Nº 31 – (PATRONO) EPITÁCIO DA SILVA PESSOA

EPITÁCIO da Silva PESSOA: Nasceu na cidade de Umbuzeiro, Estado da Paraíba, em 23 de maio de 1865, falecendo em Petrópolis, Rio de Janeiro, no ano de 1942. Os seus pais faleceram quando ele tinha somente oito anos de idade, tendo sido, a partir daí, criado pelo tio materno, Henrique Pereira de Lucena, o Barão de Lucena, que o internou, como bolsista, no Ginásio Pernambucano, do Recife. Concluindo o curso secundário, ingressou no Jurídico, graduando-se em 1886, na tradicional Escola do Recife. Assumiu a Promotoria Pública da cidade do Cabo (PE), demitindo-se logo do cargo, em 1889, indo fixar-se no Rio de Janeiro, justamente à época dos movimentos políticos em favor da proclamação da República dos quais ainda participou. Retornou à Paraíba, sendo nomeado Secretário Geral do Estado e, em seguida, eleito Deputado Constitucional de 1890/1891, mantendo-se em oposição ao Marechal Floriano Peixoto. No Governo Campos Sales, ocupou o Ministério da Justiça, revelando-se um administrador competente, dinâmico e corajoso, enfrentando e resolvendo os problemas do Estado com autoridade e respeito.Assumiu o Supremo Tribunal Federal, aposentando-se nesse cargo, em 1912. Posteriormente, foi eleito Senador da República. Em 1918, foi nomeado Delegado do Brasil no Congresso da Paz, em Versalhes, na França, quando foi indicado para concorrer à Presidência da República, tendo Rui Barbosa na oposição. Após percorrer a Itália e os Estados Unidos, voltou ao Brasil já eleito presidente, assumindo o cargo em 28 de julho de 1919. Nomeou para o Ministério da Guerra o carioca Pandiá Calógeras e para a Marinha, Raul Soares, ambos ,civis , causando visível mal-estar entre os militares.Como nordestino, quis beneficiar a região criando comissões para realização de obras contra as secas numa tentativa de amenizar o sofrimento do povo sertanejo; incluiu no programa do governo a implantação de uma grande siderurgia, a recuperação econômica do Nordeste e a defesa do Café. Por sua atividade política e pelos benefícios à Nação, teve o seu nome figurado entre os indicados para a eleição do paraibano do século. Alguns dos trabalhos escritos por Epitácio Pessoa:Pela verdade; Discursos parlamentares; Codificação do DireitoInternacional; Primeiros tempos; Laudos arbitrais; Questões forenses, entre vários outros. REFREÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II, Parahybanos ilustres, Parahyba. Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914. Enciclopédia Britânica, vol. 03, p316. Rio de Janeiro: São Paulo, 1979. LIMA, Francisco (Côn.) Discurso de posse, Revista da APL, nº 07. João Pessoa: 1970. ODILON, Marcus. Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Cátedra, 1984.  

