CADEIRA Nº 14

FUNDADOR: SERÁPHICO DA NÓBREGA

Fundador: Francisco Seráphico da Nóbrega (1863-1935)

Ocupação: Advogado, professor universitário e político (Deputado Estadual)

Eleito: 04/11/1950

Posse: 09/07/1953

Saudação: Osias Nacre Gomes

BIOGRAFIA

FRANCISCO SERÁPHICO DA NÓBREGA nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 12 de outubro de 1907, e faleceu nesta mesma cidade, em 11 de maio de 1966. Deixou viúva a senhora Diva Ferraz da Nóbrega, união da qual nasceram seis filhos: Haroldo, Francisco, Maria Márcia, Ariosto, Maria de Fátima e Martinho. Realizou o curso primário no Grupo Escolar Tomaz Mindello, na capital, e os exames preparatórios no Lyceu Paraibano. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife em 1931 e, ao retornar à Paraíba, foi nomeado Promotor Público da comarca de Picuí, atuando posteriormente nas comarcas de Itabaiana, Piancó e João Pessoa.

Ao longo de sua carreira jurídica e administrativa, exerceu ainda relevantes funções, tais como: Delegado do Instituto de Pensão e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), membro do Conselho Penitenciário do Estado, membro da Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (Seção Paraíba) durante dez anos. No âmbito acadêmico, foi professor universitário, destacando-se como um dos fundadores da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e professor catedrático da disciplina de Direito Administrativo.

Foi um político atuante e de grande prestígio popular, especialmente no Sertão paraibano, onde exercia liderança política no Vale do Sabugy, terra de seus ancestrais. Foi um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN) no estado, elegendo-se Deputado Estadual por três legislaturas e atuando como Deputado Constituinte em 1947. Exerceu também a liderança do governo na Assembleia durante a administração do governador Dr. Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Mello. Paralelamente à vida pública, mantinha atividades agropecuárias nos municípios de São Mamede e Santa Luzia.

Ingressou na Academia Paraibana de Letras no dia 09 de julho de 1953, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Osias Gomes. Apesar de sua intensa rotina profissional e política, dedicava-se com afinco ao cultivo das letras, mantendo-se sempre atualizado por meio de leituras densas e da escrita constante. No Rio de Janeiro, colaborou na imprensa escrevendo crônicas dedicadas à política e à história da Paraíba. Deixou preparados três livros inéditos que, devido à escassez de recursos à época, não chegaram a ser publicados.

PUBLICAÇÕES

  • Mandacaru (inédito)

  • Escravo Jó (inédito)

  • YAYU (inédito)