Nº 40 – (1º SUCESSOR) ANTÔNIO SOBRINHO

CADEIRA Nº 40 1º SUCESSOR: ANTÔNIO DE SOUZA SOBRINHO Patrono: Cândido Firmino de Mello Leitão (1886-1948) Fundador: Lauro Pires Xavier (1905-1991) 1º Sucessor: Antônio de Souza Sobrinho (1939-2019) 2º Sucessor: Milton Marques Júnior (atual ocupante) 1º Sucessor: Antônio de Souza Sobrinho (1939-2019) Ocupação: Professor Eleito: 10/03/1992 Posse: 26/06/1992 Saudação: Manuel Batista de Medeiros BIOGRAFIA ANTÔNIO DE SOUZA SOBRINHO: Nasceu na cidade de Cajazeiras, Estado da Paraíba, no dia 23 de agosto de 1939. É filho de Benedito Gomes de Souza e de D. Maria do Carmo de Souza. É casado com a professora Maria de Fátima Oliveira de Souza, união da qual nasceram três filhas: Darlene Socorro, Déborah Larissa e Diana Christina. De sólida formação católica e procedendo de uma linhagem familiar que o liga historicamente ao Pe. Rolim, iniciou sua caminhada de fé na Paróquia de Cajazeiras, onde atuou como acólito sob a orientação e mentoria dos padres Américo Sérgio Maia e Francisco Pereira da Nóbrega. Voltado à vida religiosa, ingressou inicialmente no Seminário de Crato, no Estado do Ceará, transferindo-se posteriormente para o Seminário Arquidiocesano da Paraíba, em João Pessoa. Enviado à Itália para aprofundar seus estudos eclesiásticos e superiores, fixou residência em Roma, onde cursou Filosofia e Teologia na prestigiada Pontifícia Universidade Gregoriana (a Universidade do Papa), instituição pela qual obteve o título de Mestre após defender com brilho as teses intituladas A Religião na Concepção Marxista da História e A Consciência do Homem Diante da Salvação. Recebeu as ordens sacerdotais na Cidade Eterna, no dia 26 de março de 1966. Ao retornar à sua terra natal, dedicou seu zelo pastoral à Diocese de Cajazeiras, exercendo o ministério nas paróquias dos municípios de Uiraúna, Pombal, Ibiara e São José de Piranhas. Nessas localidades, aliou a ação evangelizadora a um incansável compromisso com a instrução pública, fundando colégios e promovendo o acesso ao saber; por essa destacada atuação pedagógica e humanitária, passou a ser reverenciado pelas comunidades sertanejas como um autêntico continuador e imitador da obra do grande educador Padre Inácio de Sousa Rolim. Paralelamente às lides eclesiásticas, construiu uma fulgurante e respeitada carreira no magistério superior e na gestão universitária no estado. Aprovado em concurso público, tornou-se Professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), especializando-se e regendo cátedras nas áreas de Antropologia, Sociologia e Ciências Políticas. Na alta administração da UFPB, imprimiu sua capacidade técnica e liderança ao exercer as funções de Chefe de Departamento, Coordenador de Curso, Diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), Pró-Reitor de Assuntos Comunitários, Pró-Reitor de Administração e, no ápice da gestão acadêmica, assumiu a Vice-Reitoria da instituição (1988–1992). Seu espírito empreendedor na área educacional levou-o a fundar e estruturar importantes instituições de ensino na Paraíba, destacando-se como um dos pilares da criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras (FAFIC) e, na capital do Estado, dos Colégios PHD, IES e da Faculdade IESPP. Na esfera da administração pública estadual, prestou valiosa contribuição ao desenvolvimento do ensino ao exercer o cargo de Chefe de Gabinete da Secretaria de Educação e Cultura do Estado e ao integrar as fileiras do Conselho Estadual de Educação (CEE-PB). Humanista, educador de escol e ensaísta com profunda inserção na sociologia regional, teve seu mérito intelectual e sua rica folha de serviços prestados à cultura paraibana reconhecidos pelos seus pares ao ser eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 26 de junho de 1992, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do tradicional e memorável discurso de recepção e saudação proferido pelo ilustre acadêmico e confrade Manuel Batista de Medeiros. PUBLICAÇÕES Enfoque Sócio-Antropológico do Ex-Voto e Pedagogia do fracasso A religião na concepção Marxista da História e Aconsciência do homem diante a salvação A comunicação social e a imagem do Brasil no exterior Em busca dasolidariedade UFPB, 30 anos de federalização Uma universidade alegre Discursos na Universidade 23 parábolas Rabiscos poéticos

