Nº 39 – (2º SUCESSOR) JOSÉ EDILBERTO COUTINHO

CADEIRA Nº 39 2º SUCESSOR: JOSÉ EDILBERTO COUTINHO Patrono: José Lins do Rego Cavalcanti (1901-1957) Fundador: Luciano Ribeiro de Morais (1908-1966) 1º Sucessor: Juarez da Gama Batista (1927-1981) 2º Sucessor: José Edilberto Coutinho (1938-1995) 3º Sucessor: Sérgio Martinho Aquino de Castro Pinto (atual ocupante) 2º Sucessor: José Edilberto Coutinho (1938-1995) Ocupação: Professor, jornalista e escritor Eleito: 05/06/1981 Posse: 28/05/1982 Saudação: Elizabeth Marinheiro BIOGRAFIA JOSÉ EDILBERTO COUTINHO: Nasceu no município de Bananeiras, Estado da Paraíba, no dia 28 de setembro de 1938, e faleceu na cidade do Recife, Estado de Pernambuco, no ano de 1995. Era filho do Dr. Francisco Coutinho Filho e de D. Otília Cirne Coutinho. Em razão dos deveres profissionais de seu pai — que, na condição de funcionário federal, era constantemente designado para prestar serviços em diferentes regiões do país —, vivenciou uma infância e juventude marcadas por sucessivas mudanças, residindo longos períodos nos estados de Pernambuco e do Paraná. Orientou sua formação inicial para as ciências jurídicas e bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife; contudo, jamais exerceu a advocacia privada ou carreiras correlatas. Sua verdadeira e precoce vocação repousava no universo das letras, nutrindo especial fascínio pelo folclore e pelas tradições populares do Nordeste, inclinação herdada diretamente de seu pai, que era um folclorista de renome e costumava alimentar o imaginário do jovem com as ricas narrativas do cotidiano sertanejo. Consagrou-se como um dos jornalistas mais brilhantes e cosmopolitas de sua geração. Diplomou-se pelo prestigiado World Press Institute (Instituto Mundial de Imprensa), nos Estados Unidos, e imprimiu sua assinatura nas páginas dos principais jornais e revistas de circulação nacional. Dotado de trânsito internacional, atuou na Europa como correspondente estrangeiro do Jornal do Brasil e da revista Manchete, exercendo igual função nos Estados Unidos para os Diários Associados (notadamente no periódico O Jornal e na emblemática revista O Cruzeiro). No ano de 1970, fixou residência definitiva na cidade do Rio de Janeiro, efervescente cenário onde consolidou sua carreira como escritor, crítico e professor universitário. Sua refinada produção literária e ensaística foi celebrada pela crítica especializada e angariou dezenas de prêmios de prestígio no Brasil e no exterior. Entre suas láureas mais expressivas, destacam-se: o prêmio de Ensaios de Jornalismo Literário e de Ficção, outorgado pela Academia Brasileira de Letras (ABL); o prêmio de Crítica Literária, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); o prêmio de Estudos Brasileiros de Ficção, da Fundação Cultural de Brasília e do Conselho Federal de Cultura; e o prêmio de Ensaio Biográfico, conferido pela Associação Brasileira de Crítica Literária. No plano internacional, sua ficção foi laureada pela Casa de las Américas, em Havana, Cuba; e sua consagrada obra sobre a temática futebolística, Maracanã, Adeus, ao ser traduzida para o francês por Jacques Theriot sob o título Onze au Maracanã, conquistou o Grand Prix Culturel Latin na cidade de Paris, em 1986. Personalidade de relevo na inteligência brasileira, Edilberto Coutinho foi autor de contos, romances e ensaios fundamentais, além de ter integrado os quadros da Academia Brasileira de Literatura. Vinculado afetivamente às suas raízes, manteve estreita colaboração com a salvaguarda da memória regional como sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP). Em justo reconhecimento ao seu indiscutível mérito literário e à projeção internacional de sua obra, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 28 de maio de 1982, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável e caloroso discurso de recepção e saudação proferido pela ilustre escritora, ensaísta e confreira Elizabeth Marinheiro. PUBLICAÇÕES Onda boiadeira e outros contos Contos II Erotismo noromance brasileiro, anos 30 a 60 Rondon e a integração amazônica Rondon, o civilizador da última fronteira Presença política no Recife José Lins do Rego Um negro vai à forra Sangue na praça Criaturas de papel  Maracanã, adeus Erotismo noconto brasileiro O romance do açúcar: José Lins do Rego, vida e obra Memória demolida O jogo terminado O livro de Carlos A imaginação do real Bar Savoy (Obra póstuma)

