01 – Augusto dos Anjos

CADEIRA Nº 01 Augusto dos Anjos Patrono: Augusto dos Anjos Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) 1º: Sucessor: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega (1912-1988) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) 3º Sucessor: Altimar de Alencar Pimentel (1952-2008) 4º Sucessor: José Nêumanne Pinto (atual ocupante) BIOGRAFIA Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d’Arco, município de Cruz do Espírito Santo, Estado da Paraíba, em 20 de abril de 1884; filho do Dr. Alexandre Rodrigues dos Anjos e D. Córdula Carvalho Rodrigues dos Anjos. Seus estudos foram ministrados pelo pai, no Engenho, deslocando-se à capital, apenas para prestar os exames no Lyceu. Bacharelou-se em Direito na Faculdade do Recife, em 1907, quando retornou à Paraíba. Não querendo seguir a carreira jurídica, dedicou-se ao magistério lecionando Literatura Brasileira no Lyceu Paraibano e orientando alunos para os cursos preparatórios e, consequente ingresso em escolas superiores; a partir de 1901, iniciou a publicação dos seus poemas em O Comércio, jornal de Artur Aquiles, e em A União. Em 1910, casou-se com a professora Ester Fialho, nascendo dessa união, os filhos Glória e Guilherme; no final desse mesmo ano, viajou com a esposa ao Rio de Janeiro pretendendo editar o seu livro de poemas. Augusto deixou a Paraíba muito magoado, pois, naquele momento, lhe era negado o apoio de que tanto necessitava. Havia solicitado ao Governador, Dr. João Machado, uma licença sem vencimentos para garantir o emprego no seu retorno, porém, não teve êxito. Seu pleito foi negado, asperamente, pelo governante que, para justificar, alegou ter sido, ele, nomeado interinamente não tendo, portanto, direito à licença pretendida, e que não o amolasse mais. Ferido em sua dignidade, Augusto demitiu-se e despediu-se da terra natal. Somente em 1912, com a ajuda do irmão Odilon dos Anjos é que conseguiu publicar o EU, seu único livro, obra que viria a imortalizá-lo apesar de não ter obtido boa acolhida pela crítica carioca por não se enquadrar nos padrões convencionais da época. Hoje, porém, o EU é uma das produções literárias mais discutidas, mais estudadas e mais editadas, existindo sobre esse trabalho original uma vastíssima bibliografia. Augusto dos Anjos foi um poeta singular. É um poeta moderno. “Ele é, entre todos os nossos poetas mortos, o único realmente moderno, com uma poesia que pode ser compreendida e sentida como a de um nosso contemporâneo” (Álvaro Lins In: Os mortos de sobrecasaca, p.78) Augusto colaborava, todos os anos, na edição do jornal NONEVAR, que circulava na Festa das Neves, padroeira da cidade de João Pessoa. Também compunha versos carnavalescos, sob o pseudônimo de Chico das Couves, fazia anúncios comerciais, perfilava, com humorismo, rapazes e jovens senhorinhas da sociedade. Augusto dos Anjos faleceu no dia 12 de novembro de 1914, em Leopoldina, Estado de Minas Gerais, para onde fora assumir a direção do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira. Sua morte foi causada por uma pneumonia e não por tuberculose como gostam de afirmar alguns dos seus biógrafos; seu corpo foi sepultado no cemitério de Leopoldina. D. Ester, a viúva, atendendo ao pedido que o poeta fizera antes de morrer, voltou à Paraíba, juntamente com os filhos, mas infelizmente, não conseguiu o emprego de professora que precisava para garantir a sobrevivência da família; retornou à cidade de Leopoldina onde obteve o apoio e as condições para o sustento e a educação dos filhos. No ano 2001, foi eleito, em votação popular, o Paraibano do Século. Em 1910, casou-se com a professora Ester Fialho, nascendo dessa união, os filhos Glória e Guilherme; no final desse mesmo ano, desejamos com a esposa ao Rio de Janeiro pretendendo editar o seu livro de poemas. Augusto deixou a Paraíba muito magoado, pois, naquele momento, ele era negado o apoio de que tanto precisava. João Machado, uma licença sem vencimentos para garantir o emprego no seu retorno, porém, não teve êxito. não tendo, portanto, direito à licença fingida, e que não o amolasse mais. Ferido em sua dignidade, Augusto demitiu-se e despediu-se da terra natal. Somente em 1912, com a ajuda do irmão Odilon dos Anjos é que conseguiu publicar o   EU , seu único livro, obra que viria a imortalizá-lo apesar de não ter obtido boa acolhida pela crítica carioca por não se enquadrar nos padrões convencionais da época. Hoje, porém, o  EU   é uma das produções literárias mais discutidas, mais estudadas e mais editadas, existindo sobre esse trabalho original uma vasta bibliografia. Augusto dos Anjos foi um poeta singular.  É um poeta moderno. “ Ele é, entre todos os nossos poetas mortos, o único realmente moderno, com uma poesia que pode ser compreendida e sentida como a de um nosso contemporâneo” (Álvaro Lins In:  Os  mortos de sobrecasaca,  p.78)  Augusto colaborava, todos os anos, na edição do jornal   NONEVAR , que circulou na Festa das Neves, padroeira da cidade de João Pessoa. Também compunha versos carnavalescos, sob o pseudônimo de Chico das Couves, fazia anúncios comerciais, perfilava, com humorismo, rapazes e jovens senhorinhas da sociedade. Augusto dos Anjos faleceu no dia 12 de novembro de 1914, em Leopoldina, Estado de Minas Gerais, para onde fora assumir a direção do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira. Sua morte foi causada por uma pneumonia e não por tuberculose como gostam de afirmar alguns de seus biógrafos; seu corpo foi sepultado no cemitério de Leopoldina. D. Ester, a viúva, atendeu ao pedido que o poeta queria antes de morrer, voltou à Paraíba, juntamente com os filhos, mas infelizmente, não conseguiu o emprego de professora que precisava para garantir a sobrevivência da família; retornou à cidade de Leopoldina onde obteve o apoio e as condições para o sustento e a educação dos filhos. No ano de 2001, foi eleito, em votação popular, o  Paraibano do Século.  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias, 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1971. CÂNDIDO, Gemy. Fortuna crítica de Augusto dos Anjos. João Pessoa: A União, 1981. FAÉ, Walter José. Poesia e estilo de Augusto dos Anjos. Campinas: Nova Fronteira, 1975. LINS, Álvaro. Os mortos de sobrecasaca. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. MAGALHÃES JÚNIOR, R. Poesia e vida de Augusto dos Anjos.Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. NÓBREGA, Humberto. Augusto dos Anjos e sua época.

