2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015)
Ocupação: Médico
Eleito: 16/08/1994
Posse: 30/07/1999
Saudação: Amaury de Araújo Vasconcelos
PAULO GUSTAVO GALVÃO nasceu na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba, em 06 de junho de 1936, e faleceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 21 de dezembro de 2021. Era filho do casal Paulo Acácio Galvão e de D. Maria José Pedrosa Galvão. Foi casado com D. Marília Neves Galvão, união da qual nasceram duas filhas: Liliana e Izabel, ambas médicas. Realizou os seus estudos iniciais em sua terra natal, no Colégio Alfredo Dantas, e na capital pernambucana, onde frequentou os colégios Carneiro Leão e o Ginásio Pernambucano. Formou-se em Medicina e realizou pós-graduação em Oftalmologia, além de diversos cursos de extensão e aperfeiçoamento que o mantiveram na vanguarda de sua especialidade.
Estabeleceu-se profissionalmente em Belo Horizonte a partir de 1960, cidade onde consolidou uma carreira de grande prestígio nacional na área médica. Foi professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e destacou-se como cofundador e diretor clínico do renomado Instituto Hilton Rocha e da Fundação Hilton Rocha. No campo da pesquisa e da preservação da memória científica, figurou também como cofundador e membro do Instituto Mineiro de História da Medicina.
Por sua notável atuação profissional, científica e humanitária, foi agraciado com inúmeras distinções e medalhas honorárias, entre as quais: a Medalha da Inconfidência Mineira; a Medalha Alcides Carneiro, outorgada pela CNEC (Paraíba); as medalhas Arquimedes Busaca e Lineu Silva, em Minas Gerais; e a Medalha do Mérito do Trabalho, conferida pelo Ministério do Trabalho. Recebeu ainda os títulos de Cidadão Honorário dos municípios mineiros de Caratinga e Itabira, do Estado de Minas Gerais e da cidade de João Pessoa.
Além de médico e pesquisador de relevo, Paulo Galvão foi um dedicado escritor e poeta. No dia 30 de junho de 1999, ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 15, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Amaury Vasconcelos.