Nº 36 – (1º SUCESSOR) EURIVALDO CALDAS TAVARES

CADEIRA Nº 36 1º SUCESSOR: EURIVALDO CALDAS TAVARES Patrono: Manuel Tavares Cavalcanti (1881-1950) Fundador: Maurício de Medeiros Furtado (1893-1965) 1º Sucessor: Mons. Eurivaldo Caldas Tavares (1921-2013) 2º Sucessor: Itapuan Bôtto Targino (atual ocupante) 1º Sucessor: Mons. Eurivaldo Caldas Tavares (1921-2013) Ocupação: Padre e professor Eleito: 13/10/1979 Posse: 05/03/1980 Saudação: Demócrito de Castro e Silva BIOGRAFIA MONS. EURIVALDO CALDAS TAVARES: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 29 de abril de 1921, e faleceu na mesma praça capixaba no dia 16 de setembro de 2004. Era filho do Dr. Eurípedes da Costa Tavares e de D. Maria das Dores Caldas Tavares. Iniciou sua formação elementar no Grupo Escolar Thomaz Mindello, ingressando em seguida no Seminário Arquidiocesano da Paraíba, onde concluiu com distinção os estudos ginasiais e colegiais. Visando à docência no ensino superior, revalidou seu curso de Filosofia na Universidade Católica de Pernambuco (atual UNICAP, referida historicamente como Católica do Recife), prerrogativa que lhe permitiu ingressar como professor no Instituto Paraibano de Educação (IPÊ), atual Centro Universitário de João Pessoa (Unipê). Descendente de uma linhagem de católicos convictos, ordenou-se sacerdote e pautou seu ministério eclesiástico pela abnegação, zelo e dignidade. Na Paraíba, exerceu uma vasta e memorável folha de serviços pastorais e capelanias, atuando como pároco da comarca de Sapé e da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na capital. Foi também Capelão do Colégio Diocesano Pio XI (Campina Grande), do Hospital Regional Dr. Sá Andrade (Sapé), e, em João Pessoa, do Hospital Napoleão Laureano, da Penitenciária Modelo, do Externato Santa Dorotéia e da Santa Casa de Misericórdia. Nas forças de segurança, serviu honrosamente como Major-Capelão da Polícia Militar da Paraíba e exerceu a capelania interina do 1º Grupamento de Engenharia de Construção (1º GEC) do Exército Brasileiro. Em seus anos de recolhimento e aposentadoria, manteve viva a chama de sua devoção mariana celebrando os santos mistérios em um oratório privado em sua residência, dedicado a Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças. Paralelamente à batina, construiu uma respeitável trajetória na instrução pública e na gestão educacional. Antes de ascender ao ensino superior, já atuava no curso médio lecionando as disciplinas de Latim, Religião e Língua Francesa em colégios de Campina Grande, Sapé e João Pessoa. Foi o professor-fundador do Colégio Comercial Dr. Corálio Soares, em Sapé; Vice-Diretor do Colégio Diocesano Pio XI; Diretor da Escola Regimental da Polícia Militar; e Secretário de Educação da Prefeitura de João Pessoa. Coroou sua carreira docente ao ser aprovado em concurso público para o cargo de Professor Adjunto da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Buscou continuamente o aperfeiçoamento intelectual por meio de cursos de extensão e especialização, incluindo a formação pelo Ministério da Educação e Cultura (CADES, 1959), Relações Públicas, Estatística pelo IBGE, Problemas de Administração e Contabilidade, além de diplomar-se pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) e em Estudos de Problemas Brasileiros pela UFPB (1973). Sua profícua dedicação ao bem comum e às letras valeu-lhe o reconhecimento das instituições civis, militares e eclesiásticas, sendo agraciado com o título de Monsenhor e elevado a Cônego Honorário do Cabido Metropolitano da Paraíba. Recebeu os títulos de Cidadão Honorário do município de Sapé — onde também foi imortalizado como Patrono da Biblioteca Paroquial — e a Medalha e Diploma de Amigo da Marinha pelo 3º Distrito Naval. Foi laureado com os diplomas de Colaborador Emérito da Polícia Militar da Paraíba e do Exército, com a prestigiada Medalha do Pacificador (Ministério do Exército) e com a Medalha do Mérito Universitário conferida pelo IPÊ. Intelectual rigoroso e pesquisador voltado à preservação da memória e da fidalguia regionais, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (IPGH), figurando como assíduo colaborador das revistas dessas agremiações. Em reconhecimento ao seu indiscutível relevo humanístico, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 11. Tomou posse solenemente no dia 05 de março de 1980, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do discurso de recepção proferido pelo ilustre acadêmico e jurista José de Castro e Silva. PUBLICAÇÕES Subsídios para a história de Mari (ex-Araçá) O Seminário Arquidiocesano da Paraíba e o Jubileu de diamante de fundação Qualidades naturais e virtudes morais e cívicas do militar 140 anos a serviço da nossa segurança