Nº 24 – (1º SUCESSOR) JOSÉ JOFFILY BEZERRA DE MELLO
CADEIRA Nº 24 1º SUCESSOR: JOSÉ JOFFILY BEZERRA DE MELLO Patrono: Pedro Américo Figueiredo Mello (1843-1905) Fundador: Horácio de Almeida (1896-1983) 1º Sucessor: José Jóffily Bezerra de Mello (1914-1994) 2º Sucessor: Evaldo Gonçalves de Queiroz (1933-2025) 3º Sucessor: Francisco das Chagas Gil Messias (atual ocupante) 1º Sucessor: José Joffily Bezerra de Mello (1914-1994) Ocupação: Escritor, jornalista e pesquisador Eleito: 13/09/1983 Posse: 21/11/1983 Saudação: Manuel Batista de Medeiros BIOGRAFIA JOSÉ JOFFILY BEZERRA DE MELLO: Nasceu na cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba, em 25 de março de 1914, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 2000. Era filho de Antônio Bezerra de Mello e de D. Maria Joffily Bezerra de Mello. Realizou seus estudos na capital paraibana, onde frequentou o Colégio Diocesano Pio X e o tradicional Lyceu Paraibano. Ingressou inicialmente na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, transferindo-se posteriormente para a Faculdade de Direito do Recife, instituição pela qual se bacharelou em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1938. Sua militância pública e partidária manifestou-se ainda na juventude, quando participou ativamente dos comícios e movimentos da Aliança Liberal, articulação histórica de 1929 que uniu Paraíba, Minas Gerais e Rio Grande do Sul em prol das candidaturas de Getúlio Vargas e João Pessoa. Defensor de ideais socialistas e progressistas, foi preso no bojo da repressão política de 1935, sendo recolhido a uma penitenciária no Rio de Janeiro e, consecutivamente, transferido para o navio-presídio Pedro I, conquistando a liberdade no ano seguinte por meio de um habeas corpus. No cenário parlamentar, elegeu-se Deputado Federal pela Paraíba por várias legislaturas consecutivas entre os anos de 1946 e 1962, inicialmente vinculado ao PSD (e não ao PDS, como registrado por lapso na memória oral) e, posteriormente, ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), legenda pela qual concorreu ao Senado Federal. Ao longo de sua polivalente trajetória administrativa, exerceu cargos de elevado relevo técnico e jurídico, tais como: Gerente da Caixa Rural e Operária da Paraíba; Assistente Técnico do Departamento de Cooperativismo do Estado; Promotor Público na comarca de Floresta (PE); Diretor da Penitenciária Agrícola de Itamaracá; e Secretário de Estado da Agricultura, Viação e Obras Públicas da Paraíba. Por sua competência diplomática e econômica, representou o Brasil em diversas missões oficiais de alta responsabilidade no exterior. No ano de 1964, em decorrência do golpe civil-militar, teve seus direitos políticos cassados por dez anos pelo Comando Supremo da Revolução, passando a dedicar-se à iniciativa privada a partir de então. Consagrado jornalista, pesquisador e historiador de renome nacional, José Joffily legou uma vasta e premiada produção bibliográfica. Sua obra historiográfica foi duas vezes laureada com o prestigioso Prêmio CLIO da Academia Paulistana de História: a primeira em 1981, pelo livro Revolta e revolução, e a segunda em 1983, pelo volume Entre a monarquia e a república. No mesmo ano de 1983, obteve grande projeção cultural com o lançamento do longa-metragem nacional Parahyba Mulher Macho, dirigido por Tizuka Yamasaki e baseado em seu aclamado livro biográfico Anayde Beiriz. Por seu indiscutível mérito intelectual, foi condecorado com o título de Honra ao Mérito pela Câmara Municipal de Campina Grande e alvo de sessão solene especial na Assembleia Legislativa da Paraíba por ocasião de seu septuagenário. Integrou as mais importantes agremiações culturais do país, sendo membro da Academia de Letras de Campina Grande (ALCG), do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), da Academia de Letras e Artes do Nordeste (ALANE), da Academia Paulistana de História e do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, além de pertencer à União Brasileira de Escritores (UBE-SP) e figurar como sócio-correspondente dos Institutos Históricos e Geográficos dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 25 de novembro de 1983, ocasião em que tomou posse em sua Cadeira e foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Gláucio Veiga. PUBLICAÇÕES O caso pantler A industrialização da Paraíba O Plano SALTE Fatos e versões Distorções e revisões Revolta e revolução Anayde Beiriz Entre a monarquia e a república Morte na Ulen Porto político Londres, londrina Harry Berger Aplicação da verba federal de 1.800.000,00 na Paraíba Teses e conferências Brasília e o desenvolvimento econômico Aplicação de capital nos territórios não-autônomos Problemas de reforma agrária 15 de novembro – 100 anos depois A sucessão estadual As responsabilidades do intelectual
