34 – Pereira da Silva

CADEIRA Nº 34 Antônio Joaquim Pereira da Silva Patrono: Antônio Joaquim Pereira da Silva (1876-1944) Fundador: Alcides Vieira Carneiro (1906-1976) 1º Sucessor: João Lyra Filho (1906-1988) 2º Sucessor: Humberto Cavalcanti de Mello (atual ocupante) BIOGRAFIA Antônio Joaquim PEREIRA DA SILVA: Nasceu no dia 06 de novembro de 1876, na cidade de Araruna, Estado da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro, no ano de 1944. Era filho de Manuel Joaquim da Silva, fabricante de violas, e de D. Maria Ercelina da Silva. Fez o curso primário em Araruna, com o Mestre-escola, Tio Sinésio; teve uma infância pobre, sem brinquedos, quando o pai faleceu, em companhia da mãe foi morar com os avós; algum tempo depois, a mãe casou-se novamente e, para seguir o novo marido, deixa-o aos cuidados da avó, e ele diz “começou aí toda a tristeza da mina vida”. Aos 14 anos, viaja ao Rio de Janeiro, matricula-se no Liceu de Artes e Ofícios e depois, na Escola Militar. Ao encerrar a carreira militar, ingressa na Faculdade de Direito, recebendo o título de bacharel, sendo, então, nomeado Promotor Público da Comarca de São José dos Pinhais, no Paraná, transferindo, se, em seguida, para a Comarca de Palmeiras, onde, aproveitando a solidão , dedicou-se ao estudo da língua alemã e à composição de poesias. Pouco tempo depois, voltou ao Rio de Janeiro, fazendo, aí, grandes amizades. Conheceu pessoas ilustres, como Felix Pacheco, Tibúrcio de Freitas, Carlos Dias Fernandes, Gonçalo Jácomo, Carlos Menezes e Rocha Pombo, este último, tornou-se o seu sogro e iniciou-se no jornalismo. Escreveu em A Cidade do Rio, Gazeta de Notícias, Época, Pátria e Jornal do Comércio; integrou-se ao grupo simbolista ligado à Revista Rosa Cruz, fundada por Saturnino Meireles.Juntamente com Agripino Grieco e Théo Filho, dirigiu a revista mensal O Mundo Literário. Pereira da Silva foi o primeiro paraibano a ter ingresso na Academia Brasileira de Letras. Ocupou a Cadeira nº 18 em substituição ao imortal Luís Carlos, seu fraterno amigo. Esta cadeira foi fundada por José Veríssimo e patroneada por João Francisco Lisboa. Sua posse aconteceu no dia 26 de junho de 1934 e recepcionado pelo acadêmico Adelmar Tavares, ocupante da Cadeira nº 11. Sobre Pereira da Silva, o cientista Floriano de Lemos fez o comentário “Esse sim, era poeta . Nasceu eleito das Musas. Não andava procurando a poesia. No que ele pensava, onde compunha qualquer trabalho de arte, estava sempre o infinito”. Obras publicadas: Solitudes, 1918; Beatitudes, 1919; Holocausto, 1921; O pó das sandálias, 1923; Senhora melancolia, 1928; Alta noite, 1940; Soli. Inéditos: Intranqüilidade; Meus irmãos; Os poetas; Os milagres de Cristo. Deixou, ainda, estudos sobre Adelmar Tavares, Silva Alvarenga, Gonçalves Dias e Machado de Assis. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AUTUORI, Luiz. Os quarenta imortais. Rio de Janeiro:1945. CARNEIRO, Alcides Vieira.Pereira da Silva –Discurso de posse. João Pessoa: A União, 1964. LYRA FILHO, João. Cadeira nº 34. João Pessoa: 1977. PINTO, Sérgio de Castro Coletânea de autores paraibanos. João Pessoa: 1988.
