Nº 27 – (1º SUCESSOR) CARLOS AUGUSTO ROMERO

CADEIRA Nº 27 1º SUCESSOR: CARLOS AUGUSTO ROMERO Patrono: Pe. Francisco João de Azevedo Júnior(1814-1880) Fundador: Lauro Lyra Neiva (1904-1974) 1º Sucessor: Carlos Augusto Romero (1924-2019) 2º Sucessor: Roberto Cavalcanti Ribeiro (atual ocupante) 1º Sucessor: Carlos Augusto Romero (1924-2019) Ocupação: Professor, juiz e jornalista Eleito: 13/10/1979 Posse: 26/06/1981 Saudação: Higino da Costa Brito BIOGRAFIA CARLOS AUGUSTO ROMERO: Nasceu no município de Alagoa Nova, Estado da Paraíba, vindo a residir na capital paraibana logo na infância, aos quatro anos de idade, e faleceu em João Pessoa, no dia 21 de junho de 2012. Era filho de José Augusto Romero e de D. Pia de Luna Freire. Foi casado em primeiras núpcias com a senhora Carmem Coeli, união da qual nasceram dois filhos: Carlos Augusto Romero Filho (professor de Física da UFPB) e Germano Gouveia Romero (arquiteto e professor de música). Em segundas núpcias, casou-se com a senhora Alaurinda Padilha. Iniciou seus estudos de humanidades no tradicional Lyceu Paraibano. Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, foi convocado pelo Exército Brasileiro, ficando na iminência de seguir para o front na Itália, o que o compeliu a interromper temporariamente sua formação, retomada apenas em 1945. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e, posteriormente, consolidou sua formação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) com especializações em diversos ramos do Direito. Especializou-se também em Relações Públicas e concluiu o Curso sobre Segurança Nacional e Desenvolvimento, promovido pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG). Na magistratura e no Ministério Público, ingressou por meio de concurso público como Juiz de Direito, tendo atuado anteriormente como Juiz Substituto na comarca de Santa Rita e como Promotor Público na comarca de Areia. Também por via de concurso público, ingressou no magistério superior como professor da Faculdade de Direito da UFPB. Na esfera administrativa do Estado, exerceu a Subchefia da Casa Civil no governo de Pedro Gondim, oportunidade em que coordenou as comemorações cívicas do centenário de nascimento do presidente Epitácio Pessoa. Homem de refinada sensibilidade artística e profundo devoto da música erudita, integrou a Sociedade de Cultura Musical e imortalizou-se como um dos fundadores da Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB). Manteve por longos anos programas de música clássica na Rádio Tabajara da Paraíba, emissora da qual foi diretor-presidente e principal crítico musical. Integrou os quadros da Ordem dos Advogados do Brasil (Seccional Paraíba), da ADESG e do Conselho Estadual de Cultura. No jornalismo e nas letras, iniciou sua colaboração no jornal oficial A União em 1945. No referido órgão, dirigiu o prestigiado suplemento literário Correio das Artes e manteve a célebre coluna diária “Notas do entardecer”, além da página semanal “Letras”, consagrando-se como um dos maiores cronistas da história paraibana. Estreou na literatura com o livro A dança do tempo, coletânea de crônicas de forte acento lírico e familiar inspirada em sua primeira esposa, Carmem. A obra foi objeto de profundo estudo acadêmico na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), motivando o ensaio crítico “O olhar mágico do pássaro mar”, publicado pelo professor Dr. José Mário da Silva em setembro de 2001. De sua vasta e polivalente bibliografia, destacam-se os livros: A outra face de Beethoven, O milagre de Anchieta, A falência e sua evolução no Direito Brasileiro, O papa e a mulher nua, além de seus discursos institucionais (como Um médico entre dois mundos, proferido em sua posse na APL, e a saudação de recepção à acadêmica Mariana Soares). No teatro, escreveu a peça inédita O bom assaltante, elogiada pelo teatrólogo Raimundo Nonato Batista. Colaborador assíduo das revistas da APL, dedicou-se também à escrita de obras voltadas ao desenvolvimento humano e autoajuda. Em reconhecimento à sua imorredoura contribuição à cultura do estado, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 27. Tomou posse solenemente no dia 26 de junho de 1961, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Higino da Costa Brito. PUBLICAÇÕES A dança do tempo O olhar mágico do pássaro mar A outra face de Beethoven O milagre de Anchieta A falência e sua evolução no Direito Brasileiro O Papa e a mulher nua Um médico entre dois mundos Discurso de recepção à acadêmica Mariana Soares O bom assaltante