Nº 39 – (1º SUCESSOR) JUAREZ DA GAMA BATISTA

CADEIRA Nº 39 1º SUCESSOR: JUAREZ DA GAMA BATISTA Patrono: José Lins do Rego Cavalcanti (1901-1957) Fundador: Luciano Ribeiro de Morais (1908-1966) 1º Sucessor: Juarez da Gama Batista (1927-1981) 2º Sucessor: José Edilberto Coutinho (1938-1995) 3º Sucessor: Sérgio Martinho Aquino de Castro Pinto (atual ocupante) 1º Sucessor: Juarez da Gama Batista (1927-1981) Ocupação: Professor Eleito: 30/06/1967 Posse: 18/06/1968 Saudação: José Américo de Almeida BIOGRAFIA JUAREZ DA GAMA BATISTA: Nasceu na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, no dia 04 de fevereiro de 1927, e faleceu na mesma praça capixaba no dia 11 de fevereiro de 1981. Era filho de Artur Batista e de D. Zaida da Gama Batista. Foi casado com a advogada Lygia Vasconcelos Batista, união da qual nasceram sete filhos: Constance, Madalena, Caio César, Christine, Adelina Stela, Mário e Thaís. Realizou sua formação inicial na capital paraibana, frequentando as salas de aula do Colégio Diocesano Pio X e do tradicional Lyceu Paraibano. Voltando-se para o campo do Direito, ingressou na Faculdade de Direito do Recife, pela qual bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1951. Logo após a colação de grau, naquele mesmo ano, assumiu a direção do jornal oficial A União, cargo para o qual foi indicado pelo governador José Américo de Almeida, de quem era amigo pessoal e a quem devotava profunda e mútua afeição. Sua brilhante trajetória na imprensa escrita estadual consolidou-se ao assumir a direção do jornal Correio da Paraíba, em 1957, e ao tornar-se diretor-proprietário do periódico A Notícia, no ano de 1960. Intelectual de primeira grandeza e humanista de raras virtudes, Juarez Batista consagrou-se, acima de tudo, como um mestre e crítico literário rigoroso, merecendo do próprio mestre José Américo de Almeida o célebre e definitivo elogio: ”Nasceu para as letras, vive para as letras, sonha com as letras”. No ano de 1961, passou a integrar o corpo docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como Professor Titular de Literatura Brasileira. Na alta administração acadêmica, imprimiu sua competência técnico-pedagógica ao exercer as funções de Diretor do Departamento Cultural da UFPB e de Chefe do Departamento de Linguística e Literatura Luso-Brasileira do antigo Instituto Central de Letras (ICL) da referida universidade. Dono de uma prosa ensaística dotada de invulgar densidade analítica e fino trato estilístico, teve seu valor literário reconhecido pelas mais importantes corporações culturais do país. Sua consagração crítica deu-se com o ensaio O Real como Ficção em Euclides da Cunha, obra monumental laureada com o prestigiado Prêmio Euclides da Cunha e com o Prêmio Olívio Montenegro, este último concedido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recebeu ainda o Prêmio José Américo de Almeida (outorgado pela UFPB em 1967), o Prêmio de Cultura (conferido pelo Governo do Estado da Paraíba em 1976), além de láureas em Pernambuco e no Rio de Janeiro, a exemplo do Prêmio Geraldo Andrade (Academia Pernambucana de Letras, 1973) e do cobiçado Prêmio José Veríssimo, outorgado em 1973 pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Foi agraciado também com o título de “Honra ao Mérito” pelo Conselho Estadual de Cultura da Paraíba e recebeu Menção Honrosa da Secretaria de Cultura do antigo Estado da Guanabara. Legou uma vasta, erudita e fundamental produção bibliográfica, dispersa em centenas de ensaios analíticos, crônicas jornalísticas, discursos, conferências e prefácios de profundo valor estético para a historiografia literária do Nordeste. Em justo reconhecimento ao seu indiscutível mérito humanístico, à sua dedicação ao magistério e à sua fulgurante inteligência crítica, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 18 de junho de 1968, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio de um memorável e histórico discurso de recepção e saudação proferido pelo próprio escritor e confrade José Américo de Almeida. Na liderança do sodalício, foi eleito no ano de 1978 para o cargo de Vice-Presidente da entidade, dividindo a mesa diretora com o eminente professor e Presidente Afonso Pereira da Silva, prestando inestimáveis serviços à salvaguarda da memória literária paraibana até os seus últimos dias de vida. PUBLICAÇÕES Caminhos, sonhos e ladeiras Gabriela, seu cravo e sua canela José Américo – retratos e perfis O real como ficção em Euclides da Cunha A Sinfonia pastoral do nordeste O protagonismo do Fausto Os mistérios da vida e os mistérios de Dona Flor Matéria e nunca ouvido canto O barroco e o maravilhoso no romance de Jorge Amado A contraprova de Tereza Favo de mel Sentido trágico em José Lins do Rego Quem tem medo de Gilberto Freyre? História do arco da velha Tarde demais para esquecer Bolha de nível Discursos Eça de Queiroz: o bem pensante nem tantoàs avessas Um gosto de mel O charme discreto de Gilberto Freyre Justiça, imprensa e academia: os degraus da vocação Chá e simpatia José Lins do Rego, as fontes da solidão O tema e o gesto O exílio e o reino Literatura, cultura e civilização O que será que será O poder da glória Os guarda-chuvas de Cheburgo A hora e a vez de Joacil Gilberto em três notas de jornal O sono da velha senhora

