Nº 35 – (2° SUCESSOR) ARIANO VILLAR SUASSUNA

CADEIRA Nº 35 2º SUCESSOR: ARIANO VILLAR SUASSUNA Patrono: Raul Campelo Machado (1891-1954) Fundador: José Américo de Almeida (1887-1980) 1º Sucessor: Odilon Ribeiro Coutinho (1923-2000) 2º Sucessor: Ariano Villar Suassuna (1927-2014) 3º Sucessor: José Mário da Silva Branco (atual ocupante) 2º Sucessor: Ariano Villar Suassuna (1927-2014) Ocupação: Professor, escritor, teatrólogo e advogado Posse: 09/10/2000 Saudação: Joacil Brito Pereira BIOGRAFIA ARIANO VILLAR SUASSUNA: Nasceu no Palácio da Redenção, na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 16 de junho de 1927, e faleceu na cidade do Recife, Estado de Pernambuco, no dia 23 de julho de 2014. Era filho do Dr. João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna, então Governador do Estado da Paraíba, e de D. Rita de Cássia Vilar Suassuna. No dia 19 de janeiro de 1957, contraiu matrimônio com a senhora Zélia de Andrade Lima, uma união exemplar e indissolúvel da qual nasceram seis filhos: Joaquim, Maria, Manuel, Isabel, Mariana e Ana. Após o trágico assassinato de seu pai na esteira dos acontecimentos políticos de 1930, sua família fixou residência no Sertão paraibano, onde Ariano realizou seus estudos primários no município de Taperoá, cenário telúrico que moldaria indelevelmente seu universo imaginário, estético e criativo. Transferiu-se posteriormente para o Recife, onde concluiu o curso secundário no tradicional Colégio Osvaldo Cruz. Ingressou nas lides jurídicas e bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife no ano de 1950, dedicando-se inicialmente à advocacia, sem jamais afastar-se de sua verdadeira vocação artística. Pensador de vanguarda e defensor intransigente da identidade cultural brasileira, Ariano Suassuna consagrou-se internacionalmente como um dos maiores dramaturgos, romancistas, poetas, ensaístas e professores universitários do país. Na docência superior, lecionou Estética e História da Cultura na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), instituição onde também exerceu o cargo de Diretor do Departamento de Extensão Cultural. Na gestão pública, colocou sua erudição a serviço da sociedade ao assumir a Secretaria de Educação e Cultura da cidade do Recife e, anos mais tarde, a Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco. Sua capacidade de articulação institucional levou-o a figurar, em 1967, como membro fundador do Conselho Federal de Cultura e, em 1968, do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco. No ano de 1970, Ariano Suassuna lançou as bases do histórico Movimento Armorial, iniciativa estético-cultural que propunha a criação de uma arte erudita brasileira a partir das ricas raízes populares do cancioneiro, do romanceiro, da literatura de cordel, da xilogravura e das festas tradicionais do Nordeste. Sua vasta e premiada produção literária revolucionou as letras e o teatro nacional, tornando-se objeto de estudo em inúmeras teses de mestrado e doutorado em universidades do Brasil e do exterior, além de ter sido traduzida para idiomas como o inglês, o francês, o alemão e o espanhol. Nas artes cênicas, sua obra-prima O Auto da Compadecida (1955) converteu-se no texto dramático mais encenado e célebre do país, sendo agraciado com a Medalha de Ouro da Associação de Críticos Teatrais, láurea também concedida à brilhante comédia O Santo e a Porca. Aclamada pelo público e pela crítica, a saga de João Grilo e Chicó transcendeu os palcos e foi adaptada com estrondoso sucesso para o cinema em produções de longa-metragem. Conquistou ainda o Prêmio Vânia Souto de Carvalho com a peça O Casamento Suspeitoso. Na prosa ficcional, imortalizou-se com o monumental Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971), laureado com o Prêmio Nacional de Ficção do Ministério da Educação e Cultura, e com o aclamado História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: Ao Sol da Onça Caetana (1977), agraciado com o Prêmio José Conde. Sua consagração definitiva no panteão das letras nacionais deu-se em 1989, quando foi eleito membro efetivo da prestigiada Academia Brasileira de Letras (ABL), passando a ocupar a Cadeira de nº 32, cujo patrono é Manuel Antônio de Almeida. Integrou também com igual destaque a Academia Pernambucana de Letras. Em sua terra natal, teve seu indiscutível mérito humanístico celebrado ao ser eleito para a Academia Paraibana de Letras (APL), onde tomou posse solenemente na Cadeira de nº 35 no dia 09 de outubro de 2000, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção proferido pelo ilustre jurista, escritor e confrade Joacil de Brito Pereira. Ainda em reconhecimento ao seu imensurável legado à cultura regional, no ano de 2002, o artista foi outorgado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em solene e concorrida cerimônia realizada nos palcos do histórico Teatro Santa Roza, em João Pessoa. PUBLICAÇÕES Uma mulher vestida de sol Os homens de barro Auto de João da Cruz Torturas de um coração ou Em boca fechada não entra mosquito O arco desolado O castigo da soberba O rico avarento O auto da compadecida O casamento suspeitoso O santo e a porca O homem da vaca e o poder da fortuna A pena e a lei A farsa daboa preguiça A caseira e a Catarina A Pedra do Reino  Príncipe de sangue do vai-e-volta É de tororó  Ode Coletânea da poesia popular nordestina Iniciação à estética O movimento armorial Seleta em prosa e verso  Organização, estudo e notas do prof. Silviano Santiago

