10 – Cardoso Vieira

CADEIRA Nº 10 Cardoso Vieira Patrono: Manuel Pedro Cardoso Vieira (1848-1880) Fundador: José Octávio de Arruda Mello (atual ocupante) BIOGRAFIA Manuel Pedro CARDOSO VIEIRA : Nasceu no Engenho Jacoca, no mês de janeiro do ano de 1848; filho de Pedro Cardoso Vieira e Maria Severina Vieira, proprietários do engenho que era uma pequena aldeia indígena, próxima à praia de Jacumã, no município do Conde. Faleceu no dia 10 de janeiro de 1880, aos 32 anos de idade. Lá, Cardoso Vieira aprendeu as primeiras letras, vindo, depois, morar na capital, na Rua da Lagoa da Frente, atual Treze de Maio, continuando os estudos. Em 1873, bacharelou-se em Direito, no Recife. Formado, voltou à Paraíba e dedicou-se à advocacia, ao jornalismo e ao magistério; aprovado em concurso público, foi nomeado professor do Lyceu, passando a lecionar Retórica, Geometria e Português. Ingressou na política, elegendo-se Deputado Geral pelo Partido Liberal, apesar de seus pais serem conservadores. Ao lado de Joaquim Nabuco, muito lutou pela reforma social e pelo abolicionismo; como jornalista, colaborou nos jornais Correio Noticioso, A Opinião e A União Liberal; dirigiu O Despertador e fundou o Bossuet da Jacoca, jornal satírico, tendo como alvo especial o Padre Lindolfo Corrêa (Comendador Corrêa Neves), diretor de O Publicador, cuja eloqüência era satirizada impiedosamente. “ Cardoso Vieira, através do seu jornal, manteve-se sob o fogo crepitante de sua ironia contundente, propiciando revide à altura” (José Leal) . Não deixou livros publicados, encontrando-se, apenas, artigos e poemas em jornais; discursos e interpelações nos Anais do Parlamento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CARVALHO, Álvaro de.Notas sobre Manuel Pedro. In: Revista da APL, nº 04, João Pessoa: 1984. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imp. Nacional, 1955. MARTINS, Eduardo. Cardoso Vieira e O Bossuet da Jacoca. João Pessoa: 1979.
09 – Antônio Gomes

CADEIRA Nº 09 Antônio Gomes Patrono: Antônio Gomes de Arruda Barreto (1857-1909) Fundador: Antônio da Rocha Barreto (1882-1958) 1º Sucessor: Manoel Batista de Medeiros (1924-2026) BIOGRAFIA ANTÔNIO GOMES de Arruda Barreto: Nasceu no dia 17 de janeiro de 1857, no município de Pedra Lavrada, Estado da Paraíba e faleceu no dia 26 de setembro de 1909; era filho de Antônio Gomes Barreto e de Ana de Arruda Câmara. Homem inteligente e de caráter nobre, dedicou-se ao magistério, especialmente, à educação dos jovens sertanejos. Em 1875, seguiu para Catolé do Rocha, fixando-se, aí, onde formou a sua família; Em 1897, fundou o Colégio Sete de Setembro em Brejo do Cruz, primando pela qualidade, o seu Colégio era procurado tanto por alunos paraibanos quanto por aqueles que residiam no vizinho Estado do Rio Grande do Norte. Em decorrência da seca que assolou o Estado, no ano de 1898, Antônio Gomes viu-se obrigado a fechar o seu educandário e emigrar para o Rio Grande do Norte, instalando-se em Mossoró, em 1900. Antônio Gomes era autodidata e poliglota. Além de professor, era poeta satírico, jornalista polêmico e combativo. Foi advogado e promotor sem ser bacharel. Foi deputado provincial por duas legislaturas (1901/1904 e 1908/1911), faleceu no exercício do mandato. Republicano, ao lado de Epitácio Pessoa, Castro Pinto e Argemiro de Souza, prestou relevantes serviços jornalísticos a sua terra. Foi redator do Jornal O ESTADO DA PARAÍBA; redator-chefe de O MOSSOROENSE e colaborador de O COMBATE e O ECO. Era tenente-coronel da Guarda Nacional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Publicou em jornais muitas poesias. usando sempre os pseudônimos Pincelle e F. Santarém. Também escreveu uma gramática, Excertos da arte latina e um tratado de Direito, Alegações finais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. 02, Parayba, Rio de Janeiro: 1914. CASTRO, Oscar de Oliveira.Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: 1955. ODILON, Marcus.Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba Rio de Janeiro: Cátedra, 1984. SUASSUNA, Natércia Dutra. (Bisneta do biografado) Informações datilografadas.