Bases filosóficas do ensino de Moral e Cívica Perfil biográfico de D. Moisés Coelho 70 anos do InstitutoHistórico e Geográfico Paraibano Duas vidas a serviço da Paraíba Deus, Pátria e Família Soldado paraibano, orgulhodo grande presidente Implicações da axiologia no estado de moral e cívica Subsídios para o estudo de problemas brasileiros Legendas que se entrelaçam Subsídios para o estudo deproblemas brasileiros Tavares Cavalcanti, o romanoantigo Século e meio de bravura e heroísmo Mathias Freire – padre, poeta, arcanjo e passarinho Monsenhor Anísio – cultor da ciência divina e da ciência humana Subsídios para oestudo de problemas brasileiros Cônego João de Deus – o amigo, o padre e o poeta Itinerário da Paraíba Católica Diógenes Caldas – um missionário do bem comum Retrato nobre – traços biográficos de Eurípedes Tavares Monsenhor Tibúrcio – um apóstolo e formador de apóstolos Perfil biográfico de D. Moisés Coelho
Nº 36 – (FUNDADOR) MAURÍCIO DE MEDEIROS FURTADO

CADEIRA Nº 36 FUNDADOR: MAURÍCIO DE MEDEIROS FURTADO Patrono: Manuel Tavares Cavalcanti (1881-1950) Fundador: Maurício de Medeiros Furtado (1893-1965) 1º Sucessor: Mons. Eurivaldo Caldas Tavares (1921-2013) 2º Sucessor: Itapuan Bôtto Targino (atual ocupante) Fundador: Maurício de Medeiros Furtado (1893-1965) Ocupação: Professor, juiz e advogado Eleito: 23/05/1959 Posse: 05/03/1960 Saudação: Seráphico da Nóbrega BIOGRAFIA MAURÍCIO DE MEDEIROS FURTADO: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, em 27 de novembro de 1893, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 22 de março de 1965. Era filho de João Antônio da Gama Furtado e de D. Ernestina de Medeiros Furtado. Foi casado com a senhora Maria Alice de Medeiros Furtado, com quem partilhou uma vida de mútua dedicação. Iniciou sua formação elementar no recesso do lar, sendo alfabetizado por seu próprio pai. Posteriormente, frequentou o Colégio São Severino, no município de Itabaiana, e, de volta à capital, deu continuidade aos estudos secundários no tradicional Colégio Diocesano Pio X e no Lyceu Paraibano. Voltou-se para a carreira jurídica e bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife. Antes de consolidar sua trajetória pública, trabalhou na juventude como caixeiro na fábrica de cigarros de propriedade do industrial Peixoto, experiência marcada pelo temperamento petulante do patrão e pela completa ausência de vocação do jovem para a atividade comercial. Desligando-se do emprego, abraçou o magistério por indicação de Frei Martinho, passando a lecionar na escola primária instituída por Dom Ulrico, contígua à histórica Igreja de São Francisco. Sob o governo de João de Castro Pinto, ingressou no serviço público ao ser nomeado funcionário do Fisco Estadual, prestando relevantes serviços pelas coletorias do interior paraibano durante longos anos. Em 1924, assumiu a Secretaria da Escola Normal de João Pessoa, instituição na qual ascendeu pouco tempo depois ao cargo de professor titular. Afastado do funcionalismo público sob a justificativa de “motivo de economia” pelo presidente João Pessoa, viajou ao Rio de Janeiro, retornando seis meses mais tarde para ser nomeado, pelo próprio chefe do Executivo, Juiz Substituto da comarca da capital. Sua magistratura e maturidade jurídica foram pautadas pela retidão e pelo profundo saber. Exerceu as funções de Juiz de Direito da comarca de Mamanguape, Procurador-Geral do Estado e Presidente do Montepio dos Servidores do Estado (atual IPEP). No ápice de sua carreira togada, ascendeu ao cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, atuando na corte de 1934 a 1941, ano em que se aposentou. Visando complementar os proventos de sua aposentadoria, fixou residência no Rio de Janeiro, onde passou a exercer com distinção a advocacia privada. Oriundo de uma tradicional estirpe de artistas, Maurício Furtado exercia as funções burocráticas com zelo, mas encontrava seu verdadeiro refúgio na sensibilidade estética. Seu pai era poeta, sua mãe possuía refinada inclinação para a música e cada um de seus irmãos dominava um instrumento musical; ele próprio imortalizou-se na crônica afetiva da capital como um exímio e apaixonado seresteiro. Sua produção literária e ensaística permaneceu por décadas dispersa nas páginas de jornais e revistas da época. Após o seu falecimento, sua viúva, D. Maria Alice, recolheu com paciência e afeto seus escritos e notas remanescentes, reunindo-os no livro póstumo Coisas do Passado, uma delicada antologia enriquecida com o prefácio de seu amigo fraterno, o historiador Horácio de Almeida. Por sua sólida bagagem intelectual e compromisso com a memória regional, integrou os quadros de sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e do Instituto Histórico do Ceará. Em justo reconhecimento ao seu relevo cultural e humanístico, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 05 de março de 1960, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do elegante discurso de recepção proferido pelo ilustre monsenhor e acadêmico Seráfico da Nóbrega. PUBLICAÇÕES Coisas do passado