Nº 35 – (1º SUCESSOR) ODILON RIBEIRO COUTINHO

CADEIRA Nº 35 1º SUCESSOR: ODILON RIBEIRO COUTINHO Patrono: Raul Campelo Machado (1891-1954) Fundador: José Américo de Almeida (1887-1980) 1º Sucessor: Odilon Ribeiro Coutinho (1923-2000) 2º Sucessor: Ariano Villar Suassuna (1927-2014) 3º Sucessor: José Mário da Silva Branco (atual ocupante) 1º Sucessor: Odilon Ribeiro Coutinho (1923-2000) Ocupação: Político (Deputado Federal), escritor, empresário, sociólogo e crítico literário Eleito: 17/05/1980 Posse: 22/07/1994 Saudação: Edilberto Coutinho BIOGRAFIA ODILON RIBEIRA COUTINHO: Nasceu no antigo Engenho Central (atual Usina São João), no município de Santa Rita, Estado da Paraíba, no dia 12 de julho de 1923, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no exato dia de seu septuagésimo sétimo aniversário, em 12 de julho de 2000. Era filho do Dr. João Úrsulo Ribeiro Coutinho e de D. Helena Pessoa Ribeiro Coutinho, fundadores daquela que se consagrou como a primeira usina de cana-de-açúcar implantada na várzea do rio Paraíba, no ano de 1888 — complexo agroindustrial ao qual se somaria, posteriormente, a Usina Santa Helena (antigo Engenho Pau d’Arco). Foi casado com a senhora Solange Veloso Borges Ribeiro Coutinho, união da qual nasceram três filhos: Odilon Filho, Eduardo e Gilberto. Após o seu falecimento na capital fluminense, seu corpo foi trasladado para João Pessoa, onde foi sepultado no histórico Cemitério do Senhor da Boa Sentença. Nascido e criado no coração do ecossistema canavieiro do Brejo e da várzea paraibana, Odilon Ribeiro Coutinho vivenciou intimamente o mesmo cenário telúrico que inspirou o poeta Augusto dos Anjos. Como herdeiro e proprietário daquelas terras ricas em memória literária, assumiu para si o compromisso cívico e estético de preservar a célebre árvore de tamarindo, imortalizada nos versos do “poeta do Absurdo”. Iniciou sua formação intelectual frequentando as salas de aula do Colégio Diocesano Pio X, em João Pessoa, e do tradicional Ginásio de São Bento, na cidade de São Paulo. Concluídos os estudos secundários, ingressou nas lides jurídicas e bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife. Homem público de marcante atuação política e empresarial, dividiu suas atividades entre a Paraíba e outros estados da federação. Afastando-se temporariamente de sua terra natal, inseriu-se na vida pública do Rio Grande do Norte, estado pelo qual conquistou representatividade política ao eleger-se Deputado Federal. De volta à Paraíba, manteve-se firme na militância partidária e candidatou-se novamente à Câmara dos Deputados, dessa vez sob a legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), agremiação da qual foi presidente do diretório estadual e cujos princípios programáticos defendeu com altivez, mesmo quando não obteve o êxito nas urnas. Intelectual de convicções profundas e defensor entusiasmado do sistema parlamentarista de governo, via no modelo a única alternativa viável para o Brasil, definindo-o como o instrumento capaz de operar “o fim do feudalismo moderno imposto pela inércia do presidencialismo semiditatorial”. Para além de sua faceta de líder empresarial e político, Odilon Coutinho sobressaiu-se como um humanista polivalente, atuando com raro brilhantismo como escritor, crítico literário, sociólogo e conferencista de refinada eloquência e cativante afetividade. Pesquisador obstinado, produzia seus ensaios e reflexões movido pelo puro prazer do intelecto, sem a urgência ou a pretensão de submetê-los à edição comercial, razão pela qual sua bibliografia permaneceu dispersa por longo tempo. Esse valioso legado ensaístico só veio a público graças ao minucioso esforço de resgate documental empreendido pela professora e pesquisadora Ângela Bezerra de Castro, que localizou, catalogou e divulgou a relação completa de seus escritos nas páginas da Revista da Academia Paraibana de Letras (nº 16). Em reconhecimento ao seu notório saber humanístico, à sua verve oratória e à sua inestimável contribuição à salvaguarda da memória cultural do estado, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 22 de julho de 1994, ocasião em que o sodalício o acolheu por meio do memorável discurso de recepção e saudação proferido pelo ilustre acadêmico, ficcionista e seu primo Edilberto Coutinho. PUBLICAÇÕES Gilberto Freyre ou o Ideário brasileiro (póstumo)

