Nº 21 – (FUNDADOR) JOSÉ LOPES DE ANDRADE
CADEIRA Nº 21 FUNDADOR: JOSÉ LOPES DE ANDRADE Patrono: Maximiano Lopes Machado (1821-1895) Fundador: José Lopes de Andrade (1914-1980) 1º Sucessor: Epitácio Soares (1915-1988) 2º Sucessor: Flávio Sátiro Fernandes (1942-2023) 3ª Sucessora: Neide Medeiros Santos (atual ocupante) Fundador: José Lopes de Andrade (1914-1980) Ocupação: Professor e jornalista Eleito: 25/09/1948 Posse: 21/04/1949 Saudação: Higino da Costa Brito BIOGRAFIA JOSÉ LOPES DE ANDRADE: Nasceu no dia 28 de julho de 1914, em Queimadas, Estado da Paraíba, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 13 de abril de 1980. Foi casado com D. Letícia Camboim Lopes de Andrade, união da qual nasceram cinco filhos: Maria Olenka, José, Maria Walesca, Tizziana e Gianna. Realizou seus estudos primários em Campina Grande com o renomado professor Clementino Procópio e, posteriormente, transferiu-se para a capital do Estado, onde frequentou o Colégio Pio X e o Lyceu Paraibano. Ingressou na Faculdade de Direito do Recife, mas optou por não concluir o bacharelado, direcionando sua vocação para a área de Estudos Sociais, curso que realizou juntamente com sua esposa. Integrou a turma pioneira do curso de História e Geografia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Além de sua graduação, especializou-se em Geografia Econômica, consolidando uma sólida e histórica trajetória no magistério superior e técnico no estado. Foi um dos fundadores da antiga Escola Técnica Municipal e da Faculdade de Ciências Econômicas de Campina Grande. Integrou também o corpo docente da Universidade Regional do Nordeste (URNE, atual UEPB) e da UFPB, lecionando nos campi I (João Pessoa) e II (Campina Grande). Na esfera administrativa e política, exerceu o cargo de Secretário da Prefeitura de Campina Grande e foi nomeado Chefe da Casa Civil do governador José Américo de Almeida. Afastou-se da função estadual para acompanhar o ex-governador ao Rio de Janeiro — então capital federal —, quando este foi designado Ministro da Viação e Obras Públicas. No Rio, Lopes de Andrade assumiu a Chefia do Serviço de Documentação do referido Ministério, retornando à Paraíba e reassumindo suas funções docentes somente ao término do mandato ministerial de José Américo. Como jornalista e intelectual de prestígio, manteve uma coluna diária no Diário da Borborema intitulada “Homens e fatos”. Cultivou estreita amizade com o magnata dos Diários Associados, Assis Chateaubriand, o que facilitou a publicação de seus inúmeros artigos e ensaios nas páginas do Diário de Pernambuco, de Recife, e em importantes periódicos do Rio de Janeiro. Sua projeção intelectual transpôs as fronteiras nacionais, colaborando formalmente com a prestigiada revista científica francesa Les Cahiers Internationaux de Sociologia. No âmbito institucional, foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 21 de abril de 1949, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Higino da Costa Brito. PUBLICAÇÕES Breve discurso sobre a sociedade e as secas no Nordeste Introdução à sociologia das secas A província, essa esquecida Forma e efeito das migrações do Nordeste
Nº 21 – (PATRONO) MAXIMIANO MACHADO
MAXIMIANO Lopes MACHADO : Nasceu no dia 07 de agosto de 1821, na capital do Estado da Paraíba e faleceu em Recife, a 11 de fevereiro de 1895; filho de Manuel Lopes Machado e D. Joaquina de Albuquerque Machado. Iniciou os estudos num convento do Recife , formando-se em Direito pela Faculdade de Olinda, exercendo, a seguir, a Promotoria Pública desta cidade. Em 1847, foi nomeado Juiz Municipal e Delegado da cidade de Areia; no ano seguinte, aderiu à Rebelião Praieira, movimento revolucionário liderado por Nunes Machado, que morreu em combate. Ferido, Maximiano refugiou-se no Engenho Pureza, onde foi preso e transportado para a cidade do Recife. Mais tarde, foi anistiado e mudou-se para Campina Grande, reiniciando as suas atividades. Exerceu a advocacia e ingressou na política, elegendo-se Deputado Provincial. Transferiu-se, depois, para Recife, dedicando-se ao magistério. Maximiano Lopes Machado foi professor, jornalista, político e advogado. Todavia, destacou-se como historiador. Coube a ele o mérito de escrever a primeira História daProvíncia da Paraíba, fundamentada em documentos estudados e pesquisados criteriosamente e, inteligentemente interpretados, dando a sua obra um caráter científico, abrindo, assim, o caminho para novos pesquisadores. Durante o tempo em que esteve foragido, dedicou-se a novas pesquisas sobre a história da Paraíba e escreveu, também: A história da Revolução Praieira; A Paraíba e o Atlas do Dr. Cândido Mendes e Carta Geográfica da Paraíba. Maximiano Machado era membro do Instituto Arqueológico Pernambucano. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ANDRADE, José Lopes de. Discurso de posse, In: Revista da APL, nº 05, 1949. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II Parahyba (Paraibanos ilustres); Rio de Janeiro: 1914.
ELIZABETH Figueiredo Agra MARINHEIRO: Nasceu na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba; filha de Agripino da Costa Agra e D. Maria Figueiredo Agra. Estudou em Campina Grande, no Colégio Alfredo Dantas e no Colégio Estadual; bacharelou-se em Letras Neolatinas, na Faculdade de Filosofia do Recife, tendo realizado curso de Licenciatura em Letras Neolatinas,na Faculdade de Filosofia de Campina Grande. Tem curso de Pós-Graduação em Lingüística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em 1974; sendo, também, pós-graduada em Introdução à Pesquisa Científica, Teoria Literária I, Introdução à Lingüística, Semiologia, Teoria da Comunicação, Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa, Teoria do Conhecimento e Teoria Literária II. Tem doutorado e pós-doutorado em Letras pela Universidade de Madrid. Além destes, possui vários outros cursos de Extensão realizados em Campina Grande, João Pessoa, Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Entre as atividades docentes exercidas pela acadêmica, destacamos: Professora de: Latim e de Português, no Colégio Estadual; Francês e Português, no Ginásio da Escola de Artes de Campina Grande; Português, no Colégio Municipal Anita Cabral e professora titular (fundadora) de Teoria Literária do Departamento de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Regional do Nordeste (FURNE).É professora de Teoria Literária I e II da UFPB. Já representou o Brasil em Simpósios realizados em Madrid; ministrou cursilhos de Literatura Nordestina em Sevilha e Santiago de Compostella (Espanha). Em Viena, foi a representante dos Cursos Ibero-Americanos de Madrid, nos Congressos Internacional de Semiótica (1979). É detentora de Comendas, Troféus e Moções conferidas por diversas intituições culturais do Brasil e do Exterior. Recebeu o Prêmio José Veríssimo, em 1981, conferido pela Academia Brasileira de Letras, pelo trabalho A bagaceira: uma estética dasociologia e o Prêmio Sílvio Romero, 1983, com Vozes de uma Voz. Idealizou e coordena os Congressos de Crítica Literária na Paraíba, promovendo Seminários Internacionais de Literatura, anualmente, realizados em Campina Grande. Elizabeth Marinheiro foi a primeira mulher eleita para a Academia Paraibana de Letras. Assumiu a sua Cadeira, em 02 de maio de 1980 e foi recepcionada pelo acadêmico Mário Moacyr Porto. Sua produção literária é vasta e significativa. Destacamos: Chegadas e andanças (crônicas); O professor enquanto comunicador(ensaio sobre educação);A intertextualidade de formas simples (críticas literárias sobre Ariano Suassuna); A bagaceira: uma estética da sociologia (crítica literária sobre a Bagaceira); Vozes de uma voz; Manuel Bandeira (estudo crítico em língua francesa); José Américode Almeida (estudo publicado em suplementos literários de Belo Horizonte); Iluminaçãode Regina(conto);Em Virgínius somos; Figueiredo Agra e o new criticismo (ensaio); O homem se eterniza pelo que escreve, João Pessoa: Universitária, 1980; Vozes de uma voz, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1982; Dicionário biobibliográfico do autor da microrregião do agreste da Borborema; João Pessoa: Universitária, 1982; O compromisso do escritor (com Edilberto Coutinho), João Pessoa: A União, 1983; Leituras. Antes e agora, (Corpus Paraíba). Brasília: Senado Federal, 1988; Novos hábitos de leitura. João Pessoa: Universitária, 1990. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Arquivo da APL. GUIMARÃES, Luiz Hugo. História da Academia Paraibana de Letras. João Pessoa: A União, 2001. Memorial Acadêmico, 1ª ed.