35 – Raul Machado

CADEIRA Nº 35 Raul Machado Patrono: Raul Campelo Machado (1891-1954) Fundador: José Américo de Almeida (1887-1980) 1º Sucessor: Odilon Ribeiro Coutinho (1923-2000) 2º Sucessor: Ariano Villar Suassuna (1927-2014) 3º Sucessor: José Mário da Silva Branco (atual ocupante) BIOGRAFIA RAUL Campêlo MACHADO: Nasceu em 07 de abril de 1891, em Batalhão, atual Taperoá, Estado da Paraíba e faleceu em 19 de julho de 1954, a bordo no navio Provence, quando regressava da Europa, aonde fora em busca de tratamento de saúde. Era filho de João Machado da Silva e D. Júlia Campêlo Machado. Iniciou os estudos em Taperoá, complementando-os no Lyceu Paraibano; a seguir, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, onde cursou somente o 1º ano, indo concluir na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Aos 15 anos, já compunha versos que publicava no Jornal A União, órgão oficial do governo do Estado da Paraíba. Aprovado em concurso público, foi nomeado Auditor de Guerra, indo servir nos Estados do Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Exerceu as funções: Promotor da Justiça Militar, em Pernambuco; Ministro do Tribunal de Segurança Nacional; Secretário Geral da Comissão Organizadora dos Estatutos dos Funcionários Públicos e Ministro Corregedor da Justiça Militar. Era Membro da Sociétè dês hommes de lettres e da Sociétè Academique d`histoire Internationale, da França. Era jurista, ensaísta, conferencista, escritor, poeta e poliglota. Deixou importante bibliografia: Cristais de bronze, 1909; Água de castália, 1919; Asas aflitas, 1924; Pelo abolicionismo da arte, 1925; Praxe do processo criminal militar, 1926; A culpa no direito penal, 1929; Direito Penal Militar 1930; Pássaro morto, 1933; Código Penal Militar da Alemanha, 1932; Poesias, 1936; Dansa das idéias, 1939; A lâmpada azul do sonho, 1946; Asas libertas, 1950. São considerados seus versos mais famosos: Lágrimas de cera; Póstumas e Na praia. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, José Américo de. Raul Machado- cadeira 35 – Discurso de posse. João Pessoa: A União Editora, 1965. Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 08, João Pessoa: 1965, p319.
17 – Gama e Mello

CADEIRA Nº 17 Gama e Mello Patrono: Antônio Alfredo da Gama e Mello Fundador: Antônio de Aguiar Bôtto Menezes 1º Sucessor: Joacil de Brito Pereira 2º Sucessor: Marcos Cavalcanti de Albuquerque (atual ocupante) BIOGRAFIA Antônio Alfredo da GAMA E MELLO : Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 1º de outubro de 1849, onde também faleceu, em 12 de abril de 1908; filho de Severino Antônio da Gama e Mello , professor de Latim, e de D. Alexandrina d’Ávila e Mello. Fez os estudos fundamentais em escolas particulares da capital e o secundário no Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela Escola do Recife, em 1873, tendo sido contemporâneo de Castro Alves, Cardoso Vieira e Tobias Barreto . Influenciado pelas idéias de Tobias Barreto, líder dos estudantes, Gama e Mello sonhava com uma transformação política e social, ansiando por um Brasil, mentalmente, mais evoluído. Tornou-se um grande filósofo, destacando-se na oratória, sendo comparado ao Grande Cícero; foi. fundador de A República, jornal dissidente que pregava o sentimento de justiça e de igualdade dos cidadãos. Herdou do pai a vocação para as línguas clássicas, substituindo-o, através de concurso, na cadeira de Latim do Lyceu, onde , também, lecionava Retórica, chegando a diretor do estabelecimento. Enveredou na política partidária, elegendo-se Deputado Provincial e Senador da República pela Paraíba. Em 22 de outubro de 1896, assumiu o Governo do Estado, permanecendo no cargo até o ano de 1900. Morreu em plena luta pelos direitos republicanos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS : CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba.Rio de Janeiro: Imp. Nacional, 1955. MELLO. José Octávio de Arruda. Capítulos de História da Paraíba.Campina Grande: GRAFSET, 1987. MENEZES, Antônio Bôtto de. Discurso de posse, In; Revista da APL, nº 06, João Pessoa: 1955. SILVA, Demócrito de Castro e. O centenário de Gama e Mello, In: Revista da APL, nº o6, João Pessoa: 1955.