Nº 27 – (FUNDADOR) LAURO LYRA NEIVA

CADEIRA Nº 27 FUNDADOR: LAURO LYRA NEIVA Patrono: Pe. Francisco João de Azevedo Júnior(1814-1880) Fundador: Lauro Lyra Neiva (1904-1974) 1º Sucessor: Carlos Augusto Romero (1924-2019) 2º Sucessor: Roberto Cavalcanti Ribeiro (atual ocupante) Fundador: Lauro Lyra Neiva (1904-1974) Ocupação: Médico, escritor e jornalista Eleito: 09/10/1971 Posse: 11/03/1972 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA LAURO LYRA NEIVA: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 29 de novembro de 1904, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 26 de agosto de 1982. Foi casado com a senhora Alvicoeli Castro Neiva, união da qual nasceram dois filhos: Paulo de Castro Neiva, que seguiu a carreira médica, e Suzete de Castro Neiva. Até os cinco anos de idade, Lauro Neiva residiu na cidade de Santos, no Estado de São Paulo. Posteriormente, em decorrência da transferência profissional de seu pai, que era funcionário da Alfândega, fixou residência em Belém, capital do Pará, localidade onde realizou seus estudos e concluiu o curso técnico de Contador. Retornou à Paraíba em busca de inserção profissional e, por meio de aprovação em concurso público, ingressou nos quadros dos Correios e Telégrafos. Contudo, movido pelo firme propósito de tornar-se médico, transferiu-se para o Rio de Janeiro — então capital federal —, onde inicialmente exerceu o cargo de Secretário do Ministro da Fazenda, após convite formulado pelo Professor Francisco d’Auria, Contador-Geral da República. Matriculou-se na Faculdade Nacional de Medicina, pela qual diplomou-se com distinção no ano de 1935. Logo após a sua graduação, devido ao seu reconhecido mérito, recebeu diversas propostas de trabalho e, sem abdicar de suas funções administrativas no Gabinete do Ministro da Fazenda, tornou-se assistente do renomado psiquiatra Henrique Roxo. Especializou-se na área de Psiquiatria, estagiando nos principais centros de saúde mental do Rio de Janeiro e dos Estados Unidos. Ao longo de sua carreira médica e científica, atuou na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, nos hospitais Moncorvo Filho e São Francisco, no Hospital Pró-Mater e exerceu a direção do Hospital Espírita Pedro de Alcântara. No âmbito classista e institucional, foi membro efetivo da Liga Brasileira de Higiene Mental, sócio-fundador da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro, membro do Sindicato Médico do Rio de Janeiro e sócio-fundador da Associação Internacional de “A outra medicina”. Pautou sua atuação clínica por um profundo humanismo e desprendimento material, sendo recordado pelo acadêmico Carlos Romero como um autêntico missionário da ciência e do bem-estar social, avesso a práticas mercenárias. Paralelamente à renomada atuação na Medicina e aos seus estudos no campo do espiritualismo e da mediunidade, Lauro Neiva consagrou-se como poeta, cronista, ensaísta e jornalista de raro tirocínio. Colaborou ativamente com a imprensa escrita nas cidades do Rio de Janeiro e de Belém. Na capital paraibana, imprimiu sua assinatura nas páginas do jornal oficial A União, do periódico Liberdade e da prestigiada revista cultural Era Nova, veículos nos quais publicou ensaios voltados primordialmente à análise de fatos sociológicos e do comportamento humano. Em reconhecimento à relevância de sua produção intelectual e ao seu destacado papel no cenário humanístico nacional, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 11. Ingressou solenemente no sodalício no dia 11 de março de 1972, ocasião em que foi recepcionado com o tradicional discurso de saudação do acadêmico Osias Gomes. PUBLICAÇÕES Aconteceu no outro mundo O psiquiatra e o invisível Forças do espírito Os mortos ensinam aos vivos Aveloz a planta que mata o câncer Carlos Dias Fernandes – mensagem esotérica em poesia olímpica de glória Cruz e amor Diário de notícias O correio da Paraíba A vanguarda O poti Il corriere Del Pomeriggio (Gênova) Corriere della sera