Nº 35 – (FUNDADOR) JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA

CADEIRA Nº 35 FUNDADOR: JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA Patrono: Raul Campelo Machado (1891-1954) Fundador: José Américo de Almeida (1887-1980) 1º Sucessor: Odilon Ribeiro Coutinho (1923-2000) 2º Sucessor: Ariano Villar Suassuna (1927-2014) 3º Sucessor: José Mário da Silva Branco (atual ocupante) Fundador: José Américo de Almeida (1887-1980) Ocupação: Político e escritor Eleito: 25/08/1962 Posse: 22/06/1965 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA: Nasceu no Engenho Olho d’Água, no município de Areia, Estado da Paraíba, no dia 10 de janeiro de 1887, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 10 de março de 1980. Era filho de Inácio Augusto de Almeida e de D. Josefa Leal de Almeida. Foi casado com a senhora Alice Mello de Almeida, união da qual nasceram três filhos: Reynaldo, Selda e José Américo Filho. Iniciou seus primeiros estudos no próprio ambiente rural do engenho, sob a orientação pedagógica da professora Júlia Verônica dos Santos Leal. Com o falecimento precoce de seu pai, passou a viver sob a tutela de seu tio, o Padre Odilon Benvindo, que o estimulou a seguir a carreira eclesiástica, matriculando-o no Seminário Arquidiocesano aos 14 anos de idade. Consciente de sua ausência de vocação para o clero, e contando com o apoio decisivo de sua mãe e de seu irmão Jaime, desligou-se da instituição religiosa. Concluiu os exames preparatórios no tradicional Lyceu Paraibano e ingressou na Faculdade de Direito do Recife, pela qual bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1908. Logo após a sua colação de grau, retornou à Paraíba, sendo nomeado Promotor de Justiça da comarca de Sousa, função que exerceu por um ano antes de passar a dedicar-se à advocacia privada. Intelectual de têmpera forte e homem de Estado de projeção internacional, construiu uma das mais fulgurantes e históricas trajetórias públicas do Brasil no século XX. No âmbito jurídico e administrativo estadual, exerceu as elevadas funções de Procurador-Geral do Estado, Consultor Jurídico e Secretário de Segurança Pública no histórico governo de João Pessoa. No cenário nacional, figurou como um dos grandes mentores e chefes civis da Revolução de 1930, coordenando as ações políticas e militares nos estados do Norte e Nordeste. Com a vitória do movimento, foi nomeado Ministro da Viação e Obras Públicas (1930–1934) do governo provisório de Getúlio Vargas, imprimindo uma gestão marcada pelo combate às secas e pela expansão da infraestrutura nacional. Exerceu ainda as funções de Interventor Federal na Paraíba e de Ministro do Tribunal de Contas da União (1935), instituição pela qual se aposentou. Sua liderança política levou-o a ocupar as mais altas dignidades da representação popular: foi Deputado Federal, Senador da República e Governador do Estado da Paraíba (1953–1958), mandato em que realizou obras estruturantes pioneiras, como a construção do Porto de Cabedelo e a pavimentação de rodovias. No plano federal, foi lançado candidato à Presidência da República nas eleições abortadas de 1937 e, em 1946, disputou a Vice-Presidência da República, sendo superado nas urnas pelo senador Nereu Ramos. Em 1958, após concorrer ao Senado Federal e não obter a vitória, optou por retirar-se definitivamente da vida pública. Recolheu-se à sua histórica residência na praia de Tambaú, em João Pessoa, local que se transformou em um autêntico santuário cívico e intelectual onde permaneceu até os seus últimos dias de vida. Paralelamente ao homem público, José Américo de Almeida imortalizou-se na história da literatura brasileira como o patrono e inaugurador do Regionalismo Modernista de 1930. Sua obra-prima, o romance A Bagaceira (1928), revolucionou as letras nacionais ao tencionar, com crueza, lirismo e rigor sociológico, o drama da seca e o choque entre os retirantes do Sertão e os senhores de engenho do Brejo. Escreveu ainda obras fundamentais de ficção, ensaio e memória, como O Boqueirão, Coiteiros, A Parahyba e seus Problemas e Antes que me Esqueça. Na imprensa, colaborou na vanguardista revista Era Nova e nas páginas do jornal oficial A União. Sua consagração definitiva nas letras nacionais deu-se no ano de 1967, quando foi eleito membro efetivo da prestigiada Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo a Maurício de Medeiros na Cadeira de nº 38, que tem como patrono Tobias Barreto. Sua posse solene na data Magna das letras foi coroada pelo célebre discurso de recepção proferido pelo pensador Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde). Em sua terra natal, assumiu com igual honra a Cadeira de nº 35 da Academia Paraibana de Letras (APL) no ano de 1965, ocasião em que foi saudado pelo jurista e confrade Osias Gomes. No ano de 1976, a intelectualidade nacional outorgou-lhe o título de “O Intelectual do Ano”, honraria simbolizada pela entrega do tradicional Troféu Juca Pato. Em reconhecimento ao seu imensurável legado cultural, político e social, após o seu falecimento, a célebre casa modernista onde residia na praia de Tambaú foi tombada e transformada na Fundação Casa de José Américo (FCJA), instituição mantida pelo Governo do Estado que abriga o seu valioso arquivo documental, sua biblioteca particular e o Museu José Américo de Almeida, preservados como patrimônio eterno da memória paraibana e brasileira. PUBLICAÇÕES Reflexões de uma cabra  A Paraíba e seus problemas  A Bagaceira Ministério da viação no governo provisório O ciclo revolucionário do ministérioda viação O boqueirão Coiteiros As secas do nordeste Ocasos desangue Sem me rir, sem chorar Discursos do seu tempo A palavra e o tempo Ad imortalitatem O anodo nego Graça Aranha, o doutrinador Eu e eles Quarto minguante Antes que me esqueça