Nº 36 – (PATRONO) MANUEL TAVARES CAVALCANTI
Manuel TAVARES CAVALCANTI: Nasceu em Alagoa Nova, Estado da Paraíba, em 16 de agosto de 1881 e faleceu no Rio de Janeiro, em 1º de abril de 1950; filho do Dr. João Tavares de Melo Cavalcanti e D.Maria das Neves Pereira de Araújo Tavares Cavalcanti Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1911, ganhando como prêmio, pela sua brilhante atuação no curso, uma viagem de estudos na Europa. Como jornalista, atuou na capital do Estado nos jornais A União, A Notícia, O Combate, O Norte, na Revista Era Nova e nas Revistas do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Ingressou na política em 1907, elegendo-se Deputado Estadual, em seguida, foi eleito Deputado Federal, exercendo vários mandatos, durante vinte anos.Em 1930, foi eleito Senador da República, não sendo, porém, a sua eleição reconhecida. Lecionou História Universal e História do Brasil no Lyceu Paraibano e na escola Normal; no Rio de Janeiro, exerceu os cargos de escrivão de Juízo de Menores e Primeiro Inventariante Judicial, sendo, também, professor de Direito Romano, na Universidade Católica do Distrito Federal. Publicou: Epítome de História da Parahyba, Imprensa Oficial, 1914;Congresso Nacional-Anais da Câmara dos deputados; Discursos dos anos 1909, 1921, 1923, 1926, 1927 e 1928. Imprensa Nacional; Memórias da fundação da Paraíba, Imprensa Oficial, 1906. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FURTADO Maurício. Manuel Tavares Cavalcanti(Elogio acadêmico). Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 07,1960. TAVARES, Eurivaldo Caldas. Tavares Cavalcanti – O romano antigo. Discurso Proferido na Academia Paraibana de Letras, por ocasião do seu 40º aniversário e do centenário de Tavares Cavalcanti.
Nº 35 – (1º SUCESSOR) ODILON RIBEIRO COUTINHO

CADEIRA Nº 35 1º SUCESSOR: ODILON RIBEIRO COUTINHO Patrono: Raul Campelo Machado (1891-1954) Fundador: José Américo de Almeida (1887-1980) 1º Sucessor: Odilon Ribeiro Coutinho (1923-2000) 2º Sucessor: Ariano Villar Suassuna (1927-2014) 3º Sucessor: José Mário da Silva Branco (atual ocupante) 1º Sucessor: Odilon Ribeiro Coutinho (1923-2000) Ocupação: Político (Deputado Federal), escritor, empresário, sociólogo e crítico literário Eleito: 17/05/1980 Posse: 22/07/1994 Saudação: Edilberto Coutinho BIOGRAFIA ODILON RIBEIRA COUTINHO: Nasceu no antigo Engenho Central (atual Usina São João), no município de Santa Rita, Estado da Paraíba, no dia 12 de julho de 1923, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no exato dia de seu septuagésimo sétimo aniversário, em 12 de julho de 2000. Era filho do Dr. João Úrsulo Ribeiro Coutinho e de D. Helena Pessoa Ribeiro Coutinho, fundadores daquela que se consagrou como a primeira usina de cana-de-açúcar implantada na várzea do rio Paraíba, no ano de 1888 — complexo agroindustrial ao qual se somaria, posteriormente, a Usina Santa Helena (antigo Engenho Pau d’Arco). Foi casado com a senhora Solange Veloso Borges Ribeiro Coutinho, união da qual nasceram três filhos: Odilon Filho, Eduardo e Gilberto. Após o seu falecimento na capital fluminense, seu corpo foi trasladado para João Pessoa, onde foi sepultado no histórico Cemitério do Senhor da Boa Sentença. Nascido e criado no coração do ecossistema canavieiro do Brejo e da várzea paraibana, Odilon Ribeiro Coutinho vivenciou intimamente o mesmo cenário telúrico que inspirou o poeta Augusto dos Anjos. Como herdeiro e proprietário daquelas terras ricas em memória literária, assumiu para si o compromisso cívico e estético de preservar a célebre árvore de tamarindo, imortalizada nos versos do “poeta do Absurdo”. Iniciou sua formação intelectual frequentando as salas de aula do Colégio Diocesano Pio X, em João Pessoa, e do tradicional Ginásio de São Bento, na cidade de São Paulo. Concluídos os estudos secundários, ingressou nas lides jurídicas e bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife. Homem público de marcante atuação política e empresarial, dividiu suas atividades entre a Paraíba e outros estados da federação. Afastando-se temporariamente de sua terra natal, inseriu-se na vida pública do Rio Grande do Norte, estado pelo qual conquistou representatividade política ao eleger-se Deputado Federal. De volta à Paraíba, manteve-se firme na militância partidária e candidatou-se novamente à Câmara dos Deputados, dessa vez sob a legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), agremiação da qual foi presidente do diretório estadual e cujos princípios programáticos defendeu com altivez, mesmo quando não obteve o êxito nas urnas. Intelectual de convicções profundas e defensor entusiasmado do sistema parlamentarista de governo, via no modelo a única alternativa viável para o Brasil, definindo-o como o instrumento capaz de operar “o fim do feudalismo moderno imposto pela inércia do presidencialismo semiditatorial”. Para além de sua faceta de líder empresarial e político, Odilon Coutinho sobressaiu-se como um humanista polivalente, atuando com raro brilhantismo como escritor, crítico literário, sociólogo e conferencista de refinada eloquência e cativante afetividade. Pesquisador obstinado, produzia seus ensaios e reflexões movido pelo puro prazer do intelecto, sem a urgência ou a pretensão de submetê-los à edição comercial, razão pela qual sua bibliografia permaneceu dispersa por longo tempo. Esse valioso legado ensaístico só veio a público graças ao minucioso esforço de resgate documental empreendido pela professora e pesquisadora Ângela Bezerra de Castro, que localizou, catalogou e divulgou a relação completa de seus escritos nas páginas da Revista da Academia Paraibana de Letras (nº 16). Em reconhecimento ao seu notório saber humanístico, à sua verve oratória e à sua inestimável contribuição à salvaguarda da memória cultural do estado, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 22 de julho de 1994, ocasião em que o sodalício o acolheu por meio do memorável discurso de recepção e saudação proferido pelo ilustre acadêmico, ficcionista e seu primo Edilberto Coutinho. PUBLICAÇÕES Gilberto Freyre ou o Ideário brasileiro (póstumo)
Nº 35 – (FUNDADOR) JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA

CADEIRA Nº 35 FUNDADOR: JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA Patrono: Raul Campelo Machado (1891-1954) Fundador: José Américo de Almeida (1887-1980) 1º Sucessor: Odilon Ribeiro Coutinho (1923-2000) 2º Sucessor: Ariano Villar Suassuna (1927-2014) 3º Sucessor: José Mário da Silva Branco (atual ocupante) Fundador: José Américo de Almeida (1887-1980) Ocupação: Político e escritor Eleito: 25/08/1962 Posse: 22/06/1965 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA: Nasceu no Engenho Olho d’Água, no município de Areia, Estado da Paraíba, no dia 10 de janeiro de 1887, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 10 de março de 1980. Era filho de Inácio Augusto de Almeida e de D. Josefa Leal de Almeida. Foi casado com a senhora Alice Mello de Almeida, união da qual nasceram três filhos: Reynaldo, Selda e José Américo Filho. Iniciou seus primeiros estudos no próprio ambiente rural do engenho, sob a orientação pedagógica da professora Júlia Verônica dos Santos Leal. Com o falecimento precoce de seu pai, passou a viver sob a tutela de seu tio, o Padre Odilon Benvindo, que o estimulou a seguir a carreira eclesiástica, matriculando-o no Seminário Arquidiocesano aos 14 anos de idade. Consciente de sua ausência de vocação para o clero, e contando com o apoio decisivo de sua mãe e de seu irmão Jaime, desligou-se da instituição religiosa. Concluiu os exames preparatórios no tradicional Lyceu Paraibano e ingressou na Faculdade de Direito do Recife, pela qual bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1908. Logo após a sua colação de grau, retornou à Paraíba, sendo nomeado Promotor de Justiça da comarca de Sousa, função que exerceu por um ano antes de passar a dedicar-se à advocacia privada. Intelectual de têmpera forte e homem de Estado de projeção internacional, construiu uma das mais fulgurantes e históricas trajetórias públicas do Brasil no século XX. No âmbito jurídico e administrativo estadual, exerceu as elevadas funções de Procurador-Geral do Estado, Consultor Jurídico e Secretário de Segurança Pública no histórico governo de João Pessoa. No cenário nacional, figurou como um dos grandes mentores e chefes civis da Revolução de 1930, coordenando as ações políticas e militares nos estados do Norte e Nordeste. Com a vitória do movimento, foi nomeado Ministro da Viação e Obras Públicas (1930–1934) do governo provisório de Getúlio Vargas, imprimindo uma gestão marcada pelo combate às secas e pela expansão da infraestrutura nacional. Exerceu ainda as funções de Interventor Federal na Paraíba e de Ministro do Tribunal de Contas da União (1935), instituição pela qual se aposentou. Sua liderança política levou-o a ocupar as mais altas dignidades da representação popular: foi Deputado Federal, Senador da República e Governador do Estado da Paraíba (1953–1958), mandato em que realizou obras estruturantes pioneiras, como a construção do