Nº 20 – (FUNDADOR) LUÍS GONZAGA
CADEIRA Nº 20 FUNDADOR: LUÍS GONZAGA DE OLIVEIRA Patrono: Joaquim José Henrique da Silva (1820-1889) Fundador: Pe. Luís Gonzaga de Oliveira (1915-1971) 1ª Sucessora: Elizabeth Figueiredo Agra Marinheiro (atual ocupante) Fundador: Pe. Luís Gonzaga de Oliveira (1915-1971) Ocupação: Professor e padre Eleito: 04/11/1950 Posse: 20/04/1951 Saudação: Higino da Costa Brito BIOGRAFIA LUÍS GONZAGA DE OLIVEIRA: Nasceu na data de 19 de maio de 1915, no Engenho Lameiro, localizado no município de Serra da Raiz, Estado da Paraíba, e faleceu em João Pessoa, no dia 25 de abril de 2002. Era filho de Belarmino Augusto de Oliveira e de D. Maria Emília de Oliveira. Alfabetizado em instituições particulares, concluiu o curso primário na escola pública de sua terra natal. Ao completar doze anos, matriculou-se no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, onde realizou o ensino secundário, os exames preparatórios e os cursos de Filosofia e de Teologia. Foi ordenado sacerdote em 1938 pelo então Arcebispo da Paraíba, Dom Moisés Coelho. Iniciou sua trajetória eclesiástica e docente na capital paraibana ao ser nomeado Vigário Cooperador da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora das Neves e professor de Língua Portuguesa e de Latim no próprio Seminário Arquidiocesano. Consolidou uma sólida carreira no magistério, lecionando no Colégio das Neves, no Abrigo de Menores Jesus de Nazaré, no Colégio Nossa Senhora de Lourdes e no Colégio Pio X. No ano de 1952, foi nomeado pelo governador José Américo de Almeida para reger as cátedras de Latim e de Literatura Latina na Faculdade de Filosofia da Paraíba, integrando posteriormente o corpo docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). No âmbito pastoral, exerceu marcante atividade no clero arquidiocesano. Em 1945, assumiu o posto de pároco substituto da Catedral de Nossa Senhora das Neves, em decorrência do afastamento por motivos de saúde do Monsenhor José Coutinho. Na sequência, foi designado Capelão do Abrigo Jesus de Nazaré e, mais tarde, atuou como Capelão da Maternidade Cândida Vargas — espaço que considerava um fecundo campo para o apostolado sacerdotal. Em 1963, ao celebrar o jubileu de prata de sua ordenação, foi elevado à dignidade de Cônego Honorário do Cabido Metropolitano da Paraíba pelo Arcebispo Dom Mário de Miranda Vilas Boas. Homem de letras e de imprensa, dirigiu em duas oportunidades o jornal católico A Imprensa. Em reconhecimento ao seu vasto saber filológico e literário, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 04 de novembro de 1950, tomando posse