08 – Afonso Campos

CADEIRA Nº 08 Afonso Campos Patrono: Afonso Rodrigues de Souza Campos (1881-1916) Fundador: Hortênsio de Souza Ribeiro (1885-1961) 1º Sucessor: Adhemar Victor de Menezes Vidal (1897-1986) 2º Sucessor: Aluízio Afonso Campos (1914-2002) 3º Sucessor: Ascendino Leite (1915-2010) 4ª Sucessora: Maria Mercedes Ribeiro Pessoa Cavalcanti [Pepita] (atual ocupante) BIOGRAFIA AFONSO Rodrigues de Souza CAMPOS: Nasceu no dia 18 de dezembro de 1881, na Fazenda Muribeca, município de Campina Grande, e faleceu no dia cinco de abril de 1916. Era filho do coronel Silvino Rodrigues de Souza Campos e D. Rosalina Agra de Souza Campos.Estudou em Campina Grande, no Colégio do Professor Clementino Procópio, fazendo o curso de Humanidades em João Pessoa. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, em 1902, com apenas 21 anos de idade. Ainda Acadêmico, elaborou os trabalhos Evolução do Direito das Obrigações e Ação Penal, que foram publicados na Revista Jurídica, fundada por ele e mais alguns outros estudantes do Curso de Direito. Em 1907, casou-se com D. Porphiria Montenegro Campos, D. Iaiá, filha do coronel Lindolfo de Albuquerque Montenegro. Exerceu a promotoria de Campina Grande com muita lisura e dedicação, porém, atraído pela política, deixou a carreira jurídica e integrou-se ao grupo dissidente que lutava contra o governador Álvaro Machado. Por essa época, o grupo fundou o jornal A República, sob a direção a direção do Senador Gama e Melo e de Afonso Campos que, por algum tempo, redigiu em sigilo os editoriais desse jornal. Eleito Deputado Estadual, Afonso Campos teve uma atuação marcante na Assembléia. Publicou os trabalhos: Concurso da cátedra de Direito Administrativo e Economia Política; Bancos, suas espécies; Quais os perigos a que se expõem os Bancos que comanditam indústrias; Memorial sobre direitos do Estado e dos Municípios dos terrenos das extintas aldeias de índios; A moeda. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. PEREIRA, Joacil de Brito.O homem público Afonso Campos. João Pessoa: Universitária. 1967.
39 – José Lins do Rego

CADEIRA Nº 39 José Lins do Rego Patrono: José Lins do Rego Cavalcanti (1901-1957) Fundador: Luciano Ribeiro de Morais (1908-1966) 1º Sucessor: Juarez da Gama Batista (1927-1981) 2º Sucessor: José Edilberto Coutinho (1938-1995) 3º Sucessor: Sérgio Martinho Aquino de Castro Pinto (atual ocupante) BIOGRAFIA JOSÉ LINS DO REGO Cavalcanti: Nasceu no dia 03 de junho de 1901, no Engenho Corredor, município de Pilar, Estado da Paraíba; filho de João do Rego Cavalcanti e D. Amélia do Rego Cavalcanti. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1957. Com a morte prematura de sua mãe, D. Amélia, passou à proteção de suas tias, de início, ficou com a tia Maria, a quem ele devotava verdadeira afeição, depois, passou aos cuidados da tia Naninha que, para satisfazer ao seu marido, internou a criança no Colégio de Itabaiana, passando aí, três anos. O Colégio era dirigido pelo professor Maciel, num sistema rígido, adotando o uso da palmatória; a vida de internato ocorreu num clima de muita tensão, medo e angústia o que serviu, mais tarde, de tema para o seu segundo romance, Doidinho, influenciado, talvez, em O Ateneu, de Raul Pompéia. Ao deixar o internato, freqüentou o Colégio Diocesano Pio X, na capital, onde iniciou a vida literária, publicando artigos na Revista Pio X, editada pela Arcádia (Grêmio Estudantil do Colégio), destacando-se, entre estes, um artigo sobre Joaquim Nabuco e uma exaltação ao Rei Alberto I, da Bélgica. Em 1915, vai para o Recife e matricula-se no Colégio Carneiro Leão, depois, no Ginásio Pernambucano, onde concluiu o curso secundário. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1920; em 1923, casa-se com D. Filomena Massa, tendo nascido da união, as filhas: Maria Elizabeth, Maria Cristina e Maria da Glória. A sua biblioteca, com todo seu acervo móveis, foi doada por D. Naná, a viúva, à Fundação Espaço Cultural da Paraíba, integrando o Museu José Lins do Rego, instalado nas dependências da Fundação que leva o nome do escritor como patrono. Ainda, em 1923, é nomeado Promotor Público de Manhuaçu, Minas Gerais, não se adaptando à funções jurídicas, transfere-se para Maceió, como Fiscal de Bancos. Nesta capital, trava conhecimento com o poeta Jorge de Lima, nascendo entre ambos uma sólida amizade; conhece também, Gilberto Freyre a quem ele tinha muito carinho. Gilberto Freyre “lhe revela outro mundo – o mundo das idéias, o mundo das artes – e lhe transmite o grande interesse pelo Brasil” (Coutinho, Edilberto. O romance do açúcar, p.19). A criação literária de José Lins do Rego, como ele próprio afirma, foi baseada, fundamentalmente, nas estórias de trancoso, contadas pela velha Totônia e pela leitura de Os doze pares da França, de Carlos Magno, que ele leu aos doze anos, ainda no internato de Itabaiana, tendo recebido, também, influências de Vítor Hugo, Proust, Hardy, Stendhal e os que ele chamava de “os grandes russos da minha vida: Tolstoi, Thecov e Dostoievski. Entre os nacionais, ele cita: Raul Pompéia, Machado de Assis, Gilberto Freyre e Olívio Montenegro. A obra de Zé Lins caracteriza-se, particularmente,pelo extraordinário poder de descrição. Reproduz no texto a linguagem do eito, da bagaceira, do nordestino, tornando-o no mais legítimo representante da literatura regional nordestina. Escreveu o seu primeiro romance em 1932, com Menino de Engenho, romance de reminiscência que abriu o conjunto de obras que formaram o Ciclo da Cana-de-Açúcar, recebendo o prêmio Graça Aranha. A Menino de Engenho, seguiram-se: Doidinho, 1933; Bangüê, 1934; Moleque Ricardo, 1935; Usina, 1936; Fogo Morto, 1936, fechando, com este, o Ciclo-da Cana-de-Açúcar. Em 1937, publicou Pedra Bonita e, em 1953, Cangaceiros que formaram o Ciclo do Cangaço. Outras publicações: Pureza; Riacho doce; Água mãe (prêmio da Fundação Felipe de Oliveira); Eurídice (Prêmio Fábio Prado); Meus verdes anos (memórias); Histórias da velha Totônia; Gordos e magros; Poesia e vida; Homens, seres e coisas; A casa e o homem; Presença do Nordeste na literatura brasileira; O vulcão e a fonte, (1958, póstuma). Conferências: Pedro Américo; Conferência no Prata; Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras. Viagem: Bota de sete léguas. Em colaboração com Raquel de Queiroz e Graciliano Ramos Brandão entre o mar e o amor. José Lins do Rego assumiu a Cadeira nº 25 da Academia Brasileira de Letras, no dia 15 de dezembro de 1956, saudado pelo acadêmico Austregésilo de Athayde.Sucedeu ao imortal Ataulfo de Paiva. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AUTUORI, Luiz. Os quarenta imortais. Rio: 1945. MARTINS, Eduardo. José Lins do Rego – O homem e a obra, ed. Ilustrada, João Pessoa: 1980. COUTINHO, Edilberto. O romance do açúcar. Rio de Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980. SOBREIRA, Ivan Bichara. O romance de José Lins do Rego. João Pessoa: A União, 1971.