Nº 27 – (PATRONO) PE. FRANCISCO JOÃO DE AZEVEDO JUNIOR

Francisco João de Azevedo Júnior (Pe. Azevedo) : Nasceu em 04 de março de 1814, na capital do Estado da Paraíba e faleceu na capital pernambucana, em 26 de julho de 1880; filho do português Francisco João de Azevedo e D. Ana Maria de Azevedo, brasileira. Aprendeu a arte tipográfica, ajudando seu pai que trabalhava numa máquina trazida da Inglaterra pelo Presidente do Estado, tomando interesse pela profissão. Com o falecimento do pai, atrasou um pouco os estudos, pois, precisava trabalhar para completar o orçamento da família. Quando o Imperador implantou um Curso Secundário, na Paraíba, permitindo que os jovens complementassem os estudos, é que Francisco Azevedo pôde concluir os estudos. Desse curso, mais, tarde, originou-se o Lyceu Paraibano. Em 1835, ingressou no Seminário de Olinda, através, de D. João da Purificação; foi ordenado padre, em 1838, tendo contado com a ajuda da maçonaria para esse fim. Celebrou a sua primeira missa em Olinda e, posteriormente, retornou à Paraíba. Em 1841, acusado de participar de uma conspiração contra o Presidente Rodrigues Alves, foi muito perseguido. Refugiou-se em Recife, tendo as suas ordens suspensas, pelo fato de ter recebido ajuda da Maçonaria quando estudante. Para sobreviver, dedicou-se ao magistério . Fundou uma escola, à Rua do Rosário, em Recife, depois, transferiu-se para a Praça das Cinco Pontas; lecionava do curso primário aos preparatórios, incluindo línguas estrangeiras e Geometria, mantendo, também, um internato para os alunos que viessem de outras localidades; fundou a Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais, com reconhecimento do Governo e aprovação do Império; foi professor de Música e de Composição Tipográfica, no Arsenal da Marinha, quando teve a oportunidade de desenvolver e aperfeiçoar-se nas artes mecânicas e gráficas e nas gravações de metais, no que era exímio. Foi quando projetou a sua máquina de escrever que foi exposta , em 1861, numa exposição realizada no Palácio do Governo de Pernambuco, onde foram apresentados trabalhos pelos representantes de Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. A invenção do Pe. Azevedo foi a que maior interesse despertou entre os visitantes. Infelizmente, por falta de recursos e de interesse pelas autoridades, a sua patente caiu em mãos estrangeiras. Além da máquina de escrever, Pe. Azevedo criou uma máquina taquigráfica, denominada por ele, como “a máquina de fazer discurso”. “Pobre, sem auxílio, batido por toda sorte de vicissitudes, foragido, hoje, sem ordens amanhã, passeou com o seu invento até à capital do país, mostrou-o a todo o mundo, alcançando unicamente uma medalha de ouro, concedida pelo Ministro do Estado, o Marquês de Olinda, tendo, antes, sem proveito, exposto a sua invenção no certame que se realizou em Pernambuco, em 1861, apesar do júri ter reconhecido Invento Superior”. (Coriolano de Medeiros). Trabalhos publicados: Esclarecimento sobre amáquina de escrever; Conferências públicas; Deus é pátria; Carta (sobre osinventos); A notícia; Trabalho evirtude.   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: MARTINS, Eduardo. Padre Azevedo, sua vida, seus inventos. João Pessoa: 1983. NEIVA, Lauro Lyra. Discurso de posse. João Pessoa: 1972.

Nº 26 – (2º SUCESSOR) TARCÍSIO DE MIRANDA BURITY

CADEIRA Nº 26 2º SUCESSOR: TARCÍSIO DE MIRANDA BURITY Patrono: Pe. Inácio de Souza Rolim (1800-1889) Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947) 1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979) 2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003) 3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021) 4º Sucessor: Manoel Hélder de Moura Dantas (atual ocupante) 2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003) Ocupação: Político (governador) e professor Eleito: 05/06/1981 Posse: 14/08/1992 Saudação: Afonso Pereira BIOGRAFIA TARCÍSIO DE MIRANDA BURITY: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, em 28 de novembro de 1938, e faleceu na cidade de São Paulo, no dia 08 de julho de 2003. Era filho de Luiz Gonzaga de Albuquerque Burity e de D. Maria José de Miranda Burity. Foi casado com a professora Glauce Maria Navarro Burity, união da qual nasceram quatro filhos: Tarcísio Filho, Maurício, Leonardo e André Luís. Realizou toda a sua formação escolar básica e secundária em sua terra natal, bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Dono de uma refinada e internacional trajetória acadêmica, obteve diploma de pós-graduação pela Universidade de Poitiers, na França; o título de Doutor em Ciências Políticas pelo prestigiado Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais de Genebra, na Suíça; além de ter concluído o Curso de Treinamento para Professores e Administradores de Universidades, promovido em parceria pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras e pela Universidade de Houston, no Texas, Estados Unidos. Iniciou sua carreira jurídica como Promotor Público da comarca de Araruna, cargo do qual se afastou para dedicar-se integralmente ao magistério superior na UFPB. Como professor adjunto e titular, regeu as cátedras de Filosofia do Direito, História da Educação, Direito Internacional Público, Filosofia Antiga, Introdução à Ciência do Direito e Sociologia da Educação. Na gestão universitária, exerceu funções de relevo como Chefe de Gabinete da Reitoria da UFPB e Diretor da Faculdade de Direito. Foi ainda o principal idealizador e fundador do pioneiro Curso de Pós-Graduação em Direito (Mestrado) da UFPB e atuou como membro da Comissão de Avaliação de Diplomas Estrangeiros no Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE). Por sua notória erudição, foi integrado como Membro Permanente do renomado Seminário de Tropicologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), fundado por Gilberto Freyre. Sua entrada na vida pública ocorreu em 1975, ao ser nomeado pelo governador Ivan Bichara para ocupar a pasta de Secretário de Educação e Cultura do Estado da Paraíba. Em 1979, ascendeu ao cargo de Governador do Estado por meio do sistema de eleições indiretas; renunciou ao mandato em 1982 para concorrer à Câmara dos Deputados, elegendo-se Deputado Federal com uma votação historicamente consagradora. Em 1986, consagrou-se novamente Governador da Paraíba, desta vez pelo voto direto e popular. Suas duas gestões no Poder Executivo estadual foram marcadas por um forte perfil modernizador e pela execução de obras de monumental porte arquitetônico e impacto sociocultural, entre as quais destacam-se o Espaço Cultural José Lins do Rego, o Centro Turístico e o Mercado de Artesanato de Tambaú, a Via Litorânea de Intermares e o Hemocentro da Paraíba. Homem de profunda sensibilidade humanística e esteta refinado, Burity era um fervoroso apreciador da música erudita, dedicando-se à composição de peças musicais que assinava sob o pseudônimo de T. Vergilius. Em reconhecimento ao seu reconhecido mérito literário, ensaístico e político, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 25. Tomou posse solenemente no dia 14 de agosto de 1992, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Afonso Pereira. PUBLICAÇÕES A nova conceituação do Direito Reflexões sobre o Direito Internacional Costumeiro Aspectos da epistemologia jurídica Direito e fato na ordem jurídica internacional A concepção Kelsiana do Direito Internacional Costumeiro Estudos Jurídicos Sociológicos e Literários

