Nº 33 – (1º SUCESSOR) FRANCISCO PEREIRA DA NÓBREGA

CADEIRA Nº 33 1º SUCESSOR: FRANCISCO PEREIRA DA NÓBREGA Patrono: João Pereira de Castro Pinto (1863-1944) Fundador: Samuel Vital Duarte (1904-1979) 1º Sucessor: Francisco Pereira da Nóbrega (1928-2007) 2º Sucessor: Damião Ramos Cavalcanti (atual ocupante) 1º Sucessor: Francisco Pereira da Nóbrega (1928-2007) Ocupação: Cronista Eleito: 06/05/1980 Posse: 24/04/1981 Saudação: José Rafael de Menezes BIOGRAFIA FRANCISCO PEREIRA DA NÓBREGA: Nasceu no município de Nazarezinho, Estado da Paraíba, no dia 24 de abril de 1928, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 20 de janeiro de 2010. Realizou seus estudos primários e as primeiras letras na cidade de Cajazeiras, ingressando posteriormente no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, em João Pessoa, onde concluiu sua formação eclesiástica inicial e foi ordenado sacerdote. Dono de uma sólida e internacional bagagem acadêmica, transferiu-se para a Europa a fim de aprofundar seus estudos superiores. Em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana, obteve os títulos de Licenciado e Mestre em Teologia Dogmática. Na França, frequentou as salas de aula da prestigiada Universidade Católica de Paris (Sorbonne), pela qual realizou estudos de Literatura e conquistou o título de Doutor em Filosofia. Suas andanças intelectuais por diversos países do continente europeu permitiram-lhe absorver profundamente a cultura e os costumes locais. Poliglota de rara competência, dominava com fluência os idiomas Português, Francês, Italiano, Espanhol, Alemão, Sueco e Grego Clássico. No ano de 1968, após madura reflexão, solicitou sua dispensa dos deveres clericais e deixou o exercício do sacerdócio. Integrou-se de forma plena ao contexto político e social como cidadão civil, engajando-se nas grandes questões de sua época sem jamais abdicar de seus sólidos princípios humanísticos e de sua formação essencialmente cristã. No ano de 1971, constituiu família ao casar-se com a senhora Lígia Aparecida Moura Pereira Nóbrega, união da qual nasceram três filhos: Melissa, Marama e Francisco. Homem de extrema simplicidade, desprovido de vaidades intelectuais e zeloso de sua privacidade, levou uma existência discreta e operosa, dividida entre o trabalho, o aconchego familiar e o recolhimento dos estudos. No jornalismo e nas letras, consagrou-se como um cronista de refinado tirocínio e profunda sensibilidade social. Suas crônicas cotidianas traziam à tona uma constante e genuína preocupação com os menos favorecidos pela sorte e com as mazelas decorrentes da injustiça social. Analisando o cotidiano sob o prisma rigoroso da filosofia, Pereira da Nóbrega conduzia o leitor a reflexões agudas e desveladas sobre a realidade humana. Colaborou ativamente com importantes órgãos de imprensa no país, tendo sido redator dos periódicos A Notícia, A Imprensa, Correio Braziliense (em Brasília) e do tradicional Correio da Paraíba, veículo onde manteve por longos anos uma concorrida coluna diária. Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito humanístico, à sua erudição filosófica e ao valor imperecível de sua prosa jornalística, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 13. Tomou posse solenemente no dia 24 de abril de 1981, data de seu quinquagésimo terceiro aniversário, ocasião em que o sodalício o acolheu por meio do memorável discurso de saudação proferido pelo ilustre acadêmico e educador José Rafael de Menezes. PUBLICAÇÕES A palavra na construção do homem Vingança, não!