06 – Aristides Lobo

CADEIRA Nº 06 Aristides Lobo Patrono: Aristides da Silveira Lobo (1838-1896) Fundador: Ivan Bichara Sobreira (1918-1998) 1º Sucessor: Hildeberto Barbosa Filho (atual ocupante) BIOGRAFIA ARISTIDES LOBO: Nasceu no dia 12 de fevereiro de 1838 e faleceu no ano de 1896. Era filho de Manuel Lobo de Miranda Henriques e D. Ana Noberta da Silveira , filha do Tenente Coronel Francisco José da Silveira, um dos mártires paraibanos da Revolução de 1817. Passou a infância no Estado de Alagoas, onde estudou e iniciou a sua vida pública, sendo, por este motivo, considerado por alguns biógrafos, natural daquele Estado, equívoco desfeito por Oscar de Castro e Luiz Pinto, que afirmam, bem fundamentados, ser Aristides Lobo paraibano, nascido no Engenho Tabocas, município de Cruz do Espírito Santo . Aristides Lobo bacharelou-se em Direito pela tradicional Escola do Recife. Durante a Monarquia, foi Deputado Geral, de1864 a 1870 e Promotor Público da Corte. Foi Ministro, no Governo Provisório (1889/1890), Deputado à Constituinte, Senador Federal de 1892/1896. Deixou o Partido Liberal integrando-se ao Partido Republicano. Dirigiu o jornal A República, fundado em 03 de dezembro de 1870 e empastelado, em 1873, no momento em que sua equipe festejava a implantação da República Espanhola. No Governo Republicano, Aristides Lobo foi nomeado Ministro do Interior e Justiça, demitindo-se após desentendimentos com o Marechal Deodoro da Fonseca, por estar decepcionado com os rumos que a tão sonhada República estava seguindo. Sendo ele um republicano histórico, político combativo e jornalista inteligente, acima de tudo, sincero e coerente com as suas idéias não aceitava os mesmos erros cometidos no Império e apresentados, agora, sob o nome de República. Dirigiu os jornais: A República, O Republicano, O Íris Acadêmico e O Diário Popular, de São Paulo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba, Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. Enciclopédia Barsa, vol. 08, 1979. LOBO JÚNIOR, F. da Silveira. Aristides Lobo e a Revolução de 1817. In: Rev. Do IHGP, nº 10, 1946 PINTO, Luís.Traços de vidas ilustres. Imprensa Universitária, João Pessoa: 1967.
05 – Alcides Bezerra

CADEIRA Nº 05 Alcides Bezerra Patrono: João Alcides Bezerra Cavalcanti (1891-1938) Fundador: Osias Nacre Gomes (1903-1994) 1º Sucessor: Sindulfo Guedes Santiago (1933-2005) 2º Sucessor: Oswaldo Trigueiro do Valle (1935-2022) 3º Sucessor: Tarcísio de Sousa Pereira (atual ocupante) BIOGRAFIA João ALCIDES BEZERRA Cavalcanti : Nasceu no dia 24 de outubro de 1891, em Bananeiras e faleceu no Rio de Janeiro no ano de 1938. Era filho de João Perdigão Bezerra Cavalcanti e de D. Felonila Clara Carneiro da Cunha . Sua ascendência paterna é de origem italiana, mais precisamente de florentinos, e a materna vem de tradicionais famílias da época do Brasil Colonial. Alcides Bezerra fez o curso de Humanidades no Lyceu Paraibano, em seguida, ingressou na Faculdade de Direito do Recife, concluindo o curso. Após a formatura, exerceu vários cargos públicos, sendo os principais: Procurador da República, Promotor, Secretário e Redator da Imprensa Oficial (Jornal A União), Diretor da Instrução Pública, cargo correspondente, hoje, ao de Secretário de Educação. Em 1922, foi nomeado pelo Presidente Epitácio Pessoa Diretor do Arquivo Nacional, transferindo-se para o Rio de Janeiro. Essa mudança foi muito benéfica para Alcides Bezerra; lá, no maior centro cultural do Brasil, encontrou o ambiente propício e condizente com o seu potencial de inteligência e as suas aspirações. Dedicou-se ao estudo e à pesquisa, intensificando, assim, a sua produção literária. Foi um estudioso da Filosofia, seguidor da doutrina fenomenista, representada , representada, entre outros, por Kant, Spencer, Comte, Spinosa, e Laurindo Leão, este, seu professor na Faculdade do Recife. Alcides Bezerra foi jornalista, crítico, historiador, folclorista, novelista