Nº 30 – (1º SUCESSOR) PEDRO MORENO GONDIM

CADEIRA Nº 30 1º SUCESSOR: PEDRO MORENO GONDIM Patrono: Santo Estanislau Pessoa de Vasconcelos (1860-1933) Fundador: Francisco Barbosa Coutinho Filho (1898-1976) 1º Sucessor: Pedro Moreno Gondim (1914-2005) 2º Sucessor: Otávio Sitônio Pinto Pereira (1945-2022) 3º Sucessor: José Nunes da Costa (atual ocupante) 1º Sucessor: Pedro Moreno Gondim (1914-2005) Ocupação: Advogado, político (Deputado Estadual) e poeta Eleito: 13/10/1979 Posse: 13/09/1984 Saudação: Luiz Augusto da Franca Crispim BIOGRAFIA PEDRO MORENO GONDIM: Nasceu no Engenho Capim Açu, município de Alagoa Nova, Estado da Paraíba, no dia 1º de maio de 1914, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 26 de julho de 2005. Era filho de Inácio Costa Gondim e de D. Eulina Moreno Gondim. Foi casado em primeiras núpcias com D. Ozanete Duarte Gondim, união da qual nasceram cinco filhos. Após enviuvar, contraiu segundas núpcias com D. Sílvia Marques Gondim, com quem teve dois filhos. Realizou seus estudos primários em sua cidade natal, cursou o ginasial no tradicional Lyceu Paraibano, em João Pessoa, e concluiu o secundário no Colégio Carneiro Leão XIII, em Recife. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife no ano de 1938, dedicando-se inicialmente à advocacia privada com intensa atuação na Paraíba e em estados vizinhos. Ingressou na vida pública e partidária figurando como um dos destacados fundadores do Partido Social Democrático (PSD) na Paraíba (e não PDS, como registrado por lapso na memória oral). Em 1946, elegeu-se Deputado Estadual para a Assembleia Legislativa. Conquistou a reeleição para um segundo mandato parlamentar, mas optou por não assumi-lo ao ser convidado pelo governador José Américo de Almeida para chefiar a importante pasta de Secretário da Agricultura, Viação e Obras Públicas. Posteriormente, elegeu-se Vice-Governador do Estado, oportunidade em que assumiu interinamente a Chefia do Poder Executivo em virtude do afastamento por motivos de saúde do governador Dr. Flávio Ribeiro Coutinho. Desincompatibilizou-se do cargo dentro dos prazos constitucionais para disputar a titularidade do Executivo nas eleições de 1960, consagrando-se Governador da Paraíba após obter uma histórica e expressiva vitória sobre o Dr. Janduhy Carneiro. Sua gestão governamental (1961–1966) foi uma das mais marcantes e arrojadas da história paraibana, caracterizada por profundas transformações socioeconômicas e por um cenário de intensa ebulição política nacional. Pedro Gondim notabilizou-se pela mediação e condução diante das históricas lutas pela Reforma Agrária e a ascensão das Ligas Camponesas no estado. Na infraestrutura e no desenvolvimento, sua administração promoveu uma histórica expansão da Rede Estadual de Ensino, além de impulsionar a modernização da agricultura, o fomento à indústria e a pavimentação da malha rodoviária. Em 1966, ao término de seu mandato, elegeu-se Deputado Federal; contudo, teve seu mandato e seus direitos políticos arbitrariamente cassados pelo regime civil-militar de 1964, readquirindo as prerrogativas civis apenas anos mais tarde, com a abertura política e a anistia formalizada no governo do presidente João Figueiredo. Retornou à militância partidária filiando-se ao PMDB, legenda pela qual disputou o Senado Federal. Não tendo alcançado a vitória nas urnas, retirou-se de pleitos eletivos, mantendo-se na condição de conselheiro e colaborador. Entre os anos de 1985 e 1990, exerceu com reconhecida competência técnica a Diretoria de Câmbio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Humanista e esteta de refinada sensibilidade, Pedro Gondim dedicou seus anos de recolhimento à paixão pela leitura e pela poesia. Traduzia suas vivências e lirismo em versos que publicava assiduamente nas páginas do Correio das Artes, prestigiado suplemento literário do jornal oficial A União, fazendo uso do sofisticado pseudônimo de Homero Morgon. Em reconhecimento ao seu inestimável legado político, social e literário à história paraibana, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 21. Tomou posse solenemente no dia 13 de setembro de 1984, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do célebre discurso de recepção proferido pelo acadêmico e jornalista Luiz Augusto da Franca Crispim. PUBLICAÇÕES Honra e Vida Verdade na Justiça