Nº 33 – (FUNDADOR) SAMUEL VITAL DUARTE

CADEIRA Nº 33 FUNDADOR: SAMUEL VITAL DUARTE Patrono: João Pereira de Castro Pinto (1863-1944) Fundador: Samuel Vital Duarte (1904-1979) 1º Sucessor: Francisco Pereira da Nóbrega (1928-2007) 2º Sucessor: Damião Ramos Cavalcanti (atual ocupante) Fundador: Samuel Vital Duarte (1904-1979) Ocupação: Professor e advogado Eleito: 26/05/1962 Posse: 08/01/1963 Saudação: Pe. Francisco Lima. BIOGRAFIA SAMUEL VITAL DUARTE: Nasceu no Sítio Cantagalo, município de Alagoa Nova, Estado da Paraíba, no dia 10 de dezembro de 1904, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 03 de dezembro de 1979. Era filho dos agricultores Joaquim Vital Duarte e Cosma Maria da Conceição. Foi casado com a senhora Adelina de Castro Pinto. Iniciou sua formação elementar na Escola Pública do Sítio Cantagalo. A inteligência precoce e o brilho do jovem Samuel despertaram a atenção do diretor da escola, professor Elísio Sobreira, que prontamente comunicou o fato ao padrinho do menino, o Padre Jerônimo César, então vigário de Alagoa Nova. Grato pelo potencial do afilhado, o sacerdote assumiu a responsabilidade por sua educação e encaminhou-o, em 1914, para a capital do Estado a fim de estudar no tradicional Colégio Diocesano Pio X. Posteriormente, ingressou no Seminário Arquidiocesano da Paraíba; contudo, ciente da ausência de vocação para o clero, desligou-se da instituição eclesiástica no ano de 1921. Determinado a seguir a carreira jurídica, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, pela qual bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na histórica data de 07 de setembro de 1931. Homem de fibra inquebrantável, venceu todas as barreiras impostas por sua origem humilde por meio do esforço pessoal e de méritos incontestáveis. Antes de consolidar sua projeção pública, trabalhou com dignidade como caixeiro de mercearia e ingressou no serviço público. No magistério, atuou como respeitado professor das disciplinas de Língua Portuguesa e de Língua Francesa nas salas de aula do tradicional Lyceu Paraibano. Na advocacia e no jornalismo, conquistou merecido relevo institucional, tornando-se membro ativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ascendendo ao posto de Presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API). No setor financeiro e econômico nacional, exerceu as elevadas funções de Membro do Contencioso do Banco do Brasil e de Presidente da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial da referida instituição. Sua trajetória política confunde-se com os grandes momentos da história republicana do país. Entre os meses de fevereiro e agosto de 1940, exerceu o cargo de Interventor Federal no Estado da Paraíba. Elegeu-se Deputado Federal pelo Partido Social Democrático (PSD) e alcançou o ápice do Poder Legislativo ao ser eleito Presidente da Câmara dos Deputados durante a histórica Assembleia Nacional Constituinte de 1946, conduzindo de forma exemplar os trabalhos de redação da nova Carta Magna brasileira. Paralelamente ao homem de Estado e jurista, Samuel Duarte foi um brilhante orador, ensaísta e publicista. Dono de uma prosa elegante e rigorosa, colaborou ativamente não apenas com os principais jornais da Paraíba, mas também imprimiu sua assinatura em prestigiados órgãos da imprensa escrita nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em reconhecimento à sua extraordinária folha de serviços prestados à vida pública nacional e ao indiscutível valor de sua produção intelectual e jurídica, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 08 de janeiro de 1963, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção e saudação proferido pelo ilustre confrade Cônego Francisco Lima. PUBLICAÇÕES Hitler e o renascimento alemão No limiar da nova ordem legal O paraíso dos medíocres O inferno dos tolos A dúvida do progresso e a intolerância Os crimes de imprensa e o código penal Responsabilidade: nada e tudo Comunismo e anarquismo Revisão legislativa O mendigo Cartas de Atenas