Nº 24 – (FUNDADOR) HORÁCIO DE ALMEIDA
CADEIRA Nº 24 FUNDADOR: HORÁCIO DE ALMEIDA Patrono: Pedro Américo Figueiredo Mello (1843-1905) Fundador: Horácio de Almeida (1896-1983) 1º Sucessor: José Jóffily Bezerra de Mello (1914-1994) 2º Sucessor: Evaldo Gonçalves de Queiroz (1933-2025) 3º Sucessor: Francisco das Chagas Gil Messias (atual ocupante) Fundador: Horácio de Almeida (1896-1983) Ocupação: Historiador e juiz Fundadora da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA HORÁCIO DE ALMEIDA: Nasceu na cidade de Areia, Estado da Paraíba, em 21 de outubro de 1896, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 05 de junho de 1983. Era filho de Rufino Augusto de Almeida e de Adelaide Jocunda de Almeida. Foi casado com D. Corinta Freitas de Almeida, união da qual nasceram sete filhos: Átila, Armênia, Libânia, Luiz, Carlos Eduardo, Ignez e Doris. Iniciou seus primeiros estudos no próprio engenho de seu pai, transferindo-se posteriormente para a capital do Estado, onde realizou seus exames preparatórios no tradicional Lyceu Paraibano com vistas ao ingresso no ensino superior. Bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife no ano de 1930. Logo após a sua graduação, retornou à Paraíba e iniciou sua carreira profissional no âmbito jurídico. Destacou-se como Juiz Eleitoral, atuando na representação da classe dos advogados ao lado de Maurício Furtado, parceria que deu origem a uma sólida e duradoura amizade entre os dois juristas. Na administração pública e na imprensa, exerceu o relevante cargo de Secretário do Interior e Justiça do Estado e teve marcante atuação nos periódicos da capital, onde colaborava assiduamente e assumiu a direção do jornal O Estado da Paraíba. Contudo, foi no universo das letras e do ensaísmo que alcançou projeção nacional, consagrando-se como um dos historiadores mais respeitados e eruditos do país, célebre por suas monumentais investigações documentais e regionais. Fixando residência no Rio de Janeiro — então capital federal —, Horácio de Almeida desenvolveu uma intensa militância institucional e literária: foi membro efetivo da Academia Fluminense de Letras e da Academia Carioca de Letras; presidiu o Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes e o Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro; e destacou-se historicamente como o principal idealizador e fundador da Federação das Academias de Letras do Brasil (FALB). Sem jamais desligar-se de suas raízes culturais e historiográficas norte-paraibanas, integrou os quadros de sócios do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e imortalizou-se como um dos dez sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras (APL), tendo participado ativamente da consolidação e da instalação solene da casa no dia 14 de setembro de 1941. PUBLICAÇÕES Contribuição para uma bibliografia paraibana Bacharéis de 1930 A posição da mulher perante as leis do país Pedro Américo – ligeira notícia bibliografia Pedro Américo – centenário do seu nascimento Brejo de Areia – memórias de um município Ao redor de mim mesmo Augusto dos Anjos – razões de sua angústia História da Paraíba Augusto dos Anjos – tema para debates Dicionário popularparaibano Dicionário de termos eróticos e afins
Nº 24 – (PATRONO) PEDRO AMÉRICO