Nº 39 – (FUNDADOR) LUCIANO RIBEIRO DE MORAIS

CADEIRA Nº 39 FUNDADOR: LUCIANO RIBEIRO DE MORAIS Patrono: José Lins do Rego Cavalcanti (1901-1957) Fundador: Luciano Ribeiro de Morais (1908-1966) 1º Sucessor: Juarez da Gama Batista (1927-1981) 2º Sucessor: José Edilberto Coutinho (1938-1995) 3º Sucessor: Sérgio Martinho Aquino de Castro Pinto (atual ocupante) Fundador: Luciano Ribeiro de Morais (1908-1966) Ocupação: Médico e professor Eleito: 11/06/1960 Posse: 30/09/1961 Saudação: Osias Nacre Gomes BIOGRAFIA LUCIANO RIBEIRO DE MORAIS: Nasceu no antigo Sítio Barreiras (atual município de Bayeux), Estado da Paraíba, no dia 24 de outubro de 1908, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 26 de fevereiro de 1966. Era filho de João Ribeiro de Morais e de D. Maria da Cruz Morais. Contraiu matrimônio, no ano de 1946, com a senhora Carmem Arcoverde de Morais, união da qual nasceram três filhos: Heloísa (que seguiu a carreira do magistério como professora de Língua Francesa), João Leonardo (médico psiquiatra) e João Luciano (advogado). Iniciou seus estudos elementares em João Pessoa e transferiu-se posteriormente para o Rio de Janeiro (então capital federal) para dar continuidade à sua formação superior. Matriculou-se na histórica Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, sediada na Praia Vermelha, pela qual diplomou-se em Medicina no ano de 1933. Dedicou-se prontamente à especialização em Psiquiatria, conquistando precoce reconhecimento científico ao integrar, na capital fluminense, a celebrada equipe médica do renomado professor e cientista Henrique Roxo, um dos pioneiros da neuropsiquiatria no país. No ano de 1936, optou por deixar o Rio de Janeiro e regressar à Paraíba. Atendendo a um pedido de seu irmão, Manuel Ribeiro de Morais, assumiu temporariamente a chefia do Executivo municipal como Prefeito de Araruna; contudo, abdicou do cargo político para fixar residência definitiva em João Pessoa, voltando-se inteiramente ao exercício de sua verdadeira vocação médica e humanitária. Na administração pública e na saúde mental do estado, desempenhou um papel reformador e de altíssima responsabilidade ao exercer as funções de Diretor da Colônia Juliano Moreira, Diretor do Departamento Hospitalar do Estado, Diretor do Manicômio Judiciário e Presidente do Conselho Penitenciário do Estado da Paraíba. Sua contribuição para a ciência e para o ensino superior paraibano culminou em sua atuação como um dos professores-fundadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Na referida instituição, consagrou-se historicamente ao tornar-se o primeiro Professor Catedrático da disciplina de Psiquiatria, moldando as bases da formação médica de gerações no estado. Homem de inteligência fina e sensibilidade multifacetada, o Dr. Luciano de Morais dividia com igual brilhantismo o rigor dos consultórios com o recolhimento do magistério e da pesquisa literária. Essa rica dualidade de seu perfil humanístico foi cirurgicamente capturada pelo ensaísta Juarez da Gama Batista, que sobre ele afirmou: “Era um homem interdito entre duas vocações: a do cientista e a do homem de letras”. Amante da prosa e do ensaísmo de fundo psicológico, colaborou com a imprensa escrita e com o meio cultural da época. Em reconhecimento à sua imensurável folha de serviços prestados à medicina social, à ciência e ao enriquecimento intelectual da sociedade, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Embora sua partida precoce tenha ocorrido no mesmo ano de sua eleição, seu nome permanece inscrito na Casa de Coriolano de Medeiros como uma das mais nobres expressões do humanismo paraibano, tendo seu elogio fúnebre e acadêmico sido proferido de forma magistral pelo citado crítico Juarez Batista. PUBLICAÇÕES Freud e os sonhos A grandemissão A personalidade humana dentro das realidades provisórias