Nº 30 – (FUNDADOR) FRANCISCO BARBOSA COUTINHO FILHO

CADEIRA Nº 30 FUNDADOR: FRANCISCO BARBOSA COUTINHO FILHO Patrono: Santo Estanislau Pessoa de Vasconcelos (1860-1933) Fundador: Francisco Barbosa Coutinho Filho (1898-1976) 1º Sucessor: Pedro Moreno Gondim (1914-2005) 2º Sucessor: Otávio Sitônio Pinto Pereira (1945-2022) 3º Sucessor: José Nunes da Costa (atual ocupante) Fundador: Francisco Barbosa Coutinho Filho (1898-1976 Ocupação: Advogado, professor, folclorista, historiador e sociólogo Eleito: 08/05/1971 Posse: 31/07/1971 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA FRANCISCO BARBOSA COUTINHO FILHO: Nasceu na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1976. Realizou seus estudos primários em sua terra natal, transferindo-se posteriormente para a capital do Estado, onde deu continuidade à sua formação ao matricular-se no tradicional Colégio Diocesano Pio X. Bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife. Membro de tradicional estirpe e de sólida herança regional, Francisco Barbosa Coutinho Filho descendia das aristocráticas famílias açucareiras e cafeicultoras do Brejo paraibano, cuja atividade agrícola e econômica teve início na província a partir de 1850 e alcançou o seu apogeu até o ano de 1921, cultivo este introduzido pioneiramente no território paraibano pelo gaúcho Tomé Barbosa da Silva. No âmbito profissional e funcional, ingressou no serviço público federal ao ser nomeado para o prestigioso cargo de Fiscal de Consumo da República, funções que o levaram a percorrer e fixar residência em diversos estados da federação. No magistério e na instrução pública de sua terra natal, prestou valiosos serviços pedagógicos ao lecionar no Grupo Escolar Xavier Júnior e nas salas de aula do renomado Instituto Bananeirense, então sob a competente direção do professor Pedro Augusto de Almeida. Homem de múltiplos talentos intelectuais e de profunda vinculação com as raízes populares, Coutinho Filho consagrou-se como um polivalente folclorista, historiador, sociólogo e humanista, notabilizando-se também por sua impressionante verve artística como repentista popular e profundo estudioso das manifestações orais e do cancioneiro nordestino. Deixou valiosa contribuição ao ensaísmo historiográfico e regional, colaborando com revistas especializadas e órgãos de imprensa. Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito intelectual e ao valor de seu legado à cultura e à salvaguarda da memória brejeira e paraibana, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 31 de julho de 1971, ocasião em que tomou posse em sua Cadeira e foi recepcionado com o tradicional discurso de saudação proferido pelo ilustre acadêmico e jurista Osias Gomes. PUBLICAÇÕES Repentistas e glosadores Violas e repentes Dimensões de Goiás intelectual Folclore em áreas da Paraíba

Nº 30 – (PATRONO) SANTOS ESTANISLAU PESSOA DE VASCONCELOS

CADEIRA Nº 30 – SANTOS ESTANISLAU   SANTOS ESTANISLAU Pessoa de Vasconcelos: Nasceu no dia 13 de março de 1860, na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba, e faleceu em Belém , capital do Estado do Pará, em 31 de dezembro de 1933; filho de Virgínio Estanislau Afonso e D. Maria Fortunata das Neves, Casado, em primeiras núpcias, com Maria Blandina da Câmara Bezerra, nascendo dessa união dois filhos: José e Maria Elisa. Ficando viúvo, casou-se com Maria Amália e, depois, com Ana Zaíra, ambas irmãs da primeira esposa. Fez os estudos fundamentais em Bananeiras, seguindo para Recife, fazendo os preparatórios no Curso Anexo da Faculdade de Direito, bacharelando-se em Direito em 1879. Enquanto estudante, Santos Estanislau exerceu o magistério particular e estagiou no escritório de advocacia do seu tio, Dr. José Lopes Pessoa da Costa, aperfeiçoando, aí, os seus conhecimentos jurídicos. Formado, voltou à Paraíba. Exerceu as funções públicas: Promotor Público de Bananeiras, Pilar e Campina Grande; Juiz Municipal de Órfãos e Juiz de Direito de Mamanguape. No Pará, exerceu as funções: Juiz de Direito das comarcas de Chaves, Cametá e de Baião; Chefe de Polícia do Estado, nomeado pelo Presidente Paes de Carvalho. Em 1901, através de decreto, foi nomeado desembargador.Publicou: Anotações da Reforma Judiciária à Lei 455, de 11/06/1896; Apelações de Terceiros(monografia);Casos forenses.   A cidade de João homenageou-o dando seu nome a uma das ruas do Bairro de Cruz das Armas, popularmente conhecida como a Rua Santo Estanislau.   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:   BITTENCOURT, Liberato.Homens do Brasil, vol. II, Parahybanos ilustres. Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914.   COUTINHO FILHO, Francisco. Discurso de Posse.João Pessoa: 1971.    