PEDRO AMÉRICO Figueiredo Mello : Nasceu na cidade de Areia, Estado da Paraíba, em 29 de abril de 1843 e faleceu na cidade italiana de Florença, no dia 07 de outubro de 1905; foi sepultado em João Pessoa, em abril do ano seguinte. Era filho de Daniel Eduardo de Figueiredo Mello e D. Feliciana Cirne de Figueiredo; casado com D. Carlota , filha do pintor e poeta Manuel de Araújo Porto Alegre. Estudou em Areia, tendo sido aluno do latinista Joaquim da Silva. Originário de uma família de aristas, Pedro Américo herdou dos seus ascendentes o gosto pelas artes, sendo dotado de um extraordinário talento.; quando criança, estudou música com o avô, integrava o coral da igreja e já desenhava retratos e paisagens . A figura de um galo, desenhada na parede do estabelecimento do seu pai, despertou a curiosidade do desenhista alemão Bindsel, que visitava a cidade com um grupo de cientistas liderados pelo naturalista Jacques Brunet .O desenhista admirou-se com a firmeza dos traços e a riqueza de detalhes do desenho e, sabendo da situação financeira da criança, apelou às autoridades para que ajudassem àquela criança a desenvolver o seu talento, conseguindo meios , através do Governo Geral, para que ele pudesse freqüentar uma escola. No final de 1854, Pedro Américo seguiu para o Rio de Janeiro, protegido pelo Governo Imperial , a fim de matricular-se no Colégio D. Pedro II, onde fez os preparatórios e ingressou na Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, sendo considerado pelo diretor “a glória da Academia”. Com o fim de aperfeiçoar-se, embarcou para a Europa. Em Paris, estudou na Academia de Belas Artes, no Instituto de Física de M. Ganot e na Sorbone.Conheceu os maiores centros culturais do mundo; na Europa, ele foi muito prestigiado, teve a sua arte reconhecida. Era doutor em Ciências Naturais pela Universidade de Bruxelas, tendo sido professor adjunto desta Universidade. . Antes de ir ao Velho Mundo, lecionou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e Deputado Geral pela Paraíba. Recebeu as honrarias de Grão Cavaleiro da Ordem Romana do Santo Sepulcro e Cavaleiro da Coroa da Alemanha ; pertencia a várias associações culturais. Além de pintor, foi romancista, poeta, orador, cultor da Filosofia e da Ciência, mas, consagrou-se como pintor. Seus quadros mais conhecidos: O grito do Ipiranga; A Batalha do Avaí; A Batalha de Campo Grande; O consertador de bandolim; A rabequista árabe; O passo da pátria; Tiradentes esquartejado; David e Absag; Judith e Holofernes; Jacob e Moisés; O voto de Heloísa; A primeira culpa; O noviciado; Mater dolorosa;; A mulher de Putifar; Joana D’Arc; Cristo menino; Cristo diante de Pilatos; Cristo morto; Cristo ressuscitado; Paz e concórdia; Honra e pátria; A noite com os gênios do amor e do estudo. Retratos: Araújo Porto Alegre; D. Carlota; Conde D’Eu; Inez de Castro; D. João VI; D. Pedro II e D. Pedro I. Paisagens: A cascata; Uma rua no Tânger; Paisagem árabe; Paisagem de aspecto africano. Romances: O holocausto; Na cidade eterna e O foragido. Literatura:La reforme de l’Academie de Beaux-Arts; La science et les systemes; Hypothese relativa à causa do phenomeno chamado luz zodiacal. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Pedro Américo-notícias bibliográficas, João Pessoa: 1982. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II, Parahyba, Rio de Janeiro, 1914. RIBEIRO, Domingos. Pedro Américo e a música. João Pessoa: 1982. VASCONCELOS, Amaury. Pedro Américo-gênio não só na pintura. João Pessoa: 1982.
Nº 23 – (3º SUCESSOR) ABELARDO DE ARAÚJO JUREMA

CADEIRA Nº 23 2º SUCESSOR: ABELARDO DE ARAÚJO JUREMA Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) 5ª Sucessora: Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) Ocupação: Professor e político (Deputado Estadual) Eleito: 29/08/1981 Posse: 14/01/1982 Saudação: Luiz Augusto da Franca Crispim BIOGRAFIA ABELARDO DE ARAÚJO JUREMA: Nasceu na cidade de Itabaiana, Estado da Paraíba, em 14 de fevereiro de 1915, e faleceu em João Pessoa, no dia 09 de fevereiro de 1999. Era filho do Dr. Geminiano Jurema Filho e de D. Amália de Araújo Jurema. Foi casado com D. Maria Evanise Pessoa, união da qual nasceram oito filhos: Maria Amália, Oswaldo Geminiano, Maria Elizabeth, Nara Maria, Maria Evanise, Maria Rosalinda, Abelardo Filho e João Luís. Iniciou seus estudos em sua terra natal, no Colégio São José, sob a direção de D. Marieta Medeiros, transferindo-se depois para a capital pernambucana, onde frequentou o Colégio Nossa Senhora do Carmo e, consecutivamente, o Colégio Oswaldo Cruz, instituição