Porto de Cabedelo e a pavimentação de rodovias. No plano federal, foi lançado candidato à Presidência da República nas eleições abortadas de 1937 e, em 1946, disputou a Vice-Presidência da República, sendo superado nas urnas pelo senador Nereu Ramos. Em 1958, após concorrer ao Senado Federal e não obter a vitória, optou por retirar-se definitivamente da vida pública. Recolheu-se à sua histórica residência na praia de Tambaú, em João Pessoa, local que se transformou em um autêntico santuário cívico e intelectual onde permaneceu até os seus últimos dias de vida. Paralelamente ao homem público, José Américo de Almeida imortalizou-se na história da literatura brasileira como o patrono e inaugurador do Regionalismo Modernista de 1930. Sua obra-prima, o romance A Bagaceira (1928), revolucionou as letras nacionais ao tencionar, com crueza, lirismo e rigor sociológico, o drama da seca e o choque entre os retirantes do Sertão e os senhores de engenho do Brejo. Escreveu ainda obras fundamentais de ficção, ensaio e memória, como O Boqueirão, Coiteiros, A Parahyba e seus Problemas e Antes que me Esqueça. Na imprensa, colaborou na vanguardista revista Era Nova e nas páginas do jornal oficial A União. Sua consagração definitiva nas letras nacionais deu-se no ano de 1967, quando foi eleito membro efetivo da prestigiada Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo a Maurício de Medeiros na Cadeira de nº 38, que tem como patrono Tobias Barreto. Sua posse solene na data Magna das letras foi coroada pelo célebre discurso de recepção proferido pelo pensador Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde). Em sua terra natal, assumiu com igual honra a Cadeira de nº 35 da Academia Paraibana de Letras (APL) no ano de 1965, ocasião em que foi saudado pelo jurista e confrade Osias Gomes. No ano de 1976, a intelectualidade nacional outorgou-lhe o título de “O Intelectual do Ano”, honraria simbolizada pela entrega do tradicional Troféu Juca Pato. Em reconhecimento ao seu imensurável legado cultural, político e social, após o seu falecimento, a célebre casa modernista onde residia na praia de Tambaú foi tombada e transformada na Fundação Casa de José Américo (FCJA), instituição mantida pelo Governo do Estado que abriga o seu valioso arquivo documental, sua biblioteca particular e o Museu José Américo de Almeida, preservados como patrimônio eterno da memória paraibana e brasileira. PUBLICAÇÕES Reflexões de uma cabra A Paraíba e seus problemas A Bagaceira Ministério da viação no governo provisório O ciclo revolucionário do ministérioda viação O boqueirão Coiteiros As secas do nordeste Ocasos desangue Sem me rir, sem chorar Discursos do seu tempo A palavra e o tempo Ad imortalitatem O anodo nego Graça Aranha, o doutrinador Eu e eles Quarto minguante Antes que me esqueça
Nº 35 – (PATRONO) RAUL CAMPELO MACHADO
RAUL Campêlo MACHADO: Nasceu em 07 de abril de 1891, em Batalhão, atual Taperoá, Estado da Paraíba e faleceu em 19 de julho de 1954, a bordo no navio Provence, quando regressava da Europa, aonde fora em busca de tratamento de saúde. Era filho de João Machado da Silva e D. Júlia Campêlo Machado. Iniciou os estudos em Taperoá, complementando-os no Lyceu Paraibano; a seguir, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, onde cursou somente o 1º ano, indo concluir na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Aos 15 anos, já compunha versos que publicava no Jornal A União, órgão oficial do governo do Estado da Paraíba. Aprovado em concurso público, foi nomeado Auditor de Guerra, indo servir nos Estados do Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Exerceu as funções: Promotor da Justiça Militar, em Pernambuco; Ministro do Tribunal de Segurança Nacional; Secretário Geral da Comissão Organizadora dos Estatutos dos Funcionários Públicos e Ministro Corregedor da Justiça Militar. Era Membro da Sociétè dês hommes de lettres e da Sociétè Academique d`histoire Internationale, da França. Era jurista, ensaísta, conferencista, escritor, poeta e poliglota. Deixou importante bibliografia: Cristais de bronze, 1909; Água de castália, 1919; Asas aflitas, 1924; Pelo abolicionismo da arte, 1925; Praxe do processo criminalmilitar, 1926; A culpa no direito penal, 1929; Direito Penal Militar 1930; Pássaromorto, 1933; Código Penal Militar da Alemanha, 1932; Poesias, 1936; Dansa das idéias, 1939; A lâmpada azul do sonho, 1946; Asas libertas, 1950. São considerados seus versos mais famosos: Lágrimas de cera; Póstumas e Na praia. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, José Américo de. Raul Machado- cadeira 35 – Discurso de posse. João Pessoa: A União Editora, 1965. Revista da Academia Paraibana de Letras, nº 08, João Pessoa: 1965, p319.