16 – Francisco Antônio Carneiro da Cunha

CADEIRA Nº 16 Francisco Antônio Carneiro da Cunha Patrono: Francisco Antônio Carneiro da Cunha (1845-1897) Fundador: Deusdedit de Vasconcelos Leitão (1921-2010) 1º Sucessor: Alexandre Costa de Luna Freire (atual ocupante) FRANCISCO ANTÔNIO CARNEIRO DA CUNHA: Nasceu na Paraíba, em 13 de junho de1845 e faleceu no Rio de Janeiro em 20 de novembro de 1897, deixando viúva a poetisa Ambrosina Magalhães Carneiro da Cunha. Era filho do farmacêutico Antônio Tomaz Carneiro da Cunha Sênior e de D. Adelaide de Assis Barros. O casal não deixou descendentes. Fez o curso primário na capital do Estado e os preparatórios no Ginásio Pernambucano, em Recife. Ingressou na carreira militar aos 15 anos de idade, sendo logo promovido a Alferes e, em seguida, a Cadete. No Rio de Janeiro, fez curso de Engenharia Militar, diplomando-se em Engenheiro Geográfico e Engenheiro Civil; bacharelou-se em Ciências Físicas e Naturais e em Matemática. Participou da Guerra do Paraguai e, por serviços prestados foi promovido a tenente e a ajudante do Batalhão de Engenheiros que operavam contra o Paraguai. Quando se dirigia, em companhia do Coronel Vilagran Cabrita, à Ilha da Redenção, que ficava entre o Passo da Pátria e Itapuru, no Rio Paraná, a embarcação que os conduzia foi atingida por um intenso bombardeio, perdendo a vida o Coronel Cabrita , tendo Carneiro da Cunha saindo gravemente ferido, em 10 de abril de 1866. Depois de um longo tratamento, restabeleceu-se, ficando, porém, com algumas seqüelas, inclusive, a perda do olfato, tendo sido, em 1871, reformado por incapacidade física, recebendo honras de major. Dedicou-se ao magistério civil e militar., lecionando, através de concurso, nas Escolas Militar e Politécnica; assumiu as cadeiras de Mineralogia, Geologia, Paleontologia, Química Analítica, Física Industrial e Física Experimental. Era Coronel Honorário do Exército, Cavaleiro da Rosa de Cristo e condecorado com a Medalha da Campanha do Paraguai. Tocava piano e clarineta ; compunha sonetos, muitos , dedicados à esposa. Publicou: Os heróis paraibanos na guerra do Paraguai; Notas sobre termoquímica; História da descoberta dos metais (tese de concurso); Eletricidade estática; Eletricidade atmosférica; Estudo comparado das máquinas elétricas (tese de concurso); Memórias sobre Instituições e Organizações Militares; Pano militar; Doutrinas químicas. Trabalhos inéditos: Unidade de Física; Episódio da Guerra do Paraguai; Projeto de Criação do estado do Equador; Poesias. REFEERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol, II, Parahybanos ilustres, Rio de Janeiro: 1914. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Imp. Nacional, Rio de Janeiro: 1955. SÁ, Eduardo de. Paraibanos ilustres, I In: Revista do IHGP, nº 02, 1910.
