CADEIRA Nº 26

3º SUCESSOR: ANTÔNIO JUAREZ FARIAS

3º Sucessor: Antônio Juarez Farias (1933-2021)

Ocupação: Advogado, economista e escritor

Eleito: 11/12/2003

Posse: 04/06/2004

Saudação: Luiz Nunes Alves

BIOGRAFIA

Antônio Juarez Farias nasceu no dia 23 de março de 1933, em Cabaceiras. Foi casado com Maria das Neves Lima de Farias, de cuja união nasceram os filhos João Manoel, Guilherme Ewerton, Antônio e Celina Maria; e os netos João Gabriel e Mariana Lima.

Fez o curso primário no Grupo Escolar Alcides Bezerra, em sua cidade natal; o secundário no Colégio Pio XI, em Campina Grande; no Colégio Estadual da Prata; no Colégio Estadual do Ceará, em Fortaleza; e, por fim, no Colégio Carneiro Leão, em Recife. Concluiu os bacharelados em Economia pela Escola de Economia da Sociedade Universitária de Ensino Superior e Comercial do Rio de Janeiro, em 1961, e em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1965.

Antes, havia realizado os cursos de Projetos, em 1957, promovido pelo Banco do Nordeste do Brasil e pela Organização das Nações Unidas, e de Programação do Desenvolvimento Econômico, em 1959, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e pela Comissão Econômica para a América Latina da ONU. Tornou-se economista de renome, diplomado no tempo em que as faculdades de economia formavam poucos profissionais. Juarez ajudou Celso Furtado na pioneira tarefa de construir a SUDENE.

Exerceu relevantes funções de destaque durante sua competente vida pública. Iniciou a labuta cedo: em 1943, já era auxiliar do 2º Cartório da Comarca de Cabaceiras. Depois, exerceu as funções de auxiliar e gerente do Cartório do 3º Ofício da Comarca de Campina Grande; assistente da gerência da Fábrica de Mosaico Borborema; auxiliar técnico do escritório de advocacia de Aluízio Campos e Cláudio Agra Porto; escrevente do Cartório do 3º Ofício da Comarca de Campina Grande; auxiliar de escritório do BNB; e técnico em desenvolvimento econômico do BNB, em Fortaleza.

Em 1957, já no Rio de Janeiro, foi assistente da Diretoria de Indústrias Básicas do BNDE; coordenador da meta de petróleo do Programa de Metas do Governo Federal; membro da equipe do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Coordenação Econômica; consultor técnico da Companhia de Indústria do Estado da Paraíba; vice-governador e governador em exercício, em 1970 e 1971. Antônio Juarez continuou sua carreira e ocupou muitos outros cargos de relevo. Em 2003, foi nomeado secretário-executivo da Comissão de Implementação do Programa de Reforma do Estado.

Apesar das múltiplas atribuições, o economista ainda se dedicou ao magistério, lecionando as disciplinas Teoria do Desenvolvimento Econômico e Elaboração e Avaliação de Projetos, ambas na Universidade Católica de Pernambuco.

Sua atuação o fez receber títulos e honrarias, tais como: menção por serviços relevantes ao País, outorgada pelo Presidente Jânio Quadros, em 1961; Diploma de Honra ao Mérito Municipal, pela Câmara de Vereadores de Campina Grande, em 1987; Cidadão Campinense; Medalha Cunha Pedrosa, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, órgão ao qual pertenceu e que presidiu; diploma de Honra ao Mérito e Medalha Epitácio Pessoa, pela Assembleia Legislativa, em 1995; Medalha do Mérito Universitário, pelo Centro Universitário de João Pessoa, em 2001; Cidadão Pessoense; Medalha José Américo, pela Fundação Casa de José Américo.

Juarez Farias foi sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Campina Grande. Além disso, tornou-se membro efetivo da Academia Paraibana de Letras, em 04 de junho de 2004, ao assumir a Cadeira nº 39, vindo a ser Presidente da mesma instituição por dois mandatos (2006-2008; 2008-2010). Faleceu em 08 de março de 2021.

PUBLICAÇÕES

  • Posições e Posicionamentos