Nº 01 – (1º SUCESSOR) HUMBERTO NÓBREGA

CADEIRA Nº 01 1º SUCESSOR: HUMBERTO NÓBREGA Patrono: Augusto dos Anjos Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) 1º: Sucessor: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega (1912-1988) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) 3º Sucessor: Altimar de Alencar Pimentel (1952-2008) 4º Sucessor: José Nêumanne Pinto (atual ocupante) 1º Sucessor: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega (1912-1988) Ocupação: Médico e professor Eleito: 11/07/1970 Posse: 26/06/1971 Saudação: Ernani Aires Sátyro e Sousa BIOGRAFIA Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega nasceu em João Pessoa, capital da Paraíba, no dia 3 de fevereiro de 1912, e faleceu na mesma cidade em 17 de junho de 1988. Filho de Francisco de Gouveia Nóbrega e Maria da Cunha Nóbrega, foi casado com Maria Nazaré Novais Nóbrega, que faleceu um ano após ficar viúva. Realizou os estudos primários no Grupo Escolar Tomaz Mindello e o ensino secundário no Liceu Paraibano. Em 1937, formou-se em Medicina pela Faculdade da Bahia. Ao longo de sua trajetória, destacou-se como o fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e exerceu relevantes cargos públicos, tais como: Reitor da UFPB, Presidente da Cruz Vermelha (Seção Paraíba), além de Diretor dos ambulatórios do Estado da Paraíba e do Instituto Nacional da Previdência Social. Por muitos anos, também atuou como médico dos operários da Usina Santa Helena — antigo Engenho Pau d’Arco, célebre por ser o local de nascimento do poeta Augusto dos Anjos. Dedicado às letras e à pesquisa, foi autor de diversos livros e proferiu palestras e conferências tanto no Brasil quanto no exterior. Em 1971, ingressou na Academia Paraibana de Letras, ocasião em que foi saudado pelo acadêmico Ernani Sátyro. PUBLICAÇÕES O meio e o homem da Paraíba Breve introdução ao estudo da higiene Augusto dos Anjos e sua época História de uma cadeia transformada em palácio A figura humana de Luciano Moraes Evolução histórica de Bananeiras Cadeira nº 01 – Augusto dos Anjos: Discurso de posse na Academia Paraibana de Letras Calendário Cultural da Paraíba UFPB – Expansão e consolidação Fruto de um esforço comum 1974 – Um ano decisivo Arte Colonial da Paraíba História da Faculdade de Medicina da UFPB De Convento a Palácio História do Ponto de Cem Réis