na qual concluiu a formação secundária. Bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1937. Sua vocação para as letras e para o jornalismo manifestou-se ainda no período acadêmico, quando colaborava ativamente no periódico de sua faculdade. No Recife, escreveu para importantes veículos de comunicação, tais como o Diário de Pernambuco, o Diário da Tarde e o Jornal do Commercio. De volta à Paraíba, atuou como redator do jornal oficial A União, à época sob a direção do jornalista Orris Barbosa. Paralelamente às atividades intelectuais, gerenciava na capital o escritório comercial da fábrica de cigarros Estrela do Norte, pertencente ao seu avô — espaço que se transformou em um concorrido ponto de encontro de intelectuais e figuras exponenciais da sociedade paraibana. Homem público de relevo e de marcante atuação administrativa, Abelardo Jurema acumulou uma extensa lista de cargos de alta responsabilidade. Na esfera estadual, foi Prefeito interino de João Pessoa em 1937, Diretor do Departamento de Estatística e Publicidade, Diretor da Rádio Tabajara, Diretor do Departamento de Educação e Secretário de Educação e Saúde do Estado. No magistério, atuou como professor de Literatura no tradicional Lyceu Paraibano. Ingressando na política partidária nacional, elegeu-se Deputado Federal e, por sua habilidade de articulação, foi escolhido pelo presidente Juscelino Kubitschek para exercer a liderança do Governo na Câmara dos Deputados. No plano federal, exerceu ainda o cargo de Procurador Adjunto da República e alcançou o ápice de sua carreira política ao ser nomeado Ministro de Estado da Justiça e Negócios Interiores no governo do presidente João Goulart. Em decorrência do golpe civil-militar de 1964, foi destituído do cargo ministerial, teve seus direitos políticos cassados e foi compelido ao exílio político no Peru. Retornou ao Brasil no ano de 1970, fixando residência na cidade do Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar no Escritório de Representação do Governo da Paraíba. Do Rio, continuou a articular importantes pleitos de interesse nacional e estadual, tendo participação ativa no processo de federalização da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), nas discussões para a construção de Brasília e nas ações político-administrativas que culminaram na criação do Estado do Acre e do antigo Estado da Guanabara. Por sua vasta contribuição ao desenvolvimento cultural e educacional, foi agraciado com o título de Professor Honoris Causa da UFPB e integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Consagrado como um dos grandes nomes da história política e intelectual paraibana, foi eleito para a Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 23, tomando posse solenemente no dia 14 de janeiro de 1982, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Luiz Augusto Crispim. PUBLICAÇÕES 102 dias no Senado Sexta-feira 13 Os últimos dias do Governo João Goulart Entre os Andes e a revolução Juscelino & Jango PSD & PTB Exílio De Itabaiana à imortalidade Presença da Paraíba no Brasil
Nº 23 – (1º SUCESSOR) AURÉLIO MORENO DE ALBUQUERQUE
CADEIRA Nº 23 1º SUCESSOR: AURÉLIO MORENO DE ALBUQUERQUE Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) 5ª Sucessora: Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) Ocupação: Professor e desembargador Eleito: 08/05/1971 Posse: 16/08/1973 Saudação: Juarez da Gama Batista BIOGRAFIA AURÉLIO MORENO DE ALBUQUERQUE: Nasceu na cidade de Areia, Estado da Paraíba, em 27 de novembro de 1912, e faleceu em João Pessoa, no dia 09 de julho de 1981. Era filho de Aureliano Camelo de Albuquerque e de D. Santina Moreno de Albuquerque. Foi casado com a senhora Lícia de Almeida Albuquerque, união da qual não deixou descendentes. Realizou seus estudos primários em sua terra natal com o renomado professor Leônidas Santiago, transferindo-se depois para a capital do Estado, onde frequentou o Colégio Pio X e o tradicional Lyceu Paraibano. Dotado de uma vasta inclinação para os estudos humanísticos, diplomou-se inicialmente como professor primário pela Escola Normal Oficial do Estado. Chegou a iniciar o curso de Odontologia, mas optou pelas Ciências