15 – Eugênio Toscano

CADEIRA Nº 15 Eugênio Toscano Patrono: Eugênio Toscano de Brito (1850-1903) Fundador: Celso Marques Mariz (1885-1982) 1º Sucessor: Jansen Filho (1925-1994) 2º Sucessor: Paulo Gustavo Galvão (1936-2015) 3º Sucessor: Francisco Pereira da Silva Junior 4º Sucessor: Mário Hélio Gomes de Lima (atual ocupante) BIOGRAFIA EUGÊNIO TOSCANO de Brito: Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 10 de outubro de 1850 e faleceu no dia 31 de janeiro de 1903; filho do Comendador Felizardo Toscano de Brito e D. Eugênia Accioli Toscano de Brito. Casado com D. Josefina Roy Toscano de Brito. Fez o curso primário e os preparatórios na Parahyba, capital do Estado, seguindo, depois, para o Rio de Janeiro, onde se diplomou em Medicina, no ano de 1879, defendendo tese sobre o beribéri, voltando a residir na Paraíba, dedicou-se à medicina, ao magistério e ao jornalismo.Foi nomeado Inspetor da Saúde Pública e do Porto; exerceu as funções de Vacinador Provincial, Diretor do Serviço Médico da Santa Casa de Misericórdia, Cirurgião-Mor da Província; Médico Legista da Polícia da Estrada de Ferro Conde D’Eu. Era sócio correspondente da Sociedade de Medicina Cirúrgica do Rio de Janeiro; Professor de Trigonometria, Pedagogia, Ciências Físicas e Naturais, Geografia, Álgebra, Biologia e História Natural. Foi, também, Diretor da Instrução Pública, Diretor da Escola Normal e do Lyceu. Fundador de A Gazeta da Paraíba, jornal que, sob a sua orientação, passou a ter uma imagem mais moderna, inovando a linha editorial que passou a ser mais independente, abordando temas polêmicos, revolucionando toda a técnica conservadora da época, o que não agradou aos chefes políticos que preferiam o regime antigo, a orientação oficial. A Gazeta estava no apogeu, quando foi proclamada a República. Nas Revistas do Instituto Histórico, encontram-se artigos da autoria de Eugênio Toscano. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. LELIS, João. Maiores e menores. João Pessoa: EDGRAF Ltda. s/d. MEDEIROS, Coriolano de. Eugênio Toscano, In: Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 04, João Pessoa: 1948.
36 – Tavares Cavalcanti

CADEIRA Nº 36 Tavares Cavalcanti Patrono: Manuel Tavares Cavalcanti (1881-1950) Fundador: Maurício de Medeiros Furtado (1893-1965) 1º Sucessor: Mons. Eurivaldo Caldas Tavares (1921-2013) 2º Sucessor: Itapuan Bôtto Targino (atual ocupante) BIOGRAFIA Manuel TAVARES CAVALCANTI: Nasceu em Alagoa Nova, Estado da Paraíba, em 16 de agosto de 1881 e faleceu no Rio de Janeiro, em 1º de abril de 1950; filho do Dr. João Tavares de Melo Cavalcanti e D.Maria das Neves Pereira de Araújo Tavares Cavalcanti Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1911, ganhando como prêmio, pela sua brilhante atuação no curso, uma viagem de estudos na Europa. Como jornalista, atuou na capital do Estado nos jornais A União, A Notícia, O Combate, O Norte, na Revista Era Nova e nas Revistas do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Ingressou na política em 1907, elegendo-se Deputado Estadual, em seguida, foi eleito Deputado Federal, exercendo vários mandatos, durante vinte anos.Em 1930, foi eleito Senador da República, não sendo, porém, a sua eleição reconhecida. Lecionou História Universal e História do Brasil no Lyceu Paraibano e na escola Normal; no Rio de Janeiro, exerceu os cargos de escrivão de Juízo de Menores e Primeiro Inventariante Judicial, sendo, também, professor de Direito Romano, na Universidade Católica do Distrito Federal. Publicou: Epítome de História da Parahyba, Imprensa Oficial, 1914; Congresso Nacional-Anais da Câmara dos deputados; Discursos dos anos 1909, 1921, 1923, 1926, 1927 e 1928. Imprensa Nacional; Memórias da fundação da Paraíba, Imprensa Oficial, 1906. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FURTADO Maurício. Manuel Tavares Cavalcanti (Elogio acadêmico). Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 07,1960. TAVARES, Eurivaldo Caldas. Tavares Cavalcanti – O romano antigo. Discurso Proferido na Academia Paraibana de Letras, por ocasião do seu 40º aniversário e do centenário de Tavares Cavalcanti.