Nº 01 – (4º SUCESSOR) JOSÉ NEUMANE PINTO

4°. SUCESSOR: NEUMANNE PINTO JOSÉ NÊUMANNE PINTO nasceu em 18 de maio de 1951 – Uiraúna, Paraíba, Brasil.  JORNALISMO 1968/69 Diário da Borborema, Campina Grande, PB – Repórter 1970/75 Folha de S. Paulo – Repórter 1975/86 Jornal do Brasil – Repórter da sucursal de São Paulo (1975/83) – Secretário de redação (1983) – Chefe da redação (1984) – Repórter especial da sucursal de São Paulo (1985/86) 1986/91 e desde 2012 O Estado de S. Paulo – Editor de política (1986/88) – Editor de opinião (1988/89) – Editorialista (1989/91 e desde 2012) 1991/96 Assessor político e ghost writer do senador José Eduardo de Andrade Vieira, ex-ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo e da Agricultura 1994-96 El Nuevo Herald – foi colunista, com um artigo semanal sobre Brasil na edição em castelhano do jornal “Miami Herald”1996-97 e 2004-2006) Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) – comentarista político e econômico no programete diário “Direto ao assunto” De 1996 a 2012 – Chefe dos editorialistas do Jornal da Tarde. Desde1996 Rádio Jovem Pan – comentarista: coluna “Direto ao assunto” no “Jornal da Manhã” e na “Hora da Verdade” 2000 Cineclick – colunista semanal do site, especializado em cinema PRÊMIOS E CONDECORAÇÕES 1975 Prêmio Esso de Jornalismo Econômico (com Maria Inês Caravaggi), pela série “Perfil do Operário Brasileiro Hoje” (“Jornal do Brasil”) 1975 Troféu Imprensa de Reportagem Esportiva (com Paulo Mattiussi), pela reportagem “Éder Jofre e o Boxe Brasileiro” (“Jornal do Brasil”) 2005 Prêmio Senador José Ermírio de Moraes, da Academia Brasileira de Letras, de melhor livro de 2004, com o romance O silêncio do delator, A Girafa Editora. 2005: Troféu Personalidade TV Tambaú. Reportagem biográfica completa da TV Tambaú, sob a direção do jornalista José Vieira Neto, exibida na noite do Prêmio Personalidade TV Tambaú, recebido por José Nêumanne. Para exibição do vídeo clique neste ícone: 2005 O romance O silêncio do delator também figurou entre os 14 finalistas do prêmio de melhor livro de 2003/2004 da Jornada Literária de Passo Fundo (RS), em 2005, vencido pelo romance Budapeste, de Chico Buarque de Holanda. 2005 O romance O silêncio do delator também foi relacionado entre os dez finalistas do Prêmio Literário da Portugal Telecom, de 2005. 2007 (26 de outubro): Medalha José Lins do Rego do Mérito Literário, concedida pela Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba. 2008. Homenagem do Conselho de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo do Campo. Iniciativa do prefeito William Dib e do secretário de Desenvolvimento e Turismo, Fernando Longo. 2008 (terça-feira 22 de julho): Posse na Academia Paraibana de Letras. Cadeira n. 01, Patrono Augusto do Anjos.

