Academia Paraibana de Letras

Cadeira Nº 27 - Pe. AZEVEDO

 

Francisco João de Azevedo Júnior (Pe. Azevedo) : Nasceu em 04 de março de 1814, na capital do Estado da Paraíba e faleceu na capital pernambucana, em 26 de julho de 1880; filho do português Francisco João de Azevedo e D. Ana Maria de Azevedo, brasileira. Aprendeu  a  arte tipográfica, ajudando seu pai que trabalhava numa máquina trazida da Inglaterra pelo Presidente do Estado, tomando interesse pela profissão. Com o falecimento do pai, atrasou um pouco os estudos, pois, precisava trabalhar para completar o orçamento da família. Quando o Imperador implantou um Curso Secundário, na Paraíba, permitindo que os jovens complementassem os estudos, é que Francisco Azevedo pôde concluir os estudos. Desse curso, mais, tarde, originou-se o Lyceu Paraibano. Em 1835, ingressou no Seminário de Olinda, através, de  D. João da Purificação; foi ordenado padre, em 1838, tendo contado com a ajuda da maçonaria para esse fim. Celebrou a sua primeira missa em Olinda e, posteriormente, retornou à Paraíba. Em 1841, acusado de participar  de uma conspiração contra o Presidente Rodrigues Alves, foi muito perseguido. Refugiou-se em Recife, tendo  as suas ordens suspensas, pelo fato de ter recebido ajuda da Maçonaria   quando estudante. Para sobreviver, dedicou-se ao magistério . Fundou uma escola, à Rua do Rosário, em Recife, depois, transferiu-se para a Praça das Cinco Pontas; lecionava do curso primário aos preparatórios, incluindo línguas estrangeiras e Geometria, mantendo, também, um internato para os alunos que viessem de outras localidades; fundou a Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, com reconhecimento do Governo e aprovação  do Império;  foi professor de Música e de Composição Tipográfica, no Arsenal da Marinha, quando teve a oportunidade de desenvolver e aperfeiçoar-se nas artes mecânicas e gráficas e nas gravações de metais, no que era exímio. Foi quando  projetou  a sua máquina de escrever que foi exposta , em 1861, numa exposição realizada no Palácio do Governo de Pernambuco, onde foram apresentados trabalhos pelos representantes de Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. A invenção do Pe. Azevedo foi a que maior interesse despertou entre os visitantes. Infelizmente, por falta de recursos e de interesse pelas autoridades, a sua  patente caiu em mãos estrangeiras. Além da máquina de escrever, Pe. Azevedo criou uma máquina taquigráfica, denominada por ele, como “a máquina de fazer discurso”.

“Pobre, sem auxílio, batido por toda sorte de vicissitudes, foragido, hoje, sem ordens amanhã, passeou com o seu invento até à capital do país, mostrou-o a todo o mundo, alcançando unicamente uma medalha de ouro, concedida pelo Ministro do Estado, o Marquês de Olinda, tendo, antes, sem proveito, exposto a sua invenção no certame que se realizou em Pernambuco, em 1861, apesar do júri ter reconhecido Invento Superior”. (Coriolano de Medeiros).  Trabalhos publicados: Esclarecimento sobre a máquina de escrever; Conferências públicas; Deus é pátria; Carta (sobre os inventos); A notícia; Trabalho e virtude.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

MARTINS, Eduardo. Padre Azevedo, sua vida, seus inventos.  João Pessoa: 1983.

NEIVA, Lauro Lyra. Discurso de posse. João Pessoa: 1972.

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CADEIRA Nº 27

Cadeira Nº 27 – Pe. AZEVEDO   Francisco João de Azevedo Júnior (Pe. Azevedo) : Nasceu em 04 de março de 1814, na capital do

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