Nº 29 – (1º SUCESSOR) AFONSO PEREIRA DA SILVA

CADEIRA Nº 29 1º SUCESSOR: AFONSO PEREIRA DA SILVA Patrono: José Rodrigues de Carvalho (1867-1935) Fundador: Manuel Otaviano de Moura Lima (1880-1960) 1º Sucessor: Afonso Pereira da Silva (1917-2008) 2º Sucessor: Carlos Antônio Aranha de Macêdo (1946-2024) 3º Sucessor: Renato César Carneiro (atual ocupante) 1º Sucessor: Afonso Pereira da Silva (1917-2008) Ocupação: Político (Deputado Estadual) e professor Eleito: 24/04/1965 Posse: 21/06/1966 Saudação: Clóvis dos Santos Lima BIOGRAFIA AFONSO PEREIRA DA SILVA: Nasceu no município de Bonito de Santa Fé, Estado da Paraíba, em 30 de outubro de 1917, e faleceu em João Pessoa, no dia 21 de junho de 2008. Era filho de José Pereira da Silva e de D. Cherubina Pereira da Silva. Foi casado com a senhora Clemilde Torres Pereira da Silva. Oriundo de uma tradicional família católica, realizou seus estudos secundários no Seminário Apostólico São Pedro Gonçalves, na capital paraibana, e no Colégio Franciscano de Rio Negro, no Estado do Paraná, educandários onde adquiriu uma sólida e humanística base cultural alicerçada em princípios cristãos. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no ano de 1948, buscando continuamente o aperfeiçoamento por meio de extensões nas áreas jurídica e pedagógica. Humanista e políglota de rara erudição, construiu uma das mais polivalentes e impressionantes trajetórias intelectuais e docentes do estado. No magistério, regeu cátedras de impressionante amplitude teórica e linguística, lecionando Alemão, Francês, Latim, Grego, Português, Geografia, Ciências Naturais, Direito Autoral, Direito Romano e Pesquisa Social. Atuou no tradicional Lyceu Paraibano e foi professor e diretor do Instituto de Educação da Paraíba (IEP). No ensino superior e na gestão acadêmica, exerceu as funções de Diretor da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Autônoma de João Pessoa (Unipê) e de Diretor Substituto da Faculdade de Direito da UFPB. No cenário político e jurídico, serviu à sociedade como Deputado Estadual na Assembleia Legislativa, atuou como Juiz Substituto do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) e foi Procurador da Santa Casa de Misericórdia da Paraíba. Sua atuação como dinâmico empreendedor cultural e educacional moldou a identidade artística da Paraíba no século XX. No campo social e pedagógico, foi o introdutor e presidente da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC) no estado e instituiu e presidiu a Fundação Padre Ibiapina, responsável por implantar uma vasta rede de educandários nos três níveis de ensino, sobretudo nas regiões do Sertão paraibano e no Rio Grande do Norte. No universo das artes e das letras, imortalizou-se como fundador e presidente da Sociedade de Cultura Musical; fundador do Teatro do Estudante da Paraíba, do Conservatório Paraibano de Música e da Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB); além de idealizador e primeiro presidente da Associação de Cultura Franco-Brasileira (Aliança Francesa de João Pessoa). Na imprensa local, atuou como redator dos Anais Científicos – Brasil Universitário (São Paulo), correspondente de revistas nacionais e teve a honra de ser o primeiro diretor do jornal Correio da Paraíba. Sua projeção intelectual garantiu-lhe assento nas mais prestigiadas agremiações do país e do exterior, sendo membro do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), da Academia de Letras Jurídicas, da Associação Paraibana de Imprensa (API), da Academia Internacional de Letras e sócio-honorário da Associação Norte-Riograndense de Astronomia (ANRA). Eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL), tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 21 de junho de 1966, ocasião em que foi recepcionado com o discurso de saudação do acadêmico Clóvis dos Santos Lima. No dia 20 de maio de 1978, Afonso Pereira ascendeu à Presidência da APL, sendo sucessivamente reeleito por três vezes consecutivas, cumprindo um vitorioso e histórico mandato de seis anos (1978–1984). Sua gestão operou uma profunda reforma estrutural e institucional na Casa de Coriolano de Medeiros: promoveu a restauração física e a ampliação arquitetônica do prédio-sede, abriu a Biblioteca Oficial ao público externo, organizou metodicamente os arquivos documentais e preencheu o quadro de imortais até completar, pela primeira vez, o número regulamentar de 40 cadeiras. Foi também o responsável por introduzir a tradicional e perene liturgia do “Chá Acadêmico”. Em 1981, articulou junto ao governador Tarcísio Burity a doação do imóvel de nº 37, contíguo à sede, destinado à criação do Memorial Augusto dos Anjos, projeto estruturado em sua gestão e concretizado por seu sucessor direto, o acadêmico Luiz Augusto Crispim. PUBLICAÇÕES Discurso de posse na APL Lei e justiça – uma experiência parlamentar