Jurídicas, bacharelando-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1937. Décadas mais tarde, ampliou sua sólida formação acadêmica graduando-se também nos cursos de Filosofia, História e Geografia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). No magistério, construiu uma carreira polivalente e dedicada: atuou no curso elementar na antiga localidade de Alagoa do Monteiro e foi professor e diretor do Colégio Abel da Silva, no município de Ingá. Na capital, lecionou no Colégio Estadual da Paraíba (Liceu), na Escola Industrial, na Faculdade de Ciências Econômicas e no corpo docente da UFPB. Paralelamente, seguiu uma brilhante trajetória nas carreiras jurídicas do Estado, servindo com distinção como Promotor Público nas comarcas de São José do Cariri, Bananeiras, Itabaiana, Santa Rita, Campina Grande e João Pessoa. O ápice de sua carreira jurídica deu-se em 1962, quando foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), corte na qual também exerceu, por duas ocasiões, a Presidência da Câmara Criminal. Como jornalista e intelectual, iniciou suas colaborações na imprensa ainda na juventude, nas páginas do periódico editado pelo Grêmio Literário 24 de Março, no Lyceu. Posteriormente, escreveu para o jornal A Imprensa e para o oficial A União, veículo onde manteve a consagrada coluna diária “Flagrantes” — espaço de crônicas e notas que, mais tarde, transferiu para as páginas dos jornais Correio da Paraíba e O Norte. Eventualmente, colaborava também com o Diário de Pernambuco, do Recife. No âmbito institucional, foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e integrou os quadros do Conselho Estadual de Cultura. Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 15 de setembro de 1973, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Juarez Batista. Na APL, ascendeu ao cargo de Presidente da instituição, período no qual promoveu uma profícua e dinâmica gestão administrativa, sendo sucedido no comando da casa pelo acadêmico Afonso Pereira, no ano de 1978. PUBLICAÇÕES Sobretudo um homem de bem Areia, seu passado, seu presente Justiça e vida O areiense Joaquim da Silva
Nº 23 – (FUNDADOR) ÁLVARO PEREIRA DE CARVALHO
CADEIRA Nº 23 FUNDADOR: ÁLVARO PEREIRA DE CARVALHO Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) 1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981) 2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999) 3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010) 4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013) 5ª Sucessora: Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante) Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952) Ocupação: Jornalista, escritor, ensaísta, crítico e professor Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA ÁLVARO PEREIRA DE CARVALHO: Nasceu no município de Mamanguape, Estado da Paraíba, em 19 de fevereiro de 1885, e faleceu em João Pessoa, no dia 05 de outubro de 1952. Era filho de Manuel Pereira de Carvalho e de D. Francisca Leopoldina de Carvalho. Foi casado em primeiras núpcias com D. Luiza Gonzaga dos Santos, união da qual nasceram sete filhos: Stélio, Glaura, Stela, Nerina, Dalva, Vilma e Clóvis. Após enviuvar, contraiu segundas núpcias com D. Francisca Marques da Rocha, no ano de 1947. De origem humilde, trabalhou na juventude como barbeiro — mesmo ofício de seu pai — a fim de custear a própria instrução. Com notável determinação, logrou bacharelar-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1916. Homem de vasta cultura e profundo conhecedor dos clássicos da literatura universal, construiu uma sólida trajetória intelectual, jurídica e política no estado. No magistério, atuou como professor de Literatura e de Língua Italiana no Lyceu Paraibano. Na imprensa, exerceu destacado papel como ensaísta, crítico literário e jornalista, tendo sido redator do periódico O Combate e diretor de O Comércio. Na esfera pública, elegeu-se Deputado Federal e assumiu a liderança de importantes pastas como Secretário de Estado. Em 22 de outubro de 1928, ascendeu ao cargo de Vice-Presidente do Estado da Paraíba, compondo a chapa executiva liderada pelo presidente João Pessoa. Em decorrência do histórico assassinato de João Pessoa, ocorrido em Recife no dia 26 de julho