Nº 34 – (2º SUCESSOR) HUMBERTO CAVALCANTI DE MELLO
HUMBERTO Cavalcanti de MELLO: Nasceu em João Pessoa, em 28 de setembro de 1934; filho de José Batista de Mello e D. Maria Deolinda Cavalcanti. É casado com a senhora Paola Frassinete com quem teve cinco filhos: Carmem, Etienete. José Batista Neto, Humberto Junior e Luciana Maria.Estudou em João Pessoa, no Grupo Escolar Thomaz Mindello, Colégio Diocesano Pio X e no Lyceu Paraibano; bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba. Aposentado como Juiz de Direito e professor universitário, mantém seu escritório de advocacia, dividindo as atividades de advogado e a pesquisa histórica, colaborando, sempre, nos jornais da capital, escrevendo preferencialmente sobre temas relacionados à história da Paraíba. É sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, do Instituto Histórico e Geográfico de Campina Grande e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica; sócio das Academias de Letras Municipais do Brasil-secção Paraíba; Sócio correspondente da Academia de Letras de Campina Grande e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Ingressou na Academia Paraibana de Letras em 12 de setembro de 1990, recepcionado pelo acadêmico e historiador José Octávio de Arruda Mello. Trabalhos publicados: João Pessoa-perfil de um homem público, 1978; Trajetória política de Epitácio Pessoa, 1979; A administração do Presidente João Pessoa, In: JoãoPessoa, a Paraíba e a Revolução de 30, 1979; Instituições da Paraíba Colonial, In: Paraíba – das origens à urbanização, 1989. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Arquivo da APL.
Nº 34 – (1º SUCESSOR) JOÃO LYRA FILHO

CADEIRA Nº 34 1º SUCESSOR: JOÃO LYRA FILHO Patrono: Antônio Joaquim Pereira da Silva (1876-1944) Fundador: Alcides Vieira Carneiro (1906-1976) 1º Sucessor: João Lyra Filho (1906-1988) 2º Sucessor: Humberto Cavalcanti de Mello (atual ocupante) 1º Sucessor: João Lyra Filho (1906-1988) Ocupação: Professor, sociólogo, historiador, orador, escritor, poeta, conferencista, ensaísta, jornalista, memorialista, jurista, financista, economista e desportista Eleito: 02/10/1972 Posse: 04/05/1977 Saudação: Juarez Batista BIOGRAFIA JOÃO LYRA FILHO: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 24 de abril de 1906, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 29 de novembro de 1988. Era filho do ilustre economista e político João Lyra Tavares e de D. Rosa Amélia de Lyra Tavares. Foi casado com a senhora Maria Isabel de Lyra Tavares, união da qual nasceu o filho João Lyra Neto, que seguiu a carreira jurídica. Iniciou seus estudos primeiras letras na capital paraibana, frequentando as salas de aula do Colégio Diocesano Pio X. Em 1918, aos doze anos de idade, acompanhou seus familiares na mudança para o Rio de Janeiro — então Distrito Federal —, ingressando inicialmente no Aldridge College. Por contingências econômicas, transferiu-se para o Colégio Santa Rosa, em Niterói, e, no ano seguinte, matriculou-se no Colégio Diocesano São José. Posteriormente, por recomendação médica que indicava a necessidade de uma mudança de clima por razões de saúde, foi internado no Colégio Leopoldinense, na cidade de Leopoldina, em Minas Gerais. Foi nesse período mineiro que travou enriquecedor contato com a professora Ester Fialho, viúva do poeta Augusto dos Anjos, convivência esta que despertou sua profunda admiração pela obra do “poeta do Absurdo” e marcou o início de sua própria vida literária, destacando-se desde jovem pela improvisação de discursos e colaboração em periódicos. Bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (atual UFRJ). No ambiente acadêmico, revelou sua verve jornalística e liderança ao fundar o semanário O Inocente, exercer a direção da Revista Acadêmica — órgão oficial de representação das escolas superiores — e atuar como redator literário de A Época, prestigiada revista dos estudantes de Direito. Construiu uma sólida carreira no magistério superior, lecionando em renomadas instituições como o Instituto Lafayette, a Escola Técnica Comercial do Instituto Brasileiro de Contabilidade e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (núcleo formador da atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ), instituição pela qual se aposentou com honras na cátedra. Personalidade de uma versatilidade intelectual raramente igualada, João Lyra Filho consagrou-se como jurista, economista, sociólogo, historiador, financista, orador, memorialista, jornalista e ensaísta de vasto prestígio nacional, além de ter sido um dos pioneiros na teorização e estruturação do Direito Desportivo no país. Exerceu elevados cargos na administração pública, na assessoria