14 – Eliseu Cézar

CADEIRA Nº 14 Eliseu Cézar Patrono: Eliseu Elias Cézar (1871-1923) Fundador: Francisco Seráphico da Nóbrega (1863-1935) 1º Sucessor: Celso Otávio de Novais Araújo (1927-1993) 2º Sucessor: Ronaldo Cunha Lima (1936-2012) 3º Sucessor: Flávio Roberto Tavares de Melo (atual ocupante) BIOGRAFIA ELISEU ELIAS CÉZAR : Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 20 de junho de 1871 e faleceu no Rio de Janeiro em 29 de janeiro de 1923, deixando viúva a senhora Bernardina Honorato Cézar com três filhos. Foram seus pais o senhor Dulcídio Augusto Cézar e D.Maria Joaquina de Freitas. Aprendeu as primeiras letras com o professor João Licínio Velloso, fazendo os preparatórios no Lyceu Paraibano, formando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1898. Foi nomeado Promotor Público em Vitória do Espírito Santo , transferindo-se, depois, para Belém do Pará, lá, filiou-se ao partido político do Senador Antônio Lemos, elegendo-se Deputado Provincial, tornando-se líder do Governo na Câmara e na imprensa. Com a queda política do Senador Antônio Lemos, Eliseu Cézar deixou o Pará e exilou-se no Rio de Janeiro, muito desgostoso porque o Jornal A Província do Pará, do qual era redator-chefe, foi destruído pelos adversários de Antonio Lemos.No Rio de Janeiro, Eliseu sofreu bastante. Amargou a mais extrema penúria, o mais triste ostracismo, apesar de ser excelente jornalista e advogado brilhante Na Paraíba, escreveu pela primeira vez no jornal Sorriso colaborou em A Gazeta da Parahyba, A Voz do Povo, O Parahybano; em Recife, escreveu em A Província e, em Belém, destacou-se em A Província do Pará, A Gazeta de Belém e O Jornal. No Rio de Janeiro, foi redator de O Jornal do Brasil. Jornalista e advogado,ele era também orador eloqüente, poeta romântico;seus poemas demonstram a influência recebida da avó paterna, que era escrava e a ternura e carinho a ela dedicados. Além dos poemas divulgados nos jornais da época, e nas Revistas da Academia Paraibana de Letras, deixou publicado o livro Algas, 1894. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Contribuição para uma bibliografia paraibana, Rio de Janeiro: 1972. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imp. Nacional. Janeiro: 1955. MARTINS, Eduardo. Eliseu Elias Cézar – Notícia bibliográfica. João Pessoa: 1975. NÓBREGA, Seráphico da. Discurso de Posse, In: Revista da APL, nº 06. João Pessoa: 1955.
13 – Diogo Velho

CADEIRA Nº 13 Diogo Velho Patrono: Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque (1829-1899) Fundador: João Ribeiro da Veiga Pessoa Júnior (1892-1975) 1º Sucessor: José Gláucio Veiga (1923-2010) 2ª Sucessora: Maria das Graças Madruga Paiva Santiago (atual ocupante) BIOGRAFIA DIOGO VELHO Cavalcanti de Albuquerque (Visconde de Cavalcanti): Nasceu na Fazenda Chaves, município de Pilar, Estado da Paraíba, em 09 de novembro de 1829 e faleceu na cidade de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, em 14 de junho de 1899 ; filho do agricultor Diogo Cavalcanti de Albuquerque e D.Ângela Sofia Cavalcanti Pessoa. Casou-se com D. Amélia Machado de Coelho e Castro. Não deixou filhos. Homem culto, inteligente, virtuoso e de espírito combativo teve atuação brilhante em todos os cargos que ocupou durante o 2º reinado . Fez o curso primário em Pilar, o secundário no Lyceu Paraibano, obtendo o grau de Direito pela tradicional Escola do Recife, em 1852. Foi Promotor Público em Areia, Diretor da Instrução Pública da Província da Paraíba, em 1861.Esse cargo corresponde, hoje, ao de Secretário de Educação e, Diogo Velho, por essa época, já notava a precariedade do ensino público, conseqüência da baixa remuneração do professor e dizia: «Enquanto não for preenchida essa falta e não se der ao professorado positivas garantias materiais, importância social e sossego quanto ao futuro, as reformas do ensino permanecerão na esterilidade». Pertencia ao Partido Conservador, mas defendia as manifestações que apressassem a emancipação política do Brasil. Diogo Velho foi Membro do Gabinete presidido pelo Visconde de Itaboraí ,defensor da abolição da escravatura; Presidente da Província do Piauí (1859); Presidente