Nº 26 – (1º SUCESSOR) PEDRO ANÍSIO BEZERRA DANTAS

CADEIRA Nº 26 1º SUCESSOR: PEDRO ANÍSIO BEZERRA DANTAS Patrono: Pe. Inácio de Souza Rolim (1800-1889) Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947) 1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979) 2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003) 3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021) 4º Sucessor: Manoel Hélder de Moura Dantas (atual ocupante) 1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979) Ocupação: Professor, padre e jornalista Eleito: 01/11/1947 Posse: 08/08/1948 Saudação: Flóscolo da Nóbrega BIOGRAFIA MONSENHOR PEDRO ANÍSIO BEZERRA DANTAS: Nasceu na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, em 27 de dezembro de 1883, e faleceu em João Pessoa, capital do Estado, no dia 31 de dezembro de 1979. Era filho de Manuel Bezerra Dantas e de D. Emília Alves Bezerra Dantas. Iniciou seus primeiros estudos em sua terra natal, matriculando-se posteriormente no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, onde concluiu sua formação eclesiástica inicial e foi ordenado sacerdote no dia 10 de novembro de 1907. No ano seguinte à sua ordenação, transferiu-se para a Itália. Em Roma, frequentou o Pontifício Colégio Pio Latino-Americano e aprofundou seus estudos superiores na Pontifícia Universidade Gregoriana, pela qual se graduou em Filosofia e em Teologia Dogmática no ano de 1910. Ao retornar ao Brasil, iniciou uma intensa atividade pastoral na capital paraibana, sendo nomeado Capelão da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes e, sucessivamente, das Igrejas de Nossa Senhora das Mercês e do Sagrado Coração de Jesus (atual matriz de Cabedelo). Exerceu também as funções de Vigário da Catedral (atual Basílica Metropolitana de Nossa Senhora das Neves) e de Cura da Sé. No âmbito da formação clerical, atuou como Diretor Espiritual do Seminário da Paraíba (1916–1917) e do Colégio Diocesano Pio X (1918). Paralelamente às suas obrigações pastorais, construiu uma sólida e duradoura carreira no magistério e na administração pública da educação. No Seminário Arquidiocesano, regeu as cátedras de Língua Latina e de Teologia Dogmática até o ano de 1945. Lecionou também nos colégios Pio X, Nossa Senhora das Neves, no tradicional Lyceu Paraibano e na Escola Normal Oficial do Estado. Sua competência técnica e pedagógica levou-o a ser nomeado, em 1935, pelo governador Argemiro de Figueiredo, como o primeiro Diretor do Departamento de Educação do Estado da Paraíba, órgão pioneiro na estruturação do ensino público local. Homem de ação e de forte liderança social, teve papel de vanguarda no desenvolvimento de movimentos leigos e operários de inspiração católica. Foi o fundador e primeiro Assistente Eclesiástico da União dos Moços Católicos, organizador e primeiro assistente do Círculo Operário da Paraíba, e assistente da Juventude Feminina Católica, da Liga Independente Católica e da Ação Católica Arquidiocesana. No campo da educação popular e da assistência, idealizou, fundou e dirigiu a Escola Profissional Padre Anchieta. Na imprensa, notabilizou-se como um jornalista polêmico, combativo e articulista rigoroso em defesa das causas institucionais e eclesiásticas, exercendo as funções de redator e de diretor do jornal diocesano A Imprensa. Por sua reconhecida erudição, fidelidade à Igreja e liderança junto ao clero, foi agraciado com elevadas dignidades eclesiásticas ao longo de sua vida sacerdotal: foi Cônego Honorário, Cônego Efetivo, Arcediago e Deão do Cabido Metropolitano; recebeu da Santa Sé os títulos pontifícios de Camareiro Secreto de Sua Santidade e de Prelado Doméstico de Sua Santidade (alcançando a dignidade de Monsenhor), e exerceu os cargos de Vigário-Geral e de Vigário Capitular da Arquidiocese da Paraíba. Consagrado humanista e pesquisador, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Em reconhecimento ao valor de sua produção intelectual e ao seu relevante papel na história cultural do estado, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 08 de agosto de 1948, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Flóscolo da Nóbrega. PUBLICAÇÕES A religião e o progresso social Estudos filosóficos A filosofia tomista e o agnosticismo contemporâneo Tratado de Pedagogia Compêndio de Pedagogia e Psicologia Experimental Sociologia Evolucionista e Sociologia Cristã A igreja, reino de Deus na terra