solenemente em sua Cadeira no dia 10 de maio de 1951, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Higino Brito. PUBLICAÇÕES Quadros daminha infância Tragédia do major Zé Fernandes Figuras e paisagens Padres do meu tempo Bispos do meutempo Memórias do internato Diário secreto Impressões de Canudos O Pe. Emídio Fernandes e o seu tempo Os holandeses em Cabedelo Discurso de posse Júlio César
Nº 20 – (PATRONO) JOAQUIM DA SILVA
JOAQUIM José Henrique da SILVA : Nasceu em 03 de julho de 1820, na cidade de Areia, Estado da Paraíba e faleceu no dia 18 de julho de 1889. Era casado, em primeiras núpcias, com D. Joaquina Nunes Pinto, ficando viúvo, casou-se novamente com D. Raquel Augusta Gouveia; dos dois casamentos, nasceram vinte e seis filhos, entre estes, Júlio, Abel da Silva, Cicina e Tito Silva. Fez o curso primário em Areia e, não dispondo de recursos para freqüentar uma escola superior em outra cidade, Joaquim Silva estudou sozinho. Foi um autodidata. Tornou-se um latinista respeitável, capaz de concorrer com o famoso Tobias Barreto a uma vaga de professor de Latim na Faculdade de Olinda. No Colégio de Areia, lecionava Francês e Latim; escreveu o Manual do estudante de Latim, editado na Bahia, em 1855; traduziu aArte poética, de Horácio e escreveu uma Gramática grega, que nunca foi publicada. Em 1859, fundou o Teatro Recreio Dramático que foi a célula mater do Teatro Minerva , de Areia. Joaquim da Silva foi um abolicionista autêntico; fundou a Sociedade Emancipadora Areiense e um periódico A Verdade, através dos quais fazia campanhas abolicionistas. O movimento era tão convincente que, logo, ele se tornou amigo da classe senhorial, o que fez com que Areia se antecipasse à Lei Áurea, libertando os seus escravos duas semanas antes do 13 de maio. Elegeu-se Deputado Provincial, por várias legislaturas, mas não conseguiu eleger-se Deputado Geral. Sensível aos problemas sociais, fundou uma escola gratuita para atender às crianças flageladas da seca de 1877 e, para defender seus conterrâneos mais carentes, improvisou-se advogado. Em 1822, foi nomeado Inspetor do Tesouro e, para assumir o cargo, foi obrigado a deixar a sua cidade e estabelecer-se na capital, onde, também, fundou uma escola, o Colégio Paraibano que foi, por muitos anos, considerado um dos melhores colégios do Nordeste, onde, estudavam além dos paraibanos, os filhos das famílias dos Estados vizinhos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALBUQUERQUE, Aurélio de. O areiense Joaquim Silva. João Pessoa: 1977. GONZAGA, Pe. Luiz. Discurso de posse. In: Revista da APL, nº06, João Pessoa: 1955.
