Patrono: Pe. Inácio de Souza Rolim (1800-1889)
Fundador: Mathias da Silva Freire (1882-1947)
1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979)
2º Sucessor: Tarcísio de Miranda Burity (1938-2003)
3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021)
4º Sucessor: Manoel Hélder de Moura Dantas (atual ocupante)
1º Sucessor: Mons. Pedro Anísio Bezerra Dantas (1883-1979)
Ocupação: Professor, padre e jornalista
Eleito: 01/11/1947
Posse: 08/08/1948
Saudação: Flóscolo da Nóbrega
BIOGRAFIA
MONSENHOR PEDRO ANÍSIO BEZERRA DANTAS: Nasceu na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, em 27 de dezembro de 1883, e faleceu em João Pessoa, capital do Estado, no dia 31 de dezembro de 1979. Era filho de Manuel Bezerra Dantas e de D. Emília Alves Bezerra Dantas. Iniciou seus primeiros estudos em sua terra natal, matriculando-se posteriormente no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, onde concluiu sua formação eclesiástica inicial e foi ordenado sacerdote no dia 10 de novembro de 1907.
No ano seguinte à sua ordenação, transferiu-se para a Itália. Em Roma, frequentou o Pontifício Colégio Pio Latino-Americano e aprofundou seus estudos superiores na Pontifícia Universidade Gregoriana, pela qual se graduou em Filosofia e em Teologia Dogmática no ano de 1910. Ao retornar ao Brasil, iniciou uma intensa atividade pastoral na capital paraibana, sendo nomeado Capelão da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes e, sucessivamente, das Igrejas de Nossa Senhora das Mercês e do Sagrado Coração de Jesus (atual matriz de Cabedelo). Exerceu também as funções de Vigário da Catedral (atual Basílica Metropolitana de Nossa Senhora das Neves) e de Cura da Sé. No âmbito da formação clerical, atuou como Diretor Espiritual do Seminário da Paraíba (1916–1917) e do Colégio Diocesano Pio X (1918).
Paralelamente às suas obrigações pastorais, construiu uma sólida e duradoura carreira no magistério e na administração pública da educação. No Seminário Arquidiocesano, regeu as cátedras de Língua Latina e de Teologia Dogmática até o ano de 1945. Lecionou também nos colégios Pio X, Nossa Senhora das Neves, no tradicional Lyceu Paraibano e na Escola Normal Oficial do Estado. Sua competência técnica e pedagógica levou-o a ser nomeado, em 1935, pelo governador Argemiro de Figueiredo, como o primeiro Diretor do Departamento de Educação do Estado da Paraíba, órgão pioneiro na estruturação do ensino público local.
Homem de ação e de forte liderança social, teve papel de vanguarda no desenvolvimento de movimentos leigos e operários de inspiração católica. Foi o fundador e primeiro Assistente Eclesiástico da União dos Moços Católicos, organizador e primeiro assistente do Círculo Operário da Paraíba, e assistente da Juventude Feminina Católica, da Liga Independente Católica e da Ação Católica Arquidiocesana. No campo da educação popular e da assistência, idealizou, fundou e dirigiu a Escola Profissional Padre Anchieta. Na imprensa, notabilizou-se como um jornalista polêmico, combativo e articulista rigoroso em defesa das causas institucionais e eclesiásticas, exercendo as funções de redator e de diretor do jornal diocesano A Imprensa.
Por sua reconhecida erudição, fidelidade à Igreja e liderança junto ao clero, foi agraciado com elevadas dignidades eclesiásticas ao longo de sua vida sacerdotal: foi Cônego Honorário, Cônego Efetivo, Arcediago e Deão do Cabido Metropolitano; recebeu da Santa Sé os títulos pontifícios de Camareiro Secreto de Sua Santidade e de Prelado Doméstico de Sua Santidade (alcançando a dignidade de Monsenhor), e exerceu os cargos de Vigário-Geral e de Vigário Capitular da Arquidiocese da Paraíba.
Consagrado humanista e pesquisador, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Em reconhecimento ao valor de sua produção intelectual e ao seu relevante papel na história cultural do estado, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 08 de agosto de 1948, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Flóscolo da Nóbrega.