técnica e financeira da República e na organização de grandes corporações nacionais, postos galgados invariavelmente por seu rigor técnico e mérito pessoal. Por sua monumental folha de serviços prestados à cultura e às ciências humanas no país, recebeu inúmeras láureas e condecorações de Estados e nações estrangeiras. Foi outorgado com os títulos de Cidadão Carioca, Cidadão Honorário de Juiz de Fora e Cidadão Benemérito do Estado da Guanabara. No plano internacional, o governo de Portugal conferiu-lhe o Grau de Comendador da Ordem do Infante Dom Henrique, sua mais alta honraria. Recebeu ainda a Ordem do Mérito Estácio de Sá e as prestigiadas medalhas de mérito Rio Branco (Itamaraty), Roquette-Pinto, Anchieta e Sílvio Romero. Em sua terra natal, teve o mérito reconhecido ao ser agraciado com o título de Professor Honoris Causa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e eleito Sócio-Honorário do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Integrou também os quadros da Academia Carioca de Letras. Legou uma extensa e erudita produção bibliográfica que transita entre a poesia, a memória, a economia e o direito, com destaque para a publicação de sua detalhada e clássica biografia e análise crítica A Vida de Augusto dos Anjos. Em reconhecimento ao seu indiscutível relevo na inteligência nacional, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 04 de maio de 1977, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção e saudação proferido pelo ilustre acadêmico e crítico Juarez Batista e Silva. PUBLICAÇÕES A lírica de Augusto dos Anjos Cachimbo, pijama e chinelos Angústia Social Sociologia se los desportes Juventude em transe; Luz íntima Monólogo de um transeunte Raça Educação e desportos A habitação popular Valorização do trabalho e humanização do capital Meu pai Juventude O poder da esperança
Nº 34 – (FUNDADOR) ALCIDES VIEIRA CARNEIRO

CADEIRA Nº 34 FUNDADOR: ALCIDES VIEIRA CARNEIRO Patrono: Antônio Joaquim Pereira da Silva (1876-1944) Fundador: Alcides Vieira Carneiro (1906-1976) 1º Sucessor: João Lyra Filho (1906-1988) 2º Sucessor: Humberto Cavalcanti de Mello (atual ocupante) Fundador: Alcides Vieira Carneiro (1906-1976) Ocupação: Advogado, político, orador, poeta e trovador Eleito: 26/05/1962 Posse: 03/11/1962 Saudação: Horácio de Almeida BIOGRAFIA ALCIDES VIEIRA CARNEIRO: Nasceu no município de Princesa Isabel, Estado da Paraíba, no dia 11 de junho de 1906, e faleceu no Hospital das Clínicas de Brasília, Distrito Federal, no dia 22 de maio de 1976, sendo sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier (Caju), na cidade do Rio de Janeiro. De família profundamente ligada às lides políticas do Sertão, teve como padrinho de batismo o coronel José Pereira de Lima, líder da histórica facção armada de Princesa que conflagrou a região e cujos desdobramentos culminaram na Revolução de 1930. Iniciou suas primeiras letras em sua terra natal sob a orientação do professor Adriano Feitosa. Visando dar continuidade à sua formação, transferiu-se para Fortaleza, no Estado do Ceará, onde frequentou os bancos escolares do Instituto São Luiz e do tradicional Liceu Cearense — período marcante de sua infância sobre o qual recordava: “Aos onze anos viajei ao Ceará, a terra onde vi o mar e conheci o automóvel e a água encanada”. Iniciou o curso superior de Ciências Jurídicas na capital cearense, contudo, transferiu-se para Pernambuco, bacharelando-se pela histórica Faculdade de Direito do Recife no ano de 1926, à precoce idade de 20 anos. A partir de 1930, sua trajetória como homem público ganhou projeção nacional em decorrência dos episódios revolucionários. Logo após o assassinato do presidente João Pessoa, foi nomeado Prefeito de Princesa Isabel, cargo em que não chegou a tomar posse devido à imediata ocupação militar do município por forças do Exército Federal, sob ordens diretas do Ministério da Guerra. Diante da nova conjuntura política do país, foi nomeado pelo regime revolucionário Interventor Federal no município de Itápolis, no Estado de São Paulo. Fixando residência no Rio de Janeiro (então capital federal), consolidou uma brilhante e polivalente carreira jurídica e administrativa, exercendo as funções de Inspetor do Ensino Secundário, Oficial de Gabinete e, posteriormente, Consultor Jurídico do Ministério da Educação e Saúde; Advogado da Polícia Militar do Distrito Federal e Procurador da República no Estado do Espírito Santo. Na magistratura e no Ministério Público fluminense, atuou com invulgar distinção como Curador de Massas Falidas, Curador de Menores, Curador de Família e Procurador de Justiça. No ápice de sua carreira pública, assumiu a alta investidura de