e, acima de tudo, filósofo. Presidiu a Academia Carioca de Letras e a Sociedade dos Amigos de Alberto Torres; era Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, dos Institutos Históricos de São Paulo, Paraíba, Espírito Santo, do Ceará e do Pará; Membro da Sociedade Brasileira de Geografia, da Sociedade Brasileira de Filosofia e da Sociedade Capistrano de Abreu. Colaborou nas Revistas do IHGP. Deixou publicado: Ensaios de crítica e filosofia, Paraíba, 1919; Maria da Glória (novela), Filipéia, Paraíba: 1922; A Confederação do Equador, Arquivo Nacional, Rio de Janeiro: 1925; Os historiadores do Brasil no século XIX, Arquivo Nacional, Rio de Janeiro: 1927; Conferências, Arquivo Nacional, Rio de Janeiro: 1928; A filosofia na fase colonial, Arquivo Nacional, Rio de Janeiro: 1935; A revolução científica do Direito, Biblos, Rio de Janeiro, 1933; Ensaio biográfico de Marcílio Dias, Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, s/d.; Silvio Romero, o pensador e o sociólogo, Arquivo Nacional, Rio de Janeiro: 1935; Achegas da história da filosofia, Arquivo Nacional, Rio de Janeiro: 1936; Bibliografia histórica do 1º Reinado à Maioridade, Rio de Janeiro: 1936; Vicente Licínio Cardoso- sua concepção da vida e da arte, Rio de Janeiro: 1936; O visconde de Cair- vida e obra, Arquivo Nacional , Rio de Janeiro: 1937. REFRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Contribuição para uma bibliografia paraibana. Rio de Janeiro: 1972. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. GOMES, Osias. Discurso de posse. Revista da APL, nº04. João Pessoa:1948. JUNIOR. J. Veiga. Discurso de recepção. Revista da APL, nº 04. João. João Pessoa: 1948. NÓBREGA, Apolônio. Alcides Bezerra. Revista do IHGP, nº 10. João João Pessoa: 1946. ODILON, Marcus. Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba. João Pessoa: Cátedra. 1984
04 – Adolfo Cirne

CADEIRA Nº 04 Adolfo Cirne Patrono: Adolfo Tácito da Costa Cirne (1855-1922) Fundador: Mário Moacyr Porto (1912-1997) 1º Sucessor: José Loureiro Lopes (1940-2024) 2º Sucessor: João Trindade Cavalcante (atual ocupante) BIOGRAFIA ADOLFO Tácito da Costa CIRNE : Nasceu na cidade de Bananeiras (Pb), no dia 24 de agosto de 1855 e faleceu no dia 21 de junho de 1922. De origem modesta, mas com muito desprendimento, Adolfo Cirne transpôs todas as dificuldades que o destino lhe apresentara e conseguiu realizar o sonho de menino pobre e estudioso que desejava vencer na vida, bacharelando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1876. Depois de formado, teve os seus méritos reconhecidos pelo Governador do Estado que o nomeou Promotor Público da cidade de Alagoa Grande, cargo que logo abandonou ao sentir a limitação do meio que o cercava. Voltou ao Recife atraído pela movimentação cultural da cidade o que fazia bem ao seu espírito e a sua inteligência. Dedicou-se ao magistério e ao estudo do Direito; através de concurso , foi nomeado professor substituto da Faculdade de Direito e, logo a seguir, passou a catedrático da Cadeira de Direito Civil. “Palavra fácil, estilo sóbrio, singular aptidão para transmitir com clareza e beleza o seu pensamento, o velho Cirne, como costumavam chamar os seus companheiros, é um marco no ensino do Direito Civil, no Nordeste”.(In: Elogio a Adolfo Cirne, Mário Moacyr Porto, Rev. da APL, p70). Adolfo Cirne não deixou uma produção literária numerosa, conhecendo-se, apenas, um trabalho de sua autoria, publicado em 1896, intitulado:Os civilistas e o Direito Civil, reproduzido no 1º número da Revista da Ordem dos Advogados de Pernambuco. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CASTRO, Oscar de Oliveira.Vultos da Paraíba. , Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. ODILON, Marcus-Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba., Rio de Janeiro: Cátedra, 1984. Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 07, João Pessoa: 1960.