Nº 33 – (PATRONO) JOÃO FERREIRA CASTRO PINTO

João Pereira de CASTRO PINTO: Nasceu na cidade de Mamanguape, Estado da Paraíba, em 03 de dezembro de 1863 e faleceu no Rio de Janeiro, em 1944; filho do casal José Pereira de Castro Pinto e D. Maria Ricarda Cavalcanti de Albuquerque. Fez o curso primário no Colégio Rio Branco, na capital do Estado e Humanidades, no Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1886. Foi Promotor Público em Mamanguape e Juiz Federal substituto. Era monarquista, abolicionista e jornalista. Elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte pela Paraíba, sendo reeleito em 1896. Renunciou ao mandato e viajou ao Rio de Janeiro, passando a exercer o cargo de Redator Oficial do Senado. Retornou ao Nordeste, assumindo a promotoria de justiça de Vitória de Santo Antão, Pernambuco, e em seguida a de Fortaleza, Ceará. No Estado do Pará, a convite do Presidente Paes de Carvalho, exerceu a Chefia de Gabinete da Presidência da Província, sendo ainda, professor de Lógica do Ginásio Paraense e redator do Jornal A Província do Pará. Mesmo tendo combatido o primeiro Governo de Álvaro de Carvalho, este, quando retornou à Presidência, convidou-o a tornar a sua terra, oferecendo-lhe uma nomeação de professor de Matemática no Lyceu Paraibano que, na época, ser professor do Lyceu era um cargo muito importante. Aceitou o convite e veio instalar-se na capital. No ano seguinte, elegeu-se Deputado Federal ; em 1908, já era Senador. Em 1912, passa a governar o Estado, por indicação de Álvaro de Carvalho. Durante a sua gestão, as letras e as artes evoluíram consideravelmente, destacando-se a atuação de Rodrigues de Carvalho e Carlos Dias Fernandes, que era secretário de redação e diretor do Jornal A União. Em julho de 1915, renunciou ao cargo e foi instalar-se no Rio de Janeiro. A Paraíba homenageou-o, dando o seu nome ao Aeroporto da capital. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BITTEENCOURT, Liberato. Homens do Brasil, vol. II (Parahybanos ilustres). Rio de Janeiro: Gomes Editora, 1949.   DUARTE, Samuel. Discurso de posse, In: Castro Pinto- Cadeira 33. João Pessoa: A União, 1964.   Paraíba –nomes do século Série histórica. João Pessoa: A União, 2000. ODILON, Marcus. Pequeno dicionário de fatos e vultos da Paraíba. Rio de Janeiro: Cátedra, 1984. SILVEIRA, Fernando. Vidas Paraibanas. João Pessoa: 1981.

Nº 32 – (1º SUCESSOR) WILIS LEAL

WILLS LEAL: Nasceu em 18 de setembro de 1936, em Alagoa Nova, Estado da Paraíba; filho do senhor Antônio Leal Ramos e D. Ana Meira Leal Ramos. Foi alfabetizado pelo seu pai, em seguida, freqüentou o Grupo Escolar de Alagoa Nova, concluindo o curso primário. Na capital do Estado, continuou os estudos no Lyceu Paraibano e na Academia de Comércio Epitácio Pessoa; é graduado em Filosofia e em Línguas Neolatinas, pela UFPB., especializando-se em Língua e Literatura Francesa. É poliglota, professor, escritor e jornalista. Atua na imprensa paraibana, escrevendo artigos sobre cinema e turismo; já presidiu a Associação Brasileira de Jornalismo e Escritores de Turismo (ABRAJET). Ingressou na Academia Paraibana de Letras, em 29 de maio de 1992, recepcionado pelo acadêmico José Octávio de Arruda Mello. Trabalhos publicados: Discursos cinematográficos dos paraibanos, João Pessoa: A União, 1992; Memorial da Festa das Neves, João Pessoa: JB, 1995; No tempo do lança-perfume, João Pessoa: A União, 1996; A saga de um grande clube, João Pessoa, JB, 1997; Iate nos seus 25 anos, João Pessoa, JB, 1997; Era feliz e não sabia, João Pessoa: Arpoador, 2000; O real e virtual no turismo da Paraíba, João Pessoa: A União, 2001. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: GUIMARÃES, Luiz Hugo. História da Academia Paraibana de Letras, João Pessoa: A União, 2001. Memorial acadêmico, 1ª edição.    