Nº 40 – (FUNDADOR) LAURO PIRES XAVIER

CADEIRA Nº 40 FUNDADOR: LAURO PIRES XAVIER Patrono: Cândido Firmino de Mello Leitão (1886-1948) Fundador: Lauro Pires Xavier (1905-1991) 1º Sucessor: Antônio de Souza Sobrinho (1939-2019) 2º Sucessor: Milton Marques Júnior (atual ocupante) Fundador: Lauro Pires Xavier (1905-1991) Ocupação: Professor Eleito: 08/05/1971 Posse: 06/05/1972 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA LAURO PIRES XAVIER: Nasceu no município de Areia, Estado da Paraíba, no dia 03 de novembro de 1905, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 27 de outubro de 1991. Era filho de Lindolfo Xavier Camelo e de D. Ana Pires Xavier. Foi casado com a senhora Maria Borges Xavier, união da qual nasceram dois filhos: Vera Maria e Lauro Xavier Filho. Iniciou suas primeiras letras em sua terra natal sob a orientação pedagógica da renomada professora Júlia Verônica dos Santos Leal. Transferiu-se temporariamente para a capital do Estado, onde frequentou as salas de aula do Grupo Escolar Thomaz Mindello, retornando posteriormente a Areia para concluir os estudos primários e secundários. No ano de 1925, ingressou na Faculdade de Direito do Recife; contudo, percebendo sua verdadeira inclinação pelas ciências exatas e da natureza, desligou-se do curso e fixou residência em São Paulo, onde frequentou as aulas de Pré-Engenharia no prestigiado Instituto Mackenzie. Consolidou sua vocação científica ao diplomar-se em Agronomia pela Escola Superior de Agronomia e Medicina Veterinária do Ministério da Agricultura, sediada na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, oportunidade ímpar em que foi discípulo do eminente professor, cientista e zoólogo paraibano Cândido de Mello Leitão. Sua trajetória profissional teve início ainda jovem quando, em 1924, foi nomeado Observador Meteorológico de 3ª classe, sendo logo transferido para a Capital Federal. Cientista de vanguarda e homem de profunda consciência telúrica, Lauro Pires Xavier converteu-se em um dos maiores nomes da história ambiental do Nordeste. Em justa definição cunhada pelo escritor Osias Gomes, ele soube atuar de forma plural: “Naturalista, botânico, ecologista, professor emérito, urbanista, técnico de planejamento, pioneiro de agricultura e criação, ele vem multiplicando sem fadiga nem esmorecimento em todas essas modalidades, a fim de que a coletividade possa tirar o máximo proveito do seu sólido conhecimento dos complexos problemas condicionantes da produção”. Destacou-se pioneiramente na defesa intransigente do meio ambiente e na preservação dos ecossistemas paraibanos; em João Pessoa, figurou como um dos grandes pilares e fundadores da Associação Paraibana de Amigos da Natureza (APAN), atuando com coragem e altivez cívica para barrar crimes ecológicos e evitar a destruição de reservas florestais urbanas por parte de interesses imobiliários e autoridades locais. No magistério superior, construiu uma sólida e brilhante carreira na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), instituição onde exerceu a chefia do Departamento de Ecologia e regeu, com raro brilho, as cátedras de Biogeografia e Climatologia, Introdução à Cultura Brasileira, Botânica Aplicada à Farmácia e Química de Extensão à Geografia. Sua erudição garantiu-lhe trânsito nas mais respeitadas corporações científicas e culturais: integrou os quadros da Bromeliad Society (na Flórida, Estados Unidos) e figurou como sócio-fundador da Sociedade de História Natural da Paraíba, do Clube de Engenharia da Paraíba e da Sociedade de Agronomia da Paraíba. No campo das letras e da salvaguarda da memória, foi membro efetivo e Presidente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Por sua incansável dedicação à pesquisa, foi outorgado com o Diploma de “Personalidade do Ano em Ciências”, conferido pelo Centro de Relações Públicas da Paraíba. Deixou uma vasta, doutrinária e monumental bibliografia, colaborando assiduamente com mais de 300 artigos e ensaios publicados em periódicos e revistas especializadas de João Pessoa, Recife e São Paulo, versando sobre as complexidades da agricultura sertaneja, os equilíbrios ecológicos e os rumos da educação nacional. Homem de hábitos profundamente modestos, sua neta Ângela capturou com rara sensibilidade a essência de seu perfil humanístico em um depoimento afetivo antes de sua partida: “Meu avô é um homem feliz porque é uma pessoa muito simples, sem nenhuma vaidade. As pessoas simples não são invejadas, por isso ele é feliz. Lembro-me da visita que ele recebeu do arquiteto Sérgio Bernardes. Não gosto de vê-lo sofrendo tanto”. Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito literário e à sua monumental folha de serviços prestados à ciência e à dignidade ambiental do estado, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 06 de maio de 1972, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção proferido pelo ilustre acadêmico, jurista e seu conterrâneo Osias Gomes. PUBLICAÇÕES A genética das plantas têxteis Hugo de Uries Poloplodia natural e artificial Têxteis liberianos A botânica na corografia de Beaurepaire Rohan O caroá – história, cultura e distribuição geográfica Mapa ecológico da Paraíba Fisiografia da Paraíba