de 1930, Álvaro de Carvalho assumiu interinamente a Presidência do Estado em um dos períodos mais conturbados da história republicana brasileira. Com o desfecho da Revolução de 1930 e a subsequente mudança no cenário político nacional, renunciou em definitivo à vida pública para retornar ao magistério. Transferiu residência para o Estado de São Paulo, estabelecendo-se na cidade de Santos por sete anos, período no qual se dedicou à advocacia privada e lecionou Língua Inglesa em colégios particulares. Sua experiência no comando do Executivo paraibano foi perpetuada na obra histórica Nas vésperas da revolução, valioso documentário sobre os setenta dias em que esteve à frente do governo estadual. Nas páginas deste livro, registrou detalhes de decisões cruciais e polêmicas que tomou por convicção e sem demagogia, pautadas pela firmeza de caráter, ainda que sob o crivo da opinião popular. Entre essas medidas, Álvaro de Carvalho revelou ter sancionado a Lei nº 700 — que alterou o nome da capital do Estado de Parahyba para João Pessoa — cumprindo um rito político que, embora contrariasse suas convicções pessoais, materializava a proposta do poeta Américo Falcão em virtude da grandeza da homenagem e do desejo da maioria de seus concidadãos. Guiado por esse mesmo rigor analítico e histórico, vetou o projeto que instituía a nova bandeira do Estado (a bandeira do “Nego”), devolvendo-o ao Poder Legislativo sob o argumento técnico e conceitual de que a palavra inscrita de forma isolada traduzia um “puro negativismo” e carecia de precisão histórica em relação ao célebre telegrama original de João Pessoa. Intelectual de primeira grandeza e defensor perene das letras jurídicas e literárias, Álvaro de Carvalho imortalizou-se como um dos dez sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras (APL), participando ativamente de sua instalação em 14 de setembro de 1941. Em reconhecimento à sua dedicação aos livros e à cultura do estado, foi consagrado patrono da Biblioteca Álvaro de Carvalho, o principal acervo bibliográfico da referida instituição. PUBLICAÇÕES Ensaios dacrítica esthética A revolução do eu Ensaios da crítica Educação profissional Augusto dos Anjos e outros ensaios Nas vésperas da revolução
Nº 23 – (PATRONO) THEODOMIRO FERREIRA NEVES JUNIOR
Theodomiro Ferreira NEVES JÚNIOR: Nasceu no dia 14 de agosto de 1875, na capital do Estado da Paraíba e faleceu em 30 de dezembro de 1940, no Rio de Janeiro. Fez os preparatórios na Paraíba, transferindo-se, a seguir, para o Recife com a intenção de freqüentar a Escola de Direito, por motivos desconhecidos não concluiu o curso, decidindo-se pelo magistério particular; para este fim, instalou uma escola em sua residência , à Rua Treze de Maio; mais tarde, optou pelo comércio e, ainda jovem, aprendeu o ofício de tipógrafo. Mesmo sendo um bom redator, não foi propriamente um jornalista, identificava-se mais com o sociológico e a poesia. Começou a publicar os seus poemas em A União Tipográfica e na Gazeta da Manhã. A poesia de Neves Junior, de acordo com a opinião de Álvaro de Carvalho “expressa sempre uma poesia íntima, comedida, desalentada, quase sempre triste, e por vezes, suavemente irônica, lembrando influências de Quental”. Em 1905, ao lado de Ascendino Cunha, Neves Junior fundou o Instituto Maciel Pinheiro mas, com o surgimento do Colégio pio X, o Maciel Pinheiro não sobreviveu, e o seu fundador foi trabalhar na firma Brito Lira e Cia;.em 1927, seguiu para o Rio de Janeiro, passando a exercer o magistério, investindo, também, numa indústria de produtos químicos. Dez anos mais tarde, sem família e doente, foi acolhido pelo amigo Agripino Nazareth até o seu falecimento. Publicou somente um livro: Arestas. Nesse livro ele reuniu os seus melhores poemas, sendo os mais conhecidos: Fugidia, FundaMudez, Harmonias perdidas, Rimas Facetas, Canção e Retorno. Foi um poeta romântico, amargurado, introspectivo. Fala-se de um amor platônico que ele sentia por uma jovem loura, sua grande paixão fracassada, o que se faz sentir em suas poesias. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. 02, PARAHYBA. Rio de Janeiro:1914. CARVALHO, Álvaro de.Neves Júnior, In: Revista da APL, nº03, João Pessoa:1948.