Nº 34 – (2º SUCESSOR) HUMBERTO CAVALCANTI DE MELLO
HUMBERTO Cavalcanti de MELLO: Nasceu em João Pessoa, em 28 de setembro de 1934; filho de José Batista de Mello e D. Maria Deolinda Cavalcanti. É casado com a senhora Paola Frassinete com quem teve cinco filhos: Carmem, Etienete. José Batista Neto, Humberto Junior e Luciana Maria.Estudou em João Pessoa, no Grupo Escolar Thomaz Mindello, Colégio Diocesano Pio X e no Lyceu Paraibano; bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba. Aposentado como Juiz de Direito e professor universitário, mantém seu escritório de advocacia, dividindo as atividades de advogado e a pesquisa histórica, colaborando, sempre, nos jornais da capital, escrevendo preferencialmente sobre temas relacionados à história da Paraíba. É sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, do Instituto Histórico e Geográfico de Campina Grande e do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica; sócio das Academias de Letras Municipais do Brasil-secção Paraíba; Sócio correspondente da Academia de Letras de Campina Grande e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Ingressou na Academia Paraibana de Letras em 12 de setembro de 1990, recepcionado pelo acadêmico e historiador José Octávio de Arruda Mello. Trabalhos publicados: João Pessoa-perfil de um homem público, 1978; Trajetória política de Epitácio Pessoa, 1979; A administração do Presidente João Pessoa, In: JoãoPessoa, a Paraíba e a Revolução de 30, 1979; Instituições da Paraíba Colonial, In: Paraíba – das origens à urbanização, 1989. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Arquivo da APL.
Nº 34 – (1º SUCESSOR) JOÃO LYRA FILHO

CADEIRA Nº 34 1º SUCESSOR: JOÃO LYRA FILHO Patrono: Antônio Joaquim Pereira da Silva (1876-1944) Fundador: Alcides Vieira Carneiro (1906-1976) 1º Sucessor: João Lyra Filho (1906-1988) 2º Sucessor: Humberto Cavalcanti de Mello (atual ocupante) 1º Sucessor: João Lyra Filho (1906-1988) Ocupação: Professor, sociólogo, historiador, orador, escritor, poeta, conferencista, ensaísta, jornalista, memorialista, jurista, financista, economista e desportista Eleito: 02/10/1972 Posse: 04/05/1977 Saudação: Juarez Batista BIOGRAFIA JOÃO LYRA FILHO: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 24 de abril de 1906, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 29 de novembro de 1988. Era filho do ilustre economista e político João Lyra Tavares e de D. Rosa Amélia de Lyra Tavares. Foi casado com a senhora Maria Isabel de Lyra Tavares, união da qual nasceu o filho João Lyra Neto, que seguiu a carreira jurídica. Iniciou seus estudos primeiras letras na capital paraibana, frequentando as salas de aula do Colégio Diocesano Pio X. Em 1918, aos doze anos de idade, acompanhou seus familiares na mudança para o Rio de Janeiro — então Distrito Federal —, ingressando inicialmente no Aldridge College. Por contingências econômicas, transferiu-se para o Colégio Santa Rosa, em Niterói, e, no ano seguinte, matriculou-se no Colégio Diocesano São José. Posteriormente, por recomendação médica que indicava a necessidade de uma mudança de clima por razões de saúde, foi internado no Colégio Leopoldinense, na cidade de Leopoldina, em Minas Gerais. Foi nesse período mineiro que travou enriquecedor contato com a professora Ester Fialho, viúva do poeta Augusto dos Anjos, convivência esta que despertou sua profunda admiração pela obra do “poeta do Absurdo” e marcou o início de sua própria vida literária, destacando-se desde jovem pela improvisação de discursos e colaboração em periódicos. Bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (atual UFRJ). No ambiente acadêmico, revelou sua verve jornalística e liderança ao fundar o semanário O Inocente, exercer a direção da Revista Acadêmica — órgão oficial de representação das escolas superiores — e atuar como redator literário de A Época, prestigiada revista dos estudantes de Direito. Construiu uma sólida carreira no magistério superior, lecionando em renomadas instituições como o Instituto Lafayette, a Escola Técnica Comercial do Instituto Brasileiro de Contabilidade e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (núcleo formador da atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ), instituição pela qual se aposentou com honras na cátedra. Personalidade de uma versatilidade intelectual raramente igualada, João Lyra Filho consagrou-se como jurista, economista, sociólogo, historiador, financista, orador, memorialista, jornalista e ensaísta de vasto prestígio nacional, além de ter sido um dos pioneiros na teorização e estruturação do Direito Desportivo no país. Exerceu elevados cargos na administração pública, na assessoria técnica e financeira