Nº 29 – (FUNDADOR) MANUEL OTAVIANO

CADEIRA Nº 29 FUNDADOR: MANUEL OTAVIANO DE MOURA LIMA Patrono: José Rodrigues de Carvalho (1867-1935) Fundador: Manuel Otaviano de Moura Lima (1880-1960) 1º Sucessor: Afonso Pereira da Silva (1917-2008) 2º Sucessor: Carlos Antônio Aranha de Macêdo (1946-2024) 3º Sucessor: Renato César Carneiro (atual ocupante) Fundador: Manuel Otaviano de Moura Lima (1880-1960) Ocupação: Professor, político (Deputado Estadual) e jornalista Eleito: 15/03/1945 Posse: 25/08/1945 Saudação: Horácio de Almeida BIOGRAFIA PADRE MANUEL OTAVIANO DE MOURA LIMA: Nasceu no município de Ibiara, Estado da Paraíba, no ano de 1880, e faleceu em Piancó, também no território paraibano, no ano de 1960. De origem simples, foi alfabetizado na infância por sua própria mãe. Movido pela vocação eclesiástica, ingressou no Seminário Arquidiocesano da Paraíba aos vinte anos de idade, concluindo sua formação teológica no Estado do Piauí, onde foi ordenado sacerdote no Seminário de Teresina, no ano de 1910. Logo após a sua ordenação, retornou à terra natal para dar início ao exercício do ministério pastoral. Foi designado inicialmente Vigário da paróquia de Brejo do Cruz, estendendo consecutivamente sua laboriosa ação evangélica e paroquial às cidades de Catolé do Rocha, Conceição e Piancó, comarcas onde fixou profundas raízes comunitárias. Personalidade dinâmica e de marcante liderança no Sertão paraibano, o Padre Manuel Otaviano aliava as suas funções clericais a uma ativa participação na vida política e educacional do estado. No magistério, atuou com destaque como professor de Línguas. No cenário político, conquistou expressiva representatividade popular ao eleger-se Deputado Estadual para a Assembleia Legislativa da Paraíba. No jornalismo, colaborou assiduamente com diversos periódicos do estado, utilizando as páginas da imprensa como trincheira para suas ideias e crônicas. Sua verve literária manifestou-se de forma polivalente por meio da poesia, do romance e da dramaturgia. Escreveu peças teatrais de forte acento regional e social que eram encenadas com entusiasmo por seus próprios conterrâneos. Embora sua produção bibliográfica editada seja considerada concisa, legou obras de indiscutível valor histórico e literário para a Paraíba. Sua publicação de maior repercussão nacional e historiográfica foi o livro Os mártires de Piancó, detalhado e comovente relato sobre o trágico martírio do Padre Aristides Ferreira da Cruz e de seus fiéis durante a passagem da Coluna Prestes pelo Sertão em 1926. De sua lavra ficcional e ensaística, destacam-se ainda os seguintes títulos: Emboscada do destino (romance), O mestre político, Curvas do destino, Frente ao passado, Mestre mundo e Tomaz Cajueiro. Por seu pragmático saber humanístico e compromisso com a memória regional, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Consagrado como uma das figuras mais veneráveis da Igreja e das letras paraibanas, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 25 de agosto de 1945, ocasião em que tomou posse em sua Cadeira e foi recepcionado com o discurso de saudação do ilustre historiador e confrade Horácio de Almeida. PUBLICAÇÕES Os mártires de Piancó Emboscada do destino O mestre político Curvas do destino Frente ao passado Mestre mundo Tomaz Cajueiro