Nº 19 – (1º SUCESSOR) AMAURY VASCONCELOS

CADEIRA Nº 19 1º SUCESSOR: AMAURY ARAÚJO DE VASCONCELOS Patrono: Irineu Ferreira Pinto (1881-1918) Fundador: Durwal Cabral de Almeida e Albuquerque (1908-1973) 1º Sucessor: Amaury Araújo de Vasconcelos (1928-2007) 2º Sucessor: Guilherme Gomes da Silveira d’Ávila Lins (1941-2023) 3º Sucessor: Aldo Lopes de Araújo (atual ocupante) 1º Sucessor: Amaury Araújo de Vasconcelos (1928-2007) Ocupação: Advogado Eleito: 05/06/1981 Posse: 17/07/1981 Saudação: Humberto Carneiro da Cunha Nóbrega BIOGRAFIA AMAURY ARAÚJO DE VASCONCELOS: Nasceu na cidade de Alagoa Nova, Estado da Paraíba, em 05 de outubro de 1928, e faleceu em João Pessoa, no dia 20 de outubro de 2021. Era filho de Antônio Benvindo de Vasconcelos e de Amara Araújo Vasconcelos. Foi casado com D. Maria Elizabeth Mello de Vasconcelos, união da qual nasceram duas filhas: Maria Rejane e Patrícia. Iniciou seus primeiros estudos na cidade de Areia, sob a orientação da professora Júlia Verônica dos Santos Leal, prosseguindo-os em Guarabira. Posteriormente, transferiu-se para Campina Grande, onde frequentou o Colégio Pio XI, e para João Pessoa, onde estudou no tradicional Lyceu Paraibano. Bacharelou-se em Direito no ano de 1953 pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió. Homem de múltiplos saberes, graduou-se também no curso de Licenciatura em Geografia e História pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e realizou cursos de especialização em Direito de Família em renomadas instituições europeias, como a Universidade de Sorbonne, na França, e a Universidade Católica de Portugal. Ao longo de sua expressiva trajetória pública, jurídica e administrativa, exerceu cargos de elevada responsabilidade, entre os quais: Procurador-Chefe da Prefeitura Municipal de Santa Rita; advogado credenciado do Banco do Estado de São Paulo (BANESPA); Chefe da Casa Civil do Governador do Estado; e Secretário de Segurança da Prefeitura de Campina Grande. No magistério superior, atuou como professor da UFPB e Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). No âmbito corporativo e associativo, foi conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB, Seção Paraíba) no biênio 1985–1986, além de fundador do Lions Clube de Maceió e Governador do Lions Clube na Região Nordeste. Como intelectual, pesquisador e orador de grande prestígio, consolidou-se como membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e integrou os quadros do Conselho Estadual de Cultura. Teve papel pioneiro no cenário literário estadual como membro-fundador da Academia de Letras de Campina Grande (ALCG), da Academia Paraibana de Poesia (APP) e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (IPGH). Pertenceu ainda à Academia Brasileira dos Municípios, à Associação Brasileira de Escritores e ao Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), em Mossoró (RN), além de figurar como sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN). Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) em 1981 para ocupar a Cadeira de nº 19, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Humberto Nóbrega. Por seus destacados méritos intelectuais e profissionais, foi agraciado com inúmeras láureas, títulos e comendas, destacando-se: os títulos de Cidadão Honorário dos municípios de Areia, Guarabira e Campina Grande; o prêmio de Escritor do Ano de 1985, conferido pela União Brasileira de Escritores (UBE-RJ); a Medalha de Ouro do Lions Clube Internacional; e o título de Advogado do Ano de 1986, outorgado pela Associação dos Advogados de Campina Grande (Medalha Argemiro de Figueiredo). Recebeu também a Medalha Tiradentes (1986), conferida pela Loja Maçônica Regeneração Campinense; o Diploma de Colaborador Emérito do Exército Brasileiro; o Diploma da Academia Interamericana de Literatura e