Nº 30 – (1º SUCESSOR) WILLS LEAL

WILLS LEAL nasceu em 18 de setembro de 1936, em Alagoa Nova, Estado da Paraíba; filho do senhor Antônio Leal Ramos e D. Ana Meira Leal Ramos. Foi alfabetizado pelo seu pai, em seguida, freqüentou o Grupo Escolar de Alagoa Nova, concluindo o curso primário. Na capital do Estado, continuou os estudos no Lyceu Paraibano e na Academia de Comércio Epitácio Pessoa; é graduado em Filosofia e em Línguas Neolatinas, pela UFPB., especializando-se em Língua e Literatura Francesa. É poliglota, professor, escritor e jornalista. Atua na imprensa paraibana, escrevendo artigos sobre cinema e turismo; já presidiu a Associação Brasileira de Jornalismo e Escritores de Turismo (ABRAJET). Professor aposentado do Estado, já tendo lecionado Língua e Literatura Francesa no Conservatório Antenor Navarro e na Escola de Formação de Professores. Nestas últimas duas décadas, desenvolveu atividades relacionadas ao turismo, exercendo o cargo de Diretor de Eventos e Operações, junto a Empresa Paraibana de Turismo – EMPETUR. Sempre ligado às atividades jornalísticas e de turismo, teve a oportunidade de viajar muito, conhecendo quase todos os países do mundo. Durante três anos foi promotor, na Paraíba, do Concurso Miss Paraíba, com reconhecimento nacional. Nos anos sessenta, liderou um grupo de amigos, fundando o Clube dos Solteiros, instalado na Boate Maravilha, na praia de Tambaú, sendo hoje, conhecido como “o último dos solteiros” daquele grupo. Atuou na imprensa como crítico cinematográfico, divulgando os seus trabalhos nos jornais da cidade, em revistas especializadas e até no exterior. Ingressou na Academia Paraibana de Letras, em 29 de maio de 1992, recepcionado pelo acadêmico José Octávio de Arruda Mello. Trabalhos publicados: Cinema & Província, João Pessoa: Edição doa Autor, 1968; Escritores Brasileiros no Cinema, João Pessoa: Edição do Autor, 1969; O Nordeste no Cinema, João Pessoa: Editora Universitária/FUNAPE/UFPB, 1982; A Aventura do Amor Atonal ou a Síndrome Genitálica, João Pessoa: Edição do autor, 1982; O Discurso cinematográfico dos paraibanos, João Pessoa: A União, 1992; Memorial da Festa das Neves, João Pessoa: JB, 1995; O Iate Clube nos seus Trinta Anos, João Pessoa: A UNIÃO, 1995; No tempo do lança-perfume, João Pessoa: A União, 1996; A saga de um grande clube, João Pessoa, JB, 1997; Iate nos seus 25 anos, João Pessoa, JB, 1997; Era feliz e não sabia, João Pessoa: Arpoador, 2000; No Tempo do Lança-Perfume, João Pessoa, 2000; O real e virtual no turismo da Paraíba, João Pessoa: A União, 2001. Fragmentos Etílicos e Gastronômicos: a história do comer e do beber na Paraíba, João Pessoa, 2002; Elas só Citavam O Pequeno Príncipe: a história dos concursos de miss Brasil e de miss Paraíba, João Pessoa: A UNIÃO, 2003; Jamais Deletado, João Pessoa: Ideia, 2011; Primeiro de Abril, antes e depois de 1964, João Pessoa: Ideia, 2014.