do Ceará (1868); Presidente de Pernambuco (1870); Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas; Ministro da Justiça; Diretor do Ministério dos Estrangeiros; Deputado Provincial; Deputado Geral; Senador Vitalício pelo Estado do Rio Grande do Norte e Membro do Conselho do Estado. Representou o Brasil na Exposição Universal de Paris, como Comissário Geral. Marcou a sua presença na Paraíba pela construção da Estrada de Ferro Conde D’Eu, que ligava Cabedelo a Alagoa Grande e pela extensão da linha telegráfica de Recife a João Pessoa. Mesmo após a República, Diogo permaneceu em Paris, sempre leal ao Imperador, só retornando ao Brasil após a morte do soberano. Foi agraciado com os títulos: Grande do Império; Veador da Imperatriz; Visconde com Grandeza; Senador do Império; Conselheiro do Estado e Comendador da Ordem de Cristo no Brasil. Foi condecorado com a Grã Cruz da Coroa Real da Prússia e as insígnias de Grande Oficial da Legião de Honra da França. Além de relatórios e pareceres, elaborou um trabalho intitulado Notice generale sur les principales lois promulgués au Brésil de 1891 a 1894, uma monografia apresentando um resumo histórico dos primeiros anos do Brasil República. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS : ALMEIDA, Maurílio Augusto. Diogo Velho, em síntese, João Pessoa: 1977. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Imprensa Nacional, Rio de Janeiro: 1955. MELLO, Oswaldo Trigueiro de Albuquerque. O Visconde de Cavalcanti. A União/SEC João Pessoa: 1981, VEIGA, José Gláucio. O Visconde de Cavalcanti, In: Revista da APL, nº 08, João Pessoa: 1978.
12 – Coelho Lisbôa

CADEIRA Nº 12 Coelho Lisboa Patrono: João Coelho Gonçalves Lisbôa (1859-1918) Fundador: Luiz Teixeira de Menezes Pinto (1904-1977) 1º Sucessor: Wilson Lustosa Cabral (1916-1979) 2º Sucessor: Wellington Hermes Vasconcelos de Aguiar (1935-2014) 3º Sucessor: Abelardo Jurema Filho (atual ocupante) BIOGRAFIA João COELHO Gonçalves LISBÔA : Nasceu no dia 27 de junho de 1859, na cidade de Areia, Estado da Paraíba e faleceu em 11 de julho de 1918; filho do Coronel Teodoro José Gonçalves de Lisbôa e D. Josefa dos Santos Coelho Lisbôa, ambos descendentes de portugueses. Casado com D. Luiza Pizarro Gabino, nascendo dessa união três filhos: João, Francisco e Rosalina, esta, mais tarde, tornou-se poetisa. Fez o curso primário e os preparatórios em Areia e, influenciado pelo tio,ingressou na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1884. Consagrado pela oratória, dedicou-se ao estudo das línguas, dominava vários idiomas, inclusive, latim, grego e alemão. Jornalista, com atuação marcante. Colaborou na Folha do Norte, jornal editado em 1883 por Martins Júnior, e em A Verdade; escreveu, ainda, em outros jornais do Sul do País. Foi nomeado Promotor Público de Areia, mas só exerceu o cargo durante quatro meses, pois, o seu temperamento irrequieto não se acomodava à pequenina Areia, embora, considerada a cidade mais adiantada, culturalmente, da Província. Ele aspirava à democracia, à abolição da escravatura, enfim, a melhores dias para o seu povo. Depois de uma viagem a Europa, iniciou a pregação da democracia , da República. Logo após a proclamação da República, foi convidado para governar a Província da Paraíba, porém, não aceitou; foi, então, nomeado Chefe da Polícia e, logo depois, eleito Deputado Federal. Fundou a Liga Nacional Contra a Seca, a Associação de Proteção e Auxílio aos Silvícolas do Brasil e a Liga Anti-Oligárquica. Foi poeta , escritor e professor. Lecionou no Colégio D. Pedro II, do Rio de Janeiro e publicou: Sublime Dea; Problemas urgentes-oligarquias, Secas do Norte e Clericalismo. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro: 1907. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AGUIAR, Wellington.Um radical republicano contra as oligarquias, João Pessoa: 1981. ALMEIDA, Horácio de.Contribuição para uma bibliografia paraibana. Rio de Janeiro: 1972. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Imprensa Nacional, Rio de Janeiro: 1955. SILVA, De Castro e. Coelho Lisbôa-Sonhador da Liberdade, In: Revista da APL, nº 06 João Pessoa: 1955.