Ministro do Superior Tribunal Militar (STM), cargo que exercia ao tempo de seu falecimento, oportunidade em que também presidia, em âmbito nacional, a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC). Cético em relação aos bastidores do poder, o jurista deixou registrado seu olhar agudo sobre a práxis partidária: “Incursionei na política, onde os homens me ensinavam os caminhos do inferno e o estilo do diabo. Aprendi depressa, mas depressa enjoei. Ela não é, para mim, senão muito poucos, a arte de trabalhar pelos outros. De qualquer forma, para se vencer politicamente, é preciso enganar muito e mentir outro tanto. No começo há engulhos. Depois o estômago aceita. A natureza é sábia e os homens sabidos”. Para além das funções de Estado, Alcides Carneiro imortalizou-se como um dos maiores oradores de sua geração, dotado de uma verve eloquente e magnética capaz de sensibilizar os mais diversos públicos. Dedicou-se também à poesia e à arte do trovadorismo, cultivando o lirismo em paralelo ao rigor das leis. Seu prestígio literário garantiu-lhe assento como membro efetivo da Academia Carioca de Letras e a distinta função de Delegado da Academia Paraibana de Letras junto à Federação das Academias de Letras do Brasil, no Rio de Janeiro. Consagrado como uma das inteligências mais fulgurantes brotadas do Sertão paraibano, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 19. Ingressou solenemente no sodalício no dia 03 de novembro de 1962, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do célebre e caloroso discurso de recepção proferido pelo ilustre historiador e confrade Horácio de Almeida. PUBLICAÇÕES Conceito sintético de direito Ao Longo da vida O Que esquecido ao longo da vida Homenagem ao centenário do ex-ministro Alcides Carneiro TJPB
Nº 34 – (PATRONO) ANTONIO JOAQUIM PEREIRA DA SILVA
Antônio Joaquim PEREIRA DA SILVA: Nasceu no dia 06 de novembro de 1876, na cidade de Araruna, Estado da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro, no ano de 1944. Era filho de Manuel Joaquim da Silva, fabricante de violas, e de D. Maria Ercelina da Silva. Fez o curso primário em Araruna, com o Mestre-escola, Tio Sinésio; teve uma infância pobre, sem brinquedos, quando o pai faleceu, em companhia da mãe foi morar com os avós; algum tempo depois, a mãe casou-se novamente e, para seguir o novo marido, deixa-o aos cuidados da avó, e ele diz “começou aí toda a tristeza da mina vida”. Aos 14 anos, viaja ao Rio de Janeiro, matricula-se no Liceu de Artes e Ofícios e depois, na Escola Militar. Ao encerrar a carreira militar, ingressa na Faculdade de Direito, recebendo o título de bacharel, sendo, então, nomeado Promotor Público da Comarca de São José dos Pinhais, no Paraná, transferindo, se, em seguida, para a Comarca de Palmeiras, onde, aproveitando a solidão , dedicou-se ao estudo da língua alemã e à composição de poesias. Pouco tempo depois, voltou ao Rio de Janeiro, fazendo, aí, grandes amizades. Conheceu pessoas ilustres, como Felix Pacheco, Tibúrcio de Freitas, Carlos Dias Fernandes, Gonçalo Jácomo, Carlos Menezes e Rocha Pombo, este último, tornou-se o seu sogro e iniciou-se no jornalismo. Escreveu em A Cidade do Rio, Gazeta de Notícias, Época, Pátria e Jornal do Comércio; integrou-se ao grupo simbolista ligado à Revista Rosa Cruz, fundada por Saturnino Meireles.Juntamente com Agripino Grieco e Théo Filho, dirigiu a revista mensal O Mundo Literário. Pereira da Silva foi o primeiro paraibano a ter ingresso na Academia Brasileira de Letras. Ocupou a Cadeira nº 18 em substituição ao imortal Luís Carlos, seu fraterno amigo. Esta cadeira foi fundada por José Veríssimo e patroneada por João Francisco Lisboa. Sua posse aconteceu no dia 26 de junho de 1934 e recepcionado pelo acadêmico Adelmar Tavares, ocupante da Cadeira nº 11. Sobre Pereira da Silva, o cientista Floriano de Lemos fez o comentário “Esse sim, era poeta . Nasceu eleito das Musas. Não andava procurando a poesia. No que ele pensava, onde compunha qualquer trabalho de arte, estava sempre o infinito”. Obras publicadas: Solitudes, 1918; Beatitudes, 1919; Holocausto, 1921; O pó das sandálias, 1923; Senhora melancolia, 1928; Alta noite, 1940; Soli. Inéditos: Intranqüilidade; Meus irmãos; Os poetas; Os milagres de Cristo. Deixou, ainda, estudos sobre Adelmar Tavares, Silva Alvarenga, Gonçalves Dias e Machado de Assis. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AUTUORI, Luiz. Os quarenta imortais. Rio de Janeiro:1945. CARNEIRO, Alcides Vieira.Pereira da Silva –Discurso de posse. João Pessoa: A União, 1964. LYRA FILHO, João.Cadeira nº 34. João Pessoa: 1977. PINTO, Sérgio de CastroColetânea de autores paraibanos. João Pessoa: 1988.