Nº 29 – (PATRONO) JOSÉ RODRIGUES DE CARVALHO

José RODRIGUES DE CARVALHO: Nasceu em Alagoinha, Estado da Paraíba, em 18 de dezembro de 1867 e faleceu na capital pernambucana em20 de janeiro de 1935; filho do casal Manuel Rodrigues de Carvalho e D. Cândida Maria de Carvalho. Casado, primeiras núpcias, com D. Francisca Lisboa de Carvalho e, pela segunda vez, com D. Anita Veloso Rodrigues de Carvalho. Começou a vida como caixeiro, em Mamanguape, trabalhando ao lado do tio, ao mesmo tempo em que freqüentava a escola do latinista Manuel de Almeida. Fez o curso de humanidades no Lyceu Paraibano, mudando-se para o Rio Grande do Norte; não se adaptando, porém, àquele Estado, seguiu para Fortaleza, dando um rumo diferente à sua vida. Matriculou-se na Faculdade de Direito e deu início à publicação dos seus poemas. Muito lírico e sentimental, era também um exímio repentista e a adjetivação presente nas suas poesias eram tão expressivas que o tornaram em um poeta de estilo muito peculiar. Em 1890, juntamente com Castro Pinto, fundou em Mamanguape o Semanário A Comarca e, em 1892, criou na capital do Estado o Grêmio Literário Cardoso Vieira, instituição que veio contribuir bastante na formação intelectual da juventude paraibana daquele tempo. Foi professor, jornalista, jurista e, acima de tudo, poeta, projetando-se nesse gênero a partir da publicação do poema Seios. Escreveu nos jornais A União, Gazeta do Comércio, O Comércio, Estado da Paraíba, República, Jornal Pequeno (Recife) e em A Província do Pará. Elegeu-se Deputado Estadual, pela Paraíba. Exerceu, ainda os cargos de Procurador e Secretário Geral do Estado; era membro do Instituto Histórico do Ceará; do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano; da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro; da Academia Cearense de Letras e do Instituto Arqueológico de Pernambuco. Escreveu: Recursos extraordinários; Comentário ao código de processo criminal do Estado; Da liberdade de imprensa (tese), Tentativa, cheque visado e lacunas na lei de falências; Subsídios para o dicionário da língua nacional (em elaboração), Monografia sobre a borracha de mangabeira e maniçoba na Paraíba; Aspectos da influência africana na formação social do Brasil; Cancioneiro do Norte; Coração; Prismas; Poesias de maio. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de. Contribuição para uma bibliografia paraibana. Rio de Janeiro: 1972. Revista da Academia Paraibana de Letras, vol. 1 (discurso de recepção). João Pessoa: 1947. BITTENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. III Parahybanos ilustres. Rio de Janeiro: Gomes Pereira, 1914.   CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba; Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1955.   OTAVIANO, Pe. Manuel. Revista da Academia Paraibana de Letras, vol. 1, (discurso de posse), João Pessoa: 1947. PINTO, Luís. Rodrigues de Carvalho, o jornalista. Rio de Janeiro: Aurora, 1970. SILVA, Afonso Pereira da. Discurso de Posse. In: Rodrigues de Carvalho. João Pessoa: Imprensa Universitária, 1967.  