03 – Albino Meira

CADEIRA Nº 03 ALBINO MEIRA Patrono: Albino Gonçalves Meira (1850-1908) Fundador: Clóvis dos Santos Lima (1908-1974) 1º Sucessor: Luiz Augusto da Franca Crispim (1945-2008) 2º Sucessor: Eilzo Nogueira Matos (1934-2026) BIOGRAFIA Albino Gonçalves Meira nasceu na cidade de Pilar, Estado da Paraíba, a 10 de março de 1850 e faleceu no dia 10 de junho de 1908, em Recife, capital do Estado de Pernambuco; filho do casal Manuel Joaquim Carneiro Meira e D. Antônia Carneiro Meira. Era casado com a senhora Isabel Peixoto de Miranda Henriques. Iniciou o curso primário na Escola do professor Demétrio Toledo, em Pilar, e concluiu no Colégio de Itabaiana; fez o secundário no Lyceu Paraibano e bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1875.De origem modesta, Albino Meira, ainda muito jovem, começou a trabalhar para custear os seus estudos, lecionando Português no Curso Anexo à Faculdade de Direito, iniciando, assim, a sua carreira no magistério; em 1876, através de concurso público, ingressou no magistério superior, lecionando Direito Constitucional. Além de professor, atuava como advogado, jornalista, orador e político; escreveu nos jornais: O Comércio, A Gazeta, A Tribuna Liberal e em vários outros periódicos da época, não teve, porém, a preocupação de reunir em livros a sua produção. Foi Deputado Provincial pela Paraíba, em duas legislaturas consecutivas (1878/1879-1880/1881) e governou o Estado de Pernambuco, em 1890. Publicou: Tese e dissertação apresentada à Faculdade de Direito do Recife. Tipografia Mercantil, 1881. Publicou: Tese e dissertação apresentada à Faculdade de Direito do Recife. Tipografia Mercantil, 1881. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AMEIDA, Horácio de. Contribuição para uma bibliografia paraibana. Rio de Janeiro: 1972. CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. LIMA, Clovis dos Santos. Albino Meira- Cadeira nº03 (discurso de recepção). João Pessoa: A União, 1964.
02 – Arruda Câmara

CADEIRA Nº 02 Arruda Câmara Patrono: Manuel de Arruda Câmara (1752-1810) Fundador: Oscar de Oliveira Castro (1899-1970) 1º Sucessor: Eugênio Carvalho Júnior (1914-1995) 2ª Sucessora: Adylla Rocha Rabello (1931-2015) 3ª Sucessora: Maria do Socorro Silva de Aragão (atual ocupante) BIOGRAFIA Manuel de ARRUDA CÂMARA: Nasceu no ano de 1752, na cidade de Pombal, sertão do Estado da Paraíba e faleceu em Itamaracá, Estado de Pernambuco, no ano de 1810. Foi sepultado na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Recife. Era filho do agricultor Francisco de Arruda Câmara e D. Maria Saraiva da Silva; fez os estudos preliminares na cidade de Goiana (PE.) e, em 1873, foi ordenado padre no Seminário dessa cidade, adotando o nome de Frei Manuel do Coração de Jesus. Estudou na Universidade de Coimbra, em Portugal e em Montpellier, na França. Idealista e de espírito revolucionário, Arruda Câmara, em Paris, identificou-se com o pensamento de Voltaire e de Rousseau e animado com o sucesso da Revolução Francesa, chegando ao Brasil não se conformou com o quadro de injustiça social reinante e apressou-se em trabalhar visando a combater, sobretudo, em favor das famílias mais humildes, maiores vitimas do sistema patriarcal. Nesse sentido, fundou o Areópago de Itambé, Sociedade Maçônica que abrigava intelectuais da Paraíba e de Pernambuco e onde foi tramada a Revolução de 1817. Com idéias avançadas, lutando pela igualdade das classes, o Padre Arruda Câmara foi, talvez, no Brasil, um dos precursores da ala progressista. Não viu, porém, realizado o seu sonho de liberdade e de igualdade social, bandeiras que, ainda hoje, são levantadas pelos principais movimentos de libertação da atualidade. Dedicou-se ao estudo da botânica, estando entre os mais importantes naturalistas do seu século. Classificou a flora paraibana e produziu inúmeros