CADEIRA Nº 21
1º SUCESSOR: EPITÁCIO SOARES
1º Sucessor: Epitácio Soares (1915-1988)
Ocupação: Jornalista
Eleito: 06/05/1980
Posse: 02/11/1980
Saudação: Aurélio de Albuquerque
BIOGRAFIA
EPITÁCIO SOARES: Nasceu no dia 1º de janeiro de 1915, em Boa Ventura, localidade pertencente à época ao município de Itaporanga, Estado da Paraíba, e faleceu na cidade de Campina Grande, no dia 12 de abril de 1988. Era o único filho do casal de agricultores José Soares de Sousa e de D. Francisca Gomes de Araújo. Foi casado com D. Maria Minervina de Figueiredo, união da qual nasceram dez filhos.
Iniciou seus primeiros estudos em sua terra natal com o professor Faustino e deu-lhes continuidade na escola pública de Bonito de Santa Fé. Não teve acesso a uma escolaridade regular ou à formação acadêmica tradicional, consolidando-se como um autêntico autodidata. Ampliou seus conhecimentos humanísticos recebendo aulas particulares de Língua Portuguesa, Matemática e História dos professores Anézio Leal, Padre Manuel Otaviano e do Reverendo Luiz Santiago. Foi por intermédio desses mentores que expandiu seus horizontes intelectuais e teve acesso à grande literatura, superando o contato inicial que se restringia aos folhetos de cordel e a crônicas policiais. Mais tarde, realizou cursos de extensão universitária em Direito do Trabalho, Cultura Hispânica e Museologia.
Em 1937, fixou residência em Campina Grande ao ingressar como funcionário da antiga Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS, posterior DNOCS). Paralelamente às suas funções administrativas, conquistou espaço de destaque nas letras e na imprensa borboremana, posicionando-se como um dos jornalistas mais conceituados e respeitados da região, com projeção em outros estados. Em Campina Grande, colaborou nos periódicos O Rebate e A Voz da Borborema, dirigiu a sucursal do jornal oficial A União e atuou nas rádios Caturité, Cariri e Borborema. Era também frequentador assíduo da Livraria Pedrosa, tradicional reduto e ponto de encontro dos intelectuais e escritores da região.
No âmbito das entidades de classe e culturais, pertenceu à Associação Paraibana de Imprensa (API), instituição da qual exerceu a vice-presidência durante a gestão do jornalista Gonzaga Rodrigues. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Campina Grande, sócio-efetivo da Academia Campinense de Letras (ACL) e sócio-correspondente da Academia de Artes e Letras de Pernambuco. Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 02 de novembro de 1980, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Aurélio de Albuquerque.
Ao longo de sua trajetória, foi agraciado com inúmeros troféus, medalhas e diplomas de Honra ao Mérito, destacando-se os títulos de Cidadão Honorário dos municípios de Campina Grande, Queimadas, Cabaceiras, Bonito de Santa Fé e Lagoa Seca. Foi também diplomado como Sócio Benfeitor do Círculo Operário de Campina Grande, Sócio Benemérito do Centro de Estudos Folclóricos Edson Carneiro, Sócio Benemérito do Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio, além de receber o Troféu Pré-Cinquentenário de A Bagaceira e o título honorífico de Irmão Emérito da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição dos Militares, do Recife. Embora não tenha publicado livros individuais em vida, legou uma vasta e valiosa produção intelectual dispersa na imprensa escrita, deixando em fase de elaboração a inédita obra A história da imprensa paraibana.