Nº 22 – (PATRONO) JOÃO FERREIRA MACIEL PINHEIRO

Luís Ferreira MACIEL PINHEIRO : Nasceu em 11 de dezembro de 1839, na capital do Estado da Paraíba e faleceu em 09 de novembro de 1889, em Recife, capital do Estado de Pernambuco. Era filho de Braz Ferreira Maciel e D. Margarida Maciel Pinheiro; em 1879, casou-se com Isabela de Castro, tendo nascido da união os filhos : João, Tomaz e Luís. Fez os estudos primários , colegiais e humanidades na cidade natal, ingressando, a seguir, na Faculdade de Direito do Recife, Escola que, na época, abrigava a intelectualidade da região. Entre os contemporâneos de Maciel Pinheiro, encontramos nomes de expressão, como Castro Alves, Tobias Barreto, Martins Junior e Fagundes Varela que, inspirados nos princípios filosóficos de Victor Hugo, ansiavam por uma reforma política e social para o Brasil. Eram românticos e idealistas. Encontravam-se nessa expectativa, quando explodiu a guerra do Brasil com o Paraguai e, sem hesitar, Maciel pinheiro, num ato de bravura, interrompeu os estudos e inscreveu-se como voluntário para ir defender a Pátria Ao regressar sentia-se frágil, com a saúde ameaçada, mas a sua coragem ajudou-o a . restabelecer-se , retomando logo os estudos,graduando-se em 1887. Exerceu a Promotoria Pública de Santo Antônio da Patrulha , no Rio Grande do Sul; Juiz Substituto em Recife; Juiz em Imperatriz, Ceará. Retornando a Pernambuco, assumiu o cargo de Juiz em Taquaritinga , e em Timbaúba, transferindo-se, em seguida, como Juiz, para o interior do Pará. Maciel Pinheiro sobressaiu-se como jornalista. Ainda estudante fundou e dirigiu o jornal científico-literário O Futuro, uma espécie de porta-voz dos anseios da mocidade e que tinha como redatores Castro Alves e Martins Júnior; foi diretor de A Província, jornal abolicionista, sendo o seu maior colaborador Joaquim Nabuco. Em 1º de junho de 1889, juntamente com Martins Júnior, Maciel Pinheiro fundou O Norte, jornal que circulou até 12 de novembro desse ano, tornando-se o mais eficiente meio de divulgação da campanha republicana. Maciel Pinheiro, assim como os seus companheiros, sonhava com a República, lutou bravamente pela queda do regime imperial. Infelizmente, faleceu seis dias antes do ato histórico do Marechal Deodoro. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS : ALBUQUERQUE, Durwal. Discurso de recepção, In: Revista da APL, nº 05, 1949. MENEZES, José Rafael de. Paraibanos em distinções na faculdade de direito. João Pessoa: Universitária, 1977. SILVA, Demócrito de Castro e. Discurso de posse, In: Revista da APL, nº 05, 1949.  