Jurisprudência (Cadeira nº 183, patroneada por Fagundes Varela); e a prestigiosa Comenda do Mérito Cultural da Academia Paraibana de Letras. PUBLICAÇÕES Aula da saudade Saudação aos moços Causas sociais da independência Saudação àsbandeiras Pedro Américo-gênio não só na pintura A história de um historiador A educação na obra de Gilberto Freyre Pródromos da revolução francesa Vigário Odilon Benvindo – apóstolo da fé Capítulo de históriacultural da Paraíba, coletânea do 4º centenário da Paraíba Relatório degovernador múltiplo L-2-65/66 O ajustamento na família In memorian: O pintor Miguel Guilherme Crônicas de viagens (31 países) Depoimento ou perfil – Severino Cabral Eu poeta Elpídio – o intelectual Cadeira nº 14 Paraíba mulher Eu poeta em prosa everso Câmara Cascudo – sua internacionalidade – discurso Horácio deAlmeida – o historiador Quatro momentos Eu comigo – memórias
Nº 19 – (FUNDADOR) DURWAL ALBUQUERQUE
CADEIRA Nº 19 FUNDADOR: DURWAL CABRAL DE ALMEIDA E ALBUQUERQUE Patrono: Irineu Ferreira Pinto (1881-1918) Fundador: Durwal Cabral de Almeida e Albuquerque (1908-1973) 1º Sucessor: Amaury Araújo de Vasconcelos (1928-2007) 2º Sucessor: Guilherme Gomes da Silveira d’Ávila Lins (1941-2023) 3º Sucessor: Aldo Lopes de Araújo (atual ocupante) Fundador: Durwal Cabral de Almeida e Albuquerque (1908-1973) Ocupação: Advogado Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA DURWAL CABRAL DE ALMEIDA E ALBUQUERQUE: Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 09 de novembro de 1908, e faleceu nesta mesma cidade, no dia 25 de junho de 1973. Era filho de Álvaro Frederico de Almeida Albuquerque e de D. Rosa Cabral de Albuquerque. Foi casado em primeiras núpcias com D. Bernardina Mesquita, união da qual não deixou descendentes. Após enviuvar, casou-se com D. Maria de Lourdes, com quem teve seis filhos. Bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife e, ao longo de sua trajetória profissional, ocupou cargos de grande relevância jurídica e administrativa no cenário estadual. Em 1937, atuou como interventor no município de Itabaiana, substituindo o então prefeito Abelardo Jurema. Exerceu também as funções de Juiz Federal, Secretário do Conselho Administrativo do Estado, Procurador do Domínio do Estado, Diretor da Divisão do Orçamento do Serviço Público e Diretor-Geral do Departamento do Serviço Público (DSP). Em 1949, aposentou-se no cargo de Diretor da Divisão de Pessoal, passando a dedicar-se intensamente à advocacia privada. No ano de 1952, integrou a diretoria da Associação dos Servidores Públicos do Estado da Paraíba (ASPEP) como consultor jurídico, acumulando ainda as funções de redator e secretário do jornal oficial da entidade. Homem de sólida formação intelectual, teve marcante atuação na imprensa paraibana, iniciando sua carreira em 1930 como revisor do jornal oficial A União, à época sob a direção do jornalista Osias Gomes, periódico no qual ascendeu à condição de redator. No âmbito institucional, foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e destacou-se historicamente como um dos dez sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras (APL), participando ativamente da instalação da casa no dia 14 de setembro de 1941. Embora não tenha publicado livros individuais em vida, legou uma produção de expressivo valor literário e historiográfico, dispersa em artigos e ensaios publicados nas revistas oficiais da APL e do IHGP. PUBLICAÇÕES Cidadão do mundo Homenagem a Bilac Solon de Lucena – cidadão e homem do Estado Solon de Lucena Irineu Pinto Discurso de recepção ao acadêmico Demócrito de Castro e Silva Flagrantes de uma grande vida O bispo mártir A maior expressão histórica da nossa bravura 24 de novembro e não 5 de agosto
Nº 19 – (PATRONO) IRINEU PINTO