Nº 26 – (FUNDADOR) MATHIAS DA SILVA FREIRE

CADEIRA Nº 26 FUNDADOR: MATHIAS DA SILVA FREIRE Patrono: Pe. Inácio de Souza Rolim (1800-1889) Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947) 1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979) 2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003) 3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021) 4º Sucessor: Manoel Hélder de Moura Dantas (atual ocupante) Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947) Ocupação: Professor, padre, jornalista e poeta. Fundador da APL: 14/09/1941 BIOGRAFIA CÔNEGO MATHIAS DA SILVA FREIRE: Nasceu na Praia de Ponta de Campina, localidade pertencente à época ao município de Mamanguape, Estado da Paraíba, em 21 de agosto de 1882, e faleceu na capital do Estado, João Pessoa, no dia 30 de março de 1947. Contava com 65 anos de idade e 47 de uma profícua vida sacerdotal. Era filho de Flávio da Silva Freire e de D. Ana Leal Freire, sendo neto paterno do ilustre Barão de Mamanguape. Realizou sua formação eclesiástica no Seminário Diocesano da Paraíba e foi ordenado sacerdote na Capela do Palácio Arquiepiscopal do Recife, no dia 24 de fevereiro de 1905, pelas mãos do então Bispo da Paraíba, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques. Homem de vasta erudição e poliglota, dedicou-se intensamente ao magistério, lecionando a disciplina de Geografia em tradicionais instituições da capital, como o Colégio Diocesano Pio X, o Lyceu Paraibano e a Escola Normal Oficial do Estado, de onde também exerceu o cargo de Diretor. Jornalista por profunda vocação, o Cônego Mathias Freire notabilizou-se na imprensa paraibana por seu estilo polêmico, combativo e radical, pautado sempre pelo extremo rigor e pureza da Língua Portuguesa. Atuou como diretor do Correio da Manhã e foi redator de importantes periódicos, tais como o oficial A União, A Imprensa e o Diário do Estado. Para esquivar-se das amarras institucionais e dar livre vazão à sua verve literária e crítica, fazia uso frequente de pseudônimos, destacando-se Mário Silva, Dasilva Campos e Gil Mac Dadá. Paralelamente às missões pastorais e docentes, construiu uma expressiva carreira na administração e na política paraibana. Exerceu as funções de Diretor do Montepio dos Funcionários Públicos do Estado (antigo IPEP). Na esfera parlamentar, elegeu-se Deputado Estadual, ascendeu à Presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba e representou o estado como Deputado Federal na Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro. Era membro ativo da Associação Paraibana de Imprensa (API), do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e sócio-correspondente da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. De temperamento alegre, espírito liberal e hábitos modernos para o seu tempo, o clérigo frequentemente desafiava o conservadorismo da sociedade de sua época: fumava publicamente e, em sua produção poética, exaltava sem pudores o amor humano, o belo e os cenários da natureza. Essa postura vanguardista, contudo, jamais o afastou de seus deveres eclesiásticos, sendo visto religiosamente todas as manhãs na Catedral Metropolitana conduzindo os sagrados ofícios do altar. Embora não tenha reunido sua produção poética e ensaística em volumes individuais, legou uma vasta e valiosa obra literária dispersa nas páginas dos jornais de sua época e nas revistas oficiais da APL. O Cônego Mathias Freire imortalizou-se na história da cultura paraibana como um dos dez sócios-fundadores da Academia Paraibana de Letras (APL), participando ativamente da sessão solene de instalação da casa no dia 14 de setembro de 1941, instituição da qual exercia a Vice-Presidência ao tempo de seu falecimento.