Nº 32 – (FUNDADOR) ERNANI AYRES SÁTYRO

CADEIRA Nº 32 FUNDADOR: ERNANI AYRES SÁTYRO E SOUZA Patrono: Carlos Augusto Furtado de Mendonça Dias Fernandes (1874-1942) Fundador: Ernani Ayres Sátyro e Souza (1911-1986) 1º Sucessor: Wills Leal (1936-2020) 2º Sucessor: Eitel Santiago de Brito Pereira (atual ocupante) Fundador: Ernani Ayres Sátyro e Souza (1911-1986) Ocupação: Ensaísta, escritor, poeta, romancista e político (Governador) Eleito: 25/08/1962 Posse: 03/08/1963 Saudação: Ivan Bichara BIOGRAFIA ERNANI AYRES SÁTYRO E SOUZA: Nasceu na cidade de Patos, Estado da Paraíba, no dia 11 de setembro de 1911, e faleceu na cidade de Brasília, Distrito Federal, no dia 08 de maio de 1986, localidade onde foi inicialmente sepultado. Era filho de Miguel Sátyro e Souza e de D. Capitulina Ayres Sátyro e Souza. Casou-se, no ano de 1935, com D. Antonieta Sátyro, união da qual nasceram três filhos: Silede, Bertholdo e Gleide. Em justa homenagem à sua memória, no dia 08 de maio de 1993, seus restos mortais foram solenemente trasladados para um mausoléu construído pelo Governo do Estado em sua terra natal, situado no complexo da Fundação Cultural que orgulhosamente leva o seu nome. Iniciou seus estudos primários em Patos. Visando dar continuidade à sua formação, transferiu-se para a capital do Estado, onde frequentou as salas de aula do Colégio Diocesano Pio X e do tradicional Lyceu Paraibano. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela histórica Faculdade de Direito do Recife no ano de 1933. Logo após a colação de grau, dedicou-se temporariamente à advocacia privada, antes de ingressar de forma definitiva e consagrada na vida pública e política do país. Sua trajetória política é uma das mais extensas e expressivas da história paraibana. Em 1934, elegeu-se Deputado à Assembleia Constituinte Estadual de 1935 pelas fileiras do Partido Libertador. Na sequência de sua ascensão pública, foi nomeado Chefe de Polícia do Estado e, posteriormente, assumiu por um breve período o cargo de Prefeito de João Pessoa. Construiu uma sólida carreira no Parlamento Federal, elegendo-se Deputado Federal por sucessivas legislaturas e tornando-se uma liderança de projeção nacional. No ano de 1971, por meio do sistema de eleições indiretas, foi escolhido Governador do Estado da Paraíba, sucedendo ao Dr. João Agripino Filho e assumindo a chefia da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) em âmbito estadual. Sua gestão governamental (1971–1975) foi marcadamente realizadora e operou uma profunda modernização no perfil urbano e arquitetônico da Paraíba. Pautado por uma conduta de reconhecida competência técnica e probidade administrativa, Ernani Sátyro foi o responsável pela execução e entrega de obras monumentais, entre as quais destacam-se: o Centro Administrativo do Estado, no bairro de Jaguaribe; o edifício-sede da Assembleia Legislativa da Paraíba; o complexo industrial e administrativo do jornal oficial A União, no Distrito Industrial; os estádios governamentais de futebol em João Pessoa (Almeidão) e em Campina Grande (Amigão); as instalações da Central de Abastecimento (CEASA); e o Quartel do Corpo de Bombeiros. Sob sua égide, concluiu-se a histórica obra do Hotel Tambaú e viabilizou-se a construção do Conjunto Habitacional Castelo Branco, além de uma vasta rede de colégios, rodovias integradoras e sistemas de saneamento básico na capital e nos municípios do interior. Paralelamente ao homem público e jurista, Sátyro foi um intelectual de primeira grandeza, consagrando-se como ensaísta, conferencista, poeta, contista e romancista de fino trato literário. De sua lavra destacam-se obras de grande repercussão ficcional e regionalista, a exemplo de seus romances O Quadro e Mariana. Na imprensa escrita, manteve por longos anos uma concorrida e lírica coluna semanal nas páginas do jornal A União, intitulada “Sempre aos domingos”, espaço no qual versava sobre crônicas cotidianas e memórias afetivas de seu Sertão. Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito intelectual e ao valor imperecível de sua produção bibliográfica, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 03 de agosto de 1963, ocasião em que tomou posse em sua Cadeira e foi recepcionado com o tradicional discurso de saudação proferido pelo ilustre escritor, político e confrade Ivan Bichara Sobreira. PUBLICAÇÕES Mariana e Quadro negro Dia de São José (inédito) O canto do retardatário (inédito)

