CADEIRA Nº 22

FUNDADOR: DEMÓCRITO DE CASTRO E SILVA

Fundador: Demócrito de Castro e Silva (1913-1996)

Ocupação: Advogado, poeta e escritor

Eleito: 10/06/1949

Posse: 10/09/1949

Saudação: Durwal Cabral de Almeida Albuquerque

BIOGRAFIA

DEMÓCRITO DE CASTRO E SILVA: Nasceu no município de Cruz do Espírito Santo, Estado da Paraíba, em 18 de setembro de 1913, e faleceu na cidade de São Paulo, no dia 23 de janeiro de 1999. Realizou seus estudos na capital paraibana, onde frequentou o Colégio Diocesano Pio X e o tradicional Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1946.

Sua trajetória literária e jornalística teve início precoce, ainda nos bancos escolares do Lyceu Paraibano. Naquela época, fundou as revistas O Álbum e Mocidade, periódicos pioneiros que ele próprio redigia, datilografava e cuja impressão acompanhava de perto nas oficinas gráficas do jornal A Imprensa. Após a sua graduação, exerceu a advocacia por algum tempo em João Pessoa. Posteriormente, transferiu-se para o estado de São Paulo, onde estabeleceu e manteve uma sólida banca jurídica até a sua aposentadoria, sem jamais interromper suas atividades intelectuais e criativas.

Poeta, romancista, contista e ensaísta de múltiplos recursos, Demócrito de Castro e Silva notabilizou-se como um dos colaboradores mais prolíficos da imprensa nacional de sua geração. Na Paraíba, escreveu regularmente para os jornais A Imprensa e o oficial A União. Sua penetração nos círculos literários e jornalísticos de outros estados foi expressiva, colaborando com regularidade em veículos do Rio de Janeiro — então capital federal —, tais como as revistas Vida DomésticaBeira-MarA NaçãoFru-FruRevista da Semana e o jornal Gazeta de Notícias. Escreveu também para a revista O Globo, de Porto Alegre; o Correio do Povo, de Curitiba; o suplemento Literatura e Arte, dirigido pelo crítico Sérgio Milliet no jornal A Gazeta, de São Paulo; e o periódico O Triângulo, de Uberaba (MG). Militou ainda na imprensa dos estados de Alagoas, Goiás, Maranhão, Bahia e Pernambuco, e sua escrita transpôs as fronteiras brasileiras ao colaborar com a publicação internacional La Vie Politique et Littéraire, de Bucareste, na Romênia.

Em reconhecimento ao seu reconhecido mérito literário e à sua vasta atuação na imprensa, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 10 de setembro de 1949, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico e sócio-fundador Durwal Cabral de Almeida e Albuquerque.

PUBLICAÇÕES

  • Ritmos estranhos
  • Esse colosso, o Brasil
  • Augusto dos Anjos – poeta da morte e da melancolia
  • Quatro séculos de poesia
  • Classe média
  • Maciel Pinheiro-peregrino audaz
  • Augusto dos Anjos – o poeta e o homem
  • O arado e o gafanhoto
  • Poemas da terra e do homem
  • Do bicho papão ao lobisomem