Nº 26- (PATRONO) Pe. INÁCIO DE SOUZA ROLIM

INÁCIO de Souza ROLIM : Nasceu no dia 02 de agosto de 1800, no Sítio Serrote, município de Cajazeiras, Estado da Paraíba e faleceu em 16 de setembro do ano de 1889, também, em Cajazeiras; era filho do Coronel Vital Rolim e Ana de Albuquerque Rolim, conhecida por “mãe Aninha”. Inácio Rolim iniciou os estudos em Fortaleza, Ceará, no ano de 1817; ingressando no Seminário de Olinda, em 1822, e foi ordenado padre em outubro de 1825; no ano seguinte, já era Reitor deste Seminário. Lecionou Latim e Grego em escolas dos Estados de Pernambuco e Ceará; foi convidado pelo Imperador para lecionar no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, porém, recusou o convite preferindo cuidar da educação dos jovens e carentes sertanejos. O padre Rolim era poliglota. Além das línguas neolatinas, ele dominava o sânscrito, o hebraico, o tupi-guarani, o inglês e o alemão. Era inteligente, liberal e criativo. Fundou um curso, em Cajazeiras, para ensinar línguas e Matemática, originando-se , daí, o Colégio Pe. Rolim, que ficou famoso em todo o Brasil, acorrendo para este educandário jovens que se tornaram celebridades em nossa história, entre estes, citamos: Pe. Cícero Romão, o conhecido “Padim Ciço”, D. Joaquim Arcoverde, primeiro Cardeal da América Latina; Paulo Primo, chefe do Partido Liberal durante a Monarquia; Dr. José Peregrino de Araújo, Presidente da Paraíba, no período de 1900 a 1904; Irineu Joffily e o historiador Capistrano de Abreu. A atuação do Pe. Rolim na Região Nordeste foi marcada por feitos notáveis, para a época. Qual um bandeirante, ele desbravou os sertões áridos, semeando cultura, alfabetizando, catequizando crianças e jovens, sendo comparado ao virtuoso Pe. Anchieta. Destacou-se na agricultura, realizando pesquisas, na busca de soluções alternativas de produção e irrigação, defendendo, ardorosamente, a ecologia. Era vegetariano. Foi condecorado com a Comenda da Rosa e a Comenda de Cristo. Escreveu uma Gramática Latina, editada em Paris, e um Tratado de Filosofia e Retórica. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BARBOSA, Co. Florentino. Relíquias do Pe. Rolim, pertencentes ao Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, In: Revista do IHGP, vol. 10, 1946. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II, Parahybanos ilustres. Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914.   MARIZ, Celso. Cidades e homens. João Pessoa: Imprensa oficial, 1945. SILVA, Abel da. O Pe. Rolim, In: Revista do IHGP, vol. 02, 1910. SILVEIRA, Fernando. Vidas Paraibanas. João Pessoa: 1981.      