IRINEU Ferreira PINTO: Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 07 de abril de 1881, falecendo na mesma cidade, em 27 de março de 1918, deixando viúva D. Marcionila Figueiredo Pinto, com três filhos: Iremar, Ivone e Piragibe.; era filho de Francisco Ferreira Pinto e D. Bernardina Ferreira Pinto. Aos oito anos de idade, ficou órfão de pai, passando aos cuidados da avó materna que morava no sítio Barreiras, atual cidade de Bayeux, onde viveu a sua infância e fez o curso primário, freqüentando, depois, o Lyceu Paraibano, pretendendo seguir a carreira jurídica, o que não foi possível.A pobreza obrigou-o a desistir do sonho e encarar a realidade, pois, devia trabalhar para ajudar no orçamento da família. Trabalhou nos Correios e Telégrafos, como amanuense, mas não se acomodou. Dedicou-se à pesquisa histórica e literária; fundou o Clube Benjamim Constant, núcleo literário do qual fazia parte a elite intelectual da Província; foi sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, tendo exercido os cargos de Secretário e Bibliotecário da entidade e integrou a Comissão que elaborou os estatutos da Casa; era sócio honorário do Centro de Ciências e Letras de Campinas; do Instituto Histórico da Bahia; da Sociedade de Geografia de Lisboa; da Real Academia de Arqueologia da Bélgica, do Instituto Histórico e Geográfico Alagoano, entre ouras associações congêneres. Recebeu Medalha de Ouro da Sociedade Histórica de Paris e uma Medalha de Cobre pela exposição de Turim. Bibliografia: Datas e notas para a história da Paraíba, 1909; O cólera-morbus na Paraíba,1910; Resenha dos trabalhos científicos, 1910; A igreja do colégio, 1910; A instrução pública na Paraíba, 1910; AParaíba de Lyra Tavares, 1910; A abdicação, 1912; Notas para a história daordem 3ª de Nossa Senhora do Carmo, 1912; Resenha dos trabalhoscientíficos do IHGP, 1912; Sobre o XVII Congresso de Americanistas, 1912; Assuntos bibliográficos; Heroísmo de Cabedelo; Capela do Senhor do Bom Jesus; A Bahia e o V Congresso Brasileiro de Geografia; Documentos para a bibliografia de Pedro Américo. Colaborava nos jornais A União, O Norte e O Comércio, publicando trovas, sonetos e crônicas REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALBUQUERQUE, Durwal.Irineu Pinto. In: Revista da APL, nº05, João Pessoa: 1905. PINTO:Piragibe. Irineu Pinto-sua vida, sua obra. João Pessoa: 1980.
Nº 18 – (2º SUCESSOR) CLÁUDIO SANTA CRUZ
CADEIRA Nº 18 2º SUCESSOR: CLÁUDIO SANTA CRUZ Patrono: Irineu Ceciliano Pereira Jóffily (1843-1902) Fundador: Mauro da Cunha Lima (1897-1943) 1º Sucessor: Epaminondas Câmara (1900-1958) 2º Sucessor: Cláudio Santa Cruz Costa (1919-2005) 3º Sucessor: Luiz Hugo Guimarães (1925-2009) 4º Sucessor: Francisco de Sales Gaudêncio (atual ocupante) 2º Sucessor: Cláudio Santa Cruz Costa (1919-2005) Ocupação: Professor Eleito: 08/05/1971 Posse: 17/02/1973 Saudação: Lauro Pires Xavier BIOGRAFIA CLÁUDIO SANTA CRUZ COSTA: Nasceu na cidade de Conceição, Estado da Paraíba, em 02 de julho de 1919, e faleceu em João Pessoa, no dia 21 de junho de 2011. Era filho de Eduardo de Carvalho Costa e de D. Quitéria Santa Cruz Costa. Foi casado com D. Idalba Moura Santa Cruz Costa. Iniciou seus estudos em sua cidade natal, realizando os exames preparatórios no tradicional Lyceu Paraibano. Bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1945, instituição pela qual também obteve o seu título de Doutor. Iniciou sua sólida carreira no magistério em 1946, lecionando a disciplina de Francês no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). Destacou-se historicamente como professor-fundador da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde regeu as cátedras de Economia Política e de Ciência das Finanças. Homem de vasto saber humanístico e econômico, lecionou ainda na Faculdade de Ciências Econômicas e na Faculdade de Filosofia da UFPB, ministrando disciplinas fundamentais como Estrutura das