Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982)
Ocupação: Jornalista
Fundador da APL: 14/09/1941
CELSO MARQUES MARIZ nasceu no sítio Escadinha, município de Sousa, Estado da Paraíba, em 17 de dezembro de 1885, e faleceu em João Pessoa, no dia 03 de novembro de 1982. Foi casado com D. Santina Henriques de SáEra filho do Dr. Manuel Maria Marques Mariz e de D. Adelina de Aragão Mariz. Tendo ficado órfão de pai aos três anos de idade, foi criado por seu padrinho, o Dr. Félix Joaquim Daltro Cavalcanti, então Juiz Municipal de Piancó. Passou a residir em Taperoá, onde frequentou a escola do professor Minervino Cavalcanti, matriculando-se, posteriormente, como aluno ouvinte no Seminário Diocesano da Paraíba, na capital do Estado.
Iniciou sua trajetória jornalística como redator do periódico O Comércio, ao lado de Arthur Achiles, e como colaborador assíduu do jornal A União. Atraído pela exuberância da região amazônica, viajou para o Norte do país, onde visitou Belém e Manaus. Retornou à Paraíba em 1907, passando a integrar a equipe do jornal O Norte, fundado pelos irmãos Orris e Oscar Soares, instituição da qual assumiu a gerência por determinado período. Nessa função, viajou por diversos municípios paraibanos, oportunidade em que coletou dados históricos e geográficos fundamentais que, mais tarde, serviram de subsídio para a elaboração de seus livros. Nomeado professor público com exercício em Catolé do Rocha, onde casou-se com D. Santina Henriques de Sá.
Ao longo de sua vida pública, Celso Mariz exerceu relevantes funções administrativas e políticas, tais como: Inspetor Regional de Ensino; Conselheiro Municipal em Taperoá; Diretor da Secretaria da Assembleia Legislativa no período de 1914 a 1930; Deputado Estadual entre 1924 e 1928; Diretor do jornal oficial A União; e Secretário de Governo durante a administração de Argemiro de Figueiredo. No campo da imprensa engajada, fundou em 1915 o jornal A Notícia, periódico que representava o pensamento dos “Jovens Turcos”, grupo intelectual que pretendia firmar-se como a vanguarda do movimento epitacista na Paraíba. No âmbito cultural, foi membro expressivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), instituição que presidiu por um mandato, integrou o Conselho Estadual de Cultura e figurou como um dos sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras.
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