Nº 32 – (PATRONO) CARLOS AUGUSTO FURTADO DE MENDONÇA DIAS FERNANDES

CARLOS Augusto Furtado de Mendonça DIAS FERNANDES: Nasceu em 20 de setembro de 1874, na cidade de Mamanguape, Estado da Paraíba e faleceu em 09 de dezembro de 1942, no Hospital da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro. Era filho do Dr. Nepomuceno Dias Fernandes e de D. Maria Augusta Saboia Dias Fernandes. Aprendeu as primeiras letras com a sua mãe, continuando com os professores Luiz Aprígio e Isaac Ribeiro que lhe ministraram aulas de Português e Latim. Aos dezesseis anos já tinha lido Os lusíadas bem como Virgílio e Horácio na língua original . Apesar de Mamanguape se, a esse tempo, um importante centro de exportação de algodão e da cana-de-açúcar, através do porto de Salema, Carlos Fernandes não sentia atração pela cidade que , pela falta de desenvolvimento cultural não lhe oferecia condições para expandir o seu potencial latente; de espírito aventureiro, aspirava a uma vida menos repressiva e mais alegre o que faltava ali. A própria vida familiar, com imposições de regras e horários para tudo, privavam-no do convívio com as outras crianças, dos folguedos infantis, até mesmo da liberdade de correr no campo, subir nas árvores e nadar nos rios, apesar do ambiente propício que a natureza lhe oferecera como berço. Privado de tudo, um dia aos treze anos, resolveu liberar-se. Deixou o Porto de Salema no barco Flor de Maio e seguiu para o Recife, mudando, radicalmente, o rumo da sua vida. Matriculou-se num curso de Farmácia, contrariando o pai que o desejava médico, mas o tio que o protegia financeiramente, faleceu e ele teve que abandonar os estudos. Foi para Aracaju, de lá foi ao Rio de Janeiro onde passou a exercer as mais modestas profissões. Por conveniência, ingressou na Guarda Nacional. Fascinado pelas letras, deixa a Guarda Nacional, recebe a patente de Tenente Honorário e é nomeado funcionário dos Correios e Telégrafos. No Rio de Janeiro, travou conhecimento com Cruz e Souza, tornando-se seu grande amigo e admirador. Inicia a carreira jornalística, escrevendo em A Gazeta da Tarde; A cidade do Rio e na Revista Rosa Cruz. Dominado pelo espírito aventureiro, deixa o Rio de Janeiro e segue para o Amazonas. Homem belíssimo, inteligente, elegante e romântico, vivia rodeado de mulheres e a se meter em encrencas por causa delas . Em Manaus, certa vez, envolveu-se num desses casos,e teve que deixar a cidade às pressas, refugiando-se em Belém do Pará, encontrando-se, aí, com Elizeu César que o apresentou ao poderoso Antonio Lemos, tornando-se, ambos, grandes amigos. Passou a escrever em A Província do Pará. Sempre irrequieto, viaja a Europa. Retornando, instala-se em Recife e assume a Secretaria do Diário de Pernambuco. Em 1912, Castro Pinto, seu amigo e conterrâneo, eleito presidente do Estado da Paraíba, convida-o para assumir a direção do Jornal A União , que, a partir daí, viveu a sua fase áurea, transformando-se numa verdadeira escola de jornalismo. Em 1928, com a eleição de João Pessoa para a presidência do Estado, o seu primeiro ato foi a demissão de Carlos Dias Fernandes da direção de A União. Desencantado, ele deixa a Paraíba e retorna ao Rio de Janeiro com a esposa Aurora e, para sobreviver, passa a escrever nos jornais cariocas. Carlos Dias Fernandes viveu intensamente a sua vida. Foi poeta, romancista, contista, biógrafo, pedagogo. Livros publicados: Palma de acanthos, 1917; In memorian, 1905; Políticos do norteI, 1906; Políticos do norte II, 1907; Canção de vesta, 1908; Álbum do Estado doPará, 1908; Os cangaceiros, 1908; A hevea brasiliensis, 1913; O Rio Grande doNorte, 1914; Proteção dos animais, 1914; Noção de pátria, 1914; A Walfredeida, 1915; Talcos e avelórios, 1915; A defesa nacional, 1916; Rui Barbosa, apóstolo daliberdade, 1918; Escola pitoresca, 1918; Discurso, 1918; Políticos do norte, 1919; Monografia de Epitácio Pessoa, 1919; De rapazinho a imperador, 1920; Myriam, 1920; Tobias jurista-filósofo, 1921; Livro das parcas, 1921; A cultura clássica, 1921; Sansão e Dalila, 1921; O algoz de Branca Dias, 1922;A renegada, 1921; Acultura phisica, 1923; Terra da Promissão, 1923; Feminismo, 1923; Infânciaproletária, 1924; A fazenda e o campo, 1925; A vindicia, 1931; Fretana, 1936; Rezas cristãs, 1937; Gesta basílica, 1938; Gesta nostra, 1942; Última ceifa (versos inéditos). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FERNANDES, Carlos Dias. Fretana. João Pessoa: edição especial, Secretaria da Educação e Cultura, s/data. MARIZ, Celso. Figuras e fatos. João Pessoa: 1976. MARTINS, Eduardo. Carlos Dias Fernandes – Notícia bibliográfica. João Pessoa: A UNIÃO, 1976.   VIEIRA, José. Carlos Dias Fernandes, In: Revista da APL, nº 02. João Pessoa: 1947.