Nº 01 – (2º SUCESSOR) WALDEMAR DUARTE

CADEIRA Nº 01 2º SUCESSOR: WALDEMAR BISPO DUARTE Patrono: Augusto dos Anjos Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) 1º: Sucessor: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega (1912-1988) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) 3º Sucessor: Altimar de Alencar Pimentel (1952-2008) 4º Sucessor: José Nêumanne Pinto (atual ocupante) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) Ocupação: Jornalista, bibliotecário e arquivista Eleito: 06/11/1989 Posse: 27/09/1991 Saudação: Jansen Filho BIOGRAFIA Waldemar Bispo Duarte nasceu na cidade de Uiraúna, Paraíba, no dia 18 de julho de 1923, e faleceu no dia 04 de setembro de 2004. Filho de Sabino Duarte e Maria Quitéria da Conceição, casou-se com Etienete Marinho Duarte, com quem teve cinco filhos: César Augusto, Márcio Sezane, Tânia Cristina, Cibele Marciana e Tereza Cristina. Realizou os estudos primários e secundários na capital do estado e obteve formação superior em Contabilidade, Direito e Biblioteconomia. Além disso, concluiu os cursos técnicos de Treinamento de Fiscalização, Chefia de Alto Nível, Noções de Contabilidade Mecanizada e Pesquisa de Artifícios Contábeis pelo IAPAS, e especializou-se em Bibliografia da Etnografia e Folclore: Fontes Bibliográficas para o Estudo do Desenvolvimento do Brasil. Iniciou sua vida profissional aos 16 anos como funcionário do IAPETEC, vindo a exercer, posteriormente, cargos de grande relevância pública, tais como: Fiscal de Contribuições Previdenciárias e Coordenador de Arrecadação e Fiscalização do IAPAS; Redator de Acórdãos do Conselho Superior da Previdência Social; Assessor Especial da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo da Paraíba; e Diretor do Arquivo Histórico da Paraíba. Agraciado com a Medalha Augusto dos Anjos por seus relevantes serviços prestados à cultura paraibana e pela difusão da obra do poeta, manteve-se ativo após a aposentadoria como jornalista, crítico literário, articulista, cronista e pesquisador. Ao longo de sua carreira intelectual, atuou como redator dos jornais A União e O Norte, chefe de reportagem da Revista Temas (no Rio de Janeiro), diretor da Revista Era Nova (2ª fase, em João Pessoa) e redator do Anuário Paraibano. Foi ainda membro do Conselho Estadual de Cultura da Paraíba, presidente da União Brasileira de Escritores (Secção Paraíba), Sócio Honorário da International Student’s Society, membro da Associação Paraibana de Imprensa e sócio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba e do Estado da Guanabara. Waldemar Duarte foi empossado na Academia Paraibana de Letras no dia 27 de dezembro de 1991, recepcionado pelo acadêmico Jansen Filho. PUBLICAÇÕES Interpretando Osíris de Belli Humanização do Direito Romano no Código Penal Brasileiro O Menestrel Virgínius da Gama e Melo Documentação como Tema Literário Walfredo Rodrigues e a Cultura Paraibana Temas Universitários Letras Campinenses Bibliografia Paraibana (dois volumes) Fontes para uma Literatura Paraibana Lágrimas de um Coração Evocações… (poesias) Resíduos Poemáticos (poesias)

