CADEIRA Nº 23

2º SUCESSOR: ABELARDO DE ARAÚJO JUREMA

BIOGRAFIA

ABELARDO DE ARAÚJO JUREMA: Nasceu na cidade de Itabaiana, Estado da Paraíba, em 14 de fevereiro de 1915, e faleceu em João Pessoa, no dia 09 de fevereiro de 1999. Era filho do Dr. Geminiano Jurema Filho e de D. Amália de Araújo Jurema. Foi casado com D. Maria Evanise Pessoa, união da qual nasceram oito filhos: Maria Amália, Oswaldo Geminiano, Maria Elizabeth, Nara Maria, Maria Evanise, Maria Rosalinda, Abelardo Filho e João Luís. Iniciou seus estudos em sua terra natal, no Colégio São José, sob a direção de D. Marieta Medeiros, transferindo-se depois para a capital pernambucana, onde frequentou o Colégio Nossa Senhora do Carmo e, consecutivamente, o Colégio Oswaldo Cruz, instituição na qual concluiu a formação secundária. Bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito do Recife em 1937.

Sua vocação para as letras e para o jornalismo manifestou-se ainda no período acadêmico, quando colaborava ativamente no periódico de sua faculdade. No Recife, escreveu para importantes veículos de comunicação, tais como o Diário de Pernambuco, o Diário da Tarde e o Jornal do Commercio. De volta à Paraíba, atuou como redator do jornal oficial A União, à época sob a direção do jornalista Orris Barbosa. Paralelamente às atividades intelectuais, gerenciava na capital o escritório comercial da fábrica de cigarros Estrela do Norte, pertencente ao seu avô — espaço que se transformou em um concorrido ponto de encontro de intelectuais e figuras exponenciais da sociedade paraibana.

Homem público de relevo e de marcante atuação administrativa, Abelardo Jurema acumulou uma extensa lista de cargos de alta responsabilidade. Na esfera estadual, foi Prefeito interino de João Pessoa em 1937, Diretor do Departamento de Estatística e Publicidade, Diretor da Rádio Tabajara, Diretor do Departamento de Educação e Secretário de Educação e Saúde do Estado. No magistério, atuou como professor de Literatura no tradicional Lyceu Paraibano. Ingressando na política partidária nacional, elegeu-se Deputado Federal e, por sua habilidade de articulação, foi escolhido pelo presidente Juscelino Kubitschek para exercer a liderança do Governo na Câmara dos Deputados. No plano federal, exerceu ainda o cargo de Procurador Adjunto da República e alcançou o ápice de sua carreira política ao ser nomeado Ministro de Estado da Justiça e Negócios Interiores no governo do presidente João Goulart.

Em decorrência do golpe civil-militar de 1964, foi destituído do cargo ministerial, teve seus direitos políticos cassados e foi compelido ao exílio político no Peru. Retornou ao Brasil no ano de 1970, fixando residência na cidade do Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar no Escritório de Representação do Governo da Paraíba. Do Rio, continuou a articular importantes pleitos de interesse nacional e estadual, tendo participação ativa no processo de federalização da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), nas discussões para a construção de Brasília e nas ações político-administrativas que culminaram na criação do Estado do Acre e do antigo Estado da Guanabara.

Por sua vasta contribuição ao desenvolvimento cultural e educacional, foi agraciado com o título de Professor Honoris Causa da UFPB e integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Consagrado como um dos grandes nomes da história política e intelectual paraibana, foi eleito para a Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 23, tomando posse solenemente no dia 14 de janeiro de 1982, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Luiz Augusto Crispim.

PUBLICAÇÕES

  • 102 dias no Senado
  • Sexta-feira 13
  • Os últimos dias do Governo João Goulart
  • Entre os Andes e a revolução
  • Juscelino & Jango
  • PSD & PTB
  • Exílio
  • De Itabaiana à imortalidade
  • Presença da Paraíba no Brasil