Nº 22 – (FUNDADOR) DEMÓCRITO DE CASTRO E SILVA
CADEIRA Nº 22 FUNDADOR: DEMÓCRITO DE CASTRO E SILVA Patrono: Luís Ferreira Maciel Pinheiro (1839-1889) Fundador: Demócrito de Castro e Silva (1913-1996) 1º Sucessor: Jomar Morais Souto (atual ocupante) Fundador: Demócrito de Castro e Silva (1913-1996) Ocupação: Advogado, poeta e escritor Eleito: 10/06/1949 Posse: 10/09/1949 Saudação: Durwal Cabral de Almeida Albuquerque BIOGRAFIA DEMÓCRITO DE CASTRO E SILVA: Nasceu no município de Cruz do Espírito Santo, Estado da Paraíba, em 18 de setembro de 1913, e faleceu na cidade de São Paulo, no dia 23 de janeiro de 1999. Realizou seus estudos na capital paraibana, onde frequentou o Colégio Diocesano Pio X e o tradicional Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1946. Sua trajetória literária e jornalística teve início precoce, ainda nos bancos escolares do Lyceu Paraibano. Naquela época, fundou as revistas O Álbum e Mocidade, periódicos pioneiros que ele próprio redigia, datilografava e cuja impressão acompanhava de perto nas oficinas gráficas do jornal A Imprensa. Após a sua graduação, exerceu a advocacia por algum tempo em João Pessoa. Posteriormente, transferiu-se para o estado de São Paulo, onde estabeleceu e manteve uma sólida banca jurídica até a sua aposentadoria, sem jamais interromper suas atividades intelectuais e criativas. Poeta, romancista, contista e ensaísta de múltiplos recursos, Demócrito de Castro e Silva notabilizou-se como um dos colaboradores mais prolíficos da imprensa nacional de sua geração. Na Paraíba, escreveu regularmente para os jornais A Imprensa e o oficial A União. Sua penetração nos círculos literários e jornalísticos de outros estados foi expressiva, colaborando com regularidade em veículos do Rio de Janeiro — então capital federal —, tais como as revistas Vida Doméstica, Beira-Mar, A Nação, Fru-Fru, Revista da Semana e o jornal Gazeta de Notícias. Escreveu também para a revista O Globo, de Porto Alegre; o Correio do Povo, de Curitiba; o suplemento Literatura e Arte, dirigido pelo crítico Sérgio Milliet no jornal A Gazeta, de São Paulo; e o periódico O Triângulo, de Uberaba (MG). Militou ainda na imprensa dos estados de Alagoas, Goiás, Maranhão, Bahia e Pernambuco, e sua escrita transpôs as fronteiras brasileiras ao colaborar com a publicação internacional La Vie Politique et Littéraire, de Bucareste, na Romênia. Em reconhecimento ao seu reconhecido mérito literário e à sua vasta atuação na imprensa, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 10 de setembro de 1949, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico e sócio-fundador Durwal Cabral de Almeida e Albuquerque. PUBLICAÇÕES Ritmos estranhos Esse colosso, o Brasil Augusto dos Anjos – poeta da morte e da melancolia Quatro séculos de poesia Classe média Maciel Pinheiro-peregrino audaz Augusto dos Anjos – o poeta e o homem O arado e o gafanhoto Poemas da terra e do homem Do bicho papão ao lobisomem
Nº 21 – (2º SUCESSOR) FLÁVIO SÁTIRO FERNANDES
CADEIRA Nº 21 2º SUCESSOR: FLÁVIO SÁTIRO FERNANDES Patrono: Maximiano Lopes Machado (1821-1895) Fundador: José Lopes de Andrade (1914-1980) 1º Sucessor: Epitácio Soares (1915-1988) 2º Sucessor: Flávio Sátiro Fernandes (1942-2023) 3ª Sucessora: Neide Medeiros Santos (atual ocupante) 2º Sucessor: Flávio Sátiro Fernandes (1942-2023) Ocupação: Advogado, procurador e professor Eleito: 02/12/1988 Posse: 18/05/1990 Saudação: Wellington Hermes Vasconcelos de Aguiar BIOGRAFIA FLÁVIO SÁTIRO FERNANDES: Nasceu na cidade de Patos, Estado da Paraíba, em 13 de janeiro de 1942, e faleceu em João Pessoa, no dia 26 de janeiro de 2024. Era filho de Sebastião Francisco Fernandes e de D. Emília Sátiro Fernandes. Foi casado com a senhora Eliane Fernandes, união da qual nasceram quatro filhos. Realizou os seus estudos primários em sua cidade natal e bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife. Possuía uma sólida formação acadêmica, com cursos de Mestrado e de Doutorado em Direito realizados em São Paulo; além de títulos de Mestrado em Filosofia, de Especialização em Direito e em Metodologia do Ensino Superior, estes obtidos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Logo após sua graduação, iniciou a carreira jurídica como Advogado de Ofício em sua terra natal. Em Patos, dedicou-se intensamente ao desenvolvimento educacional, lecionando nas escolas mantidas pela Fundação Francisco Mascarenhas, exercendo o cargo de Secretário Municipal de Educação e assumindo a direção da Faculdade de Ciências e Letras de Patos. Em 1975, transferiu residência para a capital do Estado, João Pessoa, ao ser nomeado Secretário do Interior e Justiça da Paraíba. No Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), construiu uma carreira magistral: atuou como Procurador-Geral da instituição e, posteriormente, foi nomeado Conselheiro, corte que presidiu por dois mandatos, nos anos de 1983 e 1990. No magistério superior, consolidou-se como um respeitado professor universitário, regendo as cátedras de Direito Internacional Público, Direito Constitucional e Teoria Geral do Estado na UFPB. Lecionou também as disciplinas de Direito Constitucional e Introdução ao Estudo do Direito na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais dos Institutos Paraibanos de Educação (IPÊ), além de ter ministrado Introdução ao Direito na Faculdade de Ciências Econômicas de Patos. Consagrado homem de letras, historiador e jurista de vasto prestígio, ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 18 de maio de 1990, ocasião em que foi recepcionado com o memorável discurso de saudação do acadêmico Wellington Aguiar. PUBLICAÇÕES História Constitucional da Paraíba Aspectos do Direito Público Manual do prefeito e do vereador O poder da reforma constitucional e outros estudos Festa de setembro Geografia do corpo (poemas) Augusto dos Anjos e a Escola do Recife Problemas ecológicos da Paraíba.