Nº 39 – (PATRONO) JOSÉ LINS DO REGO CAVALCANTI

JOSÉ LINS DO REGO Cavalcanti: Nasceu no dia 03 de junho de 1901, no Engenho Corredor, município de Pilar, Estado da Paraíba; filho de João do Rego Cavalcanti e D. Amélia do Rego Cavalcanti. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1957. Com a morte prematura de sua mãe, D. Amélia, passou à proteção de suas tias, de início, ficou com a tia Maria, a quem ele devotava verdadeira afeição, depois, passou aos cuidados da tia Naninha que, para satisfazer ao seu marido, internou a criança no Colégio de Itabaiana, passando aí, três anos. O Colégio era dirigido pelo professor Maciel, num sistema rígido, adotando o uso da palmatória; a vida de internato ocorreu num clima de muita tensão, medo e angústia o que serviu, mais tarde, de tema para o seu segundo romance, Doidinho, influenciado, talvez, em O Ateneu, de Raul Pompéia. Ao deixar o internato, freqüentou o Colégio Diocesano Pio X, na capital, onde iniciou a vida literária, publicando artigos na Revista Pio X, editada pela Arcádia (Grêmio Estudantil do Colégio), destacando-se, entre estes, um artigo sobre Joaquim Nabuco e uma exaltação ao Rei Alberto I, da Bélgica. Em 1915, vai para o Recife e matricula-se no Colégio Carneiro Leão, depois, no Ginásio Pernambucano, onde concluiu o curso secundário. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1920; em 1923, casa-se com D. Filomena Massa, tendo nascido da união, as filhas: Maria Elizabeth, Maria Cristina e Maria da Glória. A sua biblioteca, com todo seu acervo móveis, foi doada por D. Naná, a viúva, à Fundação Espaço Cultural da Paraíba, integrando o Museu José Lins do Rego, instalado nas dependências da Fundação que leva o nome do escritor como patrono. Ainda, em 1923, é nomeado Promotor Público de Manhuaçu, Minas Gerais, não se adaptando à funções jurídicas, transfere-se para Maceió, como Fiscal de Bancos. Nesta capital, trava conhecimento com o poeta Jorge de Lima, nascendo entre ambos uma sólida amizade; conhece também, Gilberto Freyre a quem ele tinha muito carinho. Gilberto Freyre “lhe revela outro mundo – o mundo das idéias, o mundo das artes – e lhe transmite o grande interesse pelo Brasil” (Coutinho, Edilberto. O romance do açúcar, p.19). A criação literária de José Lins do Rego, como ele próprio afirma, foi baseada, fundamentalmente, nas estórias de trancoso, contadas pela velha Totônia e pela leitura de Os doze pares da França, de Carlos Magno, que ele leu aos doze anos, ainda no internato de Itabaiana, tendo recebido, também, influências de Vítor Hugo, Proust, Hardy, Stendhal e os que ele chamava de “os grandes russos da minha vida: Tolstoi, Thecov e Dostoievski. Entre os nacionais, ele cita: Raul Pompéia, Machado de Assis, Gilberto Freyre e Olívio Montenegro. A obra de Zé Lins caracteriza-se, particularmente,pelo extraordinário poder de descrição. Reproduz no texto a linguagem do eito, da bagaceira, do nordestino, tornando-o no mais legítimo representante da literatura regional nordestina. Escreveu o seu primeiro romance em 1932, com Meninode Engenho, romance de reminiscência que abriu o conjunto de obras que formaram o Ciclo da Cana-de-Açúcar, recebendo o prêmio Graça Aranha. A Menino de Engenho, seguiram-se: Doidinho, 1933; Bangüê, 1934; Moleque Ricardo, 1935; Usina, 1936; Fogo Morto, 1936, fechando, com este, o Ciclo-da Cana-de-Açúcar. Em 1937, publicou Pedra Bonita e, em 1953, Cangaceiros que formaram o Ciclo do Cangaço. Outras publicações: Pureza; Riacho doce; Água mãe(prêmio da Fundação Felipe de Oliveira); Eurídice (Prêmio Fábio Prado); Meus verdes anos(memórias); Histórias davelha Totônia; Gordos e magros; Poesia e vida; Homens, seres e coisas; A casa e ohomem; Presença do Nordeste na literatura brasileira; O vulcão e a fonte, (1958, póstuma). Conferências:Pedro Américo; Conferência no Prata; Discurso de posse naAcademia Brasileira de Letras. Viagem: Bota de sete léguas. Em colaboração com Raquel de Queiroz e Graciliano Ramos Brandão entre o mar e o amor. José Lins do Rego assumiu a Cadeira nº 25 da Academia Brasileira de Letras, no dia 15 de dezembro de 1956, saudado pelo acadêmico Austregésilo de Athayde.Sucedeu ao imortal Ataulfo de Paiva. REFERÊENCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AUTUORI, Luiz. Os quarenta imortais. Rio: 1945. MARTINS, Eduardo. José Lins do Rego – O homem e a obra, ed. Ilustrada, João Pessoa: 1980. COUTINHO, Edilberto. O romance do açúcar. Rio de Janeiro: José Olympio/INL/MEC, 1980. SOBREIRA, Ivan Bichara. O romance de José Lins do Rego. João Pessoa: A União, 1971.

