto Amado e Orris Soares. 1908 – Transfere-se para a capital da Paraíba, onde dá aulas particulares. É nomeado professor interino de Literatura do Liceu Paraibano. Colabora no Jornal Nonevar. 1909 – Na “A União”, publicou diversos poemas, durante esse ano. Profere, no Teatro Santa Rosa, discurso nas comemorações do 13 de maio, chocando a platéia por seu léxico incompreensível e bizarro. 1910 – Casa-se com Ester Fialho e desliga-se do Liceu Paraibano por intransigência do governador João Machado. Viaja para o Rio de Janeiro, embarca com a mulher no paquete Acre e ali chega no mês de outubro. Ao chegar, hospeda-se em uma pensão, no Largo do Machado. Muda-se em seguida para a Avenida Central. Sua família vende o Engenho Pau d’Arco. 1911 – A 2 de fevereiro, sua mulher, grávida de 6 meses, perde a criança. Assume o cargo de professor de Geografia na Escola Normal e no Colégio Pedro II. Nasce morto o primeiro filho com sete meses incompletos. 1912 – Escreve no jornal “O Estado”. Termina a impressão do EU, custeado por ele e por seu irmão Odilon, numa primeira tiragem de 1000 exemplares. O livro é recebido com grande impacto e estranheza por parte da critica, que oscila entre o entusiasmo e a repulsa. No dia 12 de junho nasce sua filha Glória. 1913 – Nasce seu filho Guilherme. 1914 – É nomeado diretor do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, em Leopoldina, Minas Gerais, onde passa a residir. Em 30 de outubro adoece, vindo a falecer a 12 de novembro de pneumonia. 1920 – Aparece, na Paraíba, “Eu e Outras Poesias”, acrescido das poesias coligidas por Orris Soares, que preparou e prefaciou essa edição. 1928 – Ainda por interferência de Orris Soares, a Livraria Castilho, do Rio, lança a 3ª edição. Sem data, posteriormente, a Companhia Editora Nacional, de São Paulo, publicou a 4ª edição.
Biografia
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu em Sapé, a 20 de abril de 1884, no Engenho Pau d’Arco (atual Usina Santa Helena), na época, pertencendo ao município de Espirito Santo. Era filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos e Córdula Fernandes de Carvalho. Pelo ramo materno, descendia de velha e tradicional família da várzea do Rio Paraíba, seu avô, o Bacharel João Antônio Fernandes de Carvalho, foi Deputado Provincial, Oficial da Ordem da Rosa e prócer conservador em Pilar. Em 1859, hospedou, no Engenho Pau d’Arco, o Imperador Pedro II e sua comitiva, de passagem para Mamanguape. Humberto Nóbrega, em seu discurso de posse na Academia Paraibana de Letras, fala dos ancestrais do consagrado poeta, relembrando velhos nomes dos Fernandes de Carvalho e dos Sanches Massa, estes últimos mais conhecidos como família Pacatuba. Do ramo paterno, evocou nomes ligados aos fatos da hist6ria política de Pernambuco. Seu pai, o Bacharel Alexandre Rodrigues dos Anjos Júnior era natural de Recife. Chegou à Paraíba como Juiz Municipal de Pedras de Fogo, fixando-se depois, no Engenho Pau d’ Arco, onde viveu os seus últimos anos. Descendia do português Manoel Rodrigues dos Anjos, nascido no Funchal, em 1763. No Engenho Pau d’ Arco, iniciou Augusto dos Anjos os seus estudos, recebendo do pai os ensinamentos que marcaram profundamente a sua obra poética. Para José Américo de Almeida, o duro aprendizado a que foi submetido criou o “ËU”, fechando-o, ainda menino, na introspecção que ficou como uma das suas características. “0 Pai, homem instruído, versado nas humanidades era o mestre. Pai professor tem uma dupla autoridade, principalmente, descobrindo no filho uma centelha. Puxou por ele. 0 menino tomou gosto pelo estudo, porque era essa a sua natureza e ficou sério. Perdeu a meninice antes de perder a inocência.” Saiu do Engenho para os exames preparatórios do Lyceu Paraibano, onde Orris Soares o viu como “um pássaro molhado, todo encolhido nas asas”. Começou a ser notado pelos colegas, tanto pelo temperamento arredio coma pela universidade dos seus conhecimentos. Alguns, que dele se aproximaram, perceberam algo de estranho nos versos excêntricos que fugiam ao convencionalismo das escolas dominantes. Suas primeiras produções foram recebidas com reservas. Eram novidades que não animavam a uma critica ou apreciação. Bacharel em Direito pela Faculdade do Recife, retornou à Paraíba. 0 engenho, decadente e arruinado, não o atraiu. Não quis enveredar por nenhuma das atividades jurídicas facultadas pelo seu diploma. Preferiu o magistério, foi nomeado professor de Literatura Brasileira do Lyceu Paraibano, tornando-se um nome conhecido nos meios literários da cidade. Os jornais iam publicando os seus versos. Em 1909, pronunciou uma conferência sobre os escravos no Teatro Santa Roza. E, apesar de sua conhecida e proclamada misantropia, ainda colaborando em jornais, explorando a brejeirice da musa jocosa que movimenta os festejos da padroeira. Até anúncios comerciais, em versa, deixou sair nas paginas do NONEVAR, conforme a surpreendente revelação de HumbertoNóbrega. Em 1909, o poeta tenta uma licença para viajar ao Rio de Janeiro. 0 Presidente João Machado não acolhe o pedido, sob a alegação de que a sua condição de professor interino não lhe permitia o afastamento temporário do cargo, mesmo em gozo de licença, o que provocou sério incidente com o governador paraibano e, consequentemente, a sua definitiva transferencia para a antiga capital do pais. No Rio, enfrentou serias dificuldades como professor particular, integrando,, depois, o corpo docente do Colégio Pedro II e o da Escola Normal. Desacreditado por alguns intelectuais de renome, como o poeta Olavo Bilac, que não enxergou nenhum mérito em sua poesia, sentiu-se abatido pela indiferença dos editores que não se interessaram pela publicação do “EU”. Depois de várias tentativas, conseguiu editá-lo. À edição princeps, de I912, seguiram-se numerosas reedições que o consagraram, atualmente, como o mais reeditado dos poetas brasileiros. Esgotado pela vida difícil que levara no Rio de Janeiro, sentiu minar-se, dia a dia, a sua resistência orgânica, o que o obrigou a recorrer a um clima que lhe restaurasse as energias gastas nas canseiras do magistério. Arranjaram-lhe um emprego, em Minas Gerais, e para lá se transferiu, em 1914, como Diretor do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, em Leopoldina. De nada valeu esse esforço pela recuperação de sua saúde, falecendo, naquela cidade, a 12 de novembro de 1914, vitimado por uma pneumonia. É patrono da cadeira nº 1 da Academia Paraibana de Letras, que teve como fundador o jurista e ensaísta José Flósculo da Nóbrega e como primeiro ocupante o seu biógrafo Humberto Nóbrega, sendo ocupada, atualmente, por Waldemar Bispo Duarte.