Nº 35 – (PATRONO) RAUL CAMPELO MACHADO

RAUL Campêlo MACHADO: Nasceu em 07 de abril de 1891, em Batalhão, atual Taperoá, Estado da Paraíba e faleceu em 19 de julho de 1954, a bordo no navio Provence, quando regressava da Europa, aonde fora em busca de tratamento de saúde. Era filho de João Machado da Silva e D. Júlia Campêlo Machado. Iniciou os estudos em Taperoá, complementando-os no Lyceu Paraibano; a seguir, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, onde cursou somente o 1º ano, indo concluir na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Aos 15 anos, já compunha versos que publicava no Jornal A União, órgão oficial do governo do Estado da Paraíba. Aprovado em concurso público, foi nomeado Auditor de Guerra, indo servir nos Estados do Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Exerceu as funções: Promotor da Justiça Militar, em Pernambuco; Ministro do Tribunal de Segurança Nacional; Secretário Geral da Comissão Organizadora dos Estatutos dos Funcionários Públicos e Ministro Corregedor da Justiça Militar. Era Membro da Sociétè dês hommes de lettres e da Sociétè Academique d`histoire Internationale, da França. Era jurista, ensaísta, conferencista, escritor, poeta e poliglota. Deixou importante bibliografia: Cristais de bronze, 1909; Água de castália, 1919; Asas aflitas, 1924; Pelo abolicionismo da arte, 1925; Praxe do processo criminalmilitar, 1926; A culpa no direito penal, 1929; Direito Penal Militar 1930; Pássaromorto, 1933; Código Penal Militar da Alemanha, 1932; Poesias, 1936; Dansa das idéias, 1939; A lâmpada azul do sonho, 1946; Asas libertas, 1950. São considerados seus versos mais famosos: Lágrimas de cera; Póstumas e Na praia. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, José Américo de. Raul Machado- cadeira 35 – Discurso de posse. João Pessoa: A União Editora, 1965. Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 08, João Pessoa: 1965, p319.