Patrono: Theodomiro Ferreira Neves Júnior (1875-1940)
Fundador: Álvaro Pereira de Carvalho (1885-1952)
1º Sucessor: Aurélio Moreno de Albuquerque (1912-1981)
2º Sucessor: Abelardo de Araújo Jurema (1914-1999)
3ª Sucessora: Mariana Cantalice Soares (1947-2010)
4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013)
5ª Sucessora: Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão (atual ocupante)
4º Sucessor: Paulo de Tasso Benevides Gadelha (1942-2013)
Ocupação: Advogado, professor, político (Deputado Estadual)
Eleito: 13/08/2010
Posse: 27/02/2011
Saudação: Damião Ramos Cavalcanti
PAULO DE TASSO GADELHA: Nasceu na cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba, no dia 19 de setembro de 1942, e faleceu no dia 10 de março de 2013. Era filho de José de Paiva Gadelha e de Miriam Benevides Gadelha, pertencendo a uma tradicional estirpe de figuras públicas e empresários do estado. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e iniciou sua precoce militância na advocacia aos 25 anos de idade.
Sua trajetória profissional foi marcada por uma intensa e polivalente atuação nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com forte trânsito entre os estados da Paraíba e de Pernambuco. No magistério superior, atuou como professor de Direito Internacional Público na Faculdade de Direito de Sousa. Na esfera política, elegeu-se Deputado Estadual por duas legislaturas, período no qual se destacou na defesa intransigente dos princípios democráticos e do Estado de Direito em plena vigência do regime militar. Exerceu ainda as funções de Procurador Jurídico e de Diretor de Crédito Industrial do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
No âmbito da magistratura, alcançou elevada projeção ao ingressar, no ano de 2001, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), sediado no Recife, ocupando o cargo de Desembargador Federal por meio do Quinto Constitucional em vaga destinada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No Tribunal, exerceu a presidência da corte no biênio 2007–2009 e presidiu a Segunda Turma a partir de 2011, permanecendo em plena atividade até a sua aposentadoria compulsória ao completar 70 anos, em 2012. Teve também destacada liderança classista como Presidente da Associação Regional dos Juízes Federais da 5ª Região (REJUFE), Diretor de Assuntos Jurídicos da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), Vice-Presidente do Instituto dos Magistrados de Pernambuco (IMP) e membro suplente do Conselho da Justiça Federal (CJF).
Jurista afeito à pesquisa permanente e homem de letras de reconhecido mérito, publicou dez livros de relevo e colaborou assiduamente com a imprensa nordestina, mantendo colunas semanais em importantes periódicos como o Diário de Pernambuco, o Correio da Paraíba e o Correio de Sergipe. Integrou os quadros da União Brasileira de Escritores (Seção Pernambuco) e da Associação da Imprensa de Pernambuco (AIP). Foi eleito para a Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 23, tomando posse solenemente no dia 10 de fevereiro de 2011. Teve uma breve porém marcante convivência com os seus pares na instituição, vindo a falecer dois anos após sua investidura acadêmica.