Nº 31 – (1º SUCESSOR) OSWALDO TRIGUEIRO DE ALBUQUERQUE MELO

CADEIRA Nº 31 1º SUCESSOR: OSWALDO TRIGUEIRO DE ALBUQUERQUE MELO Patrono: Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (1865-1942) Fundador: Pe. Francisco Lima (1904-1972) 1º Sucessor: Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo (1905-1989) 2º Sucessor: Geraldo Magela Cantalice (1921-1996) 3ª Sucessora: Ângela Maria Bezerra de Castro (atual ocupante) 1º Sucessor: Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo (1905-1989) Ocupação: Advogado e político Eleito: 08/05/1971 Posse: 08/08/1975 BIOGRAFIA OSWALDO TRIGUEIRO DE ALBUQUERQUE MELO: Nasceu no município de Alagoa Grande, Estado da Paraíba, no dia 02 de janeiro de 1905, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 30 de julho de 1989. Era filho de Francisco Luiz de Albuquerque Melo e de D. América Trigueiro de Melo. Foi casado com a senhora Cinira Sá Trigueiro de Albuquerque, união da qual não deixou descendentes. Realizou seus estudos primários em sua terra natal e o curso secundário no tradicional Colégio Diocesano Pio X, na capital paraibana. Bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife no ano de 1924, iniciando sua trajetória jurídica como Promotor Público da comarca de Teófilo Otoni, no Estado de Minas Gerais, praça onde também atuou como Inspetor do Ensino Secundário e na advocacia privada. Fixou residência por um período no Rio de Janeiro (então capital federal), onde manteve um renomado escritório de advocacia e alcançou expressiva projeção institucional ao exercer as funções de orador e de Vice-Presidente do Instituto dos Advogados do Brasil (IAB) — citado na memória oral como Clube dos Advogados. Intelectual de trânsito internacional, viajou aos Estados Unidos para frequentar a Universidade de Michigan, pela qual obteve o título de Mestre em Direito após defender a tese intitulada O Regime dos Estados na União Americana (ajustando o lapso do registro original). Homem público de primeira grandeza, inscreveu seu nome na história política do país ao exercer os mais altos cargos executivos e legislativos. Entre os anos de 1936 e 1937, atuou como Prefeito de João Pessoa. No ano de 1947, consagrou-se Governador do Estado da Paraíba, convertendo-se no primeiro mandatário a ser eleito pelo voto direto, secreto e universal no pós-guerra. Renunciou à chefia do Executivo estadual em 1950 para concorrer a uma vaga no Parlamento Federal, exercendo o mandato de Deputado Federal na Câmara dos Deputados durante a legislatura de 1951 a 1954. No plano diplomático, serviu ao país como Embaixador do Brasil na Indonésia (1954–1956). No ápice de sua carreira jurídica e magistratural, ascendeu ao cargo de Procurador-Geral da República (1961–1965), exercendo a chefia do Ministério Público Federal com notável saber técnico. Em 1965, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de Justiça do país, instituição da qual exerceu a Presidência de forma honrosa entre 1969 e 1971, ano em que se aposentou do cargo. Jurista respeitado internacionalmente, integrou os quadros do Instituto Brasileiro de Política Internacional (IBPI), do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) e da Sociedade Brasileira de Direito Internacional (SBDI). Legou uma extensa e doutrinária bibliografia voltada ao Direito Constitucional, Administrativo e Internacional, com destaque para clássicos como A Crise Federal, O Sistema Parlamentar e O Regime dos Estados na União Americana. Em um gesto de sensibilidade e desprendimento com a salvaguarda da memória nacional, sua viúva, D. Cinira, efetuou a doação de todo o seu valioso acervo bibliográfico e documental para os arquivos da Fundação Casa de José Américo (FCJA), em João Pessoa, onde se encontra preservado para consulta de pesquisadores. PUBLICAÇÕES A Paraíba na primeira República