trabalhos científicos sobre botânica, zoologia e mineralogia. Deixou uma importante bibliografia: Centúria (nunca foi publicada); A memória sobre a cultura do algodoeiro, 1797; Dissertação sobre as plantas do Brasil, 1817; Discurso sobre avitalidade da instituição de jardins nas principais províncias do país, 1810; Aviso aoslavradores sobre a suposta fermentação de qualquer qualidade de grãos ou pevides paraaumento da colheita, Lisboa, 1792; Memórias sobre as plantas de que se podemfazer baunilha no Brasil, (nas memórias da Academia Real das Ciências de Lisboa, v.40, 1814); Memórias sobre o algodão de Pernambuco, Lisboa, 1810; Tratado deAgricultura; Tratado da lógica. Algumas produções de Arruda Câmara podem ser encontradas na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. A Paraíba lhe fez homenagem, dando seu nome a uma grande reserva florestal existente no centro da capital, a conhecida “Bica”. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO, Oscar de Oliveira. Arruda Câmara – cadeira nº 02 -Discurso de posse. João Pessoa: A União, 1984. Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955. ODILON, Marcus. Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Cátedra, 1984.
01 – Augusto dos Anjos

CADEIRA Nº 01 Augusto dos Anjos Patrono: Augusto dos Anjos Fundador: José Flóscolo da Nóbrega (1898-1969) 1º: Sucessor: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega (1912-1988) 2º Sucessor: Waldemar Bispo Duarte (1923-2006) 3º Sucessor: Altimar de Alencar Pimentel (1952-2008) 4º Sucessor: José Nêumanne Pinto (atual ocupante) BIOGRAFIA Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d’Arco, município de Cruz do Espírito Santo, Estado da Paraíba, em 20 de abril de 1884; filho do Dr. Alexandre Rodrigues dos Anjos e D. Córdula Carvalho Rodrigues dos Anjos. Seus estudos foram ministrados pelo pai, no Engenho, deslocando-se à capital, apenas para prestar os exames no Lyceu. Bacharelou-se em Direito na Faculdade do Recife, em 1907, quando retornou à Paraíba. Não querendo seguir a carreira jurídica, dedicou-se ao magistério lecionando Literatura Brasileira no Lyceu Paraibano e orientando alunos para os cursos preparatórios e, consequente ingresso em escolas superiores; a partir de 1901, iniciou a publicação dos seus poemas em O Comércio, jornal de Artur Aquiles, e em A União. Em 1910, casou-se com a professora Ester Fialho, nascendo dessa união, os filhos Glória e Guilherme; no final desse mesmo ano, viajou com a esposa ao Rio de Janeiro pretendendo editar o seu livro de poemas. Augusto deixou a Paraíba muito magoado, pois, naquele momento, lhe era negado o apoio de que tanto necessitava. Havia solicitado ao Governador, Dr. João Machado, uma licença sem vencimentos para garantir o emprego no seu retorno, porém, não teve êxito. Seu pleito foi negado, asperamente, pelo governante que, para justificar, alegou ter sido, ele, nomeado interinamente não tendo, portanto, direito à licença pretendida, e que não o amolasse mais. Ferido em sua dignidade, Augusto demitiu-se e despediu-se da terra natal. Somente em 1912, com a ajuda do irmão Odilon dos Anjos é que conseguiu publicar o EU, seu único livro, obra que viria a imortalizá-lo apesar de não ter obtido boa acolhida pela crítica carioca por não se enquadrar nos padrões convencionais da época. Hoje, porém, o EU é uma das produções literárias mais discutidas, mais estudadas e mais editadas, existindo sobre esse trabalho original uma vastíssima bibliografia. Augusto dos Anjos foi um poeta singular. É um poeta moderno. “Ele é, entre todos os nossos poetas mortos, o único realmente moderno, com uma poesia que pode ser compreendida e sentida como a de um nosso contemporâneo” (Álvaro Lins In: Os mortos de sobrecasaca, p.78) Augusto colaborava, todos os anos, na edição do jornal NONEVAR, que circulava na Festa das