Nº 25 – (1º SUCESSOR) JOSÉ RAFAEL DE MENEZES

CADEIRA Nº 25 1º SUCESSOR: JOSÉ RAFAEL DE MENEZES Patrono: Severino Peryllo de Oliveira (1898-1930) Fundador: João Lelis de Luna Freire (1909-1954) 1º Sucessor: José Rafael de Menezes (1924-2009) 2º Sucessor: Astênio César Fernandes (atual ocupante) 1º Sucessor: José Rafael de Menezes (1924-2009) Ocupação: Professor e jornalista Eleito: 17/12/1955 Posse: 28/05/1956 Saudação: Pe. Manoel Otaviano BIOGRAFIA JOSÉ RAFAEL DE MENEZES: Nasceu na cidade de Monteiro, Estado da Paraíba, em 23 de agosto de 1924, e faleceu em Recife, Estado de Pernambuco, no dia 23 de junho de 2009. Era filho de Alcindo Bezerra de Menezes e de D. Maria das Dores Rafael de Menezes. Foi casado com D. Ádila de Paula Menezes, união da qual nasceram quatro filhos: Raíssa, Tereza Julieta, Bruno e Rafael José. Iniciou seus primeiros estudos em sua terra natal na escola particular das professoras Tibúrcia Feitosa e Alda Lafayette, frequentando, na sequência, o Grupo Escolar Miguel Santa Cruz. Transferiu-se posteriormente para o Recife, onde deu continuidade à sua formação nos colégios Salesiano, Nóbrega e Oswaldo Cruz. Possuía uma sólida e polivalente formação acadêmica, tendo concluído os cursos de Licenciatura e Bacharelado em Geografia e História pela Faculdade de Filosofia Manuel da Nóbrega, além do curso de Ciências Jurídicas e Sociais pela tradicional Faculdade de Direito do Recife. Em 1949, iniciou sua trajetória jurídica ao ser nomeado Promotor Público da comarca de Monteiro, cidade onde também deu os primeiros passos no magistério e atuou como fundador do pioneiro Ginásio de Monteiro. Na capital paraibana, consolidou uma respeitável carreira acadêmica na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como professor titular das disciplinas de Didática, Filosofia da Educação e Filosofia da História. Lecionou ainda na antiga Universidade Autônoma de João Pessoa (atual Unipê), regendo as cátedras de Sociologia do Desenvolvimento e Psicologia Social. Na esfera administrativa e pública da Paraíba, exerceu as funções de Diretor de Ensino do Estado, Auditor da Justiça Militar, Diretor do Departamento Cultural da UFPB e cumpriu mandato eletivo como Deputado Estadual. Ao fixar residência definitiva na capital pernambucana, expandiu intensamente sua atuação no magistério superior após anos de dedicação ao ensino secundário (1944–1948). Em Pernambuco, lecionou em prestigiadas instituições como a Faculdade de Filosofia do Recife (FAFIRE), a Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), a Faculdade de Administração e a Faculdade de Direito. Intelectual de trânsito nacional, representou o Estado de Pernambuco em inúmeros congressos e encontros de Secretários de Educação. Destacou-se como membro-fundador da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), representando a instituição em seu I Congresso Nacional, realizado no Rio de Janeiro em 1970. Ministrou ainda diversos cursos de extensão sobre a sétima arte, Psicologia, Sociologia e Filosofia nas principais capitais do Nordeste. Pioneiro na crítica cinematográfica regional, ingressou no jornalismo como cronista de cinema, tendo introduzido o estudo teórico da área ao fundar a cadeira de Teoria do Cinema no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, em João Pessoa, e lecionar nos cursos de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco. Humanista e escritor de pena fecunda, colaborou assiduamente com importantes órgãos de imprensa do país, imprimindo seus ensaios e crônicas nas páginas do Jornal do Commercio e do Diário de Pernambuco (Recife), de O Diário (Belo Horizonte), do jornal O Estado de S. Paulo, e do Correio da Paraíba (João Pessoa). Em reconhecimento ao valor de sua produção intelectual e ensaística, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL), tomando posse solenemente em sua Cadeira no dia 28 de maio de 1956, ocasião em que foi recepcionado com o célebre discurso de saudação do acadêmico Padre Manuel Otaviano. PUBLICAÇÕES Um homem de bem comum Cristianismo e socialização Caminhos do cinema Linha democrática Psicologia Social Conteúdos da Sociologia Filosofia Social Sociologia da Administração Alternâncias Humanismo recifense O filosofar em Luís Delgado Paraibanos na Faculdade de Direito do Recife O mestre escola-brasileiro História do Lyceu Paraibano Humanismo nordestino Êxodo A miragem do sul Política Reflexões de um professor universitário Memórias de um pau de arara Homo nordestinus vol. I Homo nordestinus vol. II Paraibanos em distinções na Faculdade de Direito Sociologia do Nordeste O compromisso cinecista (reflexões de um fundador) O poder reflexivo de Ascendino Leite Aproximações da obra estética de Evaldo Coutinho Vasconcelos Sobrinho: o ecológico místico Maciel Pinheiro Três estetas paraibanos Patriarcas de Alagoa de Monteiro Perfilados da geração de 45 Filosofia de vida A geração de 45 Ensaísmo pernambucano Costa Porto: um trabalhador intelectual Memórias de um escritor O idílio recifense de Cecília Aurora A personalidade intelectual do magistrado Andrade Bezerra: o erudito gentil A paixão bibliográfica de Américo de Oliveira Costa Aníbal Bruno: professor e escritor Amizades bibliográficas Joacil Pereira