Organizações Econômicas, Princípios de Sociologia Aplicados à Economia, Evolução da Conjuntura Econômica, Estudo Comparado dos Sistemas Econômicos, e História Econômica Geral e do Brasil. No ensino privado, colaborou com os Institutos Paraibanos de Educação (IPÊ), onde exerceu a docência e o cargo de vice-presidente da instituição. No âmbito da gestão universitária e da administração pública, Cláudio Santa Cruz Costa acumulou funções de elevada responsabilidade, tendo sido Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas, Coordenador do Curso de Economia e Procurador-Geral da UFPB. Fora do ambiente acadêmico, exerceu a presidência do Montepio do Estado da Paraíba (antigo IPEP, atual PBPREV) e atuou nacionalmente como Secretário-Geral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sua trajetória também registrou marcante atuação na imprensa paraibana, tendo trabalhado como redator do jornal oficial A União entre os anos de 1941 e 1943, e assumido a direção do jornal O Estado da Paraíba em 1946. Intelectual respeitado por seus pares, ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 17 de dezembro de 1973, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Lauro Xavier. PUBLICAÇÕES O Direito na nova ordem econômica Aspectos daocupação holandesa no Brasil Três campinenses ilustres: Irineu Joffily, Mauro Luna e Epaminondas Câmara O campinense Hortênsio Ribeiro
Nº 18 – (1º SUCESSOR) EPANIMONDAS CÂMARA
CADEIRA Nº 18 1º SUCESSOR: EPAMINONDAS CÂMARA Patrono: Irineu Ceciliano Pereira Jóffily (1843-1902) Fundador: Mauro da Cunha Lima (1897-1943) 1º Sucessor: Epaminondas Câmara (1900-1958) 2º Sucessor: Cláudio Santa Cruz Costa (1919-2005) 3º Sucessor: Luiz Hugo Guimarães (1925-2009) 4º Sucessor: Francisco de Sales Gaudêncio (atual ocupante) 1º Sucessor: Epaminondas Câmara (1900-1958) Ocupação: Escritor Eleito: 17/03/1945 Posse: 21/07/1945 Saudação: Hortênsio Ribeiro BIOGRAFIA EPAMINONDAS CÂMARA: Nasceu na cidade de Esperança, Estado da Paraíba, em 04 de junho de 1900, e faleceu no dia 28 de abril de 1958. Era filho de Horácio de Arruda Câmara e de D. Idalgina Sobreira Câmara. Foi casado com sua prima, a senhora Isaura Gameiro, união da qual não deixou descendentes. Não teve acesso a uma instrução acadêmica sistemática ou formal. Aprendeu as primeiras letras em sua cidade natal com a professora Maria Sobreira. Posteriormente, em razão da mudança de sua família para o município de Taperoá (antigo distrito de Batalhão), passou a receber ensinamentos do renomado professor Minervino Lucíolo de Vasconcelos Cavalcanti. Transferindo-se mais tarde para Campina Grande, estudou rudimentos gramaticais com o professor Clementino Procópio e noções de Contabilidade com o professor Renato Alencar. Autodidata convicto, sua extraordinária força de vontade, aliada a uma inteligência aguçada, permitiu que conquistasse um espaço de destaque no cenário intelectual do estado. Sua rotina era marcada pelo trabalho exaustivo: passava o dia integralmente dedicado às atividades de um estabelecimento comercial em Campina Grande, o que teoricamente não lhe deixava tempo livre para as letras. Contudo, enquanto exercia suas funções comerciais, organizava e estruturava mentalmente os seus ensaios e pesquisas históricas; à noite, recolhido em seu lar, transcrevia para o papel tudo o que havia esboçado na mente ao longo do dia. Desse método singular nasceu o grande mérito de sua valiosa produção historiográfica e literária. Em reconhecimento ao valor de sua obra, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL), tomando posse solenemente em sua Cadeira no dia 21 de julho de 1945, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Hortênsio Ribeiro. PUBLICAÇÕES Os alicerces de Campina Grande – esboço histórico do povoado e da vila Municípios e freguesias na Paraíba Datas campinenses