da República e na organização de grandes corporações nacionais, postos galgados invariavelmente por seu rigor técnico e mérito pessoal. Por sua monumental folha de serviços prestados à cultura e às ciências humanas no país, recebeu inúmeras láureas e condecorações de Estados e nações estrangeiras. Foi outorgado com os títulos de Cidadão Carioca, Cidadão Honorário de Juiz de Fora e Cidadão Benemérito do Estado da Guanabara. No plano internacional, o governo de Portugal conferiu-lhe o Grau de Comendador da Ordem do Infante Dom Henrique, sua mais alta honraria. Recebeu ainda a Ordem do Mérito Estácio de Sá e as prestigiadas medalhas de mérito Rio Branco (Itamaraty), Roquette-Pinto, Anchieta e Sílvio Romero. Em sua terra natal, teve o mérito reconhecido ao ser agraciado com o título de Professor Honoris Causa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e eleito Sócio-Honorário do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Integrou também os quadros da Academia Carioca de Letras. Legou uma extensa e erudita produção bibliográfica que transita entre a poesia, a memória, a economia e o direito, com destaque para a publicação de sua detalhada e clássica biografia e análise crítica A Vida de Augusto dos Anjos. Em reconhecimento ao seu indiscutível relevo na inteligência nacional, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Ingressou solenemente no sodalício no dia 04 de maio de 1977, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção e saudação proferido pelo ilustre acadêmico e crítico Juarez Batista e Silva. PUBLICAÇÕES A lírica de Augusto dos Anjos Cachimbo, pijama e chinelos Angústia Social Sociologia se los desportes Juventude em transe; Luz íntima Monólogo de um transeunte Raça Educação e desportos A habitação popular Valorização do trabalho e humanização do capital Meu pai Juventude O poder da esperança
Nº 34 – (FUNDADOR) ALCIDES VIEIRA CARNEIRO

CADEIRA Nº 34 FUNDADOR: ALCIDES VIEIRA CARNEIRO Patrono: Antônio Joaquim Pereira da Silva (1876-1944) Fundador: Alcides Vieira Carneiro (1906-1976) 1º Sucessor: João Lyra Filho (1906-1988) 2º Sucessor: Humberto Cavalcanti de Mello (atual ocupante) Fundador: Alcides Vieira Carneiro (1906-1976) Ocupação: Advogado, político, orador, poeta e trovador Eleito: 26/05/1962 Posse: 03/11/1962 Saudação: Horácio de Almeida BIOGRAFIA ALCIDES VIEIRA CARNEIRO: Nasceu no município de Princesa Isabel, Estado da Paraíba, no dia 11 de junho de 1906, e faleceu no Hospital das Clínicas de Brasília, Distrito Federal, no dia 22 de maio de 1976, sendo sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier (Caju), na cidade do Rio de Janeiro. De família profundamente ligada às lides políticas do Sertão, teve como padrinho de batismo o coronel José Pereira de Lima, líder da histórica facção armada de Princesa que conflagrou a região e cujos desdobramentos culminaram na Revolução de 1930. Iniciou suas primeiras letras em sua terra natal sob a orientação do professor Adriano Feitosa. Visando dar continuidade à sua formação, transferiu-se para Fortaleza, no Estado do Ceará, onde frequentou os bancos escolares do Instituto São Luiz e do tradicional Liceu Cearense — período marcante de sua infância sobre o qual recordava: “Aos onze anos viajei ao Ceará, a terra onde vi o mar e conheci o automóvel e a água encanada”. Iniciou o curso superior de Ciências Jurídicas na capital cearense, contudo, transferiu-se para Pernambuco, bacharelando-se pela histórica Faculdade de Direito do Recife no ano de 1926, à precoce idade de 20 anos. A partir de 1930, sua trajetória como homem público ganhou projeção nacional em decorrência dos episódios revolucionários. Logo após o assassinato do presidente João Pessoa, foi nomeado Prefeito de Princesa Isabel, cargo em que não chegou a tomar posse devido à imediata ocupação militar do município por forças do Exército Federal, sob ordens diretas do Ministério da Guerra. Diante da nova conjuntura política do país, foi nomeado pelo regime revolucionário Interventor Federal no município de Itápolis, no Estado de São Paulo. Fixando residência no Rio de Janeiro (então capital federal), consolidou uma brilhante e polivalente carreira jurídica e administrativa, exercendo as funções de Inspetor do Ensino Secundário, Oficial de Gabinete e, posteriormente, Consultor Jurídico do Ministério da Educação e Saúde; Advogado da Polícia Militar do Distrito Federal e Procurador da República no Estado do Espírito Santo. Na magistratura e no Ministério Público fluminense, atuou com invulgar distinção como Curador de Massas Falidas, Curador de Menores, Curador de Família e Procurador de Justiça. No ápice de sua carreira pública, assumiu a alta investidura de Ministro