Nº 25 (FUNDADOR) JOÃO LELIS DE LUNA FREIRE

CADEIRA Nº 25 FUNDADOR: JOÃO LELIS DE LUNA FREIRE Patrono: Severino Peryllo de Oliveira (1898-1930) Fundador: João Lelis de Luna Freire (1909-1954) 1º Sucessor: José Rafael de Menezes (1924-2009) 2º Sucessor: Astênio César Fernandes (atual ocupante) Fundador: João Lelis de Luna Freire (1909-1954) Ocupação: Professor e político Eleito: 09/06/1945 Posse: 04/10/1945 Saudação: Celso Marques Mariz BIOGRAFIA JOÃO LELIS DE LUNA FREIRE: Nasceu na cidade de Alagoa Nova, Estado da Paraíba, em 04 de abril de 1909, e faleceu em João Pessoa, no dia 24 de julho de 1954. Era filho de Lelis de Luna Freire e de D. Elvira Fernandes de Luna Freire. Foi casado com D. Maria de Lourdes Costa de Luna Freire, união da qual nasceram sete filhos: João, Jorge, Ronaldo, Roberto, Sérgio, Fernanda e Alexandre. Iniciou seus estudos na capital do Estado, realizando o curso primário no Curso Francisca Moura e no Colégio Diocesano Pio X, e prosseguindo para o tradicional Lyceu Paraibano, onde realizou os exames preparatórios para o ingresso no ensino superior. No ano de 1937, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Sua vocação literária e jornalística manifestou-se precocemente: em 1926 já atuava como redator do jornal oficial A União, dividindo as oficinas e redação com nomes como João da Mata, Júlio Rique, Ernane Batista e Samuel Wanderley. No ano de 1929, assumiu a direção do periódico Diário do Povo. Homem de convicções firmes e ação destemida, participou ativamente dos movimentos revolucionários de 1930 como oficial do 29º Batalhão de Caçadores (29º BC), integrando a coluna militar que combateu no sertão da Bahia. Naquela oportunidade, exerceu voluntariamente a pioneira função de “correspondente de guerra”, realizando a cobertura jornalística dos principais fatos e combates da campanha naquela região. No âmbito da administração municipal, construiu uma sólida carreira pública em diferentes localidades do Nordeste. Em 1932, durante o governo de Gratuliano Brito, foi nomeado prefeito do município de Taperoá; no estado do Rio Grande do Norte, administrou a prefeitura de Santa Cruz do Inharé e, em 1935, assumiu o comando executivo do município de Mamanguape, de volta à Paraíba. No cenário legislativo estadual, elegeu-se Deputado Estadual em 1946 pelo Partido Social Democrático (PSD), integrando de forma destacada a comissão parlamentar responsável pela elaboração da nova Constituição do Estado da Paraíba. Ao longo de sua expressiva trajetória pública e jurídica, acumulou cargos de elevada relevância administrativa, entre os quais: Delegado de Investigações e Capturas; Delegado de Ordem Política e Social (DOPS); Chefe de Polícia do Estado; Diretor da Casa de Detenção; Membro do Conselho Administrativo do Estado; Presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas da Assembleia Legislativa; Diretor da Divisão Legal do Departamento de Municipalidades; Diretor da Secretaria de Viação e Obras Públicas; e Diretor da Imprensa Oficial do Estado. Sua sensibilidade humanitária e dedicação às causas sociais levaram-no a presidir a Comissão de Estudos e Planejamento dos Serviços de Assistência Social e, em 1951, a ser indicado pela UNICEF para representar a região Nordeste junto ao Fundo Internacional de Socorro à Infância, vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU). No magistério, iniciou sua carreira lecionando as disciplinas de Língua Inglesa e de Economia Política na Academia de Comércio Epitácio Pessoa, ascendendo posteriormente à docência superior nas Faculdades de Direito e de Filosofia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Intelectual de reconhecido mérito e profundo crítico de seu tempo, presidiu as solenidades comemorativas da Comissão do Cinquentenário do romancista José Lins do Rego. Na década de 1950, manteve uma concorrida coluna semanal no jornal Correio da Paraíba, intitulada “Crítica Literária”, na qual versava sobre os mais variados temas das letras e da cultura universal. Foi ainda agraciado com o título de oficial-honorário da Polícia Militar da Paraíba e imortalizou-se como sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). PUBLICAÇÕES A campanha de Princesa Peryllo Doliveira Garimpo de São Vicente O nascimento de uma cidade Ensaios de interpretação histórico-social

Nº 25 – (PATRONO) SEVERINO PERYLLO DOLIVEIRA

Severino PERYLLO DOLIVEIRA: Nasceu no dia 04 de dezembro de 1898, em Cacimba de Dentro, município de Araruna, Estado da Paraíba e faleceu na capital do Estado, em 26 de agosto de 1930; filho de Almeno Peryllo de Oliveira e D. Josefa Maria de Oliveira . Morreu solteiro. Nunca freqüentou escolas. Aprendeu as primeiras letras, enquanto trabalhava como caixeiro de uma mercearia, sozinho e sem nenhuma orientação, o que não o impediu de transformar-se, mais tarde, no grande jornalista, poeta e literato. Iniciou a vida como ator, carreira que seguiu por mera casualidade. Encontrava-se em Araruna um pequeno circo administrado pela atriz Irene Concepitini; Peryllo sentindo-se atraído pela atriz, integrou-se ao grupo e seguiu a caravana, Brasil afora. Apresentou-se como ator, nesta companhia, em quase todos os Estados do Brasil, tornando-se famoso e requisitado por outras produtoras. Na capital, em março de 1923, apresentou-se no teatro Santa Rosa, no papel principal da peça Água mole em pedra dura…, com muito sucesso. Deixando o palco, voltou ao seu Estado natal, instalando-se na capital, dedicando-se à literatura e ao jornalismo, tornando-se conhecido como um dos maiores incentivadores do movimento de renovação literária do Brasil Em 1952, exercia funções burocráticas na Secretaria Geral do Estado e,a convite do poeta Silvino Olavo, integrou-se à redação de O Jornal, órgão recém-criado. Colaborou, também, em A União e foi redator da Revista Era Nova, A sua produção literária é caracterizada pelo lirismo e por uma profunda melancolia.. Publicou: Desconhecida (novela), 1924; Canções que a vida me ensinou (livro de estréia), 1925; Caminho cheio de sol (poesia), 1928; A voz da terra (poema), 1930. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO,Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional,1955.   MARTINS, Eduardo. Peryllo Doliveira – obra poética. João Pessoa: 1983. PINTO, Sérgio de Castro. Coletânea de autores paraibanos, João Pessoa: 1988.