Nº 38 – (1º SUCESSOR) JOSÉ CAVALCANTI

CADEIRA Nº 38 1º SUCESSOR: JOSÉ CAVALCANTI Patrono: Américo Augusto de Souza Falcão (1880-1942) Fundador: Nelson Lustoza Cabral (1900-1981) 1º Sucessor: José Cavalcanti (1918-1994) 2º Sucessor: Luiz Nunes Alves (atual ocupante) 1º Sucessor: José Cavalcanti (1918-1994) Ocupação: Professor e político (Deputado Estadual) Eleito: 29/08/1981 Posse: 27/11/1981 Saudação: Afonso Pereira BIOGRAFIA JOSÉ CAVALCANTI: Nasceu no município de São José de Piranhas, Estado da Paraíba, no dia 27 de julho de 1918, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 31 de dezembro de 1994. Era filho de Manuel Cavalcanti da Silva e de D. Bernardina Soares de Souza. Foi casado com a senhora Rosalina de Queiroz Cavalcanti, união da qual nasceram dois filhos: Bernânio e Maria Berlânia. Realizou seus estudos primários em sua terra natal. Demonstrando precoce inclinação para as letras, foi conduzido pelo Monsenhor Manuel Vieira para a cidade de Cajazeiras, onde se matriculou no tradicional Colégio Salesiano Padre Rolim para iniciar o curso ginasial. Concluiu sua formação secundária no ano de 1942, nos bancos escolares do Colégio Diocesano de Patos, instituição à qual permaneceu vinculado afetiva e profissionalmente, prestando valiosos serviços como Tesoureiro e como professor da disciplina de História. Ingressou na vida pública e na política partidária filiando-se à União Democrática Nacional (UDN). Pelo voto popular, elegeu-se Deputado Estadual para a Assembleia Legislativa da Paraíba, honraria que exerceu por quatro mandatos parlamentares consecutivos até o ano de 1963. No plano municipal, consagrou-se como Prefeito de Patos por um período de cinco anos, realizando uma gestão de expressivo impacto social que acabou sendo abruptamente interrompida quando teve seus direitos políticos cassados pelo regime civil-militar. Retornou à militância eleitoral no ano de 1986 como candidato a Deputado Estadual com base política em Patos; não logrando êxito nas urnas, optou por afastar-se em definitivo das disputas eletivas. Ao longo de sua operosa trajetória, foi amplamente condecorado por municipalidades e corporações do estado. Recebeu os títulos de Cidadão Patoense, Cidadão de Santa Terezinha e Cidadão de João Pessoa. Por seu dinamismo à frente do Executivo municipal, foi laureado por quatro vezes consecutivas com a distinção de “Prefeito do Ano”. No meio jurídico e científico, foi agraciado com o título de Primeiro Sócio-Honorário da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) e integrou os quadros de sócios do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (IPGH). Intelectual de verve única, escritor, cronista e poeta matuto, José Cavalcanti transitava com maestria entre a erudição e a cultura popular. Considerado imoral por uns e irreverente por outros, era reconhecido por todos como um homem profundamente espirituoso, criativo e genial. Destacou-se como um autêntico e incomparável contador de causos, capturando em suas páginas a linguagem espontânea, o lirismo áspero e a vivacidade natural do povo sertanejo. Na imprensa escrita, colaborou assiduamente com os jornais O Nordeste, Diário da Borborema (em Campina Grande), além do Correio da Paraíba e do vanguardista Jornal de AGÁ (na capital). Em reconhecimento ao seu indiscutível mérito literário e à sua original contribuição à salvaguarda da identidade cultural e folclórica do Sertão, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 19 de setembro de 1981, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do caloroso e memorável discurso de recepção proferido pelo ilustre professor e acadêmico Afonso Pereira da Silva. PUBLICAÇÕES Potocas, piadas e pilhérias Casca e nó Sem peia e sem cabresto Bicho do cão Gaveta de sapateiro Bisaco de cego Quengada de matuto Papo furado Espalha brasas Rabo cheio Caga-fogo Busca-pé Um setentão A Política e os políticos Pais tolos, filhos sabidos Curupaco papaco As potocas de seu Zé As potocas do seu Zé –1 As potocas do seu Zé –2 350 lorotas políticas Discurso acadêmico Pensamentos avulsos Sabedoria popular Sertanejadas