Neves, padroeira da cidade de João Pessoa. Também compunha versos carnavalescos, sob o pseudônimo de Chico das Couves, fazia anúncios comerciais, perfilava, com humorismo, rapazes e jovens senhorinhas da sociedade. Augusto dos Anjos faleceu no dia 12 de novembro de 1914, em Leopoldina, Estado de Minas Gerais, para onde fora assumir a direção do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira. Sua morte foi causada por uma pneumonia e não por tuberculose como gostam de afirmar alguns dos seus biógrafos; seu corpo foi sepultado no cemitério de Leopoldina. D. Ester, a viúva, atendendo ao pedido que o poeta fizera antes de morrer, voltou à Paraíba, juntamente com os filhos, mas infelizmente, não conseguiu o emprego de professora que precisava para garantir a sobrevivência da família; retornou à cidade de Leopoldina onde obteve o apoio e as condições para o sustento e a educação dos filhos. No ano 2001, foi eleito, em votação popular, o Paraibano do Século. Em 1910, casou-se com a professora Ester Fialho, nascendo dessa união, os filhos Glória e Guilherme; no final desse mesmo ano, desejamos com a esposa ao Rio de Janeiro pretendendo editar o seu livro de poemas. Augusto deixou a Paraíba muito magoado, pois, naquele momento, ele era negado o apoio de que tanto precisava. João Machado, uma licença sem vencimentos para garantir o emprego no seu retorno, porém, não teve êxito. não tendo, portanto, direito à licença fingida, e que não o amolasse mais. Ferido em sua dignidade, Augusto demitiu-se e despediu-se da terra natal. Somente em 1912, com a ajuda do irmão Odilon dos Anjos é que conseguiu publicar o EU , seu único livro, obra que viria a imortalizá-lo apesar de não ter obtido boa acolhida pela crítica carioca por não se enquadrar nos padrões convencionais da época. Hoje, porém, o EU é uma das produções literárias mais discutidas, mais estudadas e mais editadas, existindo sobre esse trabalho original uma vasta bibliografia. Augusto dos Anjos foi um poeta singular. É um poeta moderno. “ Ele é, entre todos os nossos poetas mortos, o único realmente moderno, com uma poesia que pode ser compreendida e sentida como a de um nosso contemporâneo” (Álvaro Lins In: Os mortos de sobrecasaca, p.78) Augusto colaborava, todos os anos, na edição do jornal NONEVAR , que circulou na Festa das Neves, padroeira da cidade de João Pessoa. Também compunha versos carnavalescos, sob o pseudônimo de Chico das Couves, fazia anúncios comerciais, perfilava, com humorismo, rapazes e jovens senhorinhas da sociedade. Augusto dos Anjos faleceu no dia 12 de novembro de 1914, em Leopoldina, Estado de Minas Gerais, para onde fora assumir a direção do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira. Sua morte foi causada por uma pneumonia e não por tuberculose como gostam de afirmar alguns de seus biógrafos; seu corpo foi sepultado no cemitério de Leopoldina. D. Ester, a viúva, atendeu ao pedido que o poeta queria antes de morrer, voltou à Paraíba, juntamente com os filhos, mas infelizmente, não conseguiu o emprego de professora que precisava para garantir a sobrevivência da família; retornou à cidade de Leopoldina onde obteve o apoio e as condições para o sustento e a educação dos filhos. No ano de 2001, foi eleito, em votação popular, o Paraibano do Século. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias, 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1971. CÂNDIDO, Gemy. Fortuna crítica de Augusto dos Anjos. João Pessoa: A União, 1981. FAÉ, Walter José. Poesia e estilo de Augusto dos Anjos. Campinas: Nova Fronteira, 1975. LINS, Álvaro. Os mortos de sobrecasaca. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. MAGALHÃES JÚNIOR, R. Poesia e vida de Augusto dos Anjos.Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. NÓBREGA, Humberto. Augusto dos Anjos e sua época.