Nº 28 – (FUNDADOR) APOLÔNIO CARNEIRO DE CUNHA NÓBREGA

CADEIRA Nº 28 FUNDADOR: APOLÔNIO CARNEIRO DA CUNHA NÓBREGA Patrono: Pe. Lindolpho José Correa das Neves (1819-1884) Fundador: Apolônio Carneiro da Cunha Nóbrega (1909-1967) 1º Sucessor: Milton Ferreira Paiva (1923-2002) 2º Sucessor: Mons. Marcos Augusto Trindade (1928-2021) 3º Sucessor: Rui Cezar de Vasconcelos Leitão (atual ocupante) Fundador: Apolônio Carneiro da Cunha Nóbrega (1909-1967) Ocupação: Promotor de Justiça e jornalista Eleito: 23/05/1959 Posse: 10/10/1959 Saudação: Oscar de Oliveira Castro BIOGRAFIA APOLÔNIO CARNEIRO DA CUNHA NÓBREGA: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, em 05 de janeiro de 1909, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 16 de março de 1967. Era filho do Dr. Francisco Gouveia da Nóbrega e de D. Maria da Cunha Nóbrega. Realizou seus estudos secundários e de humanidades no tradicional Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife no ano de 1933. Logo após a sua graduação, ingressou nas carreiras jurídicas do Estado, sendo nomeado 2º Promotor Público de João Pessoa e, consecutivamente, assumindo a titularidade da Promotoria de Justiça da comarca de Santa Rita. No âmbito administrativo e municipal da capital, exerceu as relevantes funções de Diretor da Casa de Detenção e de Procurador dos Feitos da Fazenda Municipal. Transferindo residência para o Rio de Janeiro — então capital federal —, consolidou sua carreira jurídica na esfera federal ao atuar como Procurador do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB) e, posteriormente, como Procurador-Chefe do Contencioso da referida autarquia. No plano diplomático, representou oficialmente o Brasil como delegado do Ministério das Relações Exteriores por ocasião das solenidades de posse do presidente do Paraguai, Alfredo Stroessner. Historiador rigoroso, ensaísta e publicista de reconhecido mérito, Apolônio Nóbrega legou uma valiosa produção bibliográfica voltada à historiografia política, genealógica e regional. É autor das obras: Pioneiros do café na Paraíba e no Ceará (Rio de Janeiro, 1944); História republicana da Paraíba (Imprensa Oficial, 1950); e Chefes do Executivo Paraibano (Rio de Janeiro, 1963), além de seu Discurso de posse na APL (1959) e de uma vasta gama de artigos especializados dispersos nas revistas do Instituto Histórico Paraibano. Na imprensa escrita, colaborou ativamente com importantes jornais e periódicos nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e João Pessoa. Sua dedicação à salvaguarda da memória nacional e sua projeção intelectual abriram-lhe as portas das mais prestigiosas agremiações de cultura do país. Foi membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), sócio-correspondente do prestigioso Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) no Rio de Janeiro, membro do Instituto Genealógico de São Paulo (IGSP), da Federação das Academias de Letras do Brasil (FALB) e da Associação dos Jornalistas Católicos do Rio de Janeiro. Por seus destacados serviços prestados à cultura, à história e às instituições, foi agraciado com importantes láureas e distinções: recebeu da Santa Sé a Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém, no Grau de Comendador; a Medalha Cultural Comemorativa da Imperatriz Dona Maria Leopoldina, outorgada pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; a Medalha Comemorativa da visita ao Brasil do Presidente do Paraguai, concedida pelo Itamaraty; a Medalha Jubilar da Federação das Academias de Letras do Brasil; e a Medalha de Irmão da Santa Casa de Misericórdia da Paraíba. Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito literário e historiográfico, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL), tomando posse solenemente em sua Cadeira no ano de 1959. PUBLICAÇÕES Pioneiros do café na Paraíba e no Ceará História Republicana da Paraíba Chefes do Executivo Paraibano Discurso de Posse na APL

Nº 28 – (PATRONO) Pe. LINDOLFO JOSÉ CORREIA DAS NEVES

LINDOLFO José CORREIA das Neves : Nasceu na capital do Estado da Paraíba, em 05 de agosto de 1819 e faleceu em 19 de maio de 1884; filho do major de infantaria José Maria Correia e D. Maria Rita de Lima. Aos cinco anos de idade foi morar em Portugal, fazendo , aí, os estudos fundamentais: Voltou ao Brasil e matriculou-se no seminário de Olinda, por influência da avó materna; foi ordenado padre em 10 de outubro de 1843. Sem muita vocação para o clero, decidiu-se pela carreira jurídica, bacharelando-se em Direito pela Faculdade de Direito de Olinda. Retornou à cidade natal, passando a exercer a advocacia e o jornalismo.Em 1862, fundou O Publicador, primeiro jornal que circulou diariamente, na Paraíba; caracterizou-se pelas polêmicas travadas entre os outros órgãos de imprensa e que eram rebatidas e ridicularizadas pelo Bossuet da Jacoca, de Cardoso Vieira; dirigiu O Polimático e foi redator de O Liberal, semanário editado em 1877. O Pe. Lindolfo foi Deputado Provincial e Deputado Geral em várias legislaturas, tornando-se conhecido pela eloqüência dos seus discursos, feitos de improviso, com senso jurídico e independente.. Exerceu as funções: Secretário de Governo, Procurador Geral da Tesouraria da Fazenda, professor de Filosofia e Álgebra do Lyceu Paraibano. Sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico de Olinda, Membro da Sociedade Auxiliadora do Instituto Nacional; agraciado com a Comenda da Ordem Imperial da Rosa, em 21 de março de 1860. Escreveu: Jesus Cristo e os filósofos; A vida humana; O plágio e Ensaios filosóficos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: LIMA, Albertina Correia. Traços biográficos de Lindolfo Correia Neves. In: Revista do Inst. Hist. e Geográfico Paraibano, nº 12, 1953. NÓBREGA, Apolônio. Discurso de posse na APL. In: Revista da APL, nº 07, 1960.