Nº 40 – (PATRONO) CÂNDIDO FIRMINO MELLO LEITÃO

Cândido Firmino MELLO LEITÃO: Nasceu em 17 de julho de 1886, na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba e faleceu em 15 de dezembro de 1948; filho do Coronel Cândido Firmino de Mello Leitão e D. Jacunda de Mello Leitão. Iniciou os estudos em Campina Grande, no Grêmio de Instrução Campinagrandense, tendo sido um dos oradores desse Grêmio, em sua inauguração. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do rio de Janeiro, defendendo tese de doutorado com o trabalho intitulado Da polistease visceral. Formado, continuou no Rio de Janeiro, colaborando, como interno, na Clínica Propedêutica da Faculdade de Medicina, integrando a equipe do Dr. Miguel Couto; em 1919, assumiu a função de Inspetor Sanitário da Diretoria Geral da Saúde Pública, passando a dedicar-se à Pediatria, iniciou, então, a publicação de vários trabalhos sobre as doenças infantis. Interessou-se pela Zoologia, Ciência pela qual dedicou-se integralmente; através de concurso público ingressou, como professor, na Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária; lecionou, também, na Escola Normal de Niterói e na Escola Normal do Rio de Janeiro. Era membro da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Entomalógica do Brasil e da Entomalógica da França; participou, como representante do Brasil, nos Congressos de Ornitologia de Copenhague, 1926; Congresso Internacional de Entomalogia, em Madri, 1935; Congresso Internacional de Zoologia, em Lisboa, 1935; Congresso de Ciências Naturais, na Argentina, 1937. Classificou os Aracnídeos dos museus da Basiléia, Suíça, Barcelona, Espanha; Buenos Aires e La Plata; classificou, também, os Proscopidas dos museus de Santiago; La Plata e Buenos Aires. Em revistas americanas e em Broteria, de Portugal, publicou os estudos: A mortalidade infantil no Rio de Janeiro, 1912; Pressão arterial dainfância. ; Escreveu, em colaboração com A.J. Sampaio, professor de Botânica do Museu Nacional, Hortos didáticos e sua organização. Em 1924, editou um Compêndio de Botânica. Mello Leitão era professor, Polígrafo, Geógrafo, Biogeógrafo, Ecologista, Zoogeógrafo, Sistemata, Botânico, Sociólogo, Conferencista, cultor das belas artes e poeta.Além dos trabalhos já citados, publicou: A vida maravilhosa dos animais; A vida na selva; Noções de Biologia Geral; O Brasil visto pelos ingleses; Zoo-Geografia do Brasil; Dicionário de Biologia; Esboço crítico das classificações zoológicas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA. Horácio de.Contribuição para uma bibliografia paraibana. Rio: 1972. Revista da Academia Paraibana de Letras, vol. 05, João Pessoa: 1949. XAVIER, Lauro Pires. Discurso de Posse, João Pessoa: 1972.