Nº 38 – (FUNDADOR) NELSON LUSTOZA CABRAL

CADEIRA Nº 38 FUNDADOR: NELSON LUSTOZA CABRAL Patrono: Américo Augusto de Souza Falcão (1880-1942) Fundador: Nelson Lustoza Cabral (1900-1981) 1º Sucessor: José Cavalcanti (1918-1994) 2º Sucessor: Luiz Nunes Alves (atual ocupante) Fundador: Nelson Lustoza Cabral (1900-1981) Ocupação: Jornalista e escritor Posse: 06/12/1967 Saudação: Luiz Teixeira Pinto BIOGRAFIA NELSON LUSTOZA CABRAL: Nasceu na cidade de Patos, Estado da Paraíba, no ano de 1900, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 19 de julho de 1981. Era filho de Francisco Lustoza Cabral e de D. Maria Dolores Lustoza Cabral (conhecida carinhosamente como D. Nenê). Foi casado com a senhora Emerenciana Barbosa Lustoza Cabral, união da qual nasceram cinco filhos: Nelson, Moacir, Nilse, Milva e Lélia. Iniciou seus estudos primeiras letras na rede pública de sua terra natal, sob a orientação do Padre José Vieira e dos professores José Calazans e Torres. Transferindo-se para a capital do Estado, concluiu os exames preparatórios no tradicional Lyceu Paraibano. Voltou-se para os estudos jurídicos e bacharelou-se em Direito pela histórica Faculdade de Direito do Recife no ano de 1921. Logo após a sua colação de grau, retornou em triunfo à cidade de Patos para rever familiares e amigos, ocasião em que foi alvo de uma calorosa e festiva recepção pública ao som da banda de música local, homenagem que guardou com profunda sensibilidade em suas memórias afetivas. Antes mesmo de sua formatura, já demonstrava uma brilhante vocação para o jornalismo e para as letras na capital paraibana. Escreveu assiduamente para os periódicos A União e O Norte, além de ter atuado como datilógrafo nos quadros administrativos da Assembleia Legislativa do Estado, função na qual contou com o valioso estímulo e mentoria de figuras proeminentes da inteligência paraibana, como os jornalistas Oscar Soares, Celso Mariz e Carlos Dias Fernandes. Graças ao seu reconhecido tirocínio intelectual e capacidade de liderança, ascendeu ao cargo de Diretor do jornal oficial A União e consagrou-se como o editor responsável pelo célebre Almanaque da Paraíba, importante repositório cultural da época. Após concluir seu ciclo na imprensa oficial do Estado, fixou residência no Rio de Janeiro (então capital federal), onde continuou a exercer o ofício das letras colaborando com destacados órgãos da imprensa carioca. Homem de refinada cultura, memorialista e cronista elegante, teve sua contribuição às letras do estado reconhecida pelos seus pares ao ser eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 09 de dezembro de 1967, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção proferido pelo ilustre historiador e acadêmico Luís Pinto. Por ocasião de seu falecimento, em justa reverência ao seu legado intelectual e à integridade de sua trajetória pública, o Conselho Estadual de Cultura da Paraíba prestou-lhe uma solene homenagem póstuma, cabendo ao ilustre escritor, jurista e acadêmico Osias Gomes proferir o panegírico e o elogio formal de sua vibrante personalidade. PUBLICAÇÕES Paisagens do Nordeste Garganta do esqueleto Uma cruz para Kennedy Peitudo

Nº 38 – (PATRONO) AMÉRICO AUGUSTO DE SOUZA FALCÃO

AMÉRICO Augusto de Souza FALCÃO: Nasceu em 11 de fevereiro de 1880, à sombra dos coqueirais da belíssima praia de Lucena, no Estado da Paraíba; filho de Mariano de Souza Falcão e D. Deolinda Zeferina de Carvalho Falcão. Faleceu em João Pessoa, em 09 de abril de 1942. Casado, em primeiras núpcias, com D. Maria Eugênia de Alencar, tendo nascido dessa união uma filha que recebeu o nome de Marluce (nome inspirado no mar de Lucena: mar-luce). Ficando viúvo, em 1912, casou-se com D. Elvira Natália Fernandes, tendo nascido mais quatro filhos: João Leomax, Marlinda Augusta, Durvalina Lucemar e Maurisa. Américo Falcão fez o curso primário em Lucena e os preparatórios no Lyceu Paraibano, bacharelando-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1908. Exerceu a advocacia por algum tempo e, a seguir, ingressou no serviço público e no jornalismo; dirigiu a Biblioteca Pública e o Arquivo do Estado; colaborou nos jornais da época, ao lado de Arthur Achiles, Carlos Dias Fernandes, Mathias Freire, Coriolano de Medeiros Álvaro de Carvalho e vários outros nomes de igual relevo. Colaborava, também, no jornal Nonevar “’Órgão do Amor, da Graça e da Beleza”, primeiro jornal de festa editado na capital e que circulava durante a Festa de Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade. Américo Falcão era o responsável pela coluna Croquis, onde eram perfilados, jocosamete, jovens da sociedade pessoense Opinião do acadêmico Humberto Nóbrega sobre Américo Falcão: “Era um artista nato. Sua arte não emergia das lágrimas de outros poetas, mas promanava daquela romântica Lucena, cheia de sussurros e gemidos do velho mar, agitada pelo “leque de coqueiros” eternamente beijada pelos lampejos do luar”. Américo Falcão compunha quadrinhas, sendo a mais conhecida: “ Não há tristeza no mundo Que se compare à tristeza Dos olhos de um moribundo Fitando uma vela acesa” Obras publicadas:Náufrago, 1914; Visões de outrora, 1924; A rosa de alençon, 1928; Soluços de realejo, 1934; (dividido em três partes: Harmonias errantes, Visões praieiras e miragens idas). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALMEIDA, Horácio de.Contribuição para uma bibliografia paraibana.Rio de Janeiro: 1972. LELIS, João. Américo Falcão, In: Revista da APL. João Pessoa, nº 03, João Pessoa: 1948- NÓBREGA, Humberto. Augusto dos Anjos e sua época. João Pessoa: 1962.  