do Superior Tribunal Militar (STM), cargo que exercia ao tempo de seu falecimento, oportunidade em que também presidia, em âmbito nacional, a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC). Cético em relação aos bastidores do poder, o jurista deixou registrado seu olhar agudo sobre a práxis partidária: “Incursionei na política, onde os homens me ensinavam os caminhos do inferno e o estilo do diabo. Aprendi depressa, mas depressa enjoei. Ela não é, para mim, senão muito poucos, a arte de trabalhar pelos outros. De qualquer forma, para se vencer politicamente, é preciso enganar muito e mentir outro tanto. No começo há engulhos. Depois o estômago aceita. A natureza é sábia e os homens sabidos”. Para além das funções de Estado, Alcides Carneiro imortalizou-se como um dos maiores oradores de sua geração, dotado de uma verve eloquente e magnética capaz de sensibilizar os mais diversos públicos. Dedicou-se também à poesia e à arte do trovadorismo, cultivando o lirismo em paralelo ao rigor das leis. Seu prestígio literário garantiu-lhe assento como membro efetivo da Academia Carioca de Letras e a distinta função de Delegado da Academia Paraibana de Letras junto à Federação das Academias de Letras do Brasil, no Rio de Janeiro. Consagrado como uma das inteligências mais fulgurantes brotadas do Sertão paraibano, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL) para ocupar a Cadeira de nº 19. Ingressou solenemente no sodalício no dia 03 de novembro de 1962, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do célebre e caloroso discurso de recepção proferido pelo ilustre historiador e confrade Horácio de Almeida. PUBLICAÇÕES Conceito sintético de direito Ao Longo da vida O Que esquecido ao longo da vida Homenagem ao centenário do ex-ministro Alcides Carneiro TJPB
Nº 34 – (PATRONO) ANTONIO JOAQUIM PEREIRA DA SILVA
Antônio Joaquim PEREIRA DA SILVA: Nasceu no dia 06 de novembro de 1876, na cidade de Araruna, Estado da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro, no ano de 1944. Era filho de Manuel Joaquim da Silva, fabricante de violas, e de D. Maria Ercelina da Silva. Fez o curso primário em Araruna, com o Mestre-escola, Tio Sinésio; teve uma infância pobre, sem brinquedos, quando o pai faleceu, em companhia da mãe foi morar com os avós; algum tempo depois, a mãe casou-se novamente e, para seguir o novo marido, deixa-o aos cuidados da avó, e ele diz “começou aí toda a tristeza da mina vida”. Aos 14 anos, viaja ao Rio de Janeiro, matricula-se no Liceu de Artes e Ofícios e depois, na Escola Militar. Ao encerrar a carreira militar, ingressa na Faculdade de Direito, recebendo o título de bacharel, sendo, então, nomeado Promotor Público da Comarca de São José dos Pinhais, no Paraná, transferindo, se, em seguida, para a Comarca de Palmeiras, onde, aproveitando a solidão , dedicou-se ao estudo da língua alemã e à composição de poesias. Pouco tempo depois, voltou ao Rio de Janeiro, fazendo, aí, grandes amizades. Conheceu pessoas ilustres, como Felix Pacheco, Tibúrcio de Freitas, Carlos Dias Fernandes, Gonçalo Jácomo, Carlos Menezes e Rocha Pombo, este último, tornou-se o seu sogro e iniciou-se no jornalismo. Escreveu em A Cidade do Rio, Gazeta de Notícias, Época, Pátria e Jornal do Comércio; integrou-se ao grupo simbolista ligado à Revista Rosa Cruz, fundada por Saturnino Meireles.Juntamente com Agripino Grieco e Théo Filho, dirigiu a revista mensal O Mundo Literário. Pereira da Silva foi o primeiro paraibano a ter ingresso na Academia Brasileira de Letras. Ocupou a Cadeira nº 18 em substituição ao imortal Luís Carlos, seu fraterno amigo. Esta cadeira foi fundada por José Veríssimo e patroneada por João Francisco Lisboa. Sua posse aconteceu no dia 26 de junho de 1934 e recepcionado pelo acadêmico Adelmar Tavares, ocupante da Cadeira nº 11. Sobre Pereira da Silva, o cientista Floriano de Lemos fez o comentário “Esse sim, era poeta . Nasceu eleito das Musas. Não andava procurando a poesia. No que ele pensava, onde compunha qualquer trabalho de arte, estava sempre o infinito”. Obras publicadas: Solitudes, 1918; Beatitudes, 1919; Holocausto, 1921; O pó das sandálias, 1923; Senhora melancolia, 1928; Alta noite, 1940; Soli. Inéditos: Intranqüilidade; Meus irmãos; Os poetas; Os milagres de Cristo. Deixou, ainda, estudos sobre Adelmar Tavares, Silva Alvarenga, Gonçalves Dias e Machado de Assis. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AUTUORI, Luiz. Os quarenta imortais. Rio de Janeiro:1945. CARNEIRO, Alcides Vieira.Pereira da Silva –Discurso de posse. João Pessoa: A União, 1964. LYRA FILHO, João.Cadeira nº 34. João Pessoa: 1977. PINTO, Sérgio de CastroColetânea de autores paraibanos. João Pessoa: 1988.