CADEIRA Nº 23

1º SUCESSOR: AURÉLIO MORENO DE ALBUQUERQUE

BIOGRAFIA

AURÉLIO MORENO DE ALBUQUERQUE: Nasceu na cidade de Areia, Estado da Paraíba, em 27 de novembro de 1912, e faleceu em João Pessoa, no dia 09 de julho de 1981. Era filho de Aureliano Camelo de Albuquerque e de D. Santina Moreno de Albuquerque. Foi casado com a senhora Lícia de Almeida Albuquerque, união da qual não deixou descendentes. Realizou seus estudos primários em sua terra natal com o renomado professor Leônidas Santiago, transferindo-se depois para a capital do Estado, onde frequentou o Colégio Pio X e o tradicional Lyceu Paraibano.

Dotado de uma vasta inclinação para os estudos humanísticos, diplomou-se inicialmente como professor primário pela Escola Normal Oficial do Estado. Chegou a iniciar o curso de Odontologia, mas optou pelas Ciências Jurídicas, bacharelando-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1937. Décadas mais tarde, ampliou sua sólida formação acadêmica graduando-se também nos cursos de Filosofia, História e Geografia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

No magistério, construiu uma carreira polivalente e dedicada: atuou no curso elementar na antiga localidade de Alagoa do Monteiro e foi professor e diretor do Colégio Abel da Silva, no município de Ingá. Na capital, lecionou no Colégio Estadual da Paraíba (Liceu), na Escola Industrial, na Faculdade de Ciências Econômicas e no corpo docente da UFPB. Paralelamente, seguiu uma brilhante trajetória nas carreiras jurídicas do Estado, servindo com distinção como Promotor Público nas comarcas de São José do Cariri, Bananeiras, Itabaiana, Santa Rita, Campina Grande e João Pessoa. O ápice de sua carreira jurídica deu-se em 1962, quando foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), corte na qual também exerceu, por duas ocasiões, a Presidência da Câmara Criminal.

Como jornalista e intelectual, iniciou suas colaborações na imprensa ainda na juventude, nas páginas do periódico editado pelo Grêmio Literário 24 de Março, no Lyceu. Posteriormente, escreveu para o jornal A Imprensa e para o oficial A União, veículo onde manteve a consagrada coluna diária “Flagrantes” — espaço de crônicas e notas que, mais tarde, transferiu para as páginas dos jornais Correio da Paraíba e O Norte. Eventualmente, colaborava também com o Diário de Pernambuco, do Recife.

No âmbito institucional, foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e integrou os quadros do Conselho Estadual de Cultura. Ingressou solenemente na Academia Paraibana de Letras (APL) no dia 15 de setembro de 1973, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Juarez Batista. Na APL, ascendeu ao cargo de Presidente da instituição, período no qual promoveu uma profícua e dinâmica gestão administrativa, sendo sucedido no comando da casa pelo acadêmico Afonso Pereira, no ano de 1978.

PUBLICAÇÕES

  • Sobretudo um homem de bem
  • Areia, seu passado, seu presente 
  • Justiça e vida
  • O areiense Joaquim da Silva