Nº 31 – (FUNDADOR) FRANCISCO LIMA

CADEIRA Nº 31 FUNDADOR: FRANCISCO LIMA (CÔN. LIMA) Patrono: Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (1865-1942) Fundador: Pe. Francisco Lima (1904-1972) 1º Sucessor: Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo (1905-1989) 2º Sucessor: Geraldo Magela Cantalice (1921-1996) 3ª Sucessora: Ângela Maria Bezerra de Castro (atual ocupante) Fundador: Pe. Francisco Lima (1904-1972) Ocupação: Professor e padre Eleito: 06/06/1959 Posse: 30/08/1959 Saudação: Bôtto de Menezes BIOGRAFIA CÔNEGO FRANCISCO LIMA: Nasceu no município de Caiçara, Estado da Paraíba, em 20 de agosto de 1904, e faleceu na capital do Estado, João Pessoa, no dia 08 de junho de 1972. Iniciou seus estudos primários em sua terra natal sob a orientação do professor José Soares de Carvalho, transferindo-se posteriormente para a capital com o firme propósito de ingressar no Seminário Arquidiocesano. Concluiu o curso ginasial no tradicional Colégio Diocesano Pio X, instituição onde se destacou pelo brilho intelectual, sendo agraciado com Menção Honrosa e laureado por duas vezes com o Grande Prêmio de excelência estudantil. No Seminário da Paraíba, realizou com invulgar brilhantismo os cursos superiores de Filosofia e Teologia. Homem de sólida formação humanística, bacharelou-se em Letras Clássicas pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Pernambuco (atual UNICAP, registrada na memória oral como Católica do Recife). Recebeu as ordens sacerdotais no dia 12 de março de 1932, pelas mãos do primeiro Arcebispo da Paraíba, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques. Paralelamente às suas obrigações eclesiásticas, construiu uma longa, respeitada e fecunda carreira no magistério e na gestão educacional e cultural do estado. Na Igreja, atuou como Coadjutor da Paróquia de Campina Grande e foi o zeloso Vigário das comarcas de Alagoa Grande e de Areia. Na administração pública e pedagógica, exerceu com reconhecida competência a Direção da Biblioteca Pública do Estado da Paraíba, além de ter dirigido o Colégio Pio XI (em Campina Grande) e o Colégio Diocesano Pio X (na capital). Sua versatilidade intelectual permitiu-lhe reger cátedras das mais diversas disciplinas no ensino secundário e superior, lecionando Geografia, Corografia do Brasil, Língua Portuguesa, Latim, História da Civilização e Didática Especial em colégios de João Pessoa, Campina Grande e Areia. No Seminário da Paraíba, ministrou as disciplinas de Biologia, Apologética, Literatura Geral e História; regeu a cátedra de Português nas salas de aula do tradicional Lyceu Paraibano; e lecionou Língua e Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia da Paraíba e no Instituto Nossa Senhora de Lourdes. Dotado de elevados predicados morais, o Cônego Francisco Lima era profundamente admirado por seu perfil singular. Figura folclórica e respeitada da intelectualidade paraibana, transitava pelos corredores do Lyceu vestindo sua tradicional batina preta, surrada pelo uso cotidiano, estampando um sorriso maroto que logo se desfazia ao cruzar o limiar da sala de aula. Ali, transformava-se no mestre austero, eloquente e imprevisível; desafiava o espírito criativo de seus alunos de Português ao propor temas de redação inusitados, como “um pingo d’água” ou “um canto de parede”. A docência universitária e o sacerdócio foram, segundo suas próprias palavras, as maiores glórias que alcançou em sua existência. Consagrado pelos pares como um consciente e refinado intérprete dos fatos históricos regionais, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito humanístico e literário, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 30 de agosto de 1959, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do discurso de saudação proferido pelo ilustre acadêmico Geraldo Bôtto de Menezes. PUBLICAÇÕES D. Adauto-subsídios biográficos vol. I D. Adauto-subsídios biográficos vol. II D. Adauto-subsídios biográficos vol. III Oração fúnebre Epitácio-síntese biográfica O Seminário Arquidiocesano da Paraíba e suas bodas de diamante Crise da democracia brasileira Instituições políticas do Brasil Os cento e um anos do Lyceu História do Colégio Nossa Senhora das Neves Vieira A igreja e as origens do homem Todo poder vem de Deus A inquisição e a arte de furtar A Igreja – essa desconhecida O apostolado do vigário A ressurreição e a volta de Cristo Crítica e crítica O barroquismo no Brasil sob a égide da Filosofia Os aspectos genealógicos da língua portuguesa