11 – Cordeiro Sênior

CADEIRA Nº 11 Cordeiro Sênior Patrono: Antônio da Cruz Cordeiro Sênior (1831-1880) Fundador: Higino da Costa Brito (1908-1988) 1º Sucessor: José Jackson Carneiro de Carvalho (1940-2023) 2º Sucessor: Thélio Queiroz Farias (atual ocupante) BIOGRAFIA Antônio da Cruz CORDEIRO SÊNIOR: Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 28 de novembro de 1831 e faleceu no Recife , no ano de 1880. Formou-se em Medicina, aos 25 anos de idade, pela Faculdade da Bahia. Retornou ao seu Estado e dedicou-se a sua profissão de médico. Àquele tempo, a medicina não dispondo dos recursos sofisticados ditados pela tecnologia moderna, todo diagnóstico era feito por hipótese, por dedução. Foi nesse clima de incertezas e precariedade que Cordeiro Sênior iniciou a sua carreira de médico. De início, deparou-se com uma epidemia do Cólera –Morbus que assolou o Estado, de 1856 a 1862, foi, então, designado pelo Presidente da Província para coordenar os trabalhos de combate à doença. Começa a dividir as suas atividades entre clinicar e organizar programas sanitários. Elaborou e divulgou instruções básicas de higiene para conscientizar a população da necessidade de cultivar hábitos higiênicos, como método preventivo do Cólera. Cordeiro Sênior foi médico do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, Coordenador do tratamento dos pobres do 1º Distrito da Capital; 2º Tenente-Cirurgião do Corpo de Saúde do Exército; Chefe da Enfermaria Militar da Província ; Cirurgião-mor e Inspetor de Saúde.Exerceu um mandato de Deputado Provincial e participou da Guerra do Paraguai, como voluntário; integrou a Junta Governativa , chamada de Governo Provisório, que foi criada com a Proclamação da República, em 1889 e que governou a Paraíba de 19 de novembro de 1889 a 02 de dezembro do mesmo ano. Era, também, jornalista, poeta e filósofo. Como jornalista, colaborou em O Publicador. São de sua autoria: Instruções Sanitárias Populares; Impressões da Epidemia; Estudos biográficos; Prólogo da guerra (Ensaio dramático, em verso); Estudos literários; Passagem do Humaitá (poesia épica). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Ata sessão ordinária da APL, de 05/10/1944. In: Revista da APL, nº 01. João Pessoa: 1947. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II Parahyba (Paraibanos ilustres). Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914. BRITO, Higino da Costa. Discurso de Posse. In: Revista da APL, nº 01, João Pessoa: 1947. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imp. Nacional, 1955. MELLO, José Octávio de Arruda. Capítulos de História da Paraíba. GRAFSET, Campina Grande: 1987. ODILON, Marcus. Pequeno Dicionário de fatos e vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Cátedra, 1984