Nº 01 – (1º SUCESSOR) HUMBERTO NÓBREGA

     HUMBERTO Carneiro da Cunha NÓBREGA: nasceu   na  capital do Estado no dia 03 de fevereiro de 1912 e faleceu, também em João Pessoa, em 17 de junho de 1988. Filho de Francisco de Gouveia Nóbrega e D.Maria da Cunha Nóbrega, casado com D. Maria Nazaré Novais Nóbrega,  que faleceu um ano após ter ficado viúva. Fez o curso primário no Grupo Escolar Tomaz Mindello e o secundário no Lyceu Paraibano; formou-se em Medicina, no ano de 1937, na Faculdade da Bahia. Foi o fundador da Faculdade de Medicina da  UFPB e exerceu vários cargos públicos, entre os quais destacamos:  Reitor da UFPB; Presidente da Cruz Vermelha-Secção Paraíba; Diretor dos ambulatórios do Estado da Paraíba e do Instituto Nacional da Previdência Social. Por muitos anos, atuou como médico dos operários da Usina Santa Helena, antigo Engenho Pau d’Arco, local do nascimento do poeta Augusto dos Anjos,. Dedicado às letras e à pesquisa, escreveu vários livros e proferiu palestras e conferências tanto no Brasil como no exterior. Ingressou na Academia Paraibana de Letras em 1971, saudado pelo acadêmico Ernani Sátiro.Bibliografia: O meio e o homem da Paraíba (João Pessoa, Departamento de Publicidade, 1950); Breve introdução ao estudo da higiene, (Imp. Oficial, 1956); Augustodos Anjos e sua época (UFPB, 1962); História  de uma cadeia transformada em palácio (A União, 1962); De Convento a Palácio (In: Correio das Artes, 1965); A figura humana de Luciano Moraes (Imp. Universitária, 1968); Evolução histórica de Bananeiras (A Imprensa, 1968);    O sesquicentenário da Revolução de 1817 (saudação a Eudes Barros), In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico da  Paraíba, nº 17, 1969;  Cadeira nº 01– Augusto dos Anjos- Discurso de posse na Academia Paraibana de Letras (João Pessoa, 1971);  João Suassuna, o estadista  (In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba nº 16, 1968);  A palavra da Presidência (In: Revista do Inst. Hist. e Geog.  da Paraíba nº 18, 1971);  História do Ponto de Cem Réis – Discurso pronunciado na inauguração do Viaduto Damásio Franca, nº 19, 1971); Calendário Cultural da Paraíba (João Pessoa, Imprensa Universitária, 1972) UFPB-Expansão e consolidação (João Pessoa, Imprensa Universitária, 1973); Fruto de um esforço comum (João Pessoa,Imprensa Universitária, 1974); 1974– Um ano decisivo (João Pessoa, Imprensa Universitária, 1975); Seis anos de administração (In: Revista do IHGP, nº21, 1975); Coriolano de Medeiros: notas para a sua biografia (In: Revista do IHGP nº 22, 1979); Discurso de saudação a Luiz Alves Nunes (In: Revista do IHGP nº 23, 1988); Arte Colonial da Paraíba (João Pessoa, Imprensa Universitária, s/d); História da Faculdade de Medicina da UFPB, sd; Os pioneiros (In: Revista da Academia Paraibana de Letras nº 08, 1978).  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Curriculum Vitae  –  Arquivo da APL.  Revistas da APL.  Revistas do IHGP.

Nº 01 – (FUNDADOR) FLÓSCOLO DA NÓBREGA

CADEIRA Nº 01 FUNDADOR: FLÓSCOLO DA NÓBREGA Patrono: Augusto dos Anjos Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) 1º: Sucessor: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega (1912-1988) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) 3º Sucessor: Altimar de Alencar Pimentel (1952-2008) 4º Sucessor: José Nêumanne Pinto (atual ocupante) Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) Ocupação: Desembargador Eleito: 22/06/1946 Posse: 30/11/1946 Saudação: João Lelis de Luna Freire BIOGRAFIA José Flóscolo da Nóbrega nasceu no dia 2 de fevereiro de 1898, na cidade de Santa Luzia, Estado da Paraíba, e faleceu em 1º de novembro de 1969, em João Pessoa, capital do estado. Filho de Francisco Antônio da Nóbrega e Luzia Cristina de Brito Nóbrega, deixou viúva Alda Toscano da Nóbrega, com quem teve duas filhas: Ariana e Vânia. Realizou o curso primário em sua cidade natal e o de Humanidades no Liceu Paraibano. Em 1925, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Ao longo de sua carreira jurídica e pública, exerceu funções de grande destaque, tais como: Advogado da Prefeitura de João Pessoa, Subprefeito do município de Santa Rita, Procurador-Geral do Estado, Desembargador do Tribunal de Justiça e Membro Togado do Tribunal Regional Eleitoral. No âmbito acadêmico, foi o fundador da cadeira de Introdução à Ciência do Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 1951. Também lecionou as disciplinas de Psicologia, Lógica e Psicologia da Educação, além de ter sido um colaborador assíduo em diversos jornais e revistas da capital. PUBLICAÇÕES Introdução ao Direito Introdução à Sociologia A Sombra do Eu A Teoria Egológica do Direito A Liberdade como Função Social Em Torno de Einstein Poemas Esquecidos Ciência e Política (inédito) Humanismo Ateu (inédito) Folclore Sertanejo (inédito)

Nº 01 – (PATRONO) AUGUSTO DOS ANJOS

Cadeira Nº 01 – Augusto dos Anjos      AUGUSTO  de Carvalho Rodrigues  DOS ANJOS  nasceu no Engenho Pau d’Arco, município de Cruz do Espírito Santo, Estado da Paraíba, em 20 de abril de 1884; filho do Dr. Alexandre Rodrigues dos Anjos e D. Córdula Carvalho Rodrigues dos Anjos. Seus estudos foram   ministrados pelo pai, no Engenho, deslocando-se à capital, apenas para prestar os exames no Lyceu. Bacharelou-se  em Direito na Faculdade do Recife, em  1907, quando retornou à Paraíba. Não querendo seguir a carreira jurídica, dedicou-se ao  magistério lecionando Literatura Brasileira no Lyceu Paraibano e orientando alunos para  os cursos  preparatórios e, conseqüente ingresso em  escolas superiores; a partir de 1901, iniciou a publicação dos seus poemas em O Comércio, jornal de Artur Aquiles, e em  A União.   Em 1910, casou-se com a professora  Ester Fialho, nascendo dessa união, os filhos Glória e Guilherme; no final desse mesmo ano, viajou com a esposa ao Rio de Janeiro  pretendendo editar o seu livro de poemas. Augusto deixou a Paraíba muito magoado, pois, naquele momento, lhe era negado o apoio de que tanto necessitava. Havia solicitado ao  Governador, Dr. João Machado, uma licença sem vencimentos para garantir o emprego no seu retorno, porém, não teve êxito.Seu pleito foi negado, asperamente, pelo governante que, para justificar, alegou  ter sido, ele, nomeado interinamente não tendo, portanto, direito à licença pretendida, e que não o amolasse mais. Ferido em sua dignidade, Augusto demitiu-se e despediu-se da terra natal. Somente em 1912, com a ajuda do irmão Odilon dos Anjos é que conseguiu publicar o  EU, seu único livro, obra que  viria a imortalizá-lo apesar de não ter obtido boa acolhida pela crítica carioca por não se  enquadrar nos padrões convencionais da época. Hoje, porém, o EU  é uma das produções literárias mais discutidas, mais estudadas e mais editadas, existindo sobre esse trabalho original uma vastíssima bibliografia. Augusto dos Anjos foi um poeta singular.  É um poeta moderno. “Ele é, entre todos os nossos poetas mortos, o único realmente moderno, com uma poesia que pode ser compreendida e sentida como a de um nosso contemporâneo” (Álvaro Lins In: Os mortos de sobrecasaca, p.78) Augusto colaborava, todos os anos, na edição  do jornal  NONEVAR, que circulava na Festa das Neves, padroeira da cidade de João Pessoa. Também compunha versos carnavalescos, sob o pseudônimo de Chico das Couves,  fazia anúncios comerciais, perfilava, com humorismo, rapazes e jovens senhorinhas da sociedade.      Augusto dos Anjos faleceu  no dia 12 de novembro de 1914, em Leopoldina, Estado de Minas Gerais, para onde fora assumir a direção do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira.  Sua morte foi causada por uma pneumonia e não por tuberculose como gostam de afirmar alguns dos seus biógrafos; seu corpo foi sepultado no cemitério de Leopoldina. D. Ester, a viúva, atendendo ao pedido que o poeta fizera antes de morrer, voltou à Paraíba, juntamente com os filhos, mas infelizmente, não conseguiu o emprego de professora que precisava para garantir a sobrevivência da família; retornou à cidade de Leopoldina onde obteve o apoio e as condições para o sustento e a educação dos filhos. No ano 2001, foi eleito, em votação popular, o Paraibano do Século.  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias, 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1971. CÂNDIDO, Gemy. Fortuna crítica de Augusto dos Anjos. João Pessoa: A União, 1981. FAÉ, Walter José. Poesia e estilo de Augusto dos Anjos. Campinas: Nova Fronteira, 1975. LINS, Álvaro. Os mortos de sobrecasaca. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. MAGALHÃES JÚNIOR, R. Poesia e vida de Augusto dos Anjos.Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. NÓBREGA, Humberto. Augusto dos Anjos e sua época. João Pessoa: UFPB, 1962. REIS, Zenir Campos. Augusto dos Anjos: Poesia e obra. São Paulo: Ática, 1977. PEREIRA, Marilia Mesquita Guedes. Uma breve contribuição bibliográfica sobre Augusto dos Anjos. João Pessoa : GRAFSET, 1984. VIDAL, Ademar Victor de Menezes. O outro Eu de Augusto dos Anjos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967.

Nº 01 – (3º SUCESSOR) ALTIMAR ALENCAR PIMENTEL

CADEIRA Nº 01 3º SUCESSOR: ALTIMAR PIMENTEL Patrono: Augusto dos Anjos Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) 1º: Sucessor: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega (1912-1988) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) 3º Sucessor: Altimar de Alencar Pimentel (1952-2008) 4º Sucessor: José Nêumanne Pinto (atual ocupante) 3º Sucessor: Altimar de Alencar Pimentel (1952-2008) Ocupação: Jornalista e professor Eleito: 17/12/2004 Posse: 18/03/2005 Saudação: Joacil de Brito Pereira BIOGRAFIA Altimar de Alencar Pimentel nasceu em Maceió, capital de Alagoas, no dia 30 de outubro de 1936, e faleceu em João Pessoa, em 21 de fevereiro de 2008, aos 71 anos de idade. Filho do comerciante Altino de Alencar Pimentel e da paraibana Maria das Neves Batista Pimentel, perdeu o pai precocemente aos nove anos de idade, em 1945. Diante disso, sua mãe decidiu retornar com os filhos para João Pessoa, onde fixou residência. Altimar casou-se com a professora Cleide Rocha da Silva Pimentel, com quem teve três filhos: Tatiana (economista), Altino (advogado) e Hilda (licenciada em Letras e Informática). Realizou os estudos primários ainda em Maceió, concluindo o ginasial e o curso clássico no tradicional Liceu Paraibano. Em 1971, obteve o grau de Licenciado em Letras (Vernáculas) pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e, posteriormente, em 1976, bacharelou-se em Jornalismo pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB). Sua carreira no magistério teve início em 1975, lecionando a disciplina de Educação Artística no Liceu Paraibano e em escolas do município de Cabedelo. No ano seguinte, ingressou como professor na Universidade Federal da Paraíba. Profundamente dedicado às artes cênicas e à cultura popular, Altimar Pimentel destacou-se como um dos grandes nomes do teatro paraibano e um pesquisador incansável do folclore nordestino. Teve também expressiva atuação na imprensa e no funcionalismo público e cultural do estado. Ao aposentar-se, manteve uma intensa atividade intelectual como jornalista, crítico literário, articulista, cronista e pesquisador, colaborando assiduamente com diversos periódicos da capital, onde registrou sua vasta contribuição à salvaguarda da memória e da identidade cultural paraibana. PUBLICAÇÕES Auto da Cobiça Auto de Maria Mestra Viva a Nau Catarineta Lampião vai ao inferno buscar Maria Bonita, coiteiros Como nasce um cabra da peste (uma adaptação da obra homônima de Mário Souto Maior) O coco praieiro – uma dança de umbigada O diabo e outras entidades míticas no conto popular O mundo mágico de João Redondo Saruá, lendas de árvores e plantas do Brasil Sol e chuva: ritos e tradições Incantations Contos populares de Brasília Estórias de Luzia Teresa. Vol. I Estórias de Luzia Teresa. Vol. II Barca, bois de reis e coco de roda