Nº 21 – (1º SUCESSOR) EPITÁCIO SOARES

CADEIRA Nº 21 1º SUCESSOR: EPITÁCIO SOARES Patrono: Maximiano Lopes Machado (1821-1895) Fundador: José Lopes de Andrade (1914-1980) 1º Sucessor: Epitácio Soares (1915-1988) 2º Sucessor: Flávio Sátiro Fernandes (1942-2023) 3ª Sucessora: Neide Medeiros Santos (atual ocupante) 1º Sucessor: Epitácio Soares (1915-1988) Ocupação: Jornalista Eleito: 06/05/1980 Posse: 02/11/1980 Saudação: Aurélio de Albuquerque BIOGRAFIA EPITÁCIO SOARES: Nasceu no dia 1º de janeiro de 1915, em Boa Ventura, localidade pertencente à época ao município de Itaporanga, Estado da Paraíba, e faleceu na cidade de Campina Grande, no dia 12 de abril de 1988. Era o único filho do casal de agricultores José Soares de Sousa e de D. Francisca Gomes de Araújo. Foi casado com D. Maria Minervina de Figueiredo, união da qual nasceram dez filhos. Iniciou seus primeiros estudos em sua terra natal com o professor Faustino e deu-lhes continuidade na escola pública de Bonito de Santa Fé. Não teve acesso a uma escolaridade regular ou à formação acadêmica tradicional, consolidando-se como um autêntico autodidata. Ampliou seus conhecimentos humanísticos recebendo aulas particulares de Língua Portuguesa, Matemática e História dos professores Anézio Leal, Padre Manuel Otaviano e do Reverendo Luiz Santiago. Foi por intermédio desses mentores que expandiu seus horizontes intelectuais e teve acesso à grande literatura, superando o contato inicial que se restringia aos folhetos de cordel e a crônicas policiais. Mais tarde, realizou cursos de extensão universitária em Direito do Trabalho, Cultura Hispânica e Museologia. Em 1937, fixou residência em Campina Grande ao ingressar como funcionário da antiga Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS, posterior DNOCS). Paralelamente às suas funções administrativas, conquistou espaço de destaque nas letras e na imprensa borboremana, posicionando-se como um dos jornalistas mais conceituados e respeitados da região, com projeção em outros estados. Em Campina Grande, colaborou nos periódicos O Rebate e A Voz da Borborema, dirigiu a sucursal do jornal oficial A União e atuou nas rádios Caturité, Cariri e Borborema. Era também frequentador assíduo da Livraria Pedrosa, tradicional reduto e ponto de encontro dos intelectuais e escritores da região. No âmbito das entidades de classe e culturais, pertenceu à Associação Paraibana de Imprensa (API), instituição da qual exerceu a vice-presidência durante a gestão do jornalista Gonzaga Rodrigues. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Campina Grande, sócio-efetivo da Academia Campinense de Letras (ACL) e sócio-correspondente da Academia de Artes e Letras de Pernambuco. Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 02 de novembro de 1980, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Aurélio de Albuquerque. Ao longo de sua trajetória, foi agraciado com inúmeros troféus, medalhas e diplomas de Honra ao Mérito, destacando-se os títulos de Cidadão Honorário dos municípios de Campina Grande, Queimadas, Cabaceiras, Bonito de Santa Fé e Lagoa Seca. Foi também diplomado como Sócio Benfeitor do Círculo Operário de Campina Grande, Sócio Benemérito do Centro de Estudos Folclóricos Edson Carneiro, Sócio Benemérito do Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio, além de receber o Troféu Pré-Cinquentenário de A Bagaceira e o título honorífico de Irmão Emérito da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição dos Militares, do Recife. Embora não tenha publicado livros individuais em vida, legou uma vasta e valiosa produção intelectual dispersa na imprensa escrita, deixando em fase de elaboração a inédita obra A história da imprensa paraibana.