Nº 37 – (1º SUCESSOR) LUIZ GONZAGA RODRIGUES

Luís GONZAGA RODRIGUES: Nasceu em 21 de junho de 1933, na cidade de Alagoa Nova, Estado da Paraíba; filho do casal Manuel Avelino Rodrigues e D. Antonina Freire Rodrigues. É casado com a senhora Edite Maria do Nascimento Rodrigues, de cuja união nasceram cinco filhos: Gustavo, Graciele, Fabiano, Dinah e Luz Cibele.Iniciou o curso primário no Grupo Escolar Professor Cardoso, em Alagoa Nova, vindo concluir em Campina Grande, no Colégio Diocesano Pio XI e começando o ginasial, que veio concluir na capital do Estado, no Lyceu Paraibano. Ingressou no Jornal O Norte, através do jornalista José Leal, como revisor, passando a redator e, em seguida a editor, estas mesmas funções ele exerceu no Jornal A União, chegando a Diretor Técnico. Colaborou como cronista nos jornais O Norte, A União e no Correio da Paraíba; atualmente, escreve as suas crônicas no Jornal O Norte. Gonzaga Rodrigues foi Secretário de Comunicação Social do Estado; Presidente da Associação Paraibana de Imprensa; coordenou, com o escritor José Octávio de Arruda Mello, o livroCapítulos de História da Paraíba é citado em verbete no Dicionário de Literatura Brasileira, editado pelo MEC. Assumiu a Cadeira da APL, em 27 de agosto de 1993, recepcionado pelo acadêmico Luiz Augusto da Franca Crispim. Publicou: Notas do meu lugar (crônicas 1979); Um sítio que anda comigo (crônicas), 1983; Filipéia e outrassaudades; Parahyba, a cidade, o rio e o mar (Álbum); José Maria dos Santos(ensaio biográfico –Coleção Nomes do século, A União, 2000). Realizou palestra sobre Juarez Batista na Academia Paraibana de Letras. Neste ano de 2001, foi agraciado pela TV TAMBAÚ, com o titulo de PERSONALIDADE VIP DO ANO. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Arquivo da APL. Informações do acadêmico.    

Nº 37 – (FUNDADOR) EDUARDO MARTINS DA SILVA

CADEIRA Nº 37 FUNDADOR: EDUARDO MARTINS DA SILVA Patrono: Allyrio Meira Wanderley (1906-1955) Fundador: Eduardo Martins da Silva (1918-1991) 1º Sucessor: Luiz Gonzaga Rodrigues (atual ocupante) Fundador: Eduardo Martins da Silva (1918-1991) Ocupação: Pesquisador, historiador e poeta Eleito: 08/05/1971 Posse: 27/11/1971 Saudação: Afonso Pereira BIOGRAFIA EDUARDO MARTINS DA SILVA: Nasceu na cidade de Goiana, Estado de Pernambuco, no dia 13 de outubro de 1918, e faleceu na capital paraibana, João Pessoa, no dia 16 de janeiro de 1991. Era filho de Francisco Martins da Silva e de D. Jovita Monteiro Martins. Foi casado em primeiras núpcias com D. Arlinda Câmara Martins, união da qual nasceu a filha Vera Lúcia. Após enviuvar, contraiu segundas núpcias com D. Joselita Martins da Silva, com quem teve dois filhos: Eduardo e Joselita. No ano de 1928, acompanhou seus pais na mudança para a capital da Paraíba, cidade que adotaria como sua terra afetiva e intelectual. Ali, realizou seus estudos primários sob a orientação da professora Emerentina Coelho, no Grupo Escolar Dom Pedro II, e concluiu o curso secundário nos tradicionais bancos escolares do Lyceu Paraibano. Iniciou sua trajetória profissional no comércio, dedicando-se por vários anos com paixão e zelo à venda de livros, atividade que refinou ainda mais seu gosto pelas letras e pela bibliofilia. Pouco tempo depois, ingressou no serviço público por meio de sua reconhecida competência no jornalismo. Atuou como redator do jornal oficial A União e, durante a gestão governamental do Dr. Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Melo, exerceu de forma brilhante a direção do Correio das Artes, prestigiado suplemento literário da referida imprensa oficial. Posteriormente, ingressou no funcionalismo público federal como quadro de carreira da Caixa Econômica Federal, instituição onde ocupou cargos de alta responsabilidade e liderança técnico-administrativa. Mesmo diante das exigências burocráticas e bancárias, jamais se afastou das atividades literárias, da crônica jornalística e da pesquisa histórica, campos nos quais era considerado um autêntico e exímio artífice. Homem de hábitos discretos e dedicação intelectual obstinada, Eduardo Martins ofereceu à Paraíba uma imensurável contribuição historiográfica e documental por meio de suas pesquisas sérias e meticulosas. Era possuidor de uma invejável e monumental biblioteca particular em sua residência, espaço que abrigava um riquíssimo e raro acervo composto por milhares de livros, coleções completas de jornais antigos e documentos manuscritos inéditos de altíssimo valor histórico para a memória do Nordeste. Como pesquisador, historiador, cronista e poeta de fina sensibilidade, deixou sua assinatura impressa em uma impressionante rede de periódicos e revistas culturais da Paraíba, de outros estados da federação e do exterior. Colaborou assiduamente com veículos como O Dia, A União, O Norte, Correio da Paraíba, as revistas Menina, Ilustração, Cultura, Aurora, Movimento, Classe, Estudos e Manaíra (em João Pessoa); O Estado e O Nordeste (em Fortaleza); Diário de Pernambuco e a revista Presença (no Recife); Gazeta de Notícias (no Rio de Janeiro); além das prestigiosas publicações internacionais Revista D’Aquém e D’Além Mar (em Lisboa) e o Diário dos Açores (na cidade de Ponta Delgada, Portugal). Em justo reconhecimento ao seu notório saber humanístico, ao rigor de seu ensaísmo e ao valor imperecível de sua obra poética e historiográfica, foi eleito membro efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL). Tomou posse solenemente em sua Cadeira no dia 27 de novembro de 1971, ocasião em que a Casa de Coriolano de Medeiros o acolheu por meio do memorável discurso de recepção proferido pelo ilustre professor e acadêmico Afonso Pereira da Silva. Na própria instituição, prestou inestimáveis serviços administrativos e intelectuais ao longo de sucessivas diretorias, exercendo por vários anos as relevantes funções de Secretário-Geral e de Diretor do Arquivo e da Biblioteca Oficial da entidade, zelando pela memória dos imortais paraibanos. PUBLICAÇÕES Céo cheio de estrelas Poemas Poemas da hora incerta Integração Lua de outono, hai-kai Canto da amada ausente Poemas Novos poems hai-kai  Poemas japoneses, tenka e hai-kai,Tradução Breve antologia brasileira de hai-kai Acalanto  Ária serena, hai-kai Solitude Poemas de Langston Huches Hoedeslin Quinze poemas de Nazim Hikmat João Pessoa, através de duas mensagens presidenciais A União e história da Paraíba Cinco poemas de França Allyrio Meira Wanderley  Eliseu Elias Ceza Coriolano de Medeiros Primeiro jornal paraibano Carlos Dias Fernandes  A União – Jornal e História da Paraíba A Tipografia do Beco da Misericórdia Cardoso Vieira e o Bossuet da Jacoca José Lins do Rego, o homem e a obra Padre Azevedo, sua vida, seus inventos Obras poéticas de Peryllo d’ Oliveira Academia Paraibana de Letras Subsídios para a sua história (1941-1972)

Nº 37 – (PATRONO) ALLYRIO MEIRA WANDERLEY

ALLYRIO Meira WANDERLEY: Nasceu em 22 de outubro de 1906, na Fazenda Campo Comprido, município de Patos, Estado da Paraíba; filho de Francisco Olido Monteiro Wanderley e D. Ignácia Maria Meira Wanderley. Faleceu em 15 de janeiro de 1955, nesta capital. Aos cinco anos de idade, Allyrio já estava quase alfabetizado, foi matriculado no Colégio João XXIII, de Patos, em 1912, onde concluiu o curso primário; veio para a capital do Estado como aluno interno do Colégio Pio X, deixando o internato antes da conclusão do curso por motivos de saúde. Apesar do pouco tempo que passou no Pio X, Allyrio deixou, ali, marcada a sua presença por desavenças e incidentes com os professores, causando-lhe profunda mágoa que ele desabafa num seu depoimento: “nesse colégio, conheci a vida em todos os seus aspectos. E data desse tempo o encontro com as minhas primeiras injustiças, a minha melancolia e o meu desengano, brotados para sempre aos treze anos”. Estas ocorrências contribuíram para estimular a sua carreira literária, por esse tempo, escreveu o livro de poemas Destinos. Instalou-se na capital pernambucana, onde concluiu o curso secundário; daí, foi para São Paulo e, depois, para o Rio de Janeiro. O acadêmico Eduardo Martins, em seu discurso de posse na APL, faz referências a algumas viagens feitas por Allyrio Wanderley à Europa e a um curso de Filosofia na Alemanha. No entanto, pessoas idôneas que o conheceram pessoalmente, afirmam desconhecer estes fatos e dizem que Allyrio foi um autodidata, homem muito inteligente e criativo. Contava histórias fabulosas vividas por ele, frutos, talvez, de um sonho irrealizado. Ele era jornalista, romancista, poeta, teatrólogo e deixou uma vasta e importante bibliografia; colaborou nos jornais do Sul do País, sendo os principais: A Razão, 1931; Correio de São Paulo; Correio Paulistano; O Dia; A Gazeta; A Platéia; Ação Livre e Revista de São Paulo, em São Paulo; No Rio de Janeiro, escreveu, em: O Radical, Don Casmurro; A Manhã; em Maceió: A Gazeta de Alagoas; em João Pessoa: O Estado da Paraíba; A União; O Norte PN-Publicidades e Negócios; Correio da Paraíba (1953) e Paraíba Agrícola. Além de artigos em jornais e conferências, publicou os livros: Sol criminoso(romance); Os brutos(romance); As bases do separatismo(sociologia); Bolsos vazios(romance) Os carneiros cinzentos(crítica): Inéditos: Janjão doutor(comédia); O lume no alcantil(drama); Cães sem dono(romance); Serões de uma traça(crítica); A seara do próximo(crítica); As formigas(romance); Espinho branco (romance) Uma lira também se quebra (farsa em três atos). REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: MARTINS, Eduardo. Allyrio